domingo, 31 de janeiro de 2010

Pra sempre o Maravilha!


Parabéns pelos 900 gols, Túlio! Você nos deu muitas alegrias e jamais deixará de estar nos corações botafoguenses. Desejamos a você muita saúde e paz de espírito, porque enquanto o Túlio estiver em campo, gols não vão lhe faltar, meu velho! (Não encrenca com o ‘velho’, não, tá?)

Nota: Sobre este assunto, leiam também - por enquanto - Faltam 100..., no Cantinho Botafoguense; ‘TRIBUTO AO ÍDOLO PELO GOL Nº 900’, por Fernando Gonzaga; “Túlio ‘Maravilha’: 900º gol!”, no Mundo Botafogo / Estrela Solitária; ‘alegria e preocupação: o gol 900 e a zaga do glorioso’, no snoopy em preto e branco.

Saudações alvinegras!

Time de lesmas


(Vou falar muito pouco sobre o jogo de ontem, porque foi tão parecido com os jogos contra o Tigres, o Macaé e o Friburguense, que basta você ler a postagem, 'Saco de gatos'. Isso me poupa o trabalho de escrever tudo novamente, o que me garante um tempinho extra pra jogar Fifa Soccer. Já que nada mudou até agora, poupo o fôlego e a paciência de vocês, que já devem estar de saco cheio desse bando de pernas-de-pau contratados por Anderson Barros, e os já conhecidos titulares absolutos que nosso gerente de futebol obriga os técnicos a escalar).

* * *


Hoje pela manhã assisti a um jogo do Santos. A velocidade dos jogadores, o preparo físico, a articulação das jogadas de ataque, a marcação e posicionamento do meio campo me fizeram achar que eles disputam uma liga acima da que joga o Botafogo. E mais, o time que enfrentaram – o Oeste –, o qual a equipe santista simplesmente ‘não viu jogar’, é muito mais organizado taticamente e tem uma disposição física muito superior à do Botafogo. (Acho que porque treinam enquanto nossos jogadores vão à praia).

Os jogadores do Botafogo se arrastam em campo, não conseguem fazer nada além de dar chutões pra frente, errar passes. Não dominam, perdem a posse e tentam se desvencilhar o mais rápido possível da bola, que parece um estorvo nos pés desses caras.

Mas isso é porque não treinam. Ruim ou melhorzinho, o fato é que qualquer jogador de futebol tem que treinar (a não ser que seja o Romário jogando no Brasil). Mas nossos jogadores simplesmente não treinam!

Fomos massacrados pelo América, que só não nos goleou porque não tem jogadores com qualidade suficiente para botar a bola dentro do gol. Foi assim em todas as partidas que vencemos até agora e não percebo nenhum traço de melhora.

Enquanto tivermos indolentes vestindo nosso uniforme, vai ser isso aí. Livrar a cara de perder para os ‘pequenos’ e ser goleado pelos ‘grandes’.

Saudações alvinegras!

Menos de meio time presta


- Ainda faltam sete jogadores.
- O quê que você disse?
- O time tá uma droga!
- Mas nós vencemos.
- Isso todo mundo sabe.
- Mas é o que importa.
- Mais ou menos...
- Como assim?
- Só não levamos uma goleada porque o Bebeto não tava em campo.
- Você reclama de tudo, Biriba!
- Eu reclamei do Renan?
- Não.
- Reclamei do Renato?
- Também não.
- Falei mal do Herrera, do Loco Abreu, ou do Caio?
- Não, pô! Mas e então?
- Então pega o resto, ensaca e joga fora!
- O Marcelo Cordeiro fez um gol na estreia...
- É um Alessandro piorado.
- Mas e o Fabio Ferreira?
- Como é que eu vou saber? Ele não tava mal acompanhado por vontade própria, tava?
- É... E o Diguinho.
- Não boto fé.
- O cara só jogou um tempo...
- Mas quando teve a chance de dar um passe bom pro Herrera, preferiu dar um peteleco ridículo pro gol. Não sei não... Tem o jeito de quem acha que tem um rei na barriga.
- E o Somália?
- Só entra no final, pô! Por quê que não põem esse cara pra jogar de início? Pelo menos ele treina. Teve até que engordar...
- Mas os outros não treinam?
- Claro que não! Um bando de preguiçosos! Fizeram corpo mole pra queimar o Estevam!
- Quê isso, cara...
- Quê isso é o escambau!
- A gente tá bem na tabela.
- O Gil me disse que seria melhor se a gente nem se classificasse, e eu concordo.
- Mas que ideia mais maluca!
- Loucura é tomar mais não sei quantas goleadas dos rivais!
- Não exagera.
- Com esse time de parasitas?
- Faz sentido...
- Joel, bota essa cambada de vagabundos pra correr, raposão!
- É! Bota os caras pra treinar, Joel!
- Para de repetir o que eu falo, cara!

Saudações alvinegras!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Mundo Botafogo Urgente!

Aos botafoguenses que se sentem desanimados e/ou revoltados com o resultado do jogo contra o Vasco – e eu me incluo moderadamente neste grupo –, e em especial aos meus novos camaradas de transporte via vans, o pessoal da Loucos pelo Botafogo-Niterói/São Gonçalo – que me parecem muito abatidos ultimamente – , transcrevo aqui o texto e tento reproduzir a diagramação original de um artigo escrito pelo amigo Rui Moura, responsável pela criação e administração do blogue Mundo Botafogo / Estrela Solitária.

Não satisfeito com apenas uma amostra de sangue, transcrevo em seguida outro texto importantíssimo dentro do momento atual, momento este em que o Sr. Carlos Augusto Montenegro faz uso de uma goleada sofrida pelo NOSSO Botafogo, para tirar proveito político em SEU benefício. A referida matéria é também assinada por Rui Moura.


O GLORIOSO!

por Rui Moura

botafogo escudo animado

Permitam-me os leitores que eu expresse o que penso de tanta coisa que li, ouvi e vi em apenas três dias após o Vasco da Gama ganhar ao Botafogo por 6x0.

Desde os botafoguenses dizerem que o Botafogo foi o Glorioso e agora é o Vergonhoso, até à queima da bandeira preta-e-branca que em tantas glórias esvoaçou livre ao vento, aconteceu de tudo um pouco.

Nenhum de nós está satisfeito; mas o treinador foi embora e creio que Anderson Barros não durará muito tempo. Um dia também André Silva sairá do cargo e Maurício Assumpção será esquecido para sempre. Os jogadores mudarão. Mas o Botafogo lá estará, sempre a postos para novas glórias, tal como estarão para o mesmo efeito o Vasco da Gama, o Fluminense, o Flamengo, o Santos, o São Paulo, o Cruzeiro, o Grêmio, o Boca Juniors, o Sporting, a Internazionale, o Arsenal, o Ajax, o America do México, etc., etc., etc.

Em competições europeias oficiais, em 2009, muitas foram as goleadas (iguais ou superiores a 4 gols). Cito de memória: o Benfica foi goleado por espanhóis e gregos e goleou os ingleses do Everton; o Bayern goleou o Sporting e foi goleado pelo Barcelona; o Porto foi goleado pelo Arsenal e o Liverpool foi goleado já não me lembro por quem; a Juventus foi goleada pelo Vilarreal. O Sporting goleou o Benfica há alguns anos por 7x1 e acabou em 2º lugar no campeonato atrás do goleado; o Botafogo já foi goleado pelo Fluminense por 8x0 e ganhou-lhe duas decisões por 6x1 e 6x2; já fomos derrotados nesta década por 7x0 pelos vascaínos, mas já ganhámos ao Flamengo por 6x0 e depois o Flamengo desforrou-se com outro 6x0; e já esmagámos o Santos e o Flamengo, ambos por 9x2, e fomos destroçados pelo America por… 11x2!!!

Claro que estamos doridos - e sobretudo revoltados contra esta imperdoável diretoria mentalmente esfarrapada -, mas o mundo não terminou para ninguém. Haveremos de ser novamente goleados, e haveremos de golear os nossos goleadores. Às vitórias e derrotas sucedem-se alegrias e dores. Por vezes seguem-se decisões drásticas para tornarmos a ser os melhores. Apenas e nada mais.

Este disparate todo a que tenho assistido (no nosso caso devido à dor e no caso dos cathartiformes devido à inexistência de volume cerebral intelectivo suficiente) é porque os homens e as mulheres deixaram de saber viver a vida e o desporto como algo saudável que procura sempre o lema mais elevado de ‘Citius, Altius, Fortius’; não um lema para humilhar e gozar os outros, nem para servir de chacota alheia ou de auto-flagelação – e sim para nos superarmos como humanos no campo físico e espiritual.

‘Citius, Altius, Fortius’ não é para o que os cathartiformes – cujas princípios de espiritualidade lhes são completamente estranhos – gostam mais de fazer aos outros, por serem incapazes de desfrutar o mundo dentro de si mesmos; o lema sempre foi implicitamente acompanhado de outro: “Vencer com galhardia, perder com fidalguia”.

Vencer e perder é necessariamente o que acontecerá em cada uma das competições desportivas que por todo o mundo se realizam, desde a pelada até à final da Champions ou da Copa do Mundo, desde o futebol ao cricket passando pela bocha. Então, porquê tanto banzé, tanto disparate saído das bocas dos humanos a propósito de uma derrota, ou de uma goleada, ou de um título perdido?...

Acreditem, amigos botafoguenses, e outros não botafoguenses, que na semana a seguir ao Botafogo ganhar ao Flamengo, ou ao Vasco da Gama, ou ao Fluminense, ou a quem quer que seja, nunca postei nenhum comentário nos seus blogues, porque não vivo da dor dos outros e respeito a sua tristeza pela derrota, ao contrário, por exemplo, dos imbecis cathartiformes que vêm a este blogue somente e apenas quando perdemos, para achincalhar um clube que sempre foi muito maior do que o deles – não em títulos, claro, porque desses são acionistas vitalícios os Josés Robertos Wright, Djalmas Beltrami e Marcelos de Lima Henrique.

Meus amigos, quando a luta é por igual, importa saber vencer com galhardia e perder com fidalguia. Quando o Glorioso tiver uma gestão finalmente moderna e souber projetar o seu futuro com um grupo de dirigentes de elite – que não tem há décadas –, então muitos de nós perceberão que uma verdadeira paixão não se pode abater seja pelo que for. Muito menos por uma simples goleada – daquela que já tomámos muitas vezes e outras tantas vezes infringimos.

Naturalmente que os acontecimentos funestos exigem que sejam tomadas as medidas devidas, mas depois temos aí o futuro no nanossegundo seguinte. O passado, bom e mau, é vivido apenas na memória e não mudará; o futuro pode-se conquistar. Discutamos o novo treinador, os esquemas táticos, os modos de derrubar a diretoria, as vitórias e as derrotas em busca de novos caminhos...

Ah!... E gostei muito do novo desenho da camisa envergada pelo Glorioso!... Aliás, em termos de cores, é até das mais discretas – mantendo a tradição. Por exemplo, em Portugal, o Sporting verde e branco cada vez mais se apresenta verde e amarelo; o Benfica vermelho e branco, cada vez mais se apresenta de preto e vermelho. As cores e os desenhos do mundo atualizam-se. As cores e os desenhos das camisas também.

Mas, acreditem, o Botafogo de Futebol e Regatas será sempre o GLORIOSO – porque nada mudará 1910, e os nossos filhos, talvez mesmo os nossos netos, também são botafoguenses!

Link para a postagem original: http://mundobotafogo.blogspot.com/2010/01/o-glorioso.html

* * *


Que cara de pau, companheiro!

por Rui Moura

Carlos Augusto Montenegro lançou uma candidatura em 2008 contra Bebeto de Freitas visando evitar um candidato próximo do ex-presidente. O tiro saiu-lhe pela culatra porque escolheu alguém que poderia estar envolvido em algo menos legítimo.

Então, recuou e ele próprio se candidatou para baralhar tudo de novo, e quando acabara de baralhar, retirou a sua candidatura e ELE PRÓPRIO lançou a candidatura de Maurício Assumpção. Agora, candidamente, vem afirmar:

“Eles disseram que fariam um Botafogo totalmente diferente da gestão do Bebeto de Freitas. Isso realmente aconteceu. Hoje é um clube sem comando, entregue na mão de empresários. Um clube que não sabe contratar e que não respeita a tradição quando usa aquela camisa esdrúxula. Um time sem patrocínio que joga num campo esburacado.”

E acrescenta:

“Não vejo a seriedade para mudar esse estado de coisas. É preciso fazer uma faxina agora, uma revisão geral aproveitando que a temporada terá uma pausa para a Copa do Mundo. E não me venham com desculpa de folha de pagamento. Ela continua enorme, mas o problema é que não estão sabendo contratar e, por isso, acabam ficando na mão de empresários.”

E aponta o dedo a Anderson Barros:

“Foram oferecidos jogadores mais baratos dos que os que lá estão, mas o gerente não quis. Hoje esses jogadores estão bem em outros clubes. O contrato do Loco Abreu é o dobro do que Dodô pediu. Além disso, tiraram dinheiro de um fundo de investimento que tem a função de contratar jovens para trazer atleta de 33 anos.”

Claro que o ´presidente campeão’ está falando – como ‘político’ que é – exatamente o que o povo botafoguense pensa. Mas eu acrescento:

FOI MONTENEGRO QUE NOS TROUXE ASSUMPÇÃO!


Quer redimir-se, ‘presidente campeão’?... Então coloque as suas influências a funcionar e priorize a demissão de Maurício Assumpção!

Como sabe, companheiro, a verdadeira faxina é por aí! Eis as palavras de Rotenberg, que assistiu ao jogo ao seu lado:

“Nunca tive dúvidas de que alguém que é um nada passaria a ser alguém de uma hora para outra. Pode ter dado certo para ele, mas não para o clube, em hipótese alguma.”

Exatamente: “alguém que é um nada”. Então, faxina nele!

Fonte: Globoesporte.com

Link para a postagem original: http://mundobotafogo.blogspot.com/2010/01/que-cara-de-pau-companheiro.html

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O não-herói

(A Adoração do Bezerro de Ouro - Nicolas Poussin c. 1634 - fonte: Web Gallery of Art)

Lucio Flavio afirmou que “O jogador só é herói na vitória”. Discordo inteiramente. Na vitória o herói tem maiores chances de se tornar um ídolo, mas o heroísmo não tem nada a ver com resultados e nem com a idolatria.

Na verdade, a derrota pode revelar com mais evidência o espírito heróico do que a vitória. É na derrota que o caráter do sujeito tem suas cores realçadas.

Um exemplo disso foi a atuação de Herrera na partida contra o Vasco. O brio, o espírito de luta, a não-resignação deste jogador foi uma espécie de atenuante para meu abatimento com a goleada. Enquanto seus companheiros se mostravam entregues, aceitando a derrota quando esta parecia inevitável e depois que já era um fato consumado, Herrera disputava cada jogada como se fosse a última de sua vida.

A imagem-símbolo da disposição do ‘combatente’ argentino foi um lance, já no final da partida, em que Renato preferiu tentar o chute a gol ao invés de fazer o passe para um Herrera livre, na cara do gol. O placar já era 6 x 0. O gesto de indignação do jogador, com os braços estendidos para o alto, esbravejando como se perdêramos a chance de um gol de título, me deu uma certeza instantânea e definitiva de que estava diante de um guerreiro dos bons. Aquela imagem quase patética, dadas as circunstâncias da partida, me levou à sensação de que meu clube de coração tinha um bravo radicalmente obstinado defendendo nossa camisa. Herrera foi meu herói naquela hora e tudo indica que não fui o único a perceber sua excepcionalidade, pois a torcida parece também ter gostado de seu espírito de luta, seu comportamento olímpico.

Enquanto Herrera foi até o final de forma heróica, Lucio Flavio nem ao fim chegou. Se arrastou até onde pôde, e da forma trivial de sempre. Ao final da partida deu uma declaração ponderada como de costume, aparentou um traço tênue de abatimento. E só.

Quando vi a entrevista com Lucio Flavio fiquei revoltado, mas logo me aquietei, pois não era culpa sua. O acomodamento é matéria integrante do seu espírito.

Lucio Flavio pode se tornar um ídolo como muitos, porque ídolos podem ser criados por motivos circunstanciais. Herói, Lucio Flavio jamais será, na derrota ou na vitória, porque isso não é da sua natureza.

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Tigres arranhou, e quase tira sangue


Joel terá um tremendo trabalho para acertar a equipe do Botafogo.

O problema no setor defensivo não é apenas de entrosamento, colocação e recomposição. A deficiência começa antes da bola chegar próximo à nossa área e continua quando já está por ali, pois todos os jogadores responsáveis diretos pelo setor são limitados tanto na técnica, quanto na esperteza. Alessandro, Antonio Carlos, Wellington, Marcelo Cordeiro, Fahel e Leandro Guerreiro dificilmente formarão um esquema defensivo confiável, pois quando não lhes falta futebol, falta lucidez.

* * *

Apesar de jogarmos ainda muito mal, o jogo, além de nos garantir mais três pontinhos, serviu para observarmos melhor Renato e perceber que sua entrada melhorou muito o toque de bola no meio de campo. É um jogador técnica e fisicamente superior a Lucio Flavio: é mais habilidoso, protege muito melhor a bola, chega ao ataque com maior perigo, toma decisões mais rapidamente e tem maior precisão no passe, o que o faz arriscar lances mais incisivos.

O único problema – grave – de Renato é que me pareceu um tanto vaidoso, enfeitando desnecessariamente algumas jogadas. Uma decisão equivocadíssima sua, foi tentar o arremate, não passando a bola para Herrera, no finalzinho do jogo contra o Vasco. O resultado do jogo já estava decidido, mas é nessas horas que se identificam as personalidades. Enquanto Renato preferiu o mais difícil para tentar fazer um gol ‘seu’ – num jogo perdido, há de se levar isso em consideração –, Herrera ficou desesperado, com os braços erguidos, porque dava 100% do que tinha para a equipe que estava defendendo, e fez isso até o ultimo minuto, não importando o resultado.

Torço para que isso mude em Renato, porque me pareceu um bom jogador, um sujeito com recursos. Quanto ao Herrera, não preciso pedir nada além de ser quem é e o que é.

Saudações alvinegras!

O Rei dos Nulos


Considerava Fahel um jogador inútil, mas, depois do jogo de hoje, percebi que estava errado. Vejam o tamanho do meu engano:

Em um lançamento que ia certeiro à cabeça de Loco Abreu, que escorou com categoria para Herrera, perto da marca do pênalti, Fahel estava colado(!) a Abreu, somente para fazer uma falta desnecessária no zagueiro – que já havia perdido o lance – e invalidar a jogada. Em seguida, em outro cruzamento que ia direto para o cabeceio de Herrera, Fahel cabeceou antes do argentino e garantiu mais uma defesa para o currículo do goleiro do Tigres. Mais adiante, numa bola alta no meio de campo, sozinho, Fahel escorou de cabeça na direção exata de um adversário, que iniciou um ataque.

No segundo tempo, nosso camisa oito (camisa que já vestiu Didi e Gerson) pega uma sobra na linha da grande área e, sem o combate de ninguém, adianta a bola, perde o lance e chuta um adversário, presenteando o Tigres com uma falta perigosa na meia-lua e consegue, inclusive, receber um cartão amarelo (a torcida gritou “Expulsa, expulsa!”, demostrando grande lucidez). Quando tocávamos a bola para garantir o resultado e poupar energia, ele combina com Alessandro, seu parceiro de empreitada, e fica em impedimento, de costas(!) para o gol adversário.

Como vocês podem perceber, meu equívoco foi enorme e agora me prontifico a corrigir o erro afirmando: Fahel não é um jogador inútil. Ele é um tremendo reforço pro adversário.

Saudações alvinegras!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O Rei do Rio


Joel Santana é um técnico inteligente. É conhecido por montar equipes competitivas com plantéis de nível técnico teoricamente mediano e de cultivar um ótimo relacionamento com os jogadores. Sabe vencer jogos com os rabiscos de sua prancheta, descobrindo os pontos vulneráveis dos adversários com incrível perspicácia. Mas o que mais gosto em Joel e considero sua melhor qualidade é sua capacidade de identificar as características de cada jogador e tirar o melhor rendimento individual e coletivo de seus comandados.

Além de admirar o trabalho de Joel Santana, eu simpatizo com o sujeito, o que é ótimo em qualquer relação. E ele foi campeão pelo Botafogo! Se o deixarem trabalhar em paz, o que significa escalar quem bem entenda, acredito que, com o velho Joel, vergonha não passaremos.

* * *

O que me intriga é: Joel Santana vem sabendo que será obrigado a escalar Alessandro, Wellington, Fahel, Eduardo e Lucio Flavio, ou vem porque garantiram a ele que agora o esquema é outro? Ele sabe que não terá em mãos jogadores vibrantes e de muita fibra – características dos plantéis em que teve sucesso no passado – e que não encontrará jogadores inteligentes, capazes de entender e pôr em prática seus esquemas táticos e as jogadas ensaiadas que traça na prachetinha, ou apresentou uma lista de jogadores para encabeçar os setores do campo que estão desguarnecidos? (Na visão do blog, só o gol e o ataque estão bem defendidos).

Joel Santana tem um currículo capaz de lhe dar poder suficiente para estipular regras para a melhor condução de seu trabalho – trunfo que Estevam Soares não tinha. Resta saber se os dirigentes cumprirão o prometido ou darão ao Rei do Rio um ‘três quartos sem vaga na garagem’ – aqui em Niterói – daqui a um mês, e assim poderem continuar com as lambanças, e sossegados.

Saudações alvinegras!

Pra quê seguro desemprego, quando se têm bons amigos?

(Imagem: Vaguely Artistic)

O vice Silva declarou na coletiva de imprensa, após a partida contra o Vasco, que o técnico não corria risco de ser demitido. Estevam Soares sabia que iria trabalhar com pessoas que não cumprem o que prometem? Isso não importa, pois tinha contrato assinado e com isso não se brinca. Sai carregando uma maleta com 350 mil Reais da multa rescisória, o que dava pra comprar um pequeno apartamento bem ajeitadinho, completo e mobiliado, aqui no meu bairro.

Gastaram 350 mil para não serem injustos com o sujeito que foi até o fim do Brasileiro ou porque era um bom negócio para ‘ambas’ as quatro partes do ‘Conselho de Futebol’? Deixa pra lá...

Saudações alvinegras!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Um bode expiatório não deixa de ser um bode


(Esta postagem estava pronta antes de eu tomar conhecimento através do amigo, Gil, que Estevam Soares foi demitido – apesar de o vice Silva ter afirmado através da imprensa que o treinador permaneceria no cargo. Mesmo que pareça chutar cachorro morto, insisto na publicação do texto, porque muito do que foi dito por Estevam reflete o pensamento geral da atual diretoria do Botafogo).

Depois do jogo, Estevam Soares falou à imprensa:

Estevam Soares: “O trabalho de um treinador não pode ser avaliado por uma derrota.”

Nossa opinião: É óbvio – e não poderia deixar de ser, vindo de um sujeito repetitivo –, que somente uma derrota não serve para avaliar o trabalho de um treinador. Mas o trabalho do treinador já vinha sendo criticado há muito tempo pela torcida e aqui na casinha não foi diferente. Não vou me alongar, pois já escrevi sobre isso.

Estevam Soares: “Hoje aconteceu um acidente.”

Nossa opinião: Não foi um acidente. Esta derrota vem se desenhando desde a primeira rodada. Sofremos para ganhar do Macaé – que poderia ter saído na frente, se não tivesse perdido um pênalti – e várias situações de contra-ataque semelhantes à que deu origem ao terceiro gol sofrido neste domingo, já apontavam claramente para um problema tático defensivo. Um treinador minimamente qualificado teria detectado e evitado a goleada vexatória. Ela é fruto de um trabalho pífio feito pelo ‘conselho dos quatro’ e é um somatório de erros que engloba desde contratações equivocadas, e passa por preparações técnica e física insatisfatórias, chegando ao trabalho de treinamento coletivo e tático – atribuição inerente ao cargo de técnico da equipe –, que se mostrou de um primarismo chocante.

Estevam Soares: “Uma derrota dessas, como aconteceu, acontece a cada vinte, trinta jogos entre duas equipes.”

Nossa opinião: Jogamos anualmente uma média de oito partidas contra os ‘grandes’ clubes cariocas. Seguindo o conceito do treinador, seria natural que levássemos goleadas estrondosas a cada três, quatro anos. Não admira que uma equipe treinada por uma pessoa que pensa desta forma virasse saco de pancadas.

Nota: É importante entender que a saída do treinador não será a solução para o processo de apequenamento do Botafogo, uma vez que a origem dos nossos problemas está acima de seu cargo. Se você ainda não conhece uma das piores presenças em General Severiano, leia a postagem 'O planejamento deu certo', e descubra um pouco sobre o gerente de futebol Anderson Barros.

Saudações alvinegras!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Mauricio Assumpção faz história


Finalmente a administração de Mauricio Assumpção entrou para a história do Botafogo e do futebol carioca. Depois da tragédia de ontem, os incompetentes que comandam o futebol botafoguense podem bater no peito com o orgulho obtuso dos paspalhos que são, e gritar para o mundo: “Agora faço parte da história e ninguém me tira dela!” (Perdoem a cacofonia. Não quis interferir na fala original).

Entraram, sim, para a história, mas entraram pelo buraco dos ratos. E somente gente tão pequena e mesquinha, pessoas de pensamento atrofiado e desprezível cabem no orifício destinado aos usurpadores domésticos, aos animais de esgoto.

Os conselheiros do Botafogo têm o dever de arrancar esses _______ de General Severiano e jogá-los de volta ao lugar próprio para este tipo de seres, o universo de onde nunca deveriam ter saído.

Saudações alvinegras!

Roupa de palhaço, pinta de palhaço

(imagem: dominiquesonline.co.za)

O uniforme de palhaço com o qual entraram em campo caiu como uma luva num grupo de jogadores cujo espírito é semelhante ao dos histriões, só lhes faltando o essencial, que é a graça. Mas o nariz redondo e vermelho daqueles que fazem a alegria dos outros através da própria desgraça foi enfiado no rosto do torcedor alvinegro, que assistiu à patética atuação da trupe de coitados, que levou a instituição botafoguense a perfeita humilhação diante do Vasco da Gama.

O Deus do Futebol preservou a imagem da tradicional camisa alvinegra, mas levou a sacrifício a estrela solitária, que foi defendida por somente três jogadores: Sebastián Abreu, Jefferson e Herrera.

Este último mostrou um caráter e um espírito de luta que há muito não vejo em um jogador botafoguense. Onde estiver, seja no Botafogo ou em qualquer lugar do planeta, torcerei pelo sucesso de Herrera.

Citei Abreu, pois demonstrou que quando um jogador verdadeiramente inteligente cria um termo de comparação, a tão clamada inteligência do camisa dez de araque, Lucio Flavio, revela-se uma farsa. E defendo o Jefferson, que mesmo falhando em um dos inúmeros gols vascaínos, evitou que levássemos mais alguns, além de ter em seu currículo uma série de defesas fantásticas que nos livraram do pior em 2009.

Se quiserem saber o que penso do desempenho técnico e tático da equipe treinada pelo fraquíssimo Estevam Soares, leiam minha análise da partida contra o Friburguense, pois o jogo de ontem foi, nestes aspectos, idêntico ao de quinta passada.

Transcrevo aqui o último parágrafo do referido texto para resumir o que pensava sobre essa matéria (Retirei do esboço original a expressão ‘goleada histórica’, para não parecer pessimista):

“Se uma mudança radical não for feita urgentemente, o jogo contra o Vasco poderá ser uma experiência pra lá de desagradável.”


Não foi por falta de aviso.

Saudações alvinegras!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Finalmente: El Loco y El Sano



(Imagem: site oficial do Botafogo)

- Que ridículo!!! Stadium Rio?
- É do marketing do clube, eles...
- Que marketing do clube o escambau! Isso é coisa daquele bêbado que apresenta programa de calouro!
- Não fala assim do cara, ele é...
- Um bêbado sem vergonha, que vive pelas boates cambaleando que nem um ornitorrinco hipoglicêmico, enchendo o saco de todo mundo!
- O cara entende das coisas. Eles sabem trabalhar a marca.
- Marca? Marca da Maldade, isso sim!
- Orson Wells?
- É...
- Mas por que?
- Queria ver esse palhaço na pele do cara que morre!
- Qual dos dois?
- Tanto faz!

...

- O Herrera vai vestir a camisa 17.
- Que pena, a 7 caiu tão bem no cara.
- É...
- E isso pode piorar tudo.
- Como assim?
- Vai que dão a 7 pro Fahel!
- Pô, eu morro de raiva disso.
- É... E todo mundo sabe que não se mexe em time que tá ganhando.
- Já começou com o pessimismo, é?
- Nãn... com esse Herrera não tem essa de número, de dia bom e dia mau. Não tem tempo feio pra esse cara, não! Esse Herrera é o ‘El Sano’.
- Também acho.
- Você concorda com tudo que eu falo, hein?
- Você é muito jactancioso, Biriba!
- E você é um pernóstico.

...

- Se eu fosse o Estevam botava o time pra jogar como no jogo de ida contra o Palmeiras.
- Como foi?
- Marcação homem a homem e fechadinho.
- Parece sacanagem isso.
- Mas não é.

...

- E essa palhaçada de rodízio de capitães?
- Que droga, né, Biriba?
- Que nada! Vai que a braçadeira cai no colo do Herrera ou do ‘El Locomania Loco’! 20% de chance aí.
- É... Mas são gringos.
- Não tem essa, não! O Jefferson é o melhor dos brasileiros, mas é muito na dele.
- Tão dizendo que o ‘El Loco’ fala pra caramba em campo.
- Pior é que ninguém entende nada, né?
- Mesmo assim ainda é melhor que um borra-botas com a faixa no braço.
- Ô, se não é!
- Será que o Lucio Flavio vai ficar chateado?
- Que se dane. Ele deve tá até gostando de não ter que assumir a responsa.
- Essa não é a dele mesmo.
- Burro o cara não é.
- Isso ele não é, mesmo...

...

- E o quê que você acha desse ‘El Loco’, Luiz?
- Se aqueles caras conseguirem acertar um cruzamento que preste, acho que ele marca um golzinho.
- Um gol eu sei que ele vai fazer. Isso não é novidade.
- Tá dando uma de Pai Biriba, é?
- Todos os estreantes tão fazendo gol, cara! Não percebeu isso?
- É mesmo...
- Se fosse eu, guardava uns quatro pra estrear nas finais.
- Será que os caras da diretoria tão pensando nisso?
- E esses caras pensam?

Saudações alvinegras!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Saco de gatos

(Imagem manipulada a partir de arte gráfica de Bigoo.ws)

Não pude assistir com atenção à partida contra o Macaé e acabei me empolgando com o resultado, o que me levou a acreditar que teríamos um 2010 bem diferente do ano que passou. Infelizmente, acho que me enganei.

O jogo de ontem, além de ter sido uma péssima experiência futebolística, me levou a acreditar – concordando com o amigo Rui Moura, que alertara para esta possibilidade já no jogo contra o Macaé – que estamos próximos de passar por situações semelhantes às que nos maltrataram até o finalzinho de 2009. A decepção poderia ter sido total se não tivéssemos levado os três pontinhos para General Severiano.

A equipe do Botafogo alternava entre a desorganização tática e um sistema tático bisonho, com desempenhos individuais entre péssimos e medianos, excetuando-se Jefferson, Herrera, Renato e Caio.

Quando retomávamos a posse de bola no espaço defensivo, não existia um esquema organizado para a transição, a saída de bola era sofrível e não haviam jogadas de contra-ataque ensaiadas. Os erros de passe, as funções indefinidas dos jogadores e sua confusa distribuição em campo impossibilitavam a criação de jogadas, tanto pelo meio quanto pelos flancos. Não tínhamos jogadas de ataque bem articuladas, o que fez com que nossa ‘arma’ ofensiva fosse o famigerado ‘chuveirinho’.

Além de não existirem movimentações dentro da área conectadas aos cruzamentos, não tínhamos escalados jogadores de estatura condizente com este tipo de dispositivo e tudo se agravava pelo fato de que as bolas eram muito mal lançadas à área. (Se continuar assim, ‘El Loco’ será obrigado a se ajoelhar pra conseguir um cabeceio ou pra rezar, pura e simplesmente, para que Deus lhe conceda melhor companhia).

Mesmo enfrentando uma equipe de nível técnico supostamente ruim, deixar a zaga exposta em praticamente todas as vezes que o adversário retoma a posse de bola não é uma proposta de jogo das mais espertas, e isto foi produzido sistematicamente. Com este sistema, a avaliação do desempenho individual dos zagueiros fica prejudicada, uma vez que se encontravam seguidamente desprotegidos, enfrentando os adversários no mano a mano e por muitas vezes em desvantagem numérica (!).

Com uma proposta de jogo em que os laterais apoiam o ataque conjuntamente, os dois volantes deveriam cobrir o espaço deixado nos flancos defensivos, mas isto não se configurou no plano tático e nem seria possível de ser implementado com uma dupla formada por Leandro Guerreiro e Fahel, pois são extremamente lentos. Como os outros dois jogadores de meio – Lucio Flavio e Eduardo – são igualmente lentos, a recomposição defensiva foi – e sempre será com esta escalação – uma tarefa impossível.

A presença de Caio é notada na mesma medida que a ausência de Jorge Luiz passa despercebida.

Com a entrada de Renato, o passe melhorou e a estrela dos estreantes voltou a brilhar. Depois do belo gol do meia – pela matada de bola que tirou de ação seu marcador e pela conclusão fulminante, da forma como se espera que um camisa dez se comporte – o time finalmente encontrou alguma organização no meio de campo e passou a errar menos passes. Isto pode ser um indicador de que muito do desempenho geral da equipe tenha sido prejudicado por nervosismo, o que deveria levar a uma reavaliação do trabalho de preparação psicológica.

A impressão que tive a partir do jogo de ontem foi a de que temos uma equipe muito mal escalada, um sistema defensivo pessimamente configurado e absolutamente nenhuma articulação ofensiva que meta medo em adversários de maior envergadura.

Com o plantel que temos até o momento – mediano e salpicado de jogadores de maior peso – poderíamos montar uma equipe muito mais competitiva, mas isto dependeria da barração de jogadores que visivelmente têm sua titularidade garantida por motivos ainda misteriosos. Mas mesmo que sejam escalados melhores jogadores para funções mais adequadas às suas características, o sistema defensivo, o meio de campo e o ataque estão muito mal organizados e a articulação entre os setores e dentro dos próprios é inoperante. Ou seja, a mediocridade tática é generalizada.

Estevam Soares começou muito mal a temporada e parece que a diretoria, em conjunto com sua parceria com o empresariado esportivo, não vai facilitar a vida do treinador.

Se uma mudança radical não for feita urgentemente, o jogo contra o Vasco poderá ser uma experiência pra lá de desagradável.

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Juiz ladrão ou ladrão juiz?


Putz... É este mesmo o 'juiz' que apitará o jogo de hoje no Engenhão? Deixa pra lá.

CONTRA TUDO E CONTRA TODOS!!!

Saudações alvinegras!

Estreia-2010 no Engenhão


Vamos ver se funciona:

1) Dois estreantes marcaram gols na primeira partida;
2) Lucio Flavio jogou como se não tivesse o caráter que achávamos que tinha e exibindo a técnica futebolística que acreditávamos que tivesse;
3) O Botafogo tem um argentino no time.

Se eu juntar a isso a colocação de um banner no blog e for à partida de estreia anual no Engenhão, será que essa equação vai dar certo? E se não der? O problema está em qual elemento da função? E se der certo?...

- Você é um supersticioso complicado, cara.
- É porque eu tenho critério, Biriba. Organizo as variáveis de forma que possibilitem a criação de um sistema com termos definidos e relações de causa e efeito, a fim de montar um modelo para constatação científica de suas funções e comportamento. Eu elevo minhas dúvidas a um plano...
- Você é um chato, isso sim...
- E se eu disser que a gente tem o Jefferson?
- Aí você já tá apelando.
- Apelando pro quê?
- Apelando prà ciência.
- Quê ciência, cara?
- Todo mundo sabe que o Jefferson é o Jefferson. Isso é um fato incontestável, tá provado, ninguém discute.
- Quê que você quer dizer com isso?
- Ah, escreve logo ‘saudações alvinegras’ e acaba com essa embromação...
- Embromação?
- É, pô!...

Saudações alvinegras!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Com o pé direito e a faixa no braço certo


Começo o ano botafoguense sem medo de comprometer o estilo e tasco logo um clichê: ‘Todo grande time começa com um grande goleiro’. Se não temos um grande time, pelo menos temos um grande goleiro, o que não é pouco. Na realidade temos um goleiro espetacular, que dá espetáculo sem ser exibicionista – apesar de sê-lo, mas somente em momentos em que pode se dar a esse luxo infantil.

E lá vai outro: ‘A vitória é o que interessa’. Seria um exagero dizer que começamos mal, já que uma vitória de revirada é coisa para se comemorar – e muito, principalmente num campeonato curto –, mas vários antigos problemas ainda assombram o Botafogo. A ver.

- Alessandro: Como este obstinado e voluntarioso perna-de-pau consegue barrar o promissor Wellington Junior, que teve ótimas atuações pela seleção sub-20?
- Wellington: Está aí um que poderia ter partido no comboio coreano.
- Fahel: Este cidadão não pode em hipótese alguma ser jogador do Botafogo, pois mancha o passado do clube e emporcalha nosso presente. Não serve como reserva e ser titular absoluto é um acinte.
- Eduardo: É o mesmo mascarado de sempre. Um sujeito que joga bem, mas que parece sofrer de algum processo delirante, pois se acha uma espécie de Nílton Santos. Parece incorrigível e incurável.

As boas notícias vêm de alguns estreantes.

- Antonio Carlos: Quase fez um gol de cabeça.
- Marcelo Cordeiro: Sortudo. Estreou fazendo gol.
- Herrera: Há quanto tempo não temos um centroavante raçudo e brioso? Que diferença da dupla flamenguista do ano passado! E é tão sortudo quanto o Marcelo, pois estreou fazendo o primeiro gol do ano botafoguense. Um detalhe importantíssimo: chuta de direita e de esquerda. O Abreu chega festejado, mas acho que a festa da torcida vai ser garantida mesmo é pelo argentino, que já começa a demonstrar que será a sombra mais pesada que El Loco já teve na carreira.
- Caio: Apesar da ótima abertura para Lucio Flavio, no lance do primeiro gol, a opção número um para o ataque não é Jorge Luiz. Esse Caio parece ser um jogador veloz e audacioso, o tipo de sujeito que muda o rumo de partidas difíceis.

Entre a surpresa e o que é do conhecimento de todos está o fato de Lucio Flavio ter feito um excelente primeiro tempo. Como disse meu amigo, Gil, Lucio Flavio sempre bate um bolão contra os ‘pequenos’. Fico na torcida para que a disposição ‘hermana’ seja um belo de um cutucão no LF e que ele deixe de ser um bully – que significa um sujeito que toma atitudes de valentão para cima dos mais fracos.

Acho que um – bom – sinal de que poderemos ter um time com um comportamento bem diferente do que o do Botafogo do ano passado é ver a braçadeira de capitão com o Jefferson. Se não temos no elenco alguém com real capacidade de liderança, que a braçadeira de capitão fique a cargo do melhor jogador do time, que, no caso, também é o maior.

Saudações alvinegras!

sábado, 16 de janeiro de 2010

As apostas de Biriba


- Jefferson, ‘A Parede’: Sempre foi e sempre será um goleiro espetacular. Se se contiver nas firulas – que não faz nos momentos ‘sérios’, diga-se – e melhorar sua saída de bola, pode ser considerado o melhor do futebol brasileiro (já ‘parou’ – espetacularmente, segundo o noticiário – o El ‘Locomania’ Loco por duas vezes num treino;
- Alessandro, ‘O Presidente dos Woodenlegs’: Se tiver um time jogando otimamente bem à sua volta, sua raça pode ser um fator positivo. Pena que nenhum time pode jogar bem com Fahel e Lucio Flavio no meio-de-campo;
- Antonio Carlos, ‘O Bem-aventurado’: Pode-se sempre esperar o melhor de um jogador que faz gol de nuca em decisão de campeonato e que tem a família alvinegra;
- Wellington, ‘The Squalidus’: Depois de elogiá-lo com entusiasmo ‘desproporcional’, me decepcionou inúmeras vezes. Espero que a ausência de Juninho faça bem a toda a defesa;
- Marcelo Cordeiro, ‘São Gonça Boy’: É gonçalense. Aposto que minha cidade vizinha não produz apenas músicos talentosos. Dessa vez aposto que vem um jogador ‘injuado’.
- Leandro Guerreiro, ‘O Lutador Pranada’: Luta até o fim, e é difícil criticar um jogador com tamanha dedicação. Mas a verdade é que nada, nada e sempre dá o seu jeitinho de morrer na praia. Tomara que este ano ele saia da água, que parece não ser seu habitat natural;
- Fahel, ‘O Rei dos Nulos’: Vão se danar, diretoria e ‘parceiros’ empresários!!!
- Eduardo, ‘Knight of Danaite’: Tomara – mas tomara mesmo! – que este cidadão crie juízo e abrace a carreira de jogador de futebol, deixando de lado a atleticamente inútil boemia;
- Lucio Flavio, “O Maestro da Orquestra de Surdos’: O ‘amarelão’ de sempre, continua hospedado na cama de casal de Andre Silva e toda noite conta historinhas de futebol para seu anfitrião dormir com sorriso de saxofone no sofá da sala;
- Jorge Luiz, (ainda não sei): Metade de seu nome indica que seja um sujeito ajuizado e de grande talento futebolístico. A outra metade pode ajudar de alguma forma, talvez matando um animal alado horroroso. Acho que esse sujeito pode ser a melhor surpresa do campeonato;
- Herrera, ‘El Sano’: “Enquanto os holofotes esquentam o prato principal, El Loco, El Sano come pelas beiradas.” (Biriba)

O que temos?


Temos um paredão no gol; um esforçado, porém, mau jogador; um jogador que fez gol de nuca em decisão de campeonato; jogadores cujos familiares são botafoguenses; um zagueiro tatuado com uma estrela de cinco pontas; uma eterna nulidade; um trio bem-falado, que infelizmente vem da base ‘co-irmã’; dois amarelões que não se fartam de perder pênaltis em momentos decisivos; um jovem promissor que é problemático, mas que parece ter se livrado dos maus hábitos; e atacantes importados.

- O quê que isso tudo quer dizer?
- Sei lá. Tava sem assunto.
- Humpf...

Saudações alvinegras!

PS: Na tabela aqui ao lado, o horário da partida está incorreto. O jogo está marcado para as 19:30h.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Luís Guilherme


Estou em meio a uma tremenda correria por aqui, mas não poderia deixar de dar meus parabéns ao time da base botafoguense, que acaba de vencer mais uma partida e passar para a próxima fase da Copa São Paulo de Futebol Junior.

Não assisti à partida e não sei se foram bem ou mal. Mas na disputa de pênaltis faltou pouco para que nossos batedores fossem perfeitamente exemplares, demonstrando estar muito bem preparados, o que prova que Luizinho Rangel conhecia um pouco mais que uma coisa ou outra de futebol e que, no meio deste ‘pouco’, sabia muito bem que treinar pênaltis é fundamental para quem almeja ganhar títulos.

Em especial, parabenizo entusiasmado o desempenho do goleiro Luís Guilherme, que defendeu três das cinco cobranças do São Carlos. Com apenas 17 anos de idade, Luís Guilherme exibiu grande concentração, frieza, serenidade e inteligência. Me pareceu ser um sujeito maduro e, pelas qualidades que vem demonstrando ter, me atrevo a dizer que já pode ser considerado um jogador completo, e dos bons.

Acho que Luís Guilherme será daqueles goleiros que me transmitem tanta segurança, que quando o adversário se aproxima da área o bichinho da soberba ataca meu juízo e acabo gritando: “Chuta, se for homem!”

Obs: As cobranças desta tarde dariam um bom material didático para Lucio Flavio e Leandro Guerreiro, que poderiam mandar uma versão pirata para a Coreia. Coisa de amiguinho de turma.

Saudações alvinegras!

Tietagem comedida


Ontem avistei uma van do Botafogo e dei um jeitinho de me aproximar. O trânsito estava bem ruinzinho, e acho que isso me ajudou a conseguir emparelhar com o ‘lotação’ num sinal fechado.

As ruas são estreitas nas proximidades do Caio Martins, aqui em Niterói, o que fez com que minha porta não pudesse ser aberta.

Foi uma pena, pois gostaria de saldar o Antonio Carlos, que avistei dentro da van. No máximo consegui balançar a camisa que eu trazia na mochila, erguendo o braço pela janela.

Sabia que quem estava com ele era um jogador de futebol, pois usava uns óculos brancos bem bacanas, coisas de estrelas do futebol. Descobri depois que era o Fabio Ferreira.

O que eu não sabia era que em algum lugar daquela van poderia estar a contratação bombástica, o mito instantâneo, o “El ‘Locomania’ Loco”, pois parece que foram juntos para o treino em Araruama. Tudo bem, tudo bem, o ‘El Loco’ Abreu deve ter seguido viagem em transporte mais sofisticado. Mas deixem eu imaginar o encontro niteroiense com esse pessoal.

Será que valeria a pena ter dado uma arranhadinha no carro para, além de sacudir a camisa, fazer sinal de positivo, dar um tchauzinho e tentar passar uma leitura labial de você é f_? Sei lá...

Não tentei criar uma outra oportunidade de me aproximar para manifestar o meu apoio e satisfação, essas coisas de torcedor, porque além de não ser chegado a tietagens, estava com pressa.

Não sei se eles também andavam apressados, mas seria melhor que estivessem, porque pela hora que era devem ter chegado a Araruama pra lá das sete da noite. Mas, pensando bem, com o calor que anda fazendo por aqui, acho que estavam no horário certo.

Estou gostando do time.

Saudações alvinegras!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Biriba Business

- O Botafogo vai alugar o Engenhão por cinco mil.
- É, eu sei. Legal, né?
- Como é que você acha isso bom?
- Isso é ótimo! O Snoopy já tá juntando uma galera pra jogar lá no 'Stadium' todo último sábado do mês.
- Eu tô falando sério, Biriba!
- Eu também. Se não tá sabendo, vai lá no blog do cara e se atualiza, meu irmão.
- Mas aquilo é uma piada do Fábio.
- Piada é essa diretoria! Eu mesmo já tô montando meu próprio esquema com um amigo, dono de agência de turismo. O negócio é oferecer um pacote pra turista que curte futebol. A maioria, né?
- Quê pacote?
- Visitar o Engenhão por 60 pratas e assistir a uma pelada de amadores.
- Quem vai pagar 60 Reais pra ver uma cambada de pernas-de-pau jogar, se pode pagar 20 pra ver um jogo de verdade?
- Perna-de-pau uma vírgula, cara-pálida! É gente que bate um bolão. Você que pagou pra ver um Fahel da vida, um Victor Simões que ninguém quer, e uma cambada de perebas o ano todo, pode me garantir que tava vendo jogo de verdade? Quem é você pra ditar quem é bom ou quem deixa de ser? Você não pode falar nada, né não?
- Mas isso não vem ao caso.
- Não vem mesmo. Deixa eu te explicar direitinho...
- Tudo bem, fala aí.
- Por 60 pratas o cara vai ter direito a conhecer todos os setores, tirar fotos dentro de campo, visitar os vestiários. Entendeu a diferença?
- Você tá maluco.
- Maluco? Se eu colocar duzentas cabeças lá dentro são 12 mil. E pra começar.
- Como assim, ‘pra começar’?
- Andando aquilo tudo por lá o cara ainda fica com uma baita fome e 80% do que for consumido é nosso.
- 80%?!
- É o que tão dizendo por aí. E, não sendo jogo oficial, a gente pode vender cervejinha, caipifruta, whisky... Uma covardia! Acho que dá pra conseguir mais uns oitinho aí, o que paga o aluguel dos otários e ainda sobram uns três paus.
- Tá começando a fazer sentido.
- Começando? Rá! Você ainda não viu nada.
- Ah, é? Fala o que eu não tô vendo.
- Ainda dá pra faturar vendendo 10 minutos de Fifa Soccer por 20 Euros.
- Quem vai pagar por uma besteira dessas, se o cara joga esse troço de graça à hora que quiser?
- É, mas ele nunca jogou Fifa Soccer na tribuna de um puta estádio, e vendo o joguinho no telão!
- Mas quem vai te deixar entrar na tribuna?
- Se eu aluguei o estádio com tudo...
- Mas isso é loucura!
- Loucura nada. Cobre o custo do transporte e são mais outros três mil de sobra.
- E como é que você vai pagar os peladeiros?
- Que pagar o quê... Eu escolho uma galera boa que racha ali por perto. Uns caras ali da área em volta do estádio, faço uma seleçãozinha. Convido pra bater uma bola no Engenhão e pimba! Não precisa nem gastar com passagem.
- Isso é exploração, Biriba.
- Que exploração, que nada! Eu ofereço um puta campo de verdade, os caras vão jogar de uniforme oficial, chuteira, com juiz pra xingar e plateia pra se exibir. E ainda garanto duas latinhas por cabeça! Isso é exploração aonde?
- Você mudou, cara, virou capitalista.
- Mudei nada! Capitalismo é o sistema que rola. Se eles me dão uma mamata, eu entendo e aceito. Não tô roubando ninguém.
- Quem diria...
- Quem diria digo eu, vendo meu time comandado por esses trouxas.
- Humm...
- E acabei de ter uma ideia agora mesmo.
- Ideia?
- É. O plano 'VIP-120'.
- Que p_ é essa, Biriba?
- “Visita ‘i’ paga 120” pra jogar também.
- Como assim?
- O cara paga o dobro dos outros e compra o direito de jogar dez minutos com os caras da pelada. Botando três pra cada lado, dá pra encaixar setenta e duas cabeças num jogo. 8.500 contos só aí.
- Pagar pra jogar com uma galera peladeira do Engenho de Dentro...
- Mais respeito, meu caro! Se você não sabe, não fala. Eu conheço o subúrbio e sei que os caras batem o maior bolão. Os turistas vão ficar babando. Jogar bola com brasileiros de verdade. Povão. Turismo cultural de raiz. Você não sabe de nada! Fica aí na frente do computador, sabe o que rola nas Ilhas Fiji, mas não sabe o que tem no Brasil.
- Esse relaxante muscular tá afrouxando a sua mente...
- Faz as contas pra ver se eu não saio de lá com uns 20 mil no bolso! Isso é coisa de miolo mole?
- Putz, é mesmo. Acho que quem tem miolo mole é a diretoria.
- Chiu... não espalha, cara. Quer acabar com meu negócio?
- E os 40% do estacionamento que vai pro clube?
- Vou estacionar os ônibus na área aberta. Acha que eu vou entrar naquela poeirada nojenta e manchar a imagem do Brasil?

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Fra-press

Antes mesmo de começar o Campeonato Carioca, o Botafogo já ocupa a penúltima colocação do Grupo B. É assim que está disposto na tabela da competição divulgada pelo GloboEsporte.com, e isso pode ser verificado na imagem abaixo.

(clique na imagem para conhecer a nova logomarca da Vivo)

Não sei qual o critério usado para dispor os clubes na tal tabelinha, mas certamente a ordem alfabética foi desconsiderada. Como são flamenguistas, achei que saberiam a ordem das letras do nosso alfabeto, já que o Datafolha afirma serem os rubro-negros gente endinheirada que conhece o be-a-bá.

Podem dizer que o campeonato ainda nem começou e que a disposição dos clubes na tabela é obra do acaso ou resultado de um sorteio – explicação que serve para os que acreditam em bicho que fala e em homem das neves. Podem falar que nada disso importa, pois se trata 'apenas' de uma imagem – o que seria verdade se imagens não tivessem a capacidade de conter discurso, o que na referida tabela tem a finalidade de diminuir o Botafogo (fora o fato de que um sentido implícito revela mais do que esconde e, neste caso, o que vem à tona são a hipocrisia e a falta de caráter de seus autores).

Podem me chamar de ranzinza e dizer que não existe perseguição ao Botafogo por parte da imprensa e de grupos empresariais de grande influência. Espalhem por aí que sou 'um' paranoico e que o Flamengo é que é o bom e que o Didi se chamava Dida. Enfim, repitam cinco mil vezes a palavra 'seis' para provar que sou eu o maluco.

Falem e pensem o que quiserem, mas a verdade é que o Botafogo é maltratado pela imprensa de várias formas, e a criatividade de seus algozes não tem limites – vide a ridícula elaboração do layout da tabela do campeonato, na versão do referido site.

Gostaria de acreditar que não houve má fé e que os jornalistas do GloboEsporte.com fossem apenas analfabetos funcionais, o que não determina desvio de caráter. Mas a relação dos escudos dos clubes brasileiros – no canto esquerdo da página do site – deixa o alfabeto em perfeita ordem, e isso joga por terra a tese de que sejam meros ignorantes.

Já somos obrigados a ver o Botafogo sendo dirigido por amadores que se juntaram a profissionais incompetentes e, como se isso não bastasse, ainda soma-se a este quadro lamentável a imprensa jogando contra.

E olha que o campeonato ainda nem começou...

Saudações alvinegras!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Sobre 2009, já em 2010 - parte I

Esta é uma nota para afirmar que, apesar do ano não ter sido uma maravilha pro Botafogo, o pessoal aqui do Biriba não vai baixar a guarda e nem sair de fininho. Garanto para todos, que o blog não vai se transformar em um portal do Brasil Kennel Clube – o que seria certamente mais rentável –, apesar de não acreditar no poder de reação da atual diretoria e de achar que em 2010 suas ações continuarão sendo motivo de desgosto, vergonha, indignação, temor pelo pior, piadas de adversários e etc, em suma, uma repetição – provavelmente – piorada do lastimável espetáculo histriônico e escatológico que nos ‘presenteou’ a patética Corte dos Gordos, até o momento.

É certo que não vamos jamais perder de vista o Botafogo e ainda está para nascer o valentão que nos faça deixar de defender nosso time de coração.

Além disso, é preciso dizer que apesar da péssima lembrança que 2009 representará para sempre na minha memória e na de muitos torcedores alvinegros, o ano passado não foi de todo ruim para o meu coração de torcedor.

Com a criação do Botafogo do Biriba, em abril passado, fiz amizades que extrapolam este espaço de troca de ideias e isso vale mais – mas muito mais mesmo! – do que comentar sobre a incompetência e falta de caráter dos dirigentes alvinegros. Como bem disse o amigo Fábio, do ‘snoopy em preto e branco’, essas amizades “são os títulos que o botafogo não tem nos dado”...

A partir deste blog também comecei uma reaproximação radical com o Botafogo e com os torcedores – que navegam pela internet com o pensamento sintonizado no ‘dial’ do BFR –, e essa experiência me deu uma sensação muito intensa de pertencimento, me trouxe a certeza de que não estava sozinho na luta pela defesa de um Botafogo grandioso – pra sempre O Glorioso –, e é o que me dá prazer e entusiasmo, além de ser a razão para que eu continue produzindo textos e imagens para o blog. (Espero poder implantar algumas novidades por aqui).

Como não sou masoquista e obviamente desejo o bem para nossa torcida, quero muito que 2010 nos traga alegrias. Se Somália, Marcelo Cordeiro e Renato Cajá jogarem metade do que jogaram Ney Conceição, Marinho Chagas e Mendonça, o ano promete. Nham, nham!

Nota: O assunto deste texto deveria ter sido publicado no ano passado – se seguíssemos o padrão “‘oficialista’ ocidental” –, mas como vocês podem perceber, o ano acabou antes da nossa redação entregar a encomenda. Tentaremos melhorar nossa presteza ‘no decorrer’ do ano que começa, pois o Dia Primeiro já nos há escapado. E que este ‘melhoramento’ não imite o ritmo de aprimoramento da mentira futebolística travestida de jogador de futebol, Reinaldo. Nossa escrita continuará não reproduzindo o tom monocórdico e artificialmente comedido dos que vieram ao mundo para perder, e que infelizmente continuam jogando no Botafogo.

Outra nota: As postagens se escassearam, porque as últimas semanas do ano foram extremamente movimentadas, tanto no lado profissional quanto na vida privada.

Obrigado pelo comparecimento, participação e...

Saudações alvinegras!!!