segunda-feira, 26 de abril de 2010

Festa no Engenhão


Saí de casa para aplaudir o Botafogo, o Campeão Carioca, mas cheguei praticamente em cima da hora do jogo e não vi grande parte das homenagens. Mas a minha intenção principal era me juntar aos que fossem ao Engenhão mostrar gratidão pelos que lutaram para nos garantir mais um troféu nas prateleiras do Salão e acho que consegui um pouco disso durante a partida. Era só isso mesmo: gritar ‘É Campeão’, ao invés de ‘Gol!’, como noticiou o aparelho de propaganda urubu.

Como era dia de festa, eu podia mudar de lugar o quanto quisesse sem gastar superstição à toa. Mas acabei ficando do mesmo lado, garantindo nossa defesa no primeiro tempo e secando o gol corinthiano no segundo.

Para o meu paladar vaiar é bom, mas aplaudir é que é gostoso. Ou seja, infernizar o Souza não é mau, mas aplaudir e gritar o nome dos nossos é muito melhor. E não faltou oportunidade.

O jogo teve vários momentos de tensão, apesar de ser um ‘amistoso’. Os homens de frente cumpriram sua função e Jefferson garantiu o placar.

A arbitragem não deixou El Loco marcar pela segunda vez e o Caio fazer o seu. Mas, cá entre nós, seria deselegante meter cinco gols num convidado, que trouxe um time mixto para prestigiar nossa festa. Ficou de bom tamanho.

Agora é voltar ao batente e pensar no Brasileiro, porque o caminho é longo e todos sabem que o time chegou no seu limite, que é a divisa do Estado do Rio.

Que o coração do Maicosuel volte a bater deste lado do oceano.

* * *

Acho que estou me habituando demais às defesas espetaculares do Jefferson – ou foi o efeito de ser um amistoso –, pois eu torcia para que um adversário acertasse um tirambaço só pra ver ‘A Parede’ em ação. E ontem o Jefferson não deixou de fazer das suas.

* * *

A torcida parece mais apegada ao fato de o Joel ter sido um dos protagonistas da campanha vencedora e de ter acabado do nosso lado – até o momento –, do que às declarações pouco felizes.

* * *

Estou aliviado pelo fato de saber que Lúcio Flávio se recuperou da grave lesão em seu dedo mínimo a tempo de jogar o amistoso e de erguer a Taça no domingo passado sem a necessidade de um curativo que enfeiasse a foto.

* * *

O uniforme ‘engraçado’, quem diria?, acabou iniciando e fechando os trabalhos, pois foi com ele que fomos ao fundo do poço e comemoramos o final feliz. Falei tão mal do coitado, chamei de roupa de palhaço, mas agora quero uma camisa daquelas como recordação. Até porque se algum torcedor quiser uma camisa igual a que foi usada durante a campanha, ou, para ‘facilitar’, a que foi usada na final – ou no final, porque não houve ‘uma’ final, não é mesmo? –, até o momento vai ficar mesmo é na vontade.

É assim que se fazem bons negócios segundo a cartilha do Presidente Assumpção.

Nota: Fico devendo, por enquanto, as fotos do Renan, Alex, Júnior e Jorge Luís, na montagem/homenagem.

Saudações alvinegras!

sábado, 24 de abril de 2010

O flerte de Joel


Andei meio por fora ou na superfície das notícias nos últimos dias e não li sobre a movimentação em torno do ‘passe’ de Joel Santana. Sabia que nosso antigo/atual/ex/presente treinador teve o jantar de comemoração do título bancado pelo Grão-vizir das Laranjeiras e que posteriormente vinha sendo aliciado pela Imperadora da Chatuba do Amor.

Quando finalmente li as declarações de Joel Santana sobre o assunto, o baião de dois deu uma balançada atrás do umbigo.

Antes de Joel chegar ao Botafogo, a notícia que se tinha sobre o treinador era sua demissão do comando da seleção da África do Sul e tudo o que se falava sobre ele sempre terminava em alguma piada a seu respeito, em suma, um homem com a carreira e a imagem em baixa.

Conseguiu reerguer a moral do elenco botafoguense e sempre será lembrado pela virada de rumo histórica que nos levou ao título, ganhando de todos os adversários nas semi e nas finais. E, junto à nossa ascensão, seu prestígio teve uma reviravolta positiva espetacular.

Agora vem com essa estória de ‘nassaum’... Não vou adiante com isso, porque o estômago não é de ferro.

* * *

Não sei como ficará nossa dignidade andando ao lado de Joel Santana, mas com certeza não deixaria as crianças sozinhas aos seus cuidados.

No momento uma babá bem indicada é mais confiável que o ‘papai’ que foi na esquina dar um ‘cheiro’ no cangote da ‘outra’, pra voltar pra casa chamando o Botafogo de ‘mina de fé’.

Na visão do blog o prestígio de Joel Santana está em baixa e esta condição, no momento, parece irreversível. Tomara que ele consiga mais uma virada extraordinária.

* * *

Sugestões de leitura: ‘Pode sair’, Cantinho Botafoguense; ‘Certas coisas não mudam’, MCR; “A ‘nassaum’ espera-o: suma-se, Joel!”, ‘Papai Joel em leilão...’, ‘Ele fica... ela vai...’, Mundo Botafogo/Estrela Solitária; e ‘que vá para a nassaum!’, snoopy em preto e branco.

Saudações botafoguenses!

Caderno de esportes de um só time

Por que o Botafogo não aparece na capa?

O caderno de esportes de um só time, que vem dentro do jornal de maior circulação do país, teve a infelicidade de publicar a palavra ‘vice’, na capa da edição que se seguiu à conquista do título carioca pelo Botafogo. Na manchete lia-se ‘Vice é...’.

Algum gênio do jornalismo achou de bom tom ‘homenagear’ o título botafoguense fazendo referência a uma expressão chula, usando um termo pouco apreciado pela torcida botafoguense e ainda fez questão de se esquecer da palavra ‘Botafogo’.

O simples e o apropriado não fazem parte do idioma dos que se contorcem pra parecerem geniais e ‘inovadores’.

Acho que pensam que faltaria criatividade a uma manchete onde lê-se ‘O Botafogo é campeão’. ‘O Rio já conhece seu campeão’, nem pensar, pois seria coisa ‘ultrapassada’.

Se era pra ‘apostar na inovação’ e parecerem ‘sinistros’, ou melhor, ‘hip’, usando uma expressão ouvida nos estádios, poderiam escrever ‘Botafogo nisso!’, ou ‘É por ti, Fogo’, ‘Não para, não para, não para‘, ‘Pra cima, Fogão’, ou mesmo, ‘Perder pra ninguém’ (uma vez que ganhamos de todos nas semifinais e nas finais). Mas estas provavelmente seriam consideradas clichês, cafonas, ou alguma coisa que desvalorizasse a ‘sagacidade’ do autor ou ‘sobrevalorizasse’ o feito alvinegro.

A ‘obra’ feita através do que dizem com palavras, uma escrita que dispensou o nome do clube campeão, poderia ser considerada uma simples grosseria ou falta de discernimento, se as imagens esclarecessem que era uma capa ‘dedicada’ ao Botafogo de Futebol e Regatas. Muito pelo contrário, o discurso imagético deixa clara a má intenção da editoria, uma vez que não há um só símbolo que faça referência direta ao Campeão Carioca.

Não estão lá imagens do time e de nenhum jogador, nem o escudo ou o uniforme. Nem mesmo uma estrela de cinco pontas. O Botafogo simplesmente não existe na capa.

O que se vê é uma amálgama de algo parecido com uma chuva de confetes e uma taça preenchendo a capa quase por completo. Acho que é isso: publicaram a imagem da Taça bem grande pra poderem ver de perto o que gostariam muito de ver nas mãos do time deles.

Mas não adianta, foi o Botafogo, o Campeão Carioca, que levou AS TRÊS TAÇAS pra General Severiano.

* * *

Para corrigir o ‘ofuscamento’ dos fatos, que é a finalidade do caderno de esportes de um só time, estampo uma capa e um ‘miolo’ descentes na postagem de hoje.

Saudações botafoguenses!

(Verso do pôster da Grandes Campeões, Ed. Ediouro)
(clique pra ampliar)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Megafoto

(Nós estávamos por ali)

O Gil descobriu no site UOL Esporte uma tal de ‘megafoto’. Sensação engraçada essa de se avistar no meio de uma multidão. Tudo bem que a definição não é lá essas coisas, mas o brinquedinho é interessante – isso se você não se ativer à ideia do ‘Big Brother’ do Orwell.

(O Gil mandando um torpedo pro pessoal de fora do Rio e eu na espera)

Pra brincar de ‘onde está o torcedor no Maraca’ clique aqui e veja como funciona.

Saudações botafoguenses!

Adicionado em 24-4-2010: Todo mundo conhecia a megafoto, menos eu. Pelo menos a minha ignorância me valeu o gostinho da descoberta.

Fisher e Ferretti... Loco e Herrera

(Ary e Mateus)

Meu amigo botafoguense, o Ary, outro dia comentou que teve um ‘acesso de ideia fixa’, ao se lembrar de uma tarde em companhia de seu saudoso pai, o Seu Ary – com quem tive a satisfação de assistir a vários jogos do Botafogo, nas arquibancadas do Caio Martins.

Segue seu comentário em itálico:

Meu Caro Amigo,

É sabido que todo Botafoguense é supersticioso. Mas quem não é?

Na véspera do jogo de ontem, acordei lembrando de uma tarde de domingo em Jaconé, pescando com meu maior ídolo Botafoguense: Meu Pai.

Domingo de Jair (3), Fischer (2) e Ferretti (1), 6 x 0 no fla...

Mentalizei: Fischer & Ferretti... Louco & Herrera... Fischer & Ferretti... Louco & Herrera...

Devo ter sonhado com a mentalização!

Ontem, durante todas as horas que antecederam o jogo, não saía da minha cabeça: Fischer & Ferretti... Louco & Herrera... Fischer & Ferretti... Louco & Herrera...

Viva o Botafogo!

Viva o meu maior ídolo Botafoguense hoje, meu filho Mateus, campeão com 16 dias de Botafoguense.

* * *

Vou conhecer o Mateus daqui a pouco. Pela foto descobri que ele já tem um macacãozinho muito parecido com o que vou presenteá-lo. Mas como ele é campeão, que não faltem escudos, porque não vão faltar oportunidades para exibi-los.

Saudações botafoguenses!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Caio Canedo


Na primeira oportunidade que teve, Caio mostrou ao que vinha e me levou a escrever o seguinte: ‘Apesar da ótima abertura para Lúcio Flávio, no lance do primeiro gol, a opção número um para o ataque não é Jorge Luiz. Esse Caio parece ser um jogador veloz e audacioso, o tipo de sujeito que muda o rumo de partidas difíceis.’

Não profetizei nada. Foi uma simples constatação do talento em potencial de um jovem jogador, talento que se revelava de maneira muito clara.

Sendo titular ou não, é inegável que o Caio entrava para incendiar o jogo e instaurar pânico no lado adversário.

Sua presença foi decisiva para o resultado de várias partidas, seja através de seus gols, de seus passes, da abertura de brechas que se formavam devido à preocupação das defesas com o perigo que ele representava – e representa –, ou criando situações que levaram adversários à expulsão algumas vezes.

A pecha de ‘Talismã’ tem seu charme e é carinhosa, mas acho que o Caio é mais do que isso. Um jogador veloz, de ótima técnica, um grau de maturidade acima da média do padrão de sua idade e tem comportamento esportivo agressivo – apesar do corpo de menino –, uma qualidade que aprecio no futebol.

Houve momentos em que o excesso de individualismo prejudicou sua contribuição para o bem da equipe, mas trata-se de um jovem que estreou como profissional há quase exatos três meses do dia em que se sagrou campeão carioca. Acredito que isso deva ser levado em consideração.

Acho pouco dizer que o Caio tem tudo pra ‘arrebentar’, porque chegou como um raio, arrasando todos os que tentaram impedir sua passagem.

Valeu, Caiô!

Saudações botafoguenses!

PS: Vale lembrar que a existência de Caio fez com que o espiritualmente minúsculo e futebolisticamente limitado, Juan, corresse do pau no dia da decisão.

terça-feira, 20 de abril de 2010

A camisa de 2010


Inventei um intervalo no trabalho e dei uma saidinha. Não precisava ir ao banco ou à padaria e nem sentia necessidade de tomar um pouco de ar, porque gosto do meu ambiente de trabalho, uma sala fechada.

Saí simplesmente pra dar um passeio com ‘a camisa’.

Foi sair portão afora e já avistei ‘um semelhante’, uma pessoa vestindo a camisa do Botafogo.

Era uma moça de uns 15 anos. Percebi que ela me viu à distância e, meio retraída, balançou o olhar pro lado e depois pra baixo, talvez insegura se deveria me dirigir o olhar, o que me fez achar que ela estava encabulada. Deve ter pensado: “E agora? Esse cara vindo na minha direção com uma camisa ‘igual’ à minha...”

Não poderia deixar de cumprimentar o primeiro alvinegro – no caso, alvinegra – que encontrava no dia, mas, percebendo o aparente desconforto da minha desconhecida camarada botafoguense, fiquei eu também meio constrangido.

Sorri. O que mais? Ela pareceu aliviada – “não foi tão ruim assim”, deve ter pensado – e sorriu também. Parecia feliz da vida e com todo o direito e toda a razão.

Logo em seguida vieram mais dois botafoguenses e mais expressões de felicidade.

Uma botafoguense atravessou a rua.

O sinal abriu, e um motoqueiro botafoguense acelerou cruzando a imagem de um botafoguense no calçadão lá do outro lado do asfalto. Ele estava conversando com o guarda do bairro, o cabo Paulo César, o ‘PC’, que é vascaíno.

O sinal fechou, atravessei a rua e dei a volta na pracinha.

O trajeto me valeu um encontro com um casal de jovens botafoguenses – fiz um sinal de ok e fui respondido da mesma forma e sem afetações – e outro, com um grandalhão torcedor do América e que é botafoguense em segundo plano, que ao me avistar bradou: “Eu não te disse? É, campeão!”

Dei uma esticadinha até quase metade do quarteirão porque me lembrei das frutas-de-conde da manhã de domingo, que comprei na banca do Jorge.

Um botafoguense de barba branca bebia um chopp no boteco da esquina. O garçom do boteco é vascaíno: “Valeu! Me vingaram a roubalheira.”

O Jorge vende frutas há trocentos anos no mesmo lugar, numa banca de madeira chinfrim toda vida que, entra ano e sai ano, um desembargador nosso vizinho proíbe que os fiscais, o secretário de posturas, o de saúde e o prefeito da vez tirem dali.

A balconista da lanchonete japonesa que fica em frente à banca do Jorge – e não o contrário –, e que vende uns cones caros pra danar que a minha sobrinha me obriga a comprar gritou “mengo!” Eu disse: “Meus parabéns”. A colega da balconista disse: “Cala a boca, mané!” Eu repeti o que tinha dito antes.

Da farmácia do outro lado da rua saiu um casal de fisiculturistas botafoguenses com umas camisas bem apertadas. O tecido dos uniformes de hoje em dia é muito resistente.

O Jorge é tricolor e os mais velhos dizem que jogou um bolão “na areia”; “e de chuteira também!” Não tenho certeza, mas acho que ele jogou nos aspirantes do Fluminense.

O Jorge é conhecido como ‘o cara que deu um lençol no Gérson’.

O desembargador também torce pro Fluminense e deve ser por isso que não tiram a barraca do Jorge de lá.

O fruteiro é um sujeito ótimo, agradável inclusive quando bebe uns traçados bem servidos no bar Jóia. Me vendeu as frutas-de-conde e me ‘empurrou’ meia dúzia de caquis. Não gosto muito de caqui, mas ele disse que fazia pela metade do preço. Não vou recusar um ótimo negócio num ano que começou tão bem. Me deu os parabéns. “Ah, botafoguense... Lavou a alma.”

Na volta vi mais um botafoguense. Ele saía do prédio da Reitoria. Nos 50 metros finais foi só este último que vi e cheguei a estranhar a pouca quantidade.

Entrei e não sacaneei o porteiro, mesmo sabendo que era flamenguista.

Não imaginava que eram tantos os botafoguenses em Niterói. Uma camisa pode revelar muita coisa.

Da próxima vez que saírem de casa, meus amigos e amigas botafoguenses, vistam a camisa. Isso garante mais saudações e sorrisos do que de costume. Aproveitem o bom momento.

O Botafogo agradece e eu agradeço ao Botafogo.

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A Democracia agradece

O estado de direito está restabelecido: o império foi derrubado.

(Foto: Paulo Sergio - Lancepress)

Fico imaginando o locutor falando: “Acabou! O Botafogo é o campeão!” Eu gosto de ouvir a verdade, principalmente quando ela vem de mãos dadas com a justiça.

Não poderia ser melhor: arquibancada botafoguense lotada; torcida incendiando o estádio 200% do tempo de jogo; todos jogando com raça, sangue e ‘jeito’ de campeão; ‘A Parede’ defendendo pênalti em momento decisivo; Herrera e El Loco mostrando que não se perde pênalti em final de campeonato e transformando o ‘pegador de pênaltis’ em gandula de baliza; Somália, ‘O Republicano’, afirmando que não põe tapete para imperador passar; ‘pedaladinhas’ do Edno na hora certa; Caio infernizando o ‘joão’ da vez; o tetracampeonato será nosso para sempre; e um irresponsável perfeitamente brioso para mandar o juiz, ladrão ou não, às favas!

O Botafogo venceu sem a ajuda da arbitragem, sem o oba-oba da imprensa, sem o rolo compressor do poder econômico. Jogou contra tudo e contra todos.

Se a ‘roubadinha’ do Caio tivesse entrado – com o cara que gosta de bater em mulher se rastejando atrás da bola –, o mundo poderia ser considerado um paraíso, o que não faz bem ao espírito. Ou seja, foi na medida.

Parabéns aos jogadores que estiveram em campo e a todo o elenco, ao Joel Santana e sua comissão técnica!

PARABÉNS A TODOS OS BOTAFOGUENSES ESPALHADOS PELO BRASIL E PELO MUNDO!!!

Saudações botafoguenses!

sábado, 17 de abril de 2010

Revistinha pra embrulhar tainhas


A flapress ‘saiu do armário’ e inaugurou uma revista vermelhopretista no centro de seu jornal de maior circulação, ex-simpatizante de Fernando Collor de Mello. Chama-se ‘Esportes’, simples assim, e pode ser encontrada em qualquer banca de jornal do bairro.

Uma pena que não venha com um brinde, quem sabe um chaveirinho vermelho e preto com um rabisco no meio, para que eu pudesse presentear uma grande amiga rubro-negra, em retribuição a dois chaveiros lindos que ela me deu, que têm detalhes em preto e branco e uma estrela de cinco pontas.

A capa da primeira edição da revista do Flamengo, que vem embrulhada no jornal O Globo – sem direito a meia dúzia de sardinhas no pacote – estampa uma foto de capa inteira de um jogador vestindo uma camisa com cores de despacho brabo e tasca a manchete: ‘Sempre eles!’

A manchete inevitavelmente faz referência ao fato do Botafogo mais uma vez disputar uma final com o time da moda, mas não menciona que é a 12ª final disputada pelo Botafogo em cinco anos. Mas isso era de se esperar, uma vez que se trata de uma revista especializada em um único clube de futebol.

Foram obrigados a mencionar o Botafogo, pois a imagem faz referência exclusivamente ao time patrocinador ou patrocinado pelo jornal, não a tornando capaz de sustentar por si só a ‘notícia’, o que seria, com certeza, o desejo dos idiotas que gostariam de ver somente um time participando de uma competição esportiva.

Na verdade acho que não seria má ideia uma partida entre ‘Flamengo do A’ contra ‘Flamengo do B’ se enfrentando em campo e, fora dele, sua torcida se esbofeteando antes, durante e depois da partida, como de costume.

Ainda bem que o Botafogo aparece timidamente nesta nova publicação, pois não seria boa coisa ver imagens nossas embrulhando meio quilo de tainhas.

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Vámos... ¡Vámonos!: Vamos, pô!!!



Palavras de ‘El Loco’ Abreu:

“Este é um clube glorioso e, mais importante do que o Abreu ser artilheiro, será ver o Botafogo campeão.” Ao ser recebido em General Severiano.

“Futebol é assim: é jogado, não é falado.” Após a semifinal contra o Flamengo.

“Sinceramente, a minha prioridade, faz muito tempo, é a glória de uma equipe. Não basta ser artilheiro cinco vezes e não ser campeão. A alegria de um não é a alegria de todos. Trato de fazer o melhor para o time, para ter resultados. Se puder fazer gol, ser eficiente, melhor.” Ao site oficial do Botafogo.

“O nosso time é assim. Humildade acima de tudo, ninguém aqui fala demais.” Depois do jogo contra o Fluminense.

Sebastián ‘El Loco’ Abreu reinaugurou o velho costume das comemorações de gols com os companheiros de equipe, deixando de lado essa estória de correr para junto da torcida e para longe dos sujeitos que criaram a oportunidade para o tento. Considero uma ótima iniciativa, porque é com seus parceiros de clube que ele enfrenta o caminho no dia a dia.

El Loco foi uma ótima contratação. Incomoda os adversários e agrada os companheiros de trabalho. Simples assim.

Quanto a nós, torcedores, garanto que ele virá comemorar conosco, mas quando tudo já estiver resolvido dentro de campo.

Saudações botafoguenses!

terça-feira, 13 de abril de 2010

O complemento do gol



Não consigo gravar a imagem completa de uma partida de futebol como faz uma câmera. O que sobra em minha mente são fragmentos de um ‘realidade’ contínua, que não consigo recuperar por inteiro. Imagino que isso valha para todos, mas não me importa a teoria.

É difícil saber exatamente o processo de seleção aplicado por nossa mente, que escolhe os trechos dessa imagem ‘inteira’, aqueles que deseja ou é levada – por algum motivo que desconheço – a estocar. Mas o que mais me intriga nesse processo é a produção de uma espécie de hierarquia entre as selecionadas.

Vários momentos do jogo passado – importantes ou não – me vêm à memória quando penso na partida. Mas um deles, uma passagem rápida, ficou encravado na minha cabeça como um ‘refrão-chiclete’ e não me sai da lembrança. Não foi o gol do El Loco, matando o goleiro com precisão, nem o do Caio, com a bola entrando em câmera lenta, o goleiro congelado. Não foram as pixotadas do Antonio Carlos, nem o pênalti mal marcado contra nós ou o não marcado sobre o Caio. E também não foi o gol do Fahel, pelo menos não ‘por inteiro’.

A imagem que não me sai do pensamento é a do Herrera pegando a bola no fundo do gol e chutando pro alto, estufando a rede que quase não balançou com o chute providencial, mas fraquinho do Fahel.

O Herrera meio que ‘consertou’ o lance. Ele completou o que estava consumado nas regras do jogo, mas que não possuía uma imagem que correspondesse ao significado do fato que acabara de acontecer. No meio do meu grito de ‘gol’ o gesto do Herrera me fez gritar uma nota mais alta e intensa.

O gol já era um fato, a bola tinha passado da linha, mas faltava alguma coisa. O instinto do Herrera percebeu isso e ele não titubeou: tascou um chute, estufou a rede e aliviou o peito. O dele e o meu.

Quero muito que o Herrera fique por um bom tempo no Botafogo, mas isso é uma incerteza. Certo mesmo é que a imagem ficou e essa não sai tão cedo.

Saudações botafoguenses!

domingo, 11 de abril de 2010

Menos um no caminho

(Foto: Paulo Sergio, Lancenet)

Foram cinco os gols da partida, o que faria qualquer um pensar que os ataques estavam em noite inspirada. Mas não foi nada disso: as defesas é que não jogaram nada.

O empenho geral da equipe foi o destaque do time e a atuação de Antonio Carlos daria um capítulo exclusivo, para explicar a aspirantes a zagueiro o que não fazer para se tornarem bons na profissão que pretendem abraçar.

Não vou discutir se foi bola na mão ou mão na bola. O que interessa é que Leandro Guerreiro sempre aparece na foto nos momentos ruins. Como bem descreveu Marcelo Pereira em seu blog, Fogo Eterno, Leandro Guerreiro é O homem que sempre está lá.

O providencial gol de Fahel foi digno do protégé da diretoria: que chutinho maroto!... Seja da como ou da forma for, obrigado, Fahel, o gol veio em momento crucial.

Com impedimento ou não, com ajeitadinha ou sem ela, o certo é que estamos garantidos em mais uma final de turno, que, no nosso caso, todos sabem que pode significar sairmos do Maraca no domingo que vem com aquelas faixas com purpurina suficiente para deixar o carnaval encabulado.

Meu receio é que o Antonio Carlos volte a derrapar na reta e continue ‘marcando’ a dois metros de distância os jogadores adversários que entram na nossa área. Quando pensei que a ida de Juninho levaria junto este expediente, vem o Antonio Carlos me lembrar que na vida nada é perfeito.

Mas o que me mete medo, mesmo, é a possibilidade de que o pessoal da atual diretoria sinta aquela fomezinha incontrolável e caia na desgraça de almoçar com os ‘co-irmãos’.

Saudações botafoguenses!

PS 1: Estamos combinados que nosso meio de campo é Caio, Edno e mais dois?

PS 2: (Conselho do Biriba). – Caio, para de dançar com o Antonio Carlos porque você pode acabar escorregando.

PS 3: O relógio que continua marcando certinho é o do Joel Santana ou o do Caio?

(Foto: Cleber Mendes, Lancenet)

sábado, 10 de abril de 2010

Túlio Souza é um Homem

[Foto (convertida para o preto e branco): Gustavo Rotstein, Globoesporte.com]
No ano passado, quando o Botafogo chegou à penúltima rodada da Taça Rio ameaçado pelos dois pontos que o Madureira tinha de vantagem, Túlio marcou o gol da vitória aos 48 minutos e 50 segundos da etapa final (contra o próprio Madureira), colocando o Botafogo em vantagem na tabela e provando que gosta de flertar com o improvável.

Na encenação intitulada ‘final da Taça Rio de 2009’, o inqualificável Ney Franco ‘lança’ Túlio aos 44 do segundo tempo, creio que para não dar chance ao azar. Vai que o Túlio entra aos 23 e atrapalha a digestão do almoço com os ‘co-irmãos’!

No primeiro jogo das finais, Túlio não entrou em campo. Como não foi escalado de saída poderia ao menos ter sido o substituto de Eduardo (ameaçado de expulsão pelo salteador com um apito), ou de Maicosuel ou Reinaldo, que se contundiram. Mas, infelizmente, Túlio foi obrigado a assistir a Victor Simões perder pênalti e às entradas inócuas de Renato, Gabriel e Jean Carioca, vendo estes dois últimos desperdiçarem, por individualismo infantil, duas chances claras de deixar um companheiro na cara do gol.

Na segunda partida, Túlio teve a incumbência imponderável de substituir Maicosuel. Ora, Túlio não poderia fazer coisas próprias do Sr. Maicosuel, mas podia fazer ‘das dele’. Sofreu pênalti ao ser chutado no rosto pelo zagueiro adversário – que a figura mais abjeta do futebol mundial, José Roberto Wright, ‘interpretou’ (ao modo de ator, não de jornalista) como ‘não-intencional’ por parte do zagueiro.

Pouco mais tarde Túlio acertou a trave ao cobrar falta com inteligência, quando percebeu que o goleiro adversário estava adiantado na expectativa de uma bola lançada à área.

Para praticamente finalizar sua participação no jogo – uma vez que seu gás acabou pouco depois – Túlio fez um gol de quem não perde oportunidade em final de campeonato, coisa de homem que não se intimida frente a desafios. Túlio não ‘amarela’.

Se dentro do ‘planejamento’ de Maurício Assumpção e seus associados flamenguistas o empate com o Madureira e a derrota na final eram boa coisa, para o Túlio – preterido desde sua chegada ao clube – isso não fazia parte dos seus planos. Muito pelo contrário.

Não contem com Túlio para levar a cabo planos em que a derrota seja o destino do Botafogo. Túlio não chafurda nessa lama. Túlio não é um rato.

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Niterói

Amigos e amigas, minha cidade literalmente desmoronou.


O temporal de segunda-feira formou um mar em cima do caçadão da praia, não se via o asfalto e os carros balançavam nas ondulações que o vendaval provocava.

Eu dormia tranquilamente enquanto a tragédia se configurava, e o relato acima é a transcrição do cenário que meu irmão descreveu quando tudo já não passava de um forte temporal.

Pela manhã ouvi meu irmão ligando pro trabalho pra saber se ia ter expediente, porque “a Roberto Silveira (avenida importante pro tráfego da cidade) ‘ainda’ estava” e os funcionários ligavam seguidamente, preocupados por não estarem conseguindo transporte.

Pensei que se tratava de um alagamento dos que acontecem por aqui quando chove forte, um que estivesse durando um pouco mais que o habitual. Fiquei tranquilo. ‘Isso passa’, pensei.

Estranhamente Niterói parecia uma cidade fantasma. O costumeiro trânsito intenso da manhã deu lugar a um vazio de carros e pedestres como se fora tempo de férias, ou a cidade que conheci na infância. O ‘som’ da cidade era outro. Não imaginava que a causa daquele ‘silêncio’ fosse o que acabaria por descobrir bem mais tarde.

Estive enfurnado em minha sala de trabalho desde muito cedo, não li o jornal – não entregaram o que eu assino – e não conversei com ninguém. Não sabia de nada.

O primeiro indício de que as coisas iam ‘um pouco’ pior do que o de costume foi um telefonema de nossa doméstica dizendo que não viria trabalhar ‘por causa do que aconteceu’.

– Mas o que aconteceu? – Não tem ônibus. – Não me enrola, fala o que está acontecendo. Foi alguma coisa com o teu filho? – Não, ele está bem. – Diz que eu mandei um abraço. – Tá... – Mas então, o que que tem de errado? – Ah, está tudo fechado por causa da chuva. – Fechado? – É, fecharam a estrada. – Deve ter caído alguma terra por aí. – Não sei, só sei que disseram que parou tudo. – Tudo bem, tire aí um dia de folga e cuidado pra não pegar um resfriado, hein!

Achei que fosse um deslizamento, fecharam uma pista, o trânsito estava uma droga, isso acontece por aqui. O Rio tem disso: quando chove ‘de verdade’ a terra ‘desliza’.

Soube que o mercado e a lanchonete estavam fechados, o jornaleiro não veio. Deduzi o óbvio: foi a tal falta de ônibus.

Passei o dia refugiado do frio e da chuva – porque ando com uma gripe de lascar – e trabalhando normalmente. Não soube de mais nada.

Mais tarde meu irmão liga dizendo que houve deslizamentos, mas não entrou em detalhes, pois estava com pressa.

Liguei a TV pra ver um filme, mas não cheguei ao final.

Na manhã de ontem uma vizinha me disse que caíram ‘umas barreiras’. Fui à janela e percebi que a cidade ainda estava ‘vazia’.

As dezenas de surfistas se esbaldando nas ótimas ondas que a frente fria trouxe junto com as chuvas formavam uma cena bacana, porém, enganadora.

Uma amiga me liga perguntando se estava tudo bem comigo. Eu reclamei da gripe, mas notei que ela falava num tom meio esquisito. Perguntou se eu sabia o que tinha acontecido na Estrada Fróes, que um carro deslizou pra dentro da casa do Torben Grael, e que eu procurasse me inteirar das coisas se eu conhecesse alguém que morasse por lá, porque a coisa estava feia.

Eu respondi que não sabia de nada e ela foi relatando o que estava acontecendo, o tamanho dos estragos, a gravidade da tragédia, várias tragédias, dezenas de mortos, uma série de deslizamentos e etc, etc...

Foi então que liguei a TV, comprei um jornal local – O Fluminense – e comecei a acelerar o processo de ‘volta à realidade’.

Quedas de barreira em vários pontos da cidades, centenas de edificações destruídas, estradas bloqueadas, acesso via BR-101 cortado, Região Oceânica praticamente isolada, suspeitas de ‘arrastões’ pipocando em vários pontos da cidade...

A pouca quantidade de veículos e pedestres e o ‘silêncio’ mudaram de significado. A cidade não estava tranquila, estava ‘estranhamente calma’.

Surgiram quase subitamente carros de pelotões especiais zoando sirenes em correria e helicópteros da polícia. O ‘som mudou’, mas o estardalhaço não passou de mera redundância...

Me senti um alienado de sorte em meio a milhares de desabrigados, muitos deles que irão enterrar muitos dos mortos que certamente passarão dos cerca de oitenta que já foram contabilizados.

Nota: Saiba como ajudar os desabrigados: Canto do Rio Footbal Club

Saudações botafoguenses!

Nota (atualização 9-4-2010): Com o desmoronamento de um antigo depósito de lixo, ontem, cerca de 50 casas foram soterradas, e estima-se que em torno de 200 pessoas possam estar sob os escombros. O número de mortos pode passar dos trezentos.

terça-feira, 6 de abril de 2010

De vento em popa!

(Foto (detalhe): William Howard Case - 8/4/1910, Alasca)
Clique na foto para ampliá-la

‘Cessada a tempestade, o capitão Lucius Flawin não é encontrado em seu posto, mas a tripulação está radiante com o sucesso da empreitada e manifestam seu regozijo em torno do presidente Maurício Gordon Pym’.

* * *

A propósito da postagem anterior, planejamento é o que não falta à atual diretoria. Vale lembrar que um dos pontos de destaque do brilhante trabalho dos colaboradores do Presidente Assumpção – André Silva e Anderson Barros – vem sendo a administração da montagem de um elenco equilibrado e extremamente competitivo, apesar do reduzidíssimo plantel de apenas 36 jogadores.

A associação entre seu vastíssimo conhecimento dos meandros do futebol, sua agudíssima visão para detectar bons talentos, sua inequívoca perspicácia para perceber boas oportunidades de negócios deram a André Silva e Anderson Barros as ferramentas necessárias para livrarem o Botafogo da subserviência ao empresariado futebolístico.

Infelizmente as referidas qualidades dos geniais colaboradores de Maurício Assumpção, somadas à sua evidente, manifesta, axiomática, inquestionável, indiscutível e incontestável incorruptibilidade não foram suficientes para garantir ao Botafogo a montagem de um elenco que contasse com jogadores aptos a ocupar a vaga deixada por Lúcio Flávio, um craque praticamente insubstituível em qualquer equipe do cenário futebolístico mundial contemporâneo.

E, mesmo que a douta equipe que assessora o competentíssimo Asssumpção tenha contratado o que de melhor o mercado esportivo tinha à disposição, o baque que representa o desfalque de nosso líder e mestre meio-campista não pôde ser contornado de imediato, pois os nomes de Ronaldinho Gaúcho e Deco ainda não constam do BIRA (Boletim Informativo de Registros de Atletas), o que impede que estes jogadores briguem desde já pelo posto de reserva direto de Lúcio Flávio.

Mas é evidente que este fato de forma alguma mancharia a notável trajetória de André Silva e Anderson Barros, que incondicionalmente honram a administração presidida pelo honesto, probo, ilibado, íntegro e impoluto, Maurício Assumpção.

Saudações botafoguenses!

Tudo muito bem pensado

(Shipwreck Playground, por Steve Dinicol - TrekEarth)
Acredito que agora nossa equipe tem tudo para deslanchar. Fomos campeões do primeiro turno ‘sem treinos táticos e de bola parada’, como atesta nosso técnico, Joel Santana, e enfim teremos uma semana inteira para treinar da mesma forma que faz a maioria das outras equipes. Vai ser fácil, quase uma brincadeira de criança...

Não podemos nos esquecer, porém, de que contávamos com Lúcio Flávio comandando a equipe e Leandro Guerreiro salvando todas. Infelizmente metade deste duo glorioso – 50% composto por um maestro! – não nos defenderá nos dois jogos decisivos, pois nosso ‘capitão e líder’, como ressalta nosso treinador, está se recuperando de uma fratura grave no dedo mínimo da mão esquerda.

Mas não há motivos para preocupações, pois assim que Joel Santana encontrar um substituto para o nosso decisivo camisa dez, tudo voltará à normalidade, e seguiremos possivelmente com Edno, ou Diguinho, ou Túlio Souza; ou Eduardo fechando o meio; ou Gabriel protegendo a zaga para dar ‘maior liberdade’ para que Fahel seja nosso ‘meia de criação’; ou Renato Cajá para a segunda partida, ou Caio como última alternativa. Tudo dentro de um planejamento muito rigoroso.

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Vestibular para trouxas


Não consegui assistir à partida mas, pelo compacto que vi, me pareceu que entra e sai jogador e o sistema defensivo continua uma lástima. Acho que o Bangu perdeu mais chances que nós.

Uma vez que aqueles que jogaram a partida não eram profissionais, mas adolescentes pleiteando vaga em algum curso superior de jogadores que farão parte do plantel do Botafogo no Brasileiro, não há por que se preocupar.

Saudações botafoguenses!

domingo, 4 de abril de 2010

A voz das arquibancadas

(Foto: Pedro Kirilos, Lancenet)

Transcrevo aqui um comentário feito pelo meu amigo Gil, comentário este que é o apelo de um torcedor apaixonado, torcedor desesperado com a situação calamitosa em que o Botafogo se encontra, torcedor que não se ilude com o direito conquistado pelo Botafogo de ser finalista de uma competição local. Segue em itálico a fala do Gil:

Grande Luiz,
Grande Biriba,

Que a mão de Deus acorde os conselheiros, beneméritos e oposição!

Como todo Botafoguense, estou atordoado e sem rumo.

É triste escrever isso, mas dei graças a Deus não conseguir falar contigo, poucas horas antes do jogo. Queria um motivo e companhia para ir na catástrofe.

Luiz; O que faz o CD (Conselho Deliberativo)? O que fazem os beneméritos e oposição? Aguardam qual desgraça para tomar a direção do clube?

É balela acreditar que não se pronunciam para não tumultuar o ambiente. Tumultuar ou prejudicar mais o que? Vão aguardar a falência financeira e do clube para alguma atitude! Será tarde e é questão de tempo que isso aconteça.

Conselheiros, beneméritos, oposição, façam algo antes que acabem com o nosso BOTAFOGO! Não há mais tempo!

Conselheiros, beneméritos, oposição, não aguentamos mais as chacotas com o nosso BOTAFOGO!

Conselheiros, beneméritos, oposição; QUEREMOS O NOSSO BOTAFOGO DE VOLTA!

NÃO DÁ PARA ESPERAR 2012!

Abs e Sds, BOTAFOGUENSES!!!

Feliz Páscoa!

(Run Rabbit Run, por Bert Hardy - Getty Images)

Desejamos a todos um ótimo Domingo de Páscoa!

Saudações botafoguenses!

O seguro Assumpção

Hoje também comemoramos com entusiasmo a novíssima parceria botafoguense com a Capemisa Seguradora de Vida e Previdência. (leia aqui)

Perfeito negócio para a atual diretoria, pois não importa a qualidade do trabalho, já que os clientes nunca recorrem ao Procon.

Saudações botafoguenses!

(A SINAF não tem nada a ver com a Capemisa)

sábado, 3 de abril de 2010

A Mão de Deus


Alessandro foi dispensado de suas obrigações profissionais porque precisava se recuperar de um baque psicológico aparentemente incontornável. Lúcio Flávio se afastará dos gramados para fazer uma cirurgia ortopédica na mão.

Não engulo nem uma nem outra.

Não vou comentar sobre o ocorrido com Alessandro e parto direto para a mão de Deus, quer dizer, de Lúcio Flávio.

Acreditando no parecer do médico do Botafogo – provavelmente o Dr. Luiz Fernando Medeiros Kevorkian –, que afirmou ser uma FRATURA GRAVE, algumas perguntas me vieram à cabeça:

- Por que Lúcio Flávio não acusou a lesão na hora que atribuem ter sido o momento da contusão?
- Como uma pessoa que sofreu uma FRATURA GRAVE não pede socorro médico durante o intervalo?
- Como uma pessoa passa uma hora com uma FRATURA GRAVE em sua mão e não aparenta desconforto?
- Por que o Globoesporte.com se esmerou em produzir uma imagem ‘científica’ (que reproduzo no alto desta postagem), que prontamente estava publicada às 11:44h, umas doze horas após à partida?

Não quero as respostas para estas perguntas. O que quero é que acelerem a ‘produção’ de crises psicológicas e ‘fraturas graves’ para Leandro Guerreiro, Fahel, Eduardo, Maurício Assumpção, André Silva e Anderson Barros. Pra começar...

* * *

Junto minha preocupação à do Rui Moura, do Mundo Botafogo, quando leio que o médico afirmou que Lúcio Flávio “...de repente tem chance para o segundo jogo da final”.

‘Segundo jogo da final’? Então é verdade que o encontro gastronômico já está marcado, e tudo acertado para a reedição de mais uma palhaçada criminosa e antiesportiva. Além de incompetentes e frouxos, são também estelionatários.

Mas tudo dependeria de uma goleada estrondosa a nosso favor na primeira partida, para diminuirem os riscos de ter Lúcio Flávio no papel de estrela ridícula em um jogo final. E mesmo diminuída a margem de risco, por maior que fosse a vantagem, com Lúcio Flávio em campo seria fácil para qualquer adversário reverter o pior dos resultados.

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Tudo errado


Se tinha algo para dar errado ontem, este algo formaria uma lista sem fim de acontecimentos.

Jefferson, nossa ‘Parede’, aceitou um frangaço e falhou em outro gol do adversário. Destes fatos, porém, o mais importante é percebermos que em absolutamente TODAS as partidas disputadas pelo Botafogo, nosso goleiro é obrigado a enfrentar uma saraivada de chutes de todas as distâncias e é um dos maiores responsáveis por não estarmos disputando a segunda divisão nacional e termos garantida a presença em uma final de campeonato. Com um meio de campo inexistente e uma defesa fraca no papel e de comportamento inconstante, isto seria de se esperar e é o que vai continuar acontecendo, pois nenhuma mudança se avizinha; não nos iludamos.

As participações em conjunto de Lúcio Flávio e Leandro Guerreiro foram determinantes para a marcação de um pênalti inexistente. Se isso não tem relação com o resultado da partida, serve para que os leitores façam ideia do porquê de eu detestar esses dois sujeitos (enquanto jogadores de futebol – que isso fique claro).

No segundo gol adversário o ‘inexistente’ – ontem – Marcelo Cordeiro chegou junto ao adversário antes do letárgico Antonio Carlos, mesmo estando alguns metros mais distante e, inclusive, atrás do jogador santacruzista, ou seja, correndo no mesmo sentido. Se tanto critico a proteção à zaga, neste caso foi o zagueiro que deixou o adversário chutar como bem entendesse e de dentro da área. Uma lástima!

O terceiro gol serviu para revelar o espírito perdedor que mal-assombra General Severiano. Aos 44 do segundo tempo, com o resultado a nosso favor, Herrera toca mal uma bola, Loco Abreu não acompanha a jogada, Caio e Edno também não se movem, Gabriel volta trotando lentamente (como um potro em exposição equestre), Leandro Guerreiro é facilmente envolvido (como de costume), Antonio Carlos não se posiciona para fazer a cobertura, Jefferson salva mais uma (como de costume), Danny Morais fica parado ao invés de colar no jogador que aproveitou o rebote para chutar cruzado e Gabriel chega em seu ritmo (lento) à marca do pênalti enquanto três defensores ficam olhando o talismã adversário concluir livremente para o gol. É este o espírito de uma equipe que almeja conquistar um título?

Excetuando-se o goleiro Jefferson, considero toda a ‘cena’ do terceiro gol como uma mancha na boa atuação de Loco Abreu, nos ótimos desempenhos de Somália e Herrera e um símbolo do que foi o comportamento e as atuações do restos dos jogadores, que foi de ruim a péssima.

Joel Santana produziu o pior desempenho que teve um técnico do Botafogo desde 2007. Escalou Eduardo, mesmo depois de suas recentes atuações pífias. Errou em todas as substituições: 1) Sacou um volante para a entrada de Caio, confiando ingenuamente na capacidade defensiva de Lúcio Flávio – um erro crasso; 2) Lançou Edno tardiamente; 3) Colocou Gabriel para jogar sabe-se lá onde e para fazer não se sabe o quê; 4) Orientou sua equipe a jogar defensivamente em um jogo dentro de casa, mesmo sabendo que fizemos algumas partidas convincentes pelo estadual, atuando de igual para igual; 5) Não soube orientar seus jogadores a manter a posse de bola no campo de ataque e motivá-los para que não agissem com indolência, o que foi determinante para o terceiro gol adversário. Uma atuação desastrosa.

Acreditando já estar com a classificação no papo, o Botafogo jogou covarde e indolentemente, ao contrário da briosa equipe santacruzista, que mereceu seguir na competição, atuando de forma convincente.

Quando não sua a camisa e joga um futebol de conjunto, o Botafogo sofre com a baixa qualidade individual de seus jogadores. E este foi o Botafogo de Maurício Assumpção, André Silva e Anderson Barros: um time que se resume a um goleiro e uma dupla de ataque.

No final das contas, essa diretoria estará sempre tentando multiplicar o Botafogo por zero.

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A volta do Sr. Maicosuel

Um milagre é operado e deve ter alguma relação com a Páscoa.

Para aqueles que, como eu, duvidavam das promessas absurdas do presidente Assumpção e de sua diretoria, um fato que jamais iríamos imaginar que se tornasse realidade, aconteceu.

Um amigo que mora em Stuttgart me mandou via Skype um link em que Maicosuel afirma já estar tudo acertado para sua volta ao Botafogo, durante a janela de transferência de meio de ano.

Fiquei incrédulo até assistir à entrevista que o Sr. Maicosuel concedeu a um canal alemão nesta tarde. (Para os que não falam alemão, só dá pra entender o que é dito pelo Maic ao tradutor).

Com certeza é a melhor notícia do ano depois de nosso ataque ‘hermano’, da ascensão do Caio e a presença do Jefferson.

Queimei minha língua, mas isso é o que menos importa. Valeu, presidente Assumpção!

Saudações botafoguenses!

Mais jogo decisivo


Joel Santana ainda não sabe quem entra na vaga aberta pela contusão de Sandro Silva. Falou em escalar Alessandro, deslocando Somália para o meio; adiantar Fahel, com Fábio Ferreira retornando à zaga; simplesmente voltar com Eduardo (toc, toc, toc...) ou lançar Caio desde o início (primeiro de abril!).

Como Joel não gosta de muita mudança, ele bem que poderia escalar o time que começou o segundo tempo da última partida, sem nem mesmo precisar substituir o Somália, já que nosso atual lateral-direito está refeito de sua indisposição gástrica.

Mas como Joel prefere mexer ‘o mínimo possível’, acho que vamos de Fahel com a sete e Fábio Ferreira compondo a zaga.

* * *

Uma ótima notícia foi saber que agora nós treinamos cobranças de pênaltis em véspera de jogo decisivo. Um alívio depois de tantas derrotas por não treinarmos os fundamentos do jogo, talvez por ingenuidade ou incompetência mesmo.

Nada como um feijão com arroz básico para a fome do dia-a-dia.

Saudações botafoguenses!

Ao Mestre com amor


Só agora posso saudar o time pela vitória de segunda-feira. Vitória dentro de campo, porque fora dele perdemos um dos nossos, grandiosa figura.

Apesar de o Boavista não ter sido um adversário que representasse um real teste para a evolução da equipe, podemos dizer que o time jogou bem. O toque de bola no meio campo continua com um bom nível, e criamos tramas de ataque mais variadas. Estão de parabéns!

* * *

Primeiro tempo ‘preguiçoso’, apesar de algumas oportunidades não aproveitadas. Chega a ser repetitivo.

As saídas de bola ainda arranham um pouco, principalmente quando Fahel é acionado para cumprir esta função e afoitamente despacha a bola para frente sem necessidade. Mas acredito que até isso vá melhorar.

O espírito de luta continua sendo um elemento fundamental para a regularidade da equipe.

Parece até que Leandro Guerreiro – um símbolo deste espírito de luta desde o ano passado – leu minha crítica em relação a ele, pois se apresentou como se realmente quisesse ser campeão, jogando com ‘sede de vitória’. O problema é quando precisamos dele em momentos decisivos no setor defensivo. Se foi ótimo ao fazer uma jogada de fundo perfeita para o nosso terceiro gol, na hora do mano a mano revelou ainda ser o Leandro Guerreiro que não me inspira confiança.

A saída de Somália foi exemplar para sabermos o quanto o lado direito cai de rendimento com a sua ausência. Sandro Silva sempre fará melhor figura toda vez que se concentrar em apenas jogar futebol, deixando de lado as firulas desnecessárias.

Com a regularidade de um relógio, a entrada de Caio, seja no lugar de quem for ou em qualquer momento da partida, melhora a equipe, e as oportunidades de gol, quando não aumentam em quantidade, tornam-se mais efetivas.

Para os que acham que Edno só pode jogar no ataque, o terceiro gol botafoguense serve como exemplo da ótima visão de jogo do excelente reforço.

Destaque para o golaço de Marcelo Cordeiro, que muito oportunamente homenageou o já saudoso mestre do jornalismo brasileiro, o ilustre botafoguense, Armando Nogueira. Esse MC Cordeiro é esperto toda vida...

Este gol serve como exemplo para qualidades do elenco que vez por outra têm destaque por aqui, que são o espírito de luta de Herrera e sua ótima participação nas transições e a visão de jogo de Loco Abreu, que muitos consideram ser apenas um perna-de-pau que sabe cabecear. Mesmo com uma técnica ‘terrestre’ bastante sofrível, diga-se, Loco Abreu sempre participa das partidas de maneira inteligente, tanto no alto quanto nas jogadas pelo chão, fora a sua presença de espírito e comportamento astuto.

Mais três pontos e o direito de estar entre os quatro semifinalistas da Taça.

Mais uma vez, parabéns a todos!

Saudações botafoguenses!

PS: Na torcida para que a atual diretoria não resolva fazer uma boquinha com o ‘co-irmão’ da vez.