quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Como é o nome disso, mesmo?


Thiago Pinheiro revelou através do blog do Movimento Carlito Rocha, que seu ingresso não constava no borderô da partida contra o Tigres. (A matéria, na sua íntegra, está aqui).

No jogo contra o América a diferença entre o número de torcedores para o público pagante foi de cerca de 6 mil pessoas. O locutor e o comentarista chegaram a se espantar com a quantidade de gente que entrou sem pagar. (Ou a quantidade de dinheiro não computado – fica a seu critério, ilustres leitores).

No lamentável jogo contra o Vasco* cheguei em cima da hora e nem deu pra apreciar a estátua do Garrincha na chegada.

Das dezenas de roletas da entrada, a única que estava ‘aberta’ estava na realidade (ou supostamente) ‘quebrada’. Uma horda de torcedores entregava seus bilhetes nas mãos de um sujeito que não conferia absolutamente nada e assim a banda tocou.

Se os bilhetes retornavam às mãos dos cambistas, se entraram pessoas com ingressos emitidos por uma HP Deskjet qualquer ou feitos à mão mesmo, isso eu não sei. Mas desconfio, como desconfiou uma senhora que entrava na mesma leva, que ali tinha uma coisa errada acontecendo.

Um ponderado cidadão de bem sabe que não se deve acusar ninguém sem que se tenha provas do crime ou delito.

Me considero um cidadão de bem, apesar de saber que a ponderação não é o meu forte. Mesmo assim, mesmo sem ter provas materiais de que tenha acontecido alguma irregularidade, afirmo que andaram roubando o dinheiro dos clubes e o nome disso é ‘evasão de renda’.

Não sei na conta de quem foi parar esse dinheiro, mas, com certeza, na do Biriba é que não foi.

Nota: Segundo o blog do MCR, o botafoguense Fernando Lôpo protocolou denúncia sobre o caso do borderô (está aqui).

Saudações alvinegras!

* Meu primo, o Paulinho, vascaíno que jogou muita bola e entende do riscado, me disse que o jogo não foi um acontecimento normal. Ele disse que “o Vasco podia até ganhar”, “porque é melhorzinho, mas acha que os jogadores do Botafogo fizeram corpo mole – “Só o argentino corria!”. Finalmente ouvi alguém dizer o que considero ser uma das coisas que aconteceram naquele dia horrível, coisa que não ouço dizerem por aí.

6 comentários:

Gil disse...

Grande Luiz,
Grande Biriba,

O que acho mais estranho ainda é que os outros bandos ( times adversários), quando fazem corpo mole, principalmente para demitir treinador, não levam esses sacados (algumas exceções). Nós, invariavelmente, levamos e não damos o troco.
Lembro-me do caso da camareira em que o lixo mulambo, infelizmente, deu o troco!
Minha memória é fraca e faço questão de apagar essas tragédias, mas temos alguns sacodes pendentes. Quando serão devolvidos?

Quanto aos ingressos e roubalheira o que me deixa indignado é que ninguém faz nada.
Será que essa denúncia não poderia ser o fio para expulsar essa CORJA de General Severiano?
Será que esse fio não traria outras irregularidades como parceiros empresários e etc...?

QUEREMOS O NOSSO BOTAFOGO DE VOLTA!

Abs e Sds, BOTAFOGUENSES!!!

Fernando Gonzaga disse...

eu também ouvi esta versão meu amigo, de que os jogadores estraram no clássico com o freio de mão puxado...prefiro acreditar nisso, pois no papel, não temos um time tão inferior ao do Vasco...

sobre o esquema dos ingressos é uma vergonha...nitidamente existe um caixa 2, que está enchendo os bolsos a nosso custo...

abraço!!

Luiz Docarmo disse...

Grande Gil! O problema é que as lesmas que vestem o uniforme do Botafogo, que são a maioria, nem precisariam fazer corpo mole. Apesar de ser um clássico, a derrota era o resultado esperado. Mas eis que as amebas fazem corpo mole e um 3 x 0 ou um 4 x 1 se torna uma goleada histórica.

A roubalheira é feito à luz do dia, são descarados. Os comentaristas do PVC ficaram boquiabertos com os números anunciados. Um chegou a falar “É isso mesmo, o fulano?”.

A senhora a que me referi não é fictícia, tinha uns 60 anos e estava sozinha (parece mentira, mas não é). Ela disse pra si mesma “É assim?!” e ajeitou os óculos com a ponta do indicador, levantando a sobrancelha. Ela percebeu que eu notei sua expressão e disse voltada pra mim, mas falando bem alto: “Depois falam do Eurico Miranda”. Dessa história toda só o Biriba é ficcional, e mesmo assim ele também existe.

Saudações alvinegras!

Luiz Docarmo disse...

Fernando, até pra entregar o jogo esses paspalhos fazem malfeito.

Como eu disse ao Gil, essa história de evasão de renda está ficando descarada. O que antes era um percentual pequeno, hoje em dia é um naco gigantesco. Parece que se espelham nas práticas dos políticos, que não se contentam mais com 10% e ainda fazem questão de ostentar o que fizeram.

Saudações alvinegras!

Rui Moura disse...

Há muita coisa por explicar, Luiz... Por exemplo, gostaria de saber certas coisas relativas à final do campeonato brasileiro de 1992 ou à final da Taça Rio 2009. Só para ficar mais esclarecido...

Abraços Gloriosos!

Luiz Docarmo disse...

São mistérios sinistros do futebol, Rui. 1992 eu não assisti, mas a Taça Rio foi um escândalo. E a maioria acha uma coisa normal um acerto por dinheiro!

Quem sabe um dia alguém solta a língua e descobrimos os detalhes. Foi assim com o episódio da ‘água benta’ argentina...

Saudações alvinegras!