quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O primeiro a chegar tranque a porta

(clique na imagem para melhor visualizá-la)

A volta do ferrolho encarnado pelo 3-5-2 ou 3-6-1 é nossa única chance de não cair. Se o Botafogo entrar de peito aberto nas próximas partidas e sem uma zaga formada por dois zagueiros que deem cobertura à debilidade de Juninho, já estaremos rebaixados antes mesmo de jogar contra o Fluminense. Porque é uma questão de estratégia. Estratégia essa que obrigatoriamente tem que ser levada até o último minuto da última partida do campeonato.

Mesmo que o jogo de domingo não sirva para sustentar a tese postulada – no caso de jogarmos com dois zagueiros e vencermos, ou por usarmos três e perdermos –, o tempo sempre nos coloca diante da realidade através dos fatos e não tem pressa. Não vamos escapar do pior, se não formos extremamente disciplinados e inteligentes até o final do campeonato deste ano, utilizando o único método que deu certo até o presente momento.

Se prevalecer a convicção de que podemos jogar com dois zagueiros – e no caso de um deles ser o esquálido Juninho – podemos desde já nos preparar para reviver a inimaginável situação de torcer por um clube que disputa a segunda divisão do campeonato mais importante do país.

Já escrevi sobre a opção pela 'retranca' na postagem intitulada 'A defesa da defesa', em um dia no qual, para sorte nossa, o técnico Estevam Soares montou a equipe com o sistema sugerido, sistema esse que já havia nos levado a um bom desempenho e resultado razoável no jogo contra o Palmeiras. E foi uma partida – aquela contra o Corintihans – em que nosso time só não saiu de campo vitorioso por ter sido impiedosamente prejudicado pelo juíz, que demonstrou ser parte integrante do time de coração do presidente da república.

(Vale esclarecer que não sou afeito ao sistema com três zagueiros e que estou somente o defendendo, porque o amigo pessoal do vice de futebol, o jogador Juninho, é intocável, o que faz deste sistema o único método possível para a obtenção de resultados positvos).

* * *

Se voltarmos a encarar nossa situação com humildade e responsabilidade, certamente a retomada de uma postura mais defensiva e segura será recolocada em prática. O técnico Estevam Soares não pode deixar de perceber que o jogador Juninho é uma completa nulidade enquanto integrante do setor defensivo.

Juninho não tem capacidade técnica e nem física para desempenhar a função de zagueiro em um time de futebol profissional que disputa a primeira divisão do Campeonato Brasileiro. E mesmo na segunda divisão, Juninho não teria vaga na equipe titular de nenhum dos quatro clubes que garantirão o direito de disputar a competição, na liga principal.

Em suma: Juninho é peso morto, o que faz com que seja fundamental que seja barrado do time principal (o que não vai acontecer, pois é amigo pessoal do vice de futebol) ou que sacrifiquemos uma das posições do esquema de jogo, para que tenhamos uma zaga minimamente competitiva.

* * *

Imaginem a humilhação e o sofrimento de sermos obrigados a ter uma zaga formada por esses dois ali da foto abaixo.

Nota: Os atributos de Juninho como zagueiro em nada se assemelham a uma fechadura. A imagem que emoldura o simpático semblante do jogador tem como único propósito adereçar, ao estilo de "carnavalescos", o contorno da cabeça do fantástico cobrador de faltas e medíocre zagueiro, Juninho.

Saudações alvinegras!

16 comentários:

Saulo disse...

Temos que vencer esse jogo contra o Flu de qualquer jeito.

Fernando Gonzaga disse...

enquanto dependermos das cobranças de falta do Juninho, ele não vai sair do time!!! se bem que, dentro do elenco não há melhores opções!!! não estou defendendo ele, mas com essa concorrência fraquíssima, ficamos sem alternativas!!!

abraço!!

Álan leite disse...

Estive analisando as estatísticas do BFR no Brasileirão, e o jogador que mais desarma é o Leandro Guerreiro, e em 2º o Juninho. Será que este fator somado as cobranças de faltas são o motivo para a titularidade inquestionável?

SAN!!!!!

Vicente Couto disse...

Os gols de falta do Juninho são meros prêmios de consolação.

Estevam testou hoje num treino tático, um 3-5-2 cuja ´chamada última linha era formada por:

ENRSON - JUNINHO - FAHEL

Brrrrrrrrrrr!!!!!

Tô achando que o Teco não agradou ao ES.

Saudações Alvinegras.

Gil disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gil disse...

Grande Biriba,
Só para reforçar teu comentário, o Juninho foi a terceira ou quarta opção quando passou pelo SP e o técnico era o Muricy.
Só para lembrar, o Lento Flávio foi barrado no peixe. O anão de jardim do Madson barrou o lento.

Essa é a nossa situação, ou seja, esses caras são titulares, pois o elenco é muito ruim.

Comprei ingresso hoje a tarde no Engenhão e estava vazio. Acho que teremos um público bem pequeno.

Abs e Sds, BOTAFOGUENSES!!!

Luís Eduardo disse...

Amigos,
Saí bem cedo e só cheguei em casa há pouco. Desculpem a demora em dar atenção a vocês.

Luís Eduardo disse...

Saulo,
A essa altura do campeonato (tanto serve o significado literal, quanto a expressão ou a soma de ambos) certamente precisamos vencer muitas partidas. Mesmo assim, levando em consideração a colocação dos clubes na tabela, a derrota para o Sport foi mais prejudicial do que seria uma para o Fluminense.

Estamos na torcida por aqui também.

Saudações alvinegras!

Luís Eduardo disse...

Fernando,
O que estou defendendo é que se forme uma zaga com três zagueiros, e por dois motivos. Um dos motivos é o fato de termos jogado melhor com esta formação e o outro é a certeza de que com a presença de Juninho, alguém terá que cumprir a função de zagueiro em seu lugar.

Suas cobranças de falta são inegavelmente uma arma poderosa, mas se não tivermos um esquema para ocupar a lacuna criada por sua deficiência como defensor, de nada adiantará sua presença, porque ele faz um gol e ‘entrega’ outro.

Acredito que, com Juninho ou sem ele, o mais importante é usar um dos famigerados 3-5-2 ou 3-6-1, porque são os sistemas que melhor nos serviram até agora.

Saudações alvinegras!

Luís Eduardo disse...

Álan,
Desconfio que Juninho seja titular absoluto por ser “peixe” do vice de futebol.

Nas estatísticas não está incluído o número de falhas individuais que influenciaram direta ou indiretamente em gols sofridos. Se analisarmos todas as partidas, certamente o número de gols decorrentes de falhas de Juninho deve empatar com o de gols que fez cobrando faltas.

Contra o Goiás falhou duas vezes; uma falha contra o Palmeiras, uma contra o Santo André, uma contra o Avaí e outra contra o São Paulo. Temos aí meia dúzia.

Como já disse antes, o que importa nem é tanto a presença ou não de Juninho no time. O que pesa é uma linha defensiva formada por dois zagueiros, sendo um deles o próprio. Se não tivermos dois bons zagueiros pra formar uma zaga de verdade e deixar Juninho como uma espécie de coringa, vamos ser rebaixados com certeza.

Saudações alvinegras!

Luís Eduardo disse...

Vicente,
Essa escalação é o mesmo que abraçar a Morte pelas costas. Três ‘peixes’ de uma tacada só. E são da espécie bonito, aquele peixe que de atum só tem a cara e a secura. A foto de rodapé não deu conta de tamanha desgraça.

Começo a desconfiar que a contusão do Teco era mais ‘geladeira’ do que outra coisa. É inadmissível que ele seja preterido, em vista do plantel que temos. Só algum fator extracampo pode explicar sua não titularidade.

Saudações alvinegras!

Luís Eduardo disse...

Gil,
Acredito que o Muricy jamais montaria um sistema defensivo com Juninho ocupando o setor de zaga. Acho que ele queria um cobrador de faltas decisivo, pra momentos de desespero. O que, no meu entender, é uma opção inteligente.

Não entendo o porquê de não adotarmos uma estratégia semelhante. É só dar uma camisa ‘x’ e deixá-lo no campo de ataque. Já que na defesa é um desastre, por que não montar um esquema que o habilite a finalizar com a bola rolando?

E concordo que o elenco seja ruim, mas acho que a escalação é pior ainda.

Infelizmente no mesmo horário do jogo estarei presente no casamento de um primo muito próximo. Mas com o fone no ouvido.

Saudações alvinegras!

snoopy em p/b disse...

luís,
não gosto do juninho mas acho que algumas críticas são exageradas.]
ele é escalado de forma errada. deveria ficar na sobra, ou, até mesmo, de volante.
entretanto, concordo plenamente que o setor fica muito frágil em uma zaga com dois zagueiros, sendo um deles o juninho.
com ele, acho que o melhor mesmo é colocar mais dois zagueiros, tal qual você sugeriu.

abraço e sds. botafoguenses!!!

snoopy em p/b disse...

ah, depois de alguns dias longe da net, andei lendo aqui seus posts atrasados.
rapaz, é um botafogo literário, hein?
gostei de ver.... hehe

abraço

Luís Eduardo disse...

Fábio,
Minha agenda anda completamente fora do padrão normal, tanto é que só estou te respondendo agora e o blog anda bem abandonadinho, além de não estar visitando os blogs como de costume.

Concordo contigo que o Juninho é mal posicionado, o que na minha opinião é o que mais prejudica seu desempenho. O tema central da postagem é esse.

Talvez eu exagere um pouco nas críticas por conta de uma coisa nele que sempre me incomodou muito e que parece não ter jeito, que é sua falta de garra.

Mas o momento está mais propício pra torcer cegamente e deixar o detalhes de lado.

Quanto à descambado do blog para um "botafogo do poeta", é mais por falta de tempo pra pesquisar as coisas do Botafogo do que outra coisa. Pra não adicionar ao que você e os outros amigos já deveriam ter escrito, a coisa tomou esse rumo um pouco menos direto.

Mas aí, como é que vai ser com Juninho, Emerson e Fahel?

Saudações alvinegras!

snoopy em p/b disse...

entendo sua posição sobre o juninho.
e, sinceramente, gostei do "botafogo do poeta"... hehe
sobre a pergunta, por incrível que pareça, o que mais nos chamou a atenção no domingo não foram juninho, émerson e fahel... hehe
foram reinaldo, andré lima, alessandro, eduardo, yellow...

como é foda ver que o time é todo desequilibrado.

abração, luís!