segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Coração pequeno


A faixa de protesto, "Lucio Flavio e Juninho, fora amarelões!", parece ter prazo de validade com duração de uma só partida. Passado o efeito, a dupla de ‘amarelões’ incorrigíveis volta à sua habitual letargia, como pôde ser verificado no jogo em que fomos eliminados pelo Cerro Porteño.

Mas pra tudo nessa vida há uma solução.

Já escrevi – concordando com uma tese do amigo Alberto – que considerava a Copa Sul-Americana deste ano um grande problema para o Botafogo, pois andávamos mal no Brasileiro e, dividindo esforços entre duas competições, poderíamos prejudicar nosso desempenho no campeonato mais importante do país.

Engano meu. Na verdade, seria do interesse dos torcedores alvinegros – não da diretoria e da torcida paga, que pouco se importam se ganhamos ou perdemos – que tivéssemos partidas decisivas de outras competições intercaladas aos jogos do Brasileirão. Seria uma forma dos eternos perdedores se aliviarem de sua ânsia pelo gosto do fracasso, saciarem sua sede de derrota e disputarem a partida seguinte com o coração pequeno em paz e com o ânimo renovado.

Uma eliminaçãozinha no meio da semana a cada rodada me deixaria tranquilo, na certeza de que os molengas jogariam com raça, e que até o Lucio Flavio perderia o medo de enfiar o pé na bola, como manda a cartilha dos que tem sangue nas veias e é o que demanda o número da camisa com a qual permitem que o trivial jogador entre em campo.

Saudações alvinegras!

PS: Análises sobre o jogo de domingo em: Cantinho Botafoguense, Fogo Eterno, Mundo Botafogo/ Estrela Solitária e snoopy em preto e branco.

2 comentários:

Fernando Gonzaga disse...

é isto mesmo, pena que os "amarelões" só resolveram dar a sangue, depois se serem hostilizados pela torcida....vê se o Leandro Guerreiro ou o Jéferson precisam deste tipo de coisa pra começar a jogar....perdemos para o Cerro por incompetência e preguiça também...menos mal que vencemos o Coxa...

abraço!!

Luiz disse...

Fernando,
O Botafogo precisa continuar jogando com raça e precisa da sorte do nosso lado. O nível de stress ainda anda na casa dos 75%.

Mais uma vez, parabéns pela entrevista com o Túlio Maravilha.

Saudações alvinegras!