quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O pênalti aconteceu, não há o que discutir

(Imagem do Sportv mostra o momento do pênalti)

Chuveirinho da linha média sem nenhuma movimentação articulada para aproveitar esse tipo de jogada – que já foi abolida até pela seleção inglesa e hoje em dia só é utilizada com algum sucesso pelo sobrevalorizado Muricy Ramalho – não pode dar bom resultado, principalmente com o agravante de não termos nenhum jogador que saiba verdadeiramente o que significa a palavra ‘cruzamento’.

Triangulações pelo meio, sem jogadores habilidosos e com oito adversários atrás da linha da bola, não pode dar em nada.

Um atacante improvisado como meia nem sempre dá certo.

Um meia sem outro meia é metade de um meio-de-campo criativo.

Se o único meia escalado não consegue render bem por 90 minutos em boa companhia, o que pode-se antever quando sabe-se que será condenado a passar boa parte desse tempo ao lado de Leo Silva?

Uma defesa comandada pelo capitão Juninho e reforçada pelo soldado Wellington, que inexplicavelmente aderiu ao ideal de mediocridade comungado por seu superior – coitado, um jovem suscetível –, é garantia de fortes emoções terríveis.

Os chutes a gol de Victor Simões são tão desgovernados, que o cinegrafista que estava rente à linha de fundo precisou recuar a câmera pra tentar enquadrar o resultado das tentativas do atacante flamenguista.

Sorte nossa que Diego é inteligente e tem presença de espírito. Salvou o time, mesmo com Juninho se empenhando para nos arrastar pro fundo mais uma vez.

Maior sorte ainda foi termos repatriado Jefferson.

Por que Rodrigo Dantas não começa jogando ao lado de Jônatas? Por que Lúcio Flávio tem que voltar como titular no próximo jogo? Por que Fahel tem que jogar? Por que Teco fica no banco? Por que Diego não joga na zaga? Por que Gabriel e Wellington Jr não são relacionados? Por onde anda Alex Lopes? Por que a diretoria resolveu aumentar o preço dos ingressos? Por que André Silva e Anderson Barros ainda trabalham no clube?

Bem, deve ser porque Mauricio Assumpção é um sádico que pensa que a torcida é masoquista.

***

Uma demonstração de que a torcida não é masoquista está estampada na faixa de protesto anexada abaixo. É de iniciativa do Danilo, que escreve o blog Botafoguismo, e está amparada por botafoguenses com sangue nas veias, dentre eles o meu amigo Gil, que aparece junto ao ângulo direito da faixa.


Saudações alvinegras!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Ao E$tádio!


A diretoria pela primeira vez acertou no que diz respeito a medidas para aumentar o público no Engenhão quando diminui o preço dos ingressos e promoveu a gratuidade da entrada para crianças no jogo contra o Avaí. O resultado por um lado foi desastroso, pois não souberam administrar o aumento da demanda de público e as consequências são do conhecimento de todos. Por outro, o sucesso foi estrondoso, com o comparecimento em massa do torcedor alvinegro ‘superlotando’ o Engenhão.

Fato lamentável numa ponta, espetáculo notável de público na outra.

Ao se apresentar publicamente – e pela primeira vez, o que fez de sua ‘aparição’ uma dupla-apresentação –, se desculpando/explicando/complicando/enrolando, o diretor de marketing do Botafogo não deixou dúvidas de que estamos entregues a um consórcio infindável de incompetentes. Quando achamos que já conhecemos toda a trupe, descobrimos que o elenco de incapazes é ainda maior do que imaginávamos, o que pode levar, a depender do estado de espírito do torcedor-pensante, a divagações sombrias onde piores vultos surgem com dizeres igualmente tortuosos e presenças plasticamente lamentáveis, e todos na pele de porta vozes oficiais do Botafogo!

Após a ‘aparição e manifestação’ de nosso diretor de marketing, veio a certeza – pelo menos para os maiores de sete anos – de que coisas piores estavam sendo preparadas.

Foi deixar escapar dois dias sem comentar sobre a completa falta de visão comercial e de marketing que resultou no desastre de público do ‘clássico regional’, Botafogo x Flamengo, e lá me vêm os gênios do marketing de GS a surpreender-me – desta vez não somente pela incompetência, mas pela presteza – com o aumento do preço dos ingressos para a partida de hoje.

Não posso supor que não seja de conhecimento dos responsáveis pela boa administração do clube a posição em que o time se encontra na tabela do campeonato, que estamos a poucas rodadas do final e que o clube visitante é adversário direto na briga para escapar do rebaixamento. Ou será que além de alertá-los sobre estas circunstâncias devo também juntar a isso a informação de que hoje é uma quarta-feira e que o jogo está marcado para as sete e meia da noite?

Mas como o presidente Assumpção (“Por que ela – a torcida – lotou o João Havelange contra o Avaí e foi em pequeno número contra o Flamengo?”) não desconfia que um dos motivos que fizeram o público de domingo ser três vezes inferior ao do jogo contra o Avaí pode ter sido o valor dos ingressos (seis vezes mais caros), de que vale falar sobre isso?

Saudações alvinegras!

PS: “É preciso entender a importância de os nossos torcedores estarem ao lado do time em todos os momentos.” (Maurício Assumpção)

Não disse que o presidente Assumpção ia pedir o comparecimento da torcida, mesmo depois de aumentar o preço dos ingressos? O presidente é previsível como Lúcio Flávio ao escolher o canto que vai cobrar um pênalti.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Botafogômetro


Partidas contra o Flamengo me são úteis como um filtro que separa os que 'servem' dos que 'não servem' para representar em campo o Botafogo de Futebol e Regatas. Se o sujeito fica nervoso, 'abaixa a cabeça', não entra firme, tem desempenho abaixo do que normalmente apresenta, faz jogadas estranhamente bisonhas, titubeia nos momentos decisivos, um sinal de alerta se acende em meu painel mental, indicando que o cidadão 'não serve'. Diferente desses, o jogador que 'serve' não se abate frente à camisa rubronegra. Pelo contrário, os jogadores com os quais podemos contar 'crescem’ e suas qualidades se amplificam. Ser ou não tecnicamente bem provido pouco importa para meu sistema de filtragem, pois o que está em avaliação é a capacidade que tem um jogador de não se afetar negativamente por fatores extra-campo, que sempre serão desfavoráveis ao Glorioso.

No jogo de ontem meu 'filtro' indicou o seguinte:

Jefferson 'SERVE': Continua sendo e será, sempre que envergar o uniforme glorioso, um digno representante da tradição botafoguense de contar com grandes goleiros. A defesa espetacular em chute à queima-roupa no final da partida foi digna dos melhores do ramo e não reprisá-la é uma prova de sua qualidade, pois demonstra o esforço por parte da imprensa em não criar um termo de comparação ao tão badalado goleiro da equipe oponente. A diretoria deveria tentar assinar um contrato de no mínimo três anos com o jogador, mas é formada pela mesma turma que o mandou embora depois de demonstrar ser um goleiro extremamente promissor – o que não causa surpresa, pois é uma turma formada por masoquistas que estão a fazer de tudo para destruir o Botafogo.

Alessandro 'SERVE': Alessandro não pode ser considerado um supra-sumo em nenhum aspecto técnico do futebol, mas esportivamente é impecável. Seu espírito de luta, sua determinação inabalável, o ímpeto com que defende as cores do clube destoam da maioria que por ali passaram nos últimos anos e ainda mancham a história alvinegra. A disposição de Alessandro ganha força quando joga contra o Flamengo. Melhor um mediano confiável do que um melhorzinho acabrunhado.

Juninho ‘NÃO SERVE’: É fraco fisicamente, tecnicamente, intelectualmente, psicologicamente. Seu perfil pode ser sintetizado pela forma débil e amadorística com que deu combate a Adriano no lance do gol e a Zé Roberto, nas duas vezes em que este último conseguiu concluir – cerca, cerca e deixa chutar. Juninho é o melhor exemplo de um jogador que ‘não serve’ para jogar no Botafogo FR.

Wellington ‘NÃO SERVE’: Tive uma ótima impressão deste jogador nas primeiras vezes que atuou pelo time e o defendi entusiasticamente. A forma como deu o primeiro combate ao jogador Adriano e foi vencido, como tentou claudicantemente se recuperar e, posteriormente, sua associação a Juninho para formarem o vão do ‘arco do triunfo do imperador’, no lance que culminou em gol, me levaram a incluí-lo no rol dos jogadores com os quais não podemos contar.

Diego ‘SERVE’: Conhece bem suas limitações técnicas e joga no limite de suas aptidões. É inteligente taticamente, aguerrido, não considera nenhum lance como ‘perdido’ e possui o atrevimento indispensável aos jogadores que ‘servem’.

Leandro Guerreiro ‘NÃO SERVE’: Aguerrido, Leandro Guerreiro é um lutador incansável até o último minuto de todas as partidas, mas treme quando enfrenta o Flamengo, o que é um indicador determinante de que é jogador que ‘não serve’. Nos momentos decisivos demonstra fragilidade mental para tomar decisões cruciais. Estava ‘marcando’ Renato Augusto quando o jogador chutou e marcou na decisão de 2007; não reagiu a um drible de Juan que culminou em gol de Obina, em 2008; nesta última partida foi driblado da mesma forma – de maneira um pouco mais desmoralizante – por um jovem zagueiro flamenguista, em jogada que poderia representar grande perigo. Um perdedor nato, daqueles que a diferença entre vitória e derrota tem maior significado ortográfico do que semântico.

Batista (o ‘filtro’ não indicou alteração): Um jogador voluntarioso e aguerrido, dispersivo e inconstante, alterna momentos de lucidez e lances de completa dissociação da realidade.

Reinaldo ‘SERVE’: Não se sabe se vai voltar à forma, deixar de frequentar assiduamente o dep. médico, conseguir manter uma constância na qualidade de suas atuações, jogar uma partida inteira. Mas não há dúvidas de que é um profissional que veste a camisa do clube que defende e não se intimida quando enfrenta o time que o revelou para o futebol. Marcou um gol numa final de campeonato e se manteve obstinado na tentativa de ajudar o time a chegar a um resultado favorável até sua inexplicável substituição. Quando ‘inteiro’, pode-se contar com ele.

Lúcio Flávio ‘NÃO SERVE’: Bem educado e ponderado, um sujeito de formação humana acima da média, um gentleman. Como jogador – e especialmente contra o Flamengo, que é o cenário de ensaio propício ao uso do ‘filtro’ – não se apresenta quando se depara com situações difíceis, some quando dele mais precisamos. Quando aparece, falha na hora decisiva. Em toda a partida fez apenas uma boa jogada, quando deixou André Lima em ótima posição para o arremate, no finalzinho da partida. No lance do pênalti ficou a impressão de que a cobrança foi ‘ensaiada’ à exaustão e que o goleiro adversário já sabia de antemão todas as ‘marcas’ do script ‘engessado’ de Lúcio Flávio. Um jogador que revela ter escolhido o canto para bater uma penalidade máxima e não tem a capacidade de alterar esta escolha, mesmo que o momento apresentasse uma situação clara, óbvia, demorada, ou seja, extremamente fácil para a reversão do que foi previamente estipulado, não pode ser cobrador oficial de nenhum time do planeta. Lento, acanhado e previsível.

Jobson ‘SERVE’: Não se impressionou com ‘a camisa’ adversária e tentou o que pode dentro de suas limitações. Foi marcado individualmente durante toda a partida e as pífias opções táticas de ataque não o colocavam em condições de ameaçar o gol adversário, sobretudo por seu posicionamento afastado da área, o situando mais como armador do que como atacante.

André Lima ‘SERVE ou NÃO SERVE’? (o monitor do ‘filtro’ ficou cravado em 50%): Não ‘abaixou a cabeça’ e não deixou de ‘entrar firme’ e buscar o jogo, mas esteve o tempo todo nervoso, com o desempenho abaixo do que normalmente apresenta, fazendo jogadas estranhamente bisonhas e titubeando nos momentos decisivos. Os dois chutes ridículos que ‘disparou’ sem ângulo para a linha de fundo – meio de canela, meio de tornozelo – o renderia um lugar no rol dos grandes perebas da história do futebol, não fosse o ‘fator Flamengo’ o grande culpado por seu desempenho atípico. Quando teve uma ótima chance de arrematar com perigo, chutou a bola para o setor Sul, onde vândalos se digladiaram para se agarrar a um brinde para levar pra casa, junto a algumas cadeiras e um punhado de equipamento sanitário. Estava visivelmente desestabilizado emocionalmente e perdeu uma grande chance de provar que é um jogador que ‘serve’.

Renato (o ‘filtro’ não indicou alteração): Um jogador que justifica uma noitada declarando estar pouco se importando com o Botafogo por ser atleticano, de saída já não merece meu respeito ou análise.

Victor Simões ‘NÃO SERVE E NÃO SERVIRÁ JAMAIS’: Um autêntico rubronegro. Chutou ‘reto’ pra fora de dentro da área, na final da Taça Rio; cobrou um pênalti nas mãos de Bruno, na final do Carioca. Domingo, arrematou diretamente no pé do goleiro em chance claríssima de gol. Além de ser um péssimo jogador, não consegue conter seu amor pelo Flamengo, deixando aflorar o flamenguista que tem dentro de suas entranhas e, sem que tenha controle sobre isso, cobrou um escanteio diretamente a um ‘parceiro’ de torcida. Precisamos nos livrar deste flamenguista o quanto antes.

Jônatas ‘SERVE’: O jogador tido como um flamenguista incorrigível por muitos, inclusive eu, não parece se afetar por estar jogando contra seu ex-clube. Entrou com a lucidez, a técnica e a disposição que faltou ao meia, Lúcio Flávio. Os disciplinadores de General Severiano deveriam reavaliar seus métodos de preparação psicológica e os responsáveis pelo futebol, sua conduta moral. Estes senhores sacrificam o Botafogo impingindo a titularidade inabalável de um jogador que não teria espaço em nenhum clube da primeira divisão brasileira, que é o caso de Lúcio Flávio, em detrimento da possibilidade de se valer do talento ainda não explorado ou verdadeiramente avaliado de Jônatas, por uma simples questão de amizade!

Estevam Soares: Não conseguiu montar um sistema ofensivo capaz de articular jogadas que furassem o bloqueio adversário. Sofre com a praga contraída a partir da posse da atual diretoria, que montou um plantel medíocre e hipertrofiado, mantém uma relação subserviente com o empresariado futebolístico, além de privilegiar as carreiras de jogadores ‘amigos pessoais’ em detrimento do sucesso do clube. Mesmo assim, Estevam ainda consegue motivar a maioria dos jogadores, o que tem feito grande diferença no comportamento da equipe desde sua chegada.

Arbitragem: Não marcou um pênalti claro em Lúcio Flávio quando a partida ainda estava empatada; deixou de marcar outro pênalti quando um jogador do Flamengo colocou a mão na bola; marcou um pênalti duvidoso a nosso favor: ‘NÃO SERVE’.

Nota: O sistema de filtragem utilizado pelo blog para separar o joio do trigo não avalia a qualidade do grão. Simplesmente identifica o joio, que desde a antiguidade é conhecido por não prestar para nada, a não ser atrapalhar a colheita nos trigais.

Nota 10: Túlio Souza atingiu o índice máximo no meu botafogômetro, com seu desempenho na segunda partida das finais do Campeonato Carioca.

Saudações alvinegras!

sábado, 24 de outubro de 2009

Agora é tarde, Assumpção

(Clique na imagem para melhor visualizá-la)

O presidente Assumpção se lamentou pelo fato da diretoria 'coirmã' ter incentivado seus torcedores a comprar ingressos para os setores do estádio destinados aos botafoguenses.

"Se isso realmente acontecer, será um ato de irresponsabilidade, que vai gerar um conflito desnecessário ao espetáculo. Fizemos a divisão, concordamos em compartilhar pela metade o espaço entre Botafogo e Flamengo. Mas se houver problemas no domingo, passaremos a ceder apenas 10% dos lugares a partir do ano que vem. E como o estádio é nosso, será um problema para as outras equipes. Além disso, o Estádio Olímpico tem o benefício de impedir que haja o encontro de torcidas na parte de dentro, o que não acontece no Maracanã."

Após mais uma infeliz demonstração de incompetência e falta de pulso por parte do presidente Assumpção para 'administrar' o mando de campo , além desta falaciosa e fantasiosa declaração, só me restam perguntas:

Por que cederam ao apelo da direção flamenguista? Por que aceitaram passivamente a intervenção direta da Ferj, quando tínhamos o regulamento da competição a nos garantir o direito de ceder somente 10% dos ingressos à torcida visitante? Por que optar por dividir o estádio justamente após uma demonstração perfeita de que nossa torcida tem condições de lotar nosso Engenhão com enorme margem de sobra? Por que aumentaram o preço dos ingressos, afastando do estádio as famílias? Por que o Botafogo padece com gente tão incompetente, omissa, irresponsável e débil em seu comando? Quem ganha com isso? Quem se beneficia com estas artimanhas?

Não tenho respostas para estas perguntas, mas tenho para outra que segue.

Imaginando a que ponto chegará a audácia destes dirigentes quando mais adiante precisarem do incentivo dos torcedores, indago e repondo em seguida:

Será esta diretoria descarada o suficiente para pedir mais uma vez que os torcedores compareçam depois de protagonizar este episódio de falta de visão comercial e de marketing, respeito à torcida e ao clube e submissão aos adversários? Óbvio que sim, companheiros. Pois se por um lado a inteligência lhes foi concedida com parcimônia, por outro, a falta de princípios lhes foi dada em abundância.

Nota: Sobre matéria correlata leiam um excelente artigo postado no blog Botafoguismo, intitulado O excesso da falta de inteligência. Cliquem no link sem temor.

Saudações alvinegras!

Um baderneiro chamado Marcos Braz

(Clique na imagem para melhor visualizá-la)

A torcida botafoguense foi provocada por um flamenguista chamado Marcos Braz. Pau-mandado de Kléber Leite (o malandro que posa na foto acima da “cernelha” desse calhorda), este cidadão tenta intimidar nossos torcedores se esforçando para criar um clima de insegurança, chamando sua própria torcida de arruaceira e violenta, como se anunciasse a invenção da roda.

Não se intimidem, companheiros botafoguenses. Se não estivesse me recuperando de uma fratura iria ao jogo com muito gosto e confiança, pois acredito que não sobre tempo nem energia para a torcida do time da gávea ameaçar torcedores de outros clubes, depois de brigar entre si à exaustão. São autoconsumíveis.

Outra coisa. As torcidas estarão separadas e brigas geralmente ocorrem entre os próprios brigões, sobrando resvalões para os dispersos e os dispersivos. Compareçam ao estádio em grupo e observem com atenção a movimentação à sua volta. E, por favor, não deixem que tomem o Engenhão de assalto (com trocadilho).

Saudações alvinegras!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Botafogo impedido por bandeirinha Smurf


O maior destaque da atual fase do Botafogo é, sem dúvidas, o goleiro Jefferson, nosso esteio. Faço uso da máxima que já se tornou notório clichê: "Se contássemos com a ‘Barragem Jefferson' desde o início das inundações, não estaríamos fugindo das águas." Por pouco nosso salvador não conseguiu impedir que o adversário fizesse um golzinho.

O sistema defensivo também se mostra mais organizado e sofre menos ainda com a ausência de Juninho.

Mas a pergunta de hoje é: Por que mudar, Estevam?

Podem achar que a ação de anti-inflamatórios esteja me comprometendo o juízo, uma vez que o esquema com três atacantes não foi alterado. Mas na prancheta os esquemas escondem o que de fato aconteceu nas últimas três partidas.

A escalação de Reinaldo sugere a presença de um terceiro atacante, o que é uma verdade, mas em campo Reinaldo – bem contra o Atlético MG e mal contra o Avaí – funcionou como um meia com aptidões ofensivas. Isto se exemplifica com algumas ótimas chegadas ao ataque e finalizações, uma boa distribuição de jogadas e, principalmente, a manutenção da posse de bola no campo adversário. Era um 4-4-2 camuflado.

Ao substituir um jogador que possui habilidade, experiência e visão de jogo por outro que não reúne nenhum destes atributos, o técnico Estevam Soares criou um esquema de jogo completamente diferente do que atuou de forma brilhante contra o Atlético MG.

Victor Simões desperdiça contra-ataques, pois, apesar de ser veloz, tem o raciocínio lento; não contribui com a distribuição de jogadas e se movimenta de maneira equivocada, uma vez que a deficiência de seu passe e a visão míope do esporte que pratica o impossibilita de entender o desdobramento das ações e reagir satisfatoriamente; não contribui para a garantia da posse de bola, por seu controle da mesma se mostrar medíocre ou inexistente. Ou seja, ao escalar Victor Simões, Estevam Soares não garantiu ao Botafogo o poder ofensivo que aliviou nossa defesa nos jogos em que contamos com Jobson e Reinaldo, ao mesmo tempo que promoveu o enfraquecimento do meio-de-campo.

Mesmo assim, a velocidade de Jobson e a presença de André Lima conseguiram dar trabalho à defesa adversária.

Os erros de Estevam:
- Acreditou que Victor Simões poderia cumprir a função que Reinaldo exerceu contra o Atlético MG. (Não temos no plantel um jogador que possa desempenhar essa função, que é a de armar jogadas, cadenciar o jogo, se apresentar na articulação de tramas de ataque e finalizar bem);
- Não escalou um meia capaz de armar e distribuir jogadas, deixando um vácuo no meio-de-campo. Esta função poderia ter sido desempenhada por Rodrigo Dantas ou Jônatas;
- Optou pelo inócuo, Fahel, na proteção da zaga, tendo Batista à sua disposição;
- Ao invés de apostar na velocidade de Laio ou na visão de jogo e bom toque de bola de Jônatas e Rodrigo Dantas, optou inexplicavelmente por escalar Victor Simões.

Acertos de Soares:
- Montou um sistema de defensa eficiente que, se não beira à perfeição, também não nos assusta como o que tínhamos anteriormente. (quando não sofremos com as limitações de Juninho, lá está Emerson a nos assombrar);
- A saída de bola continua razoavelmente eficaz pelas laterais do campo;
- Melhorou o aspecto psicológico e moral da equipe, conseguindo fazer com que os jogadores se mantenham empenhados, mesmo nas partidas em que a equipe não consegue jogar seu melhor futebol.

O Flamengo pode se tornar uma vítima das melhorias conseguidas por Estevam Soares, no comando alvinegro.

Nota: Não fosse mais um erro de arbitragem, ao invés de sofrermos um gol, poderíamos ter assumido a vantagem na partida, já que a jogada que culminou no gol adversário teve origem em impedimento mal assinalado. Foram três impedimentos marcados erroneamente (contra o Botafogo) durante a partida. Difícil saber se a lei do impedimento é uma norma, ou impedir que o Botafogo faça gols é a regra.

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

No fundo, no fundo...


Talvez eu seja um dos últimos a comentar sobre o que ontem foi noticiado pelo site globoesporte.com: 40% dos direitos econômicos de Gabriel, Luís Guilherme e Rodrigo Dantas foram vendidos - os três - por um total 1 milhão de dólares (cerca de de 1,7 milhões de Reais) para a CPE (Companhia de Participações Esportivas), apresentada aos botafoguenses através do apetitoso apelido, “Fundo de Investimentos”.

Ou seja, pouco investem no clube e ainda tomam o que de melhor o Botafogo produz. Pouco contribuem e muito dilapidam.

Sobre este assunto, leiam o artigo intitulado 'Revelada a função do fundilho', por Bernardo Santoro, publicado no site Canal Botafogo.

Saudações alvinegras!

domingo, 11 de outubro de 2009

Nota pessoal I


Estimados leitores,

Sinto dizer que me acidentei em casa e desde a noite de sexta-feira não vinha conseguindo responder aos comentários feitos neste blog e nem visitar os blogs botafoguenses. Isto porque com este incidente meu joelho tomou proporções e forma assustadoras e sua presença em meu corpo transformou temporariamente minha experiência de vida em martírio medieval.

Tive uma noite muito ruim e a tarde de sábado me trouxe grande alívio. Hoje já consigo me deslocar até ao computador, esforço que não chega a ser heroico.

A experiência deste acidente me levou à consciência de que uma rótula está destinada a ocupar uma posição específica e muito precisa no corpo humano e seu mínimo deslocamento não leva ao êxtase, nem à realização da plenitude espiritual.

Afastado de alguns trabalhos que demandam esforço físico, terei mais tempo para desfrutar do ócio aborrecido e da reflexão forçada. Como o humor não anda dos melhores, é possível que não escreva com muita frequência nos próximos dias. Mas isso dependerá da evolução de meu quadro clínico.

Saudações alvinegras!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O tridente azeitado

('Tridente em Cunha Beach', por SwissPicnic, no Picasa)

Se estiverem procurando com urgência por análises mais aprofundadas da partida, dos esquemas táticos e do desempenho dos jogadores, visitem os blogs listados mais à frente e voltem mais tarde. O assunto principal de hoje – que se encontra na postagem anterior a esta que segue abaixo – não requer pressa, pois serve até a segunda-feira que vem. Os blogs com análises do jogo são: Cantinho Botafoguense, Fogo Eterno, Mundo Botafogo e snoopy em preto e branco.
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Da partida de ontem destaco os aspectos que mais me surpreenderam:

1) Apesar de ter assistido ao primeiro tempo em uma posição em que o ângulo de visão não é dos melhores, acredito que a disposição tática da defesa, pela primeira vez em toda a temporada, permitiu que a equipe se beneficiasse da regra do impedimento e a utilizasse a contento (talvez as orientações de Jefferson durante a partida estejam potencializando o treinamento de Estevam neste aspecto do jogo);

2) A mobilidade bem coordenada de André Lima e Jobson e a abertura de espaços pelas laterais conseguida através da excelente colocação no campo de ataque de Alessandro e Diego, infernizaram a marcação adversária e foram decisivas para liquidarmos o jogo no primeiro tempo. Esta movimentação ofensiva possibilitou a criação de espaços e situações para que a boa visão de jogo de Lúcio Flávio e a experiência de Reinaldo fossem muito bem aproveitadas (se Reinaldo ainda tivesse o viço da juventude...);

3) Lúcio Flávio não foi um jogador rarefeito, muito pelo contrário. Seu desempenho oscilou como de costume, mas manteve-se razoavelmente consistente durante toda a partida, além de ter o indispensável atrevimento que o levou a fazer um belíssimo gol;

4) Jobson não escorregou o tempo todo em um campo encharcado, tem ótima visão de jogo e, principalmente, um excelente domínio de bola. Teve êxito neste último quesito, mesmo em situações difíceis e pressionado por dois marcadores. (Por favor, Estevam, não volte com Victor Simões, pois é tíbio e possui todas as partes do corpo sustentadas por uma tíbia).

5) Estevam usou um esquema parecido com o que na Europa andam chamando de ‘tridente’? Se tridente é isso, que continue assim.

6) Nota triste: Sinceramente acredito que Leo Silva faz pênaltis de propósito. Contra o Corínthians isso ficou claro e o de ontem foi uma confirmação perfeita. Não tenho dúvidas quanto a isso. (E isso não é uma piada).

Saudações alvinegras!

A torcida


Durante uma partida de futebol são vários os elementos que se somam para a configuração do resultado. (Não vou me ater a fatores inanimados, circunstanciais e aos aspectos imorais, que são: condições do gramado, climáticas e atuações da arbitragem, nesta ordem).

Os atores principais estão dentro de campo: os jogadores. Rente à linha, o técnico também tem papel decisivo através das orientações e modificações que faz no decorrer do jogo. Mas existe um terceiro elemento que, mesmo fora de campo e um pouco mais distante que o treinador, tem participação fundamental no esforço de uma equipe em busca pela vitória: a torcida.

Uma das vantagens do ‘mando de campo’ é o clube poder contar com seus torcedores. Estão em maioria e a influência de seu apoio é um fator importante para a motivação e estabilidade emocional dos jogadores da equipe pela qual torcem e suas manifestações podem e devem ter uma influência negativa sobre a equipe visitante.

Sei que o botafoguense é um torcedor diferenciado, mas os alvinegros vinham se portando de maneira esdrúxula. A torcida botafoguense – principalmente as organizadas, contando com o apoio de torcedores ‘não-organizados’ mas suscetíveis ao apelo da maioria –, vinham ultimamente se comportando de forma inesperada, ou seja, se manifestando como se fossem torcedores do outro time. Ao menor deslize de um jogador iniciavam uma perseguição implacável e por vezes se incumbiam de vaiar mais de um jogador, quando não, toda a equipe.

Na partida contra o Vitória, em que o Botafogo jogou de maneira imperdoavelmente apática, posso entender o comportamento da torcida, pois o ânimo geral da equipe esteve muito abaixo do razoável. Pode ser, inclusive, que sua manifestação tenha mexido positivamente com o brio dos jogadores, pois nas duas últimas partidas a equipe demonstrou uma disposição e um espírito de luta completamente diferentes do que vínhamos observando até então. (Um fato, um detalhe enorme me deixou perplexo nesta partida: a torcida vaiou nosso único gol. Vaiar gol? Estranho, não é mesmo?).

Mas e nas outras partidas, quando não vínhamos atuando bem e a torcida acabou por afundar de vez o barco?

Credito a este comportamento da torcida o fato do time vir jogando regularmente de maneira acanhada, no Engenhão. Parecia que jogavam preocupados com a reação da torcida e a timidez e falta de confiança tomavam conta do espírito dos jogadores, com raríssimas exceções. Creio que o time tinha com medo de sua própria torcida.

Não estou aqui fazendo uma censura à vaia, pois acho legítimo vaiar. Mas, no meu entender, eram sempre vaias precipitadas e que só levavam os jogadores a maior dispersão mental, desequilíbrio emocional e abatimento, o que inevitavelmente resultava em queda do rendimento geral.

Faço críticas, grito e xingo muito nos jogos. O que não consigo entender é a sistemática falta de apoio que a torcida reservava ao Botafogo, e quando ele mais precisava. Falo do Botafogo e não àqueles que estão cobertos com a camisa mais bonita do mundo.

Ontem o que se viu no Engenhão foi algo completamente oposto ao quadro inusitado que é o de um torcedor ‘jogando contra o próprio patrimônio’. A torcida – as organizadas e os torcedores em geral –, apoiaram a equipe do início ao fim da partida. No segundo tempo houve uma certa acomodação, reflexo da diminuição do ritmo de jogo, o que é natural. Mas o que vale aqui ressaltar é que apoiaram e o time certamente sentiu positivamente esta manifestação. A equipe estava rendendo bem e, quem sabe, pode ter se animado e rendido melhor ainda. O resultado não poderia ser melhor, saíram todos contentes e a festa foi uma beleza.

Que seja sempre assim. Parabéns, torcida!

Saudações alvinegras!

Créditos: Foto de Pedro Kirilos, 'arrastada' do Arquiba Botafogo. (Paulo Roberto, não resisti. A foto é fantástica!!!)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A nova dupla de ataque


Finalmente parece que temos uma dupla de ataque eficiente. Pode-se argumentar que jogamos contra um Goiás desfalcado de um jogador e que, mesmo em desvantagem numérica, partiu corajosamente para o ataque, deixando brechas em sua defesa.

Numa destas brechas bobeou como bobeavam as defesas montadas por Cuca e deixou um desconhecido, um tal de Jobson dominar a bola sem problemas e concluir justo antes que os zagueiro chegassem em sua cola. A torcida alvinegra agradece.

A nova dupla de ataque só será realmente testada quando enfrentarmos um adversário que se feche na defesa – provavelmente o Atlético MG será este simulador. Com as qualidades que Jobson a princípio parece possuir, Lúcio Flávio estará em companhia de um jogador à altura de sua inteligência e com velocidade e habilidade suficientes para furar defesas com jogadas de flanco. E André Lima agora tem um companheiro que sabe passar e cruzar bolas na área e que também aproveita as oportunidades oferecidas.

Se tivéssemos André Lima e Jobson desde o começo do ano, vocês imaginam como seria o time do Botafogo no Carioca, com Maicosuel e tudo? Mas isso é coisa do passado e não vamos ficar aqui nos remoendo com saudades do futuro do pretérito.

Nossa nova dupla de ataque tem ingredientes excelentes para que dê certo. (Vou entrar no terreno da obviedade, mas é inevitável). As características de ambos são complementares. Por um lado temos André Lima, um sujeito de porte físico avantajado e grande envergadura, que sabe desempenhar a função de pivô e é bom no jogo aéreo. Por outro, uma promessa de jogador veloz, rápido nas conclusões e com boa visão de jogo. E ainda possuem em comum o fato de municiarem bem e ‘com gosto’ os companheiros. O passe de André para o primeiro gol contra o Goiás e o primoroso lançamento de Jobson para Victor Simões comprovam a tese. Ou seja, podemos imaginar cenários em que Jobson invade pelos flancos e cruza/passa para a conclusões de André; Lima escora a zaga e abre espaço para finalizações de Jobson pelo meio.

Obviamente é cedo para falar o que possa vir a nos proporcionar esta nova dupla de ataque, pois ainda não passou da fase de testes. Mas André Lima e Jobson têm tudo para se tornarem uma dupla eficiente, uma vez que é possível imaginar que façam o que o inepto Victor Simões e o eternamente em recuperação, Reinaldo, não fizeram no Brasileiro: incomodar as defesas adversárias. Para terror alheio e alegria da torcida botafoguense.

Saudações alvinegras!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Botafogo x Goiás, finalmente


Pois bem, a partida de domingo provou que o Botafogo joga melhor enfrentando ‘bichos-papões’, fora de casa e contra uma legítima torcida adversária.

Ao jogo e sem cronômetro preciso:

4 min – Lúcio Flávio bateu falta numa posição do campo favorável a cobranças de Juninho. (Por quê?)
7 min – Leo Silva faz uma pixotada e perde a bola. (Nenhuma surpresa)
9 min – Lúcio Flávio domina a bola lindamente, mas a lentidão matou a jogada. (Sem comentários)
9 ½ min – Victor Simões fica impedido. (Mais do mesmo)
10 ½ min – Diego cobra um lateral diretamente para um jogador do time verde. (Ih...)
15 ½ min – Victor Simões força o terceiro amarelo pra não ser vaiado no Engenhão. (Tem algo dentro da cabeça, menos o tino para o futebol)
16 min – Boa recuperação de Diego! (Ih, estou gostando do cara)
17 min – Victor Simões tenta assassinar a bola com a canela. (Mais do mesmo)
18 min – Juninho parece que desaprendeu a única coisa que sabe fazer no futebol. (Sem seu chute, Juninho não serve pra nada)
20 min – Victor Simões tenta ser expulso, mas o juiz não podia prejudicar o Botafogo. (Mais do mesmo por parte de VS e comprovada a tese de que não seremos prejudicados pela arbitragem em jogos contra times que possam incomodar a trajetória dos paulistas em busca do ouro falso)
21 ½ min – Diego cobra um lateral diretamente para um jogador do time verde. (Será que ainda não se adaptou às novas cores do uniforme?)
24 min – Victor Simões perde a bola e estraga um contra-ataque. (Mais do mesmo)
24 ½ min – Jefferson prova que agora temos goleiro. (Obrigado, diretoria!)
28 min – Victor Simões estraga mais um contra-ataque. (Mais do mesmo)
30 min – Diego faz ótima jogada pela esquerda. (Ih, o cara não ruim, não!)
32 min – Leo Silva tenta um chapéu no campo de defesa, desperdiça um contra-ataque e cria uma jogada ofensiva para o adversário. (Nenhuma surpresa)
34 min – Victor Simões fica mais uma vez impedido. (Mais do mesmo)
34 ½ min – Wellington leva um cartão porque quis. (Até tu, Wellington?)
36 min – Leo Silva cruza uma bola para um amigo de infância que estava assistindo ao jogo nas arquibancadas. (Nenhuma surpresa)
39 ½ min – Leo Silva faz um lançamento pro amigo de infância que estava assistindo ao jogo nas arquibancadas. (Nenhuma surpresa)
44 min – Jefferson prova mais uma vez que agora temos goleiro. (Obrigado mais uma vez, diretoria!)
45 min – Leônidas, O Inventor da Bicicleta; Pelé, O Inventor da Paradinha; Reinaldo, O Inventor do Chuteleco. (_)

Segundo tempo:

2 min – O futebol de Leo Silva fala por si só. (Nenhuma surpresa)
4 min – Jobson não é ‘carimbador de goleiro’ e é o que nos falta desde a primeira rodada do Campeonato Carioca. Grande passe de André Lima. Se dependesse de Victor Simões, a bola não chegaria ao Jobson nem na semana que vem. Victor Simões não vibrou com o gol, parecia lamentar-se do fato. Não veste a camisa, é um bonde desgovernado, não é útil ao Botafogo. (Victor Simões e Reinaldo são banco, a não ser que a segundona seja a meta)
6 min – Ah, André Lima! (Pra quê que eu fui defender o cara?)
6 ½ min – Falta não marcada dentro da meia-lua. (O juiz está tentando disfarçar)
7 min – Leandro Guerreiro tenta entregar entregando. (Não era final de campeonato, tudo bem)
8 min – Wellington entrega o ouro e Jefferson mostra sua maior deficiência. (Para de firular, Jefferson!)
11 min – Leo Silva perde mais uma bola de forma bisonha. (Nenhuma surpresa)
12 min – Leo Silva faz mais uma falta. (Nenhuma surpresa)
14 ½ min – Leo Silva dá um chute em direção ao amigo de infância que estava assistindo ao jogo nas arquibancadas. (Nenhuma surpresa)
16 min – Leo Silva perde mais uma bola. (Nenhuma surpresa)
17 min – Jobson faz tudo certinho, Victor Simões erra o chute e o goleiro dá um pulo pra que a bola possa entrar no gol. Só assim mesmo. Jobson é o que estava faltando. (Jobson e Jefferson são as duas únicas boas notícias que a diretoria nos deu desde a contratação de André Lima)
18 min – Fahel continuou garantindo a coleção de bolas que o amigo de infância de Leo Silva levou pra casa depois do jogo de domingo. (Surpresa nenhuma)
19 ½ min – André Lima desencanta, faz linda jogada e, inspirado por Jobson, não carimba o goleiro. (Acho que com a chegada de Jobson, André Lima vai reaprender o que desaprendeu na convivência com Victor Simões e Reinaldo)
19 ½ + min – Comentarista da Band: “Esse é o verdadeiro Botafogo!” (Garoto bom, esse!)
21 ½ min – Fahel tenta armar um contra-ataque do Goiás, mas é mal sucedido. (A ruindade de Fahel não tem limites e é democrática: não serve a um nem a outro. Surpresa nenhuma)
23 min – Fahel ‘pensa’: “Deixa que eu deixo pra eles”. (Mais uma vez mal sucedido, pra sorte nossa; surpresa nenhuma)
24 min – Victor Simões é um pastiche de simulacro de representação de algo que se assemelha a um jogador de futebol, só porque anda fantasiado com calção, meião e chuteira. A jogada mais ridícula do campeonato é nossa, graças ao Hello Kitty que veio da Gávea – de onde nunca deveria ter saído. E graças a este _ (não sei como qualificar) não devolvemos a goleada na conta certa. (Mais do mesmo)
27 ½ min – Na hora de decidir, Lúcio Flávio é Lúcio Flávio. (E ainda conseguiu um cartãozinho pra André Lima. Na verdade, não dá pra saber na conta de quem colocar aquele cartão: se na de Lúcio Flávio – por ficar congelado contemplando o rebote – ou na do perturbadíssimo juiz, que mostrou um cartão inexplicável – por quê, mesmo? Ah, a vontade do juiz é dar! Distribua cartões, então...)
28 min – Jefferson! (Chega de agradecimentos)
30 ½ min – Victor Simões estraga um contra-ataque. (Mais do mesmo)
32 min – André Lima foi solidário quando não deveria e deixou pra Lúcio Flávio 'decidir'. (_)
35 min – Victor Simões confirma sua fama de zero à esquerda. (Mais do mesmo)
36 ½ min – 15 segundos de um ‘close’ de Zé Carlos, pra torturar a torcida alvinegra, talvez. (Ah, imprensa sacana...)
39 min – O locutor falou “Fogão”, ao se referir ao Glorioso. (Não saio mais da Band. Eles descobriram como fazer pra chamar o público alvinegro pro seu lado: vieram pro nosso. Tem quem acredite...)
39 ½ – Jefferson! (O melhor goleiro do mundo!)
40 min – Estevam Soares fala: “Calma, calma, calma!” (É tão bom ouvir nosso técnico com este linguajar...)
41 ½ min – Fahel finalmente conseguiu armar um contra-ataque para o adversário. (Surpresa nenhuma)
42 ½ min – De raiva, a bola covardemente bate em Fahel pelas costas. Temos que dar um desconto à bola: às vezes o revide é inevitável. Salve, bola! (Surpresa nenhuma)
44 min – Lúcio Flávio tenta uma jogada inteligente, mas Fahel não acompanhou. (Surpresa nenhuma)

Valeu, Jefferson! Temos goleiro.

Valeu, Jobson! Mostrou que chute de atacante é no canto e não no meio do peito do goleiro. Entrou pra incomodar o adversário e mexer com o ânimo dos companheiros de ataque, que estavam mortinhos. Parece que a camisa sete não será tão maltratada assim, daqui pro final do campeonato.

Golaço de André Lima, passe pra outro gol, pênalti sofrido. (Se fosse contra o Palmeiras vocês acham que o juiz marcaria? Rá! Pode esquecer...) Boa, André!

Saudações alvinegras!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Transformando crise em sucesso


“Momentos de crise são ótimas oportunidades para que você demonstre sua capacidade de superar as expectativas. Aproveite para ir além de seus limites!”

A afirmação acima faz parte de um texto que os sócios da consultoria de processos seletivos Steer Recursos Humanos elaboraram para o portal InfoMoney, no qual dispõem oito dicas para que um profissional evite que a crise financeira mundial afete sua carreira.

Muitos poderiam pensar que o Botafogo do Biriba descambou para a área de consultoria profissional ou de auto-ajuda, mas o assunto principal do blog continua sendo o Botafogo de Futebol e Regatas, como de costume.

A citação acima é apenas um elemento de reforço para a argumentação seguinte.

Que o Botafogo está em crise não é novidade. ‘Como’ vai enfrentar esta crise é o que não sai da cabeça de todos os botafoguenses, que esperam por ações que revertam o quadro negativo.

São vários os elementos que constituem esta crise:

- Estamos na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro;
- Um dirigente (Márcio Touson) agrediu fisicamente seu subordinado durante o intervalo de uma partida;
- Temos dois atletas afastados por indisciplina (Michael e Jônatas);
- Um atleta (Eduardo) foi afastado por insurgir-se em defesa de um companheiro que sofria uma agressão por contestar ter sido substituído;
- Existe a possibilidade de que este mesmo atleta tenha sido afastado a pedido de líderes de torcidas organizadas;
- A gerência de futebol não foi capaz de mobilizar os jogadores para que defendessem o clube de maneira obstinada e não soube evitar a formação de grupos antagônicos dentro do plantel;
- O vice-presidente e o gerente de futebol foram incapazes de montar uma equipe competitiva – o primeiro por inexperiência, o segundo por incompetência e ambos por negligência.

Vários outros problemas assolam o clube de General Severiano, mas acredito que a maioria das questões pontuais que precisam ser urgentemente solucionadas, são as que estão dispostas acima.

Seguindo o conceito do postulado que encabeça este texto, a crise por que passa o Botafogo pode ser uma grande oportunidade para o presidente Maurício Assumpção demonstrar sua capacidade para lidar com situações adversas e reverter este quadro com atitudes enérgicas e corajosas.

A distância geográfica que mantém de General Severiano desde sua viagem com a delegação para o Equador e a permanência junto ao grupo até o momento, podem ser indícios de que esteja querendo acompanhar de perto os problemas que envolvem os jogadores e a comissão técnica e, de longe, buscar o isolamento necessário para meditar sobre as importantes decisões que precisará tomar quando estiver de volta ao quartel general.

Das decisões:

1) Os senhores André Silva e Anderson Barros evidentemente não podem continuar à frente da administração de futebol do Botafogo, por haverem provado não ter condições de montar uma equipe competitiva, manter a disciplina e a coesão corporativa do grupo.

2) O coordenador de futebol Márcio Touson deve ser afastado imediatamente, pois sua agressão a um subordinado demonstra não ser um profissional a altura do cargo que ocupa, uma vez que não tem ascendência sobre seus comandados e é incapaz de manter a compostura no cumprimento de suas funções.

3) Os jogadores insurgentes devem ser mantidos afastados, pois o comportamento do grupo na partida contra o Goiás demonstrou que a decisão foi acertada e teve desdobramento positivo.

Existe um nome que pode substituir ambos os responsáveis pelos desmandos que nos levaram ao quadro crítico de falência da equipe. Colaborou para a volta do clube à primeira divisão do Campeonato Brasileiro, elaborou a montagem de equipes que se sustentaram na série A – mesmo atravessando uma fase de reestruturação financeira delicada –, esteve à frente da equipe campeã carioca de 2006 e conhece muito bem a estrutura do Botafogo. Este nome é Manoel Renha.

Saudações alvinegras!

PS: Comento o jogo amanhã, pois o momento é de concentração nas decisões que devem ser tomadas na reunião de hoje.

sábado, 3 de outubro de 2009

Time Grande x Time Grande


A atual equipe do Botafogo só joga de igual para igual e razoavelmente bem contra adversários que são tidos como ‘bichos-papões’. Foi assim contra Palmeiras, Corínthians e Grêmio, partidas que empatamos por força desumana de arbitragens criminosas. Quando achamos que a equipe não é expressiva, jogamos pior do que os piores.

Estou torcendo fervorosamente para que o Goiás contrarie as intenções dos times do apito, mas amanhã a torcida é outra.

Que o Botafogo encare o Goiás como o ‘bicho-papão’ da vez e jogue como time grande, da forma que fez contra aqueles três acima citados.

Vou de chute agora e afirmo: Amanhã não seremos roubados. Preciso explicar o porquê?

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Capitão Penico


O jogador Juninho sempre foi de meu total desagrado. Suas qualidades atléticas são inexpressivas e sua postura esportiva, uma lástima.

Esta sempre foi minha opinião, mas o defendi em uma postagem intitulada Deixem o artilheiro em paz, na qual rebati uma declaração do então técnico Ney Franco, que afirmara ser o zagueiro o responsável por dois gols sofridos em partida contra o Coritiba, o que, diga-se, não era mentira. Mas minha intervenção era, na verdade, um ataque ao ex-treinador, pois achava que o responsável pelas inevitáveis falhas de Juninho era aquele que o escalava na zaga. Se jogasse do meio-de-campo pra frente, os erros não ocorreriam no campo defensivo – uma defesa do óbvio, para atacar aquele que me parecia ser o grande problema do Botafogo: o técnico Ney Franco.

Mas o ataque ao ex-treinador não era meu único propósito. Como Juninho é um protegido da diretoria e jamais teria sua titularidade ameaçada, a única opção que havia era a de se tentar encontrar para o péssimo zagueiro e exímio cobrador de faltas uma colocação em campo que fosse menos nociva à equipe. Ou seja, defendia uma questão de ordem prática, que nos aliviasse de uma imposição obtusa da diretoria.

Dito isto, gostaria de relembrar aos leitores do blog o que penso a respeito do referido jogador.

As deficiências atléticas de Juninho são inúmeras: não têm velocidade, explosão, impulsão, envergadura e é débil fisicamente, o que o impede de suportar a contento situações de impacto corporal. Sobre este elenco de impedimentos atléticos de natureza física assenta-se o terrível fato de que é intelectualmente mediano.

Estas insuficiências são agravadas por sua postura esportiva, ou melhor, não-esportiva: é indolente, apático e um ególatra exibicionista (cuja síntese encontra-se no jargão esportivo representada pela gíria ‘mascarado’).

Fora de um contexto elucidativo, a enumeração destes vários atributos como integrantes de uma só pessoa faria qualquer leitor minimamente atento ao texto que lê, supor não ser possível tratar-se de um atleta, um jogador de futebol profissional. Mas não é o caso de Juninho. Por possuir um chute violentíssimo, consegue sobrevida no mundo futebolístico empurrando sua carreira com a barriga e com as cobranças de falta.

Suas amizades e contatos dentro do Botafogo o trouxeram para a temporada de 2009 e, apesar das constantes falhas gravíssimas que nos levaram pontos importantes, não tem sua condição de titular contestada pelos responsáveis pela direção botafoguense.

Não bastasse garantir a titularidade absoluta a um péssimo zagueiro, a direção de futebol do clube, em comum acordo com os técnicos que por ali passam, insiste em confiar a Juninho o cargo de capitão do time. Ou seja, deixam a liderança do grupo nas mãos de um sujeito indolente, apático, ‘mascarado’ e intelectualmente mediano.

Sofro duplamente sempre que vejo Juninho vestindo a linda camisa alvinegra: por saber que estaremos desguarnecidos frente ao ataque adversário e por imaginar que nossa liderança está nas mãos de um autômato sem ânimo.

O que eu não imaginava é que este sujeito fosse capaz de chegar ao extremo da baixeza de caráter, da imoralidade esportiva, da falta de bravura que o levou a pedir a um adversário para que não mais o atacasse.

Joga-se a toalha no boxe e bate-se no solo em várias lutas esportivas, mas somente quando a integridade física do atleta está ameaçada. No futebol este expediente é inaceitável.

O Botafogo já foi vilipendiado por arbitragens criminosas, por dirigentes que tentaram arruinar sua história e espoliar seu patrimônio, pela imprensa que insiste em tratá-lo com menosprezo, por jogadores que não honram sua tradição e as cores do clube. Já fomos goleados, mas caímos sem pedir piedade.

Quando Juninho curvou-se diante do adversário e clamou para que se compadecessem de sua equipe, juntou o Botafogo à sua covardia e falta de dignidade. Foi ao chão como se implorasse de joelhos por misericórdia, sem que sua vida estivesse em jogo, e acabou por arrastar o espírito de luta da instituição a qual representava em campo para o mundo dos que não tem sangue nas veias.

O Botafogo e sua torcida não precisam de pusilânimes como Juninho.

Os torcedores que se esforçaram para erguer uma estátua em homenagem ao jogador mais botafoguense da história do Glorioso, deveriam juntar as mesmas forças para arrancar Juninho de General Severiano.

O Sr. Nílton dos Santos não merecia este episódio abominável, justamente no dia da belíssima homenagem à sua história de lutas, vitórias e derrotas, nas quais nunca lhe faltou garra.

Saudações alvinegras!