segunda-feira, 15 de março de 2010

A seca, a chuva e o dilúvio


No ‘período da seca’ da partida foram poucas as oportunidades criadas pelo Botafogo, pois continuamos com problemas na transição para o campo adversário e no municiamento ao ataque. Não por acaso, o gol se originou em mais uma ótima jogada individual de Caio, concluída em arremate de cabeça certeiro de Antonio Carlos.

O meio de campo do Olaria – do nosso conhecido, Dé – tocou a bola muito mais acertadamente e a chegada ao ataque contava com variações de jogadas, o que não acontecia do nosso lado. Não fosse a precipitação e miopia de seus jogadores e a presença de Jefferson em um momento decisivo, poderíamos ter saído em desvantagem da fase seca da partida.

No ‘período de chuvas’ chegamos ao segundo gol através de uma jogada – típica de um camisa dez – de Caio, que se livra de um adversário e lança Gabriel, para marcar após duas tentativas (a chuva certamente dificultou o arremate do jovem lateral, porém fiquei na dúvida se ele tentou o chute ou um passe no primeiro lance).

Depois veio o ‘tempo do dilúvio’ e sinto dificuldade em analisar as imagens difusas deste período do jogo. Não consegui identificar exatamente o que se passava; se era campo ou um charco, se era futebol ou polo aquático...

O que posso dizer é que algumas características de comédia pastelão podiam ser percebidas: sequências de erros e escorregões, roupas lambuzadas e um objeto sendo atirado de um lado pro outro. Mas, infelizmente, sem o elemento principal, que é a graça.

(Foto: Pedro Kirilos, Lancenet)

– O meio de campo do Botafogo melhorou com a entrada de Sandro Silva, mas ainda carece de um jogador de transição; não tem o apoio dos laterais para suprir essa deficiência, pois nenhum dos quatro já testados tem um bom passe e velocidade suficiente para cumprir essa função;

– A insistência em encarregar Leandro Guerreiro dos combates pelas laterais pode nos levar ao pior em jogos decisivos, pois perde a maioria dos duelos neste espaço do campo, o que é recorrente em todas as partidas e me força a ser repetitivo.

– Danny Morais é o mais veloz dentre os zagueiros já testados, mas é prejudicado por um sistema de proteção deficiente, tanto pelos flancos quanto pelo meio;

– Antonio Carlos é relativamente lento, mas também sofre com a incapacidade do meio campo de proteger a zaga;

– Jancarlos, que tem como atributo a força do chute, só deu um chute a gol desde que entrou no time;

– Gabriel substituiu Marcelo Cordeiro sem que nenhuma mudança significativa tenha sido notada;

– No ataque a ausência de Herrera não foi notada, pois o setor foi pouco acionado, fazendo com que sua falta fosse mais sentida na criação e no combate à saída de bola adversária;

– El Loco deve estar guardando aquele gol providencial, e Caio tirou mais uma da manga;

– Virou moda darem cotoveladas no nosso centroavante?!

– Edno, Eduardo e Junior entraram quando já era disputada uma modalidade esportiva exótica;

– O árbitro da partida, o bandoleiro Grazianni Maciel Rocha, foi orientado pela Comissão de Arbitragem a coibir a violência ou a tirar Loco Abreu da partida contra o Flamengo?

Seja como for, somamos mais três pontos e continuamos na luta pela conquista do segundo turno, a não ser que a diretoria tenha em mente ‘almoçar’ com o ‘co-irmão’ da vez.

Saudações botafoguenses!

(Foto: Pedro Kirilos, Lancenet)

5 comentários:

Rodrigo Federman disse...

Falou e disse, Luiz! Uma pena, porém, que o JS tenha insistido em deixar o Abreu e Caio em campo...
o primeiro não enfrentará o Flamengo e o segundo correu sérios riscos de levar uma porrada dos adversários. Ainda bem que o prejuízo foi de apenas 50%!rs!
Abs e SA!!!

Lewis Kharms disse...

Rodrigo, eu acho que o Joel estava inseguro quanto ao resultado da partida. Mesmo assim, concordo que ele tenha demorado a mexer, o que tem sido uma regra nos últimos jogos.

Saudações botafoguenses!

Gil disse...

Grande Luiz,

Desde o ano passado escuto e leio você falar as mesmas coisas, nas quais concordo inteiramente.
Trocam treinadores e jogadores e nada muda.
Dois exemplos: Qual o motivo de contratar o Marcelo Cordeiro se temos o Gabril.
Qual o motivo de contratar o Jancarlos se temos o Alessandro (iguais em tudo) ou o WJr, improvisado (melhor que os dois).

O problema é o mulambo gerente.
O problema é a CORJA.

E 2012 OU 2015 QUE NÃO CHEGAM!

Obs: não tenho dúvidas sobre a expulsão do Abreu. As jogadas pelo alto não são os maiores problemas do lixo! Então!

Abs e Sds, BOTAFOGUENSES!

Lewis Kharms disse...

Gil, no estilo do Danilo, diria que, se perdemos nossa força-aérea, que ataquemos com a infantaria.

Acho que da forma que for, do jeito que vier, vamos resistir. E é bom ter em mente que esse próximo jogo não é o mais importante para o título. Arrisco dizer que o Joel prefere não ganhar esse jogo.

De qualquer forma, vai ser bom pra saborear uma nova formação de ataque.

Temos um problema levantado pelo Marcelo/Fogo Eterno, que é o desgaste depois do jogo do dilúvio, somado ao jogo em Recife. Seria bom que o Joel poupasse um balaio inteiro de jogadores.

Saudações botafoguenses!

Lewis Kharms disse...

Gil, assim como você, eu também não vejo a hora do AB e sua turma de infiltrados tomar o rumo da rua.

Saudações botafoguenses!