sábado, 30 de janeiro de 2010

Mundo Botafogo Urgente!

Aos botafoguenses que se sentem desanimados e/ou revoltados com o resultado do jogo contra o Vasco – e eu me incluo moderadamente neste grupo –, e em especial aos meus novos camaradas de transporte via vans, o pessoal da Loucos pelo Botafogo-Niterói/São Gonçalo – que me parecem muito abatidos ultimamente – , transcrevo aqui o texto e tento reproduzir a diagramação original de um artigo escrito pelo amigo Rui Moura, responsável pela criação e administração do blogue Mundo Botafogo / Estrela Solitária.

Não satisfeito com apenas uma amostra de sangue, transcrevo em seguida outro texto importantíssimo dentro do momento atual, momento este em que o Sr. Carlos Augusto Montenegro faz uso de uma goleada sofrida pelo NOSSO Botafogo, para tirar proveito político em SEU benefício. A referida matéria é também assinada por Rui Moura.


O GLORIOSO!

por Rui Moura

botafogo escudo animado

Permitam-me os leitores que eu expresse o que penso de tanta coisa que li, ouvi e vi em apenas três dias após o Vasco da Gama ganhar ao Botafogo por 6x0.

Desde os botafoguenses dizerem que o Botafogo foi o Glorioso e agora é o Vergonhoso, até à queima da bandeira preta-e-branca que em tantas glórias esvoaçou livre ao vento, aconteceu de tudo um pouco.

Nenhum de nós está satisfeito; mas o treinador foi embora e creio que Anderson Barros não durará muito tempo. Um dia também André Silva sairá do cargo e Maurício Assumpção será esquecido para sempre. Os jogadores mudarão. Mas o Botafogo lá estará, sempre a postos para novas glórias, tal como estarão para o mesmo efeito o Vasco da Gama, o Fluminense, o Flamengo, o Santos, o São Paulo, o Cruzeiro, o Grêmio, o Boca Juniors, o Sporting, a Internazionale, o Arsenal, o Ajax, o America do México, etc., etc., etc.

Em competições europeias oficiais, em 2009, muitas foram as goleadas (iguais ou superiores a 4 gols). Cito de memória: o Benfica foi goleado por espanhóis e gregos e goleou os ingleses do Everton; o Bayern goleou o Sporting e foi goleado pelo Barcelona; o Porto foi goleado pelo Arsenal e o Liverpool foi goleado já não me lembro por quem; a Juventus foi goleada pelo Vilarreal. O Sporting goleou o Benfica há alguns anos por 7x1 e acabou em 2º lugar no campeonato atrás do goleado; o Botafogo já foi goleado pelo Fluminense por 8x0 e ganhou-lhe duas decisões por 6x1 e 6x2; já fomos derrotados nesta década por 7x0 pelos vascaínos, mas já ganhámos ao Flamengo por 6x0 e depois o Flamengo desforrou-se com outro 6x0; e já esmagámos o Santos e o Flamengo, ambos por 9x2, e fomos destroçados pelo America por… 11x2!!!

Claro que estamos doridos - e sobretudo revoltados contra esta imperdoável diretoria mentalmente esfarrapada -, mas o mundo não terminou para ninguém. Haveremos de ser novamente goleados, e haveremos de golear os nossos goleadores. Às vitórias e derrotas sucedem-se alegrias e dores. Por vezes seguem-se decisões drásticas para tornarmos a ser os melhores. Apenas e nada mais.

Este disparate todo a que tenho assistido (no nosso caso devido à dor e no caso dos cathartiformes devido à inexistência de volume cerebral intelectivo suficiente) é porque os homens e as mulheres deixaram de saber viver a vida e o desporto como algo saudável que procura sempre o lema mais elevado de ‘Citius, Altius, Fortius’; não um lema para humilhar e gozar os outros, nem para servir de chacota alheia ou de auto-flagelação – e sim para nos superarmos como humanos no campo físico e espiritual.

‘Citius, Altius, Fortius’ não é para o que os cathartiformes – cujas princípios de espiritualidade lhes são completamente estranhos – gostam mais de fazer aos outros, por serem incapazes de desfrutar o mundo dentro de si mesmos; o lema sempre foi implicitamente acompanhado de outro: “Vencer com galhardia, perder com fidalguia”.

Vencer e perder é necessariamente o que acontecerá em cada uma das competições desportivas que por todo o mundo se realizam, desde a pelada até à final da Champions ou da Copa do Mundo, desde o futebol ao cricket passando pela bocha. Então, porquê tanto banzé, tanto disparate saído das bocas dos humanos a propósito de uma derrota, ou de uma goleada, ou de um título perdido?...

Acreditem, amigos botafoguenses, e outros não botafoguenses, que na semana a seguir ao Botafogo ganhar ao Flamengo, ou ao Vasco da Gama, ou ao Fluminense, ou a quem quer que seja, nunca postei nenhum comentário nos seus blogues, porque não vivo da dor dos outros e respeito a sua tristeza pela derrota, ao contrário, por exemplo, dos imbecis cathartiformes que vêm a este blogue somente e apenas quando perdemos, para achincalhar um clube que sempre foi muito maior do que o deles – não em títulos, claro, porque desses são acionistas vitalícios os Josés Robertos Wright, Djalmas Beltrami e Marcelos de Lima Henrique.

Meus amigos, quando a luta é por igual, importa saber vencer com galhardia e perder com fidalguia. Quando o Glorioso tiver uma gestão finalmente moderna e souber projetar o seu futuro com um grupo de dirigentes de elite – que não tem há décadas –, então muitos de nós perceberão que uma verdadeira paixão não se pode abater seja pelo que for. Muito menos por uma simples goleada – daquela que já tomámos muitas vezes e outras tantas vezes infringimos.

Naturalmente que os acontecimentos funestos exigem que sejam tomadas as medidas devidas, mas depois temos aí o futuro no nanossegundo seguinte. O passado, bom e mau, é vivido apenas na memória e não mudará; o futuro pode-se conquistar. Discutamos o novo treinador, os esquemas táticos, os modos de derrubar a diretoria, as vitórias e as derrotas em busca de novos caminhos...

Ah!... E gostei muito do novo desenho da camisa envergada pelo Glorioso!... Aliás, em termos de cores, é até das mais discretas – mantendo a tradição. Por exemplo, em Portugal, o Sporting verde e branco cada vez mais se apresenta verde e amarelo; o Benfica vermelho e branco, cada vez mais se apresenta de preto e vermelho. As cores e os desenhos do mundo atualizam-se. As cores e os desenhos das camisas também.

Mas, acreditem, o Botafogo de Futebol e Regatas será sempre o GLORIOSO – porque nada mudará 1910, e os nossos filhos, talvez mesmo os nossos netos, também são botafoguenses!

Link para a postagem original: http://mundobotafogo.blogspot.com/2010/01/o-glorioso.html

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Que cara de pau, companheiro!

por Rui Moura

Carlos Augusto Montenegro lançou uma candidatura em 2008 contra Bebeto de Freitas visando evitar um candidato próximo do ex-presidente. O tiro saiu-lhe pela culatra porque escolheu alguém que poderia estar envolvido em algo menos legítimo.

Então, recuou e ele próprio se candidatou para baralhar tudo de novo, e quando acabara de baralhar, retirou a sua candidatura e ELE PRÓPRIO lançou a candidatura de Maurício Assumpção. Agora, candidamente, vem afirmar:

“Eles disseram que fariam um Botafogo totalmente diferente da gestão do Bebeto de Freitas. Isso realmente aconteceu. Hoje é um clube sem comando, entregue na mão de empresários. Um clube que não sabe contratar e que não respeita a tradição quando usa aquela camisa esdrúxula. Um time sem patrocínio que joga num campo esburacado.”

E acrescenta:

“Não vejo a seriedade para mudar esse estado de coisas. É preciso fazer uma faxina agora, uma revisão geral aproveitando que a temporada terá uma pausa para a Copa do Mundo. E não me venham com desculpa de folha de pagamento. Ela continua enorme, mas o problema é que não estão sabendo contratar e, por isso, acabam ficando na mão de empresários.”

E aponta o dedo a Anderson Barros:

“Foram oferecidos jogadores mais baratos dos que os que lá estão, mas o gerente não quis. Hoje esses jogadores estão bem em outros clubes. O contrato do Loco Abreu é o dobro do que Dodô pediu. Além disso, tiraram dinheiro de um fundo de investimento que tem a função de contratar jovens para trazer atleta de 33 anos.”

Claro que o ´presidente campeão’ está falando – como ‘político’ que é – exatamente o que o povo botafoguense pensa. Mas eu acrescento:

FOI MONTENEGRO QUE NOS TROUXE ASSUMPÇÃO!


Quer redimir-se, ‘presidente campeão’?... Então coloque as suas influências a funcionar e priorize a demissão de Maurício Assumpção!

Como sabe, companheiro, a verdadeira faxina é por aí! Eis as palavras de Rotenberg, que assistiu ao jogo ao seu lado:

“Nunca tive dúvidas de que alguém que é um nada passaria a ser alguém de uma hora para outra. Pode ter dado certo para ele, mas não para o clube, em hipótese alguma.”

Exatamente: “alguém que é um nada”. Então, faxina nele!

Fonte: Globoesporte.com

Link para a postagem original: http://mundobotafogo.blogspot.com/2010/01/que-cara-de-pau-companheiro.html

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