sexta-feira, 11 de junho de 2010
A Copa dos Bafana
A solenidade demorada à la Olimpíadas aconteceu ontem, mas não pude assistir.
Acho que o Black Eyed Peas faz um pop bem interessante, talvez o mais imaginativo e ‘eclético’ do gênero na atualidade, apesar de não ser bem a minha praia. Mas a Shakira... Bem, a música da Shakira não me atrai.
O noticiário informa que Galvão Bueno observou que a Shakira estava ‘em boa forma’, como se o contrário não fosse a surpresa e contando que houvesse eufemismo elegante para ‘gostosa’. Deu vontade de criar um tumblr só para escrever vários, ‘P_, Galvão!’. Mas depois de ler que o Luciano do Vale comentou que a cantora é um ‘exemplo de vida’, desisti da empreitada. Seria passar dos meus limites criar mais de um tumblr.
***
Hoje foi um espetáculo à la ‘Arte Total’ ao som de música pop majoritariamente africana, que melhor ficaria se não houvesse a ‘intrusão’ de um cafonão americano chamado R. Kelly – que me perdoem os fãs (do Kelly), mas o Cauby Peixoto é o único sujeito que aturo usando strass fora da época de carnaval.
Foi emocionante a imagem do Bispo Tutu, na maior empolgação, dançando em roupas típicas.
Nunca havia visto o Hugh Masekela em ação – apesar do Youtube – mas estava lá, mesmo que um tanto fraquinho fisicamente. É bom perceber que só um dos meus heróis, o Jimi Hendrix, morreu de overdose.
Nelson Mandela foi de certa forma forçado a ‘comparecer’ virtualmente. Estando presente ou não ele está vivendo este momento.
Não é o caso de Miriam Makeba. Senti imensamente a falta da cantora de ‘Pata Pata’, lembrança da minha infância que revivo desde uns quinze anos para cá. Ela, que passou a vida sendo um símbolo e a voz que ‘cantava’ a luta contra o apartheid não viveu o suficiente para ver seu país sediar o mais badalado evento esportivo do planeta, praticamente comemorando os vinte anos da abolição do regime segregacional – pelo menos na forma da lei. Mesmo sendo homenageada por uma fantástica Thandiswa Mazwai (de quem nunca ouvi falar, mas o nome está anotado aqui), lamento quando penso que apenas dois anos a deixaram de fora da festa que foi o retrato da essência da própria Miriam Makeba. Na verdade, foi como se ela estivesse lá... (Mas é lógico que ela estava lá!)
O jogo foi irregular tecnicamente, mas emocionante. Os Bafana Bafana foram roubados dentro de casa. Foi pênalti. Mas o gol sul-africano foi a imagem da perfeição, pois deu início aos trabalhos pelos pés dos mais indicados para a honra.
Nota 1: Por garantia confirmei na Wikipedia – ou seja, mais ou menos ‘confirmado’ – que o Femi Kuti é mesmo filho do Fela, porque não iria confiar em informações de apresentadores que não sabiam que a ‘árvore’ cenográfica era a representação de um baobá.
Nota 1.1: Com esse time do Uruguai, o El Loco vai precisar, e muito!, da nossa torcida.
Nota 1.2: Os Bafana Bafana dançam bem melhor do que os ‘Meninos da Vila’.
Saudações botafoguenses!
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2 comentários:
Se o Loco fizesse dois gols transformar-se-ia no maior artilheiro das Seleções Uruguaias. Já não era mau de todo...
Abraços Gloriosos!
Ele fará, Rui. Um em cada um dos jogos que faltam.
Muita falta de preparação psicológica e de formação individual por parte do jovem jogador uruguaio que foi expulso, e justamente no momento do jogo em que o técnico tentava uma mudança.
Não assisti aos dois jogos da manhã de hoje (aqui), mas meu irmão me disse que os quatro não são de nada. O melhor time até agora me parece ser a Alemanha, que jogou muito bem.
Saudações botafoguenses!
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