(Car Crash – auto-retrato: Justin Sanz)Seja por sorte ou por vontade própria, seja ‘por força’ de uma boa a$$e$$oria ou através de combinações destas forças com outras – de natureza ainda ‘mais interessante’ –, o que que me empolga é ver um desses jovens, já em idade adulta, tomar as rédeas de sua vida e contrariar as expectativas mais funestas, deixando os que apostavam na sua derrocada olhando as fichas serem recolhidas. Isso me dá uma satisfação indescritível! Me$mo que o meio utilizado $eja o que os senhores e$tão pen$ando.
Porque vivemos numa sociedade que aprecia muito mais a derrota do outro, do que a própria vitória; uma plateia mastigando pipocas e torcendo pra ver a queda do trapezista – imagem conhecida. E quanto melhor o trapezista, mais extasiante é o tombo. Porque a queda do homem comum – o tipo mais bravo de ‘herói’, diga-se –, na sociedade em que vivemos, é banal.
‘Fabricamos’ heróis para que sejam destruídos? Pode ser.
Apesar de haver demanda por heróis com longo prazo de validade, a maioria dos heróis são ‘confeccionados’ para atender a necessidades momentâneas, sendo ‘naturalmente’ descartados assim que a ânsia é saciada. E, nesta concepção de universo, a usina macabra se perpetua, pois o ritmo de produção não pode ser atenuado, uma vez que o posto de herói perene é para poucos e muito da graça da ‘brincadeira’ reside, justamente, na vertigem da ascenção.Precisamos de um herói e precisamos vê-lo caído, porque herói bom é herói morto. E, como somos viciados em espetáculo, produzimos ‘heróis’ em grande quantidade, para viverem mortes espetaculares, protagonizando quedas gigantescas.
Quando vejo um destino trágico se enfiando na vida de um jovem adulto, um ex-garoto pobre que o esporte, a música, ou outra atividade intrínsicamente ligada ao talento individual levou a um nível de sucesso suficiente para conseguir dinheiro bastante para operar o milagre da multiplicação de amigos de ocasião e lhe ‘concedeu’ o êxtase advindo do consumo de bens não-duráveis, a primeira coisa que me vem à cabeça é: “Quem assessora esse rapaz? Quem ‘cerca’ e trata de dar bom amparo a essa moça?”
Mas tão logo me vem este pensamento ele já me parece irresponsável, pois sempre estamos delegando a um ‘outro’ a responsabilidade que deveria ser de todos, o que nos inclui. Porque a ‘assessoria’ e o ‘amparo’ destinados ao herói da vez ou ‘a qualquer pessoa’ deveria ser dado pela sociedade em que vive, e não pelo agente ou empresário, treinador, produtor, patrão, mãe, amigos, etc.
Acredito que enquanto a humanidade não se responsabilizar pelo fim que destina a seus ‘heróis’ – e à plateia desses heróis, por que não? –, a pergunta não é, ‘Quem assessora esse rapaz?’, mas, sim: ‘Como assessorar essa sociedade?’.
Saudações alvinegras!

3 comentários:
Newsletter Semanal #2 - Brasil
Blog Águia de Ouro
O Benfica manteve-se na liderança após o empate em Olhão!
Nesta semana no Águia de Ouro, todos os dias será feito um post de antecipação ao clássico, analisando os jogadores de ambas as equipas por posição. Também o Mundial da África do Sul estará em destaque com a conclusão da análise do grupo de Portugal.
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- Desmistificando a Selecção da Coreia do Norte
- Esboçando um olhar pelo Mundial 2010
- Novamente Líder!
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luiz,
eu acho um erro grosseiro expor quem quer que seja ao ridículo constrangimento de a sociedade julgá-lo por ser um usuário de drogas.
aliás, isso é contra a constituição.
doping, a meu ver, deveria ser aplicado exclusivamente a produtos que estimulem os atletas, de forma que eles adquiram um algo a mais em relação aos concorrentes.
maconha? cocaína? isso é caso de saúde e considero um crime fazer o que estão fazendo com o jobson e que fizeram, por exemplo, com o renato silva, rodrigo souto e outros.
abração!!!
Concordo integralmente, Fábio.
Não é uma sansão por doping, mas uma reprimenda moral.
Considero os exames uma espécie de armação. ‘Preparam’ jogadores para serem examinados em momentos específicos, sempre atrelados a demandas da opinião pública.
O que quero dizer com isso é que jamais farão um teste no Adriano ou no Ronaldo no ‘dia errado’ e sempre ‘prepararão’ os ídolos para que sejam examinados quando houver pressão da opinião pública para isso, ou quando o momento se mostra oportuno.
Estive fazendo uma pesquisa na internet sobre doping e a coisa é nebulosa. E quando não há interesse em tornar a coisa transparente, isso não me causa boa impressão.
E o pior para o Jobson é sua ligação com o ex-senador, que pode lhe custar a carreira, já que nossa sociedade é política e vingativa. Porque o Jobson pode ser considerado reincidente, se sua defesa não for muito bem construída e o pleno do júri não estiver mal intencionado.
Saudações alvinegras!
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