terça-feira, 8 de setembro de 2009

Em verso e ao avesso


Aos que pensam que reservo
À nossa amada diretoria
Apenas críticas aos males que observo,
Transcrevo para vossa alegria
Sensatos versos de ilustre poeta,
Que premonitório qual profeta,
Aos dirigentes cantaria:

Ao dia do juízo

O alegre do dia entristecido,
O silêncio da noite perturbado
O resplendor do sol todo eclipsado,
E o luzente da lua desmentido!

Rompa todo o criado em um gemido,
Que é de ti mundo? onde tens parado?
Se tudo neste instante está acabado,
Tanto importa o não ser, como haver sido.

Soa a trombeta da maior altura,
A que a vivos, e mortos traz o aviso
Da desventura de uns, d’outros ventura.

Acabe o mundo, porque é já preciso,
Erga-se o morto, deixe a sepultura,
Porque é chegado o dia do juízo.

* * *

A prova derradeira
De que Biriba não vos despreza,
Está na verve um tanto matreira
Do baiano avesso à reza.
Quão ilustres soberanos!
Oh, gestão alvissareira!

Ao Conde de Ericeyra D. Luiz de Menezes pedindo louvores ao poeta não lhe achando elle prestimo algum

Um soneto começo em vosso gabo;
Contemos esta regra por primeira,
Já lá vão duas, e esta é a terceira,
Já este quartetinho está no cabo.

Na quinta torce agora a porca o rabo:
A sexta vá também desta maneira,
Na sétima entro já com grã canseira,
E saio dos quartetos muito brabo.

Agora nos tercetos que direi?
Direi, que vós, Senhor, a mim me honrais,
Gabando-vos a vós, e eu fico um Rei.

Nesta vida um soneto já ditei,
Se desta agora escapo, nunca mais;
Louvado seja Deus, que o acabei.

Poemas de Gregório de Mattos.

Saudações alvinegras!

2 comentários:

Vicente Couto disse...

Biriba, Biriba!

Tá feia a coisa Biriba.

Procuro forças e sinceramente não encontro.

Concordo plenamente com a campanha do Álan, com o incentivo e tudo o mais, mas ao olhar pra tabela e ver os jogos que nos restam em casa, sabendo que deveríamos vencer 8 deles, enxergo o pior. Certamente estarei lá, mas o sentimento que tenho é o de passar a léguas de distância "de Engenhão", como diria o Danilo do Botafoguismo. Sabe o tão desejado "padrão de jogo" que desde os tempos do Cantor de Ipatinga almejávamos? Até agora nada. Por mais que pareça paradoxal, já que precisamos de vitórias, começo a acreditar que a única e esmaecida chance que temos, é a de armar um ferrolho. É o 3-6-1 como fizemos contra o líder no Palestra, quando se não tivéssemos ali sido mais uma vez afanados, sairíamos com a vitória.

Temos que jogar fechadinhos, congestionar o meio campo e tentar a sorte nos contra ataques e nas bolas paradas. A mediocridade de nossa equipe nos leva irremediavelmente a isto.

E de uma vez por todas que não mais se escale André Lima e Vitor Simões no mesmo time.

Desculpem o desespero.

E SA!!

Biriba disse...

Vicente,
Concordo plenamente.

Numa postagem do dia da partida contra o Corínthians intitulada "A defesa da defesa", defendi(!) a estratégia de se jogar com uma tática defensiva(!). Formei essa opinião depois do jogo contra o Santo André, em que o time foi com tudo pra cima e se deu mal.

No jogo contra o Corínthians o ferrolho voltou a dar certo, assim como funcionou contra o Grêmio e o Atlético PR.

Neste último jogo ainda foi pior do que contra o Santo André, porque eram só dois zagueiros, sendo que um deles era o Juninho, que é uma nulidade na zaga. Fora a desatenção e a falta de empenho. Só entraram no jogo, e jogando mal, depois que levaram o segundo gol.

Se o técnico do Sport fosse um pouquinho mais inteligente teríamos levado uma saraivada, com aquele pontinha jogando em cima do Alessandro. A vitótia só não escapou porque todos no Botafogo estavam muito mal.

Não sei o que deu na cabeça do ES pra mudar todo o seu esquema, porque as vitótias escaparam por conta de intervenções da arbitragem ou por deficiências individuais nas finalizações.

Estou contigo nessa de que só a retranca salva. É torcer pro Estevam estar na mesma sintonia.

SA!