terça-feira, 11 de maio de 2010

revista do urubu

(clique na imagem para saber mais)

Como o Santos não venceu o clássico de sábado, a Revista do Urubu de domingo estampou duas fotos que dividiam a capa, formando uma composição gráfica tão exuberante e rica em elementos semânticos visuais e linguísticos, que, se vivo fosse, Althusser certamente reveria sua classificação das categorias de Aparelhos Ideológicos de Estado, juntando a imprensa às Belas Artes.

A criatividade do jornalismo atual é MA-RA-VI-LHO-ZHA!

Chega de relatar fatos, chega dessa chatice de dar notícia, chega de falar da realidade; chega de notícia, de fatos: Chega de realidade!

A pós-modernidade é magérrima, o texto é dinâmico, o linguajar é ‘esperto’, a realidade é relativa, as imagens de capa são feias, o editor é cínico: ele é moderno.

A ‘semiotiquice’ da Revista do Urubu não chega a ser tão superficial quanto um tumor e nem tão profunda quanto uma coceira. Tem o aroma suave de um girassol: É na medida.

É ‘sinistra’ a editoria do esportes, um suplemento do Das Reich, que atualmente é diário.

Pena que na segunda-feira metade da capa era ocupada por uma camisa de time horrorosa. Uma mistura de cores que parecia resto de despacho revirado por cachorro.

Mesmo assim estou muito a fim de mandar uma mensagem pro editor, pra passar uma receita de ginkgo-biloba com red bull e chá verde, que é boazona, e pode servir pra ajudá-lo a sustentar o pensamento a um palmo acima da virilha e manter o nível de sempre.

Saudações botafoguenses!

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