
(Esta postagem estava pronta antes de eu tomar conhecimento através do amigo, Gil, que Estevam Soares foi demitido – apesar de o vice Silva ter afirmado através da imprensa que o treinador permaneceria no cargo. Mesmo que pareça chutar cachorro morto, insisto na publicação do texto, porque muito do que foi dito por Estevam reflete o pensamento geral da atual diretoria do Botafogo).
Depois do jogo, Estevam Soares falou à imprensa:
Estevam Soares: “O trabalho de um treinador não pode ser avaliado por uma derrota.”
Nossa opinião: É óbvio – e não poderia deixar de ser, vindo de um sujeito repetitivo –, que somente uma derrota não serve para avaliar o trabalho de um treinador. Mas o trabalho do treinador já vinha sendo criticado há muito tempo pela torcida e aqui na casinha não foi diferente. Não vou me alongar, pois já escrevi sobre isso.
Estevam Soares: “Hoje aconteceu um acidente.”
Nossa opinião: Não foi um acidente. Esta derrota vem se desenhando desde a primeira rodada. Sofremos para ganhar do Macaé – que poderia ter saído na frente, se não tivesse perdido um pênalti – e várias situações de contra-ataque semelhantes à que deu origem ao terceiro gol sofrido neste domingo, já apontavam claramente para um problema tático defensivo. Um treinador minimamente qualificado teria detectado e evitado a goleada vexatória. Ela é fruto de um trabalho pífio feito pelo ‘conselho dos quatro’ e é um somatório de erros que engloba desde contratações equivocadas, e passa por preparações técnica e física insatisfatórias, chegando ao trabalho de treinamento coletivo e tático – atribuição inerente ao cargo de técnico da equipe –, que se mostrou de um primarismo chocante.
Estevam Soares: “Uma derrota dessas, como aconteceu, acontece a cada vinte, trinta jogos entre duas equipes.”
Nossa opinião: Jogamos anualmente uma média de oito partidas contra os ‘grandes’ clubes cariocas. Seguindo o conceito do treinador, seria natural que levássemos goleadas estrondosas a cada três, quatro anos. Não admira que uma equipe treinada por uma pessoa que pensa desta forma virasse saco de pancadas.
Nota: É importante entender que a saída do treinador não será a solução para o processo de apequenamento do Botafogo, uma vez que a origem dos nossos problemas está acima de seu cargo. Se você ainda não conhece uma das piores presenças em General Severiano, leia a postagem 'O planejamento deu certo', e descubra um pouco sobre o gerente de futebol Anderson Barros.
Saudações alvinegras!
9 comentários:
premonições à parte ? crase ou crise?
Será Joel, afinal , um Haiti ao contrário? Praias caribenhas lindas e limpas, mas sem esquecer das tsunamis anunciadas. E sob sombra , que nos traga a luz e a lucidez da melodia..o Haiti é aqui.Leite de cabra expia qq bode, e não deixa chorar depois de derramado.
o estevam pagou o pato pelo vexame, apesar de ele ter imensa culpa por ter escalado errado, a grande culpa é das baleias e do omissão que prometem reforços, patrocínios e nada se confirma...
minha esperança é que o Joel tem vocação em fazer milagres com elencos medíocres, mas bom seria, se pelo menos 2 ou 3 reforços viessem imediatamente para facilitar a vida do novo treinador..
abraço!!!
Fora ES! (esse já foi!)
Fora Mauricio Omissão!
Fora André Silva!
Fora Anderson Barros!
Fora Lúcio Flávio, capitão de merda!
Fora Fahel!
Fora Alessandro!
Fora Eduardo!
Saindo essa mulambada, volto a ter esperanças de um ano melhor.
E só perdemos de seis porque o capitão penico foi vendido, porque se ele estivesse lá, no primeiro tempo, três a zero, ele já tinha pedido penico...
Um abraço.
Caetano, uma crise pode ser uma oportunidade para mudança de rumo positiva, mas isso depende da disposição do sujeito. Não existe essa disposição nos ‘sujeitos’ do Botafogo. O que existe por lá são pessoas que encarnam a própria causa da crise, o que faz com que uma crise se torne doença crônica.
Saudações alvinegras!
PS: Sugestões de revisão quanto ao uso da crase serão apreciadas.
Fernando, considero o Estevam um treinador mediano que funciona com jogadores inteligentes, que resolvem em campo a má qualidade dos treinamentos. No Barueri deu certo porque tinha esse tipo de jogadores e os empresários queriam vender carne de primeira ou segunda, mas era ‘carne fresca’. No Botafogo querem vender ou manter em ‘boa temperatura’ carne estragada.
Concordo inteiramente que o Joel consegue tirar leite de pedra. Mas também precisa de jogadores inteligentes, pra entender e pôr em prática suas propostas. Usando a minha bola de cristal, chuto que o Joel não levaria de seis, se o time estivesse com ele. (Confesso que não saberia dizer se o time estava com o ES, porque já eles vêm fazendo corpo-mole faz tempo). O Joel jamais conseguirá fazer com que aqueles quatro do meio protejam a zaga e municiem o ataque, porque não são espertos o suficiente pra isso.
Quanto a contratações, temos um problema grave que é não sabermos quem são os que já foram contratados. Temos uma penca de refugos e desconhecidos e não sabemos se podem ser refugos ou desconhecidos do tipo Sergio Manoel, Gottardo, Leandro Ávila, Jamir, Iranildo... Acho que não são tudo isso, mas provavelmente não são piores do que Alessandro, Antonio Carlos, Wellington, Fahel, Marcelo Cordeiro, Eduardo (como meia-armador???) e Lucio Flavio.
Saudações alvinegras!
Alberto, você viu a entrevista do Lucio Flavio depois da partida? (Está no globoesporte.com). Fiquei revoltadíssimo na hora, mas agora entendo: é da natureza dele ser impassível. O que é preciso é decidir se precisamos de um jogador com esse tipo de disposição, pra jogar um Carioca com o melhor nível técnico dos últimos anos.
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Essa do Capitão Penico é uma sacada fantástica. Será que ele conseguiria evitar uma goleada se ajoelhando aos pés do Dodô, pedindo clemência? Na verdade teria que pedir ao Felipe Coutinho, ou ao Careca, porque o que o Dodô já tinha feito os 3 dele...
Saudações alvinegras!
Grande Luiz,
Grande Biriba,
Li que a multa rescisória do fantoche treinador é de R$350 mil e que ainda pagamos R$200 mil mensais ao embuste cantor de buteco rebaixado! Achei que a mensalidade estava liquidada em dezembro!
Quanta desordem e incompetência!
Agora surgem os dinossauros cara de pau como bons moços e salvadores da pátria.
São os mesmos que fizeram politicagem para indicar e eleger o Omisso Omissão e estavam na gestão do Bebeto.
São os mesmos que venderam o time campeão brasileiro, criaram a crise na sul americana e ao término dos seus mandatos aumentaram o passivo do clube. Atrasaram salários e agora são os salvadores do clube.
Como diz o Rui Moura: QUEREMOS O NOSSO BOTAFOGO DE VOLTA!
Esperava por mudanças nas eleições para 2012 e agora temo pelo nosso futuro, pois o Montenegro pensa em participar da eleição.
AH BOTAFOGO, O QUE FAZEM CONTIGO!
Abs e Sds, BOTAFOGUENSES!!!
Gil, escrevi sobre o valor da multa ontem, mas deixei a postagem programada para a manhã de hoje. Mas não sabia que ainda pagávamos salário ao NF. Isso é um absurdo.
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Essa reboladinha do Rottemberg e o escarceu do Montenegro são um sinal de que as coisas estão indo pior do que o planejado. Eu entendi o apoio à candidatura do MA como um plano do CAM de eleger um paspalho e manter um bando de idiotas no comando, para voltar nos braços do povo, como uma espécie de salvador da pátria, depois de um período de ‘hibernação’ do clube.
Ele já estava de olho nas eleições de 2002 e afastar qualquer resquício da gestão de Bebeto de Freitas era fundamental, pois é o único núcleo gravitacional que representa alguma ameaça à sua hegemonia.
Isso porque o Bebeto tirou o clube da segunda divisão, equilibrou as finanças, que eram um caso de polícia. Levou o clube a 3 finais estaduais e ganhou uma.
Montou um timaço que era admirado por todos e voltamos a disputar a Libertadores. Com ele o Botafogo voltou a ser respeitado no cenário nacional. Um adversário com um currículo de peso.
Mas CAM não imaginava o monstro que estava criando e sabe agora que na sua volta a casa estará bem espoliada. A administração da concessão do Engenhão é um exemplo disso.
CAM é um tumor dentro do Botafogo (como bem, diz o Rui) e uma farsa também. No Snoopy foi lá um ‘amigo do filho’ do CAM dizer que ele recuperou a sede, que foi o presidente do título da Conmebol, do Carioca de 1997 e do Rio-São Paulo. Daqui a pouco vai dizer que indicou o Garrincha!
As eleições são em 2002, mas infelizmente ainda não temos um núcleo político forte o suficiente para representar uma real ameaça à hegemonia de CAM. O MCR precisa se fortalecer rapidamente, se aliar a outros atores políticos, sociais, ao empresariado, ou outra frente deve ser criada para acabar com a continuidade de um processo que nada ou quase nada deu ao Botafogo desde Emil Pinheiro.
Saudações alvinegras!
PS: Pra ser mais ‘preciso’ com relação à verdade, devo dizer que sob CAM ou seus correligionários, o Botafogo foi campeão brasileiro em 95 (CAM, como presidente), campeão carioca em 97, campeão do Rio-São Paulo em 98 e rebaixado para a segunda divisão do Campeonato brasileiro em 2002. Ficaram vinte anos no poder e foi isso que conquistaram.
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