terça-feira, 29 de setembro de 2009

0, 0 e 0

O dever me levou a honrar compromissos profissionais, deixando de postar minhas impressões sobre a partida de domingo e acontecimentos paralelos a ela. Peço desculpas aos amigos leitores.
___

Apesar de extremamente decepcionado com o resultado da partida, com a péssima escalação e as inexplicáveis substituições de Estevam Soares, da completa desorganização tática e a falta de técnica e inteligência da imensa maioria dos nossos jogadores, o que mais me impressionou negativamente e me deixou completamente arrasado foi a postura indolente e descompromissada dos ‘atletas’ alvinegros.

Se tem coisa que me irrita mais do que bicicleta em calçada e buzina em sinal fechado, essa coisa chama-se ‘falta de empenho’.

Pela TV vê-se um quadro, um recorte da realidade que se situa justamente no espaço onde a bola encontra-se, ou seja, no local onde os envolvidos diretamente no jogo estão, mal ou bem, agindo. Fora deste ‘recorte’, porém dentro do campo visual de quem está no estádio, enxerga-se a letargia e a morosidade dos jogadores que estão relativamente afastados do lance, o que revela a completa falta de espírito de luta dos jogadores ‘botafoguenses’.

Tanto para reaver a bola, quanto para movimentar-se em busca de melhor posicionamento quando o time parte para o campo de ataque, a disposição é a do descompromisso.

Arrisco dizer que somente dois jogadores não se comportam desta maneira: o útil, Leandro Guerreiro e o inócuo, Victor Simões.

Uma equipe de futebol profissional que conta com apenas um jogador - uma vez que dentre os dois que lutam, apenas um pode ser levado em consideração - está fadada ao fracasso. Se Estevam Soares não conseguir motivar seus comandados, serão mínimas as nossas chances de recuperação.

Isto porque não podemos esperar mais nada de um vice de futebol que se reúne serelepe com chefes de torcida após uma derrota, um gerente de futebol que contrata de forma irresponsável, uma comissão técnica que permite que um dirigente se estapeie com um jogador no intervalo de uma partida, um departamento médico inoperante, preparadores físicos despreparados, torcidas organizadas que decidem sobre o afastamento de jogadores e um presidente que ‘foge’ para o Equador.

Estevam Soares terá que, sozinho, descobrir uma forma de reverter o quadro criado por todos aqueles acima citados, e que estão muito abaixo do que o Botafogo representa para o futebol, por serem incapazes de garantir ao Glorioso boa fama no presente, que é o que está em jogo. A glória do passado ainda é indiscutível, mas pode ser apagada da história, se essa gente que comanda o BFR continuar trabalhando para a morte de uma estrela.

Saudações alvinegras!

PS: Houve momentos em que achei, sinceramente, que o Jefferson parecia estar morrendo de vontade de partir pro ataque. Se não fosse o nosso esteio defensivo, daria a camisa dez a ele.

sábado, 26 de setembro de 2009

Bate-papo com Biriba


- Fala aí sobre a arbitragem, que garfou pela segunda vez o Cruzeiro em favor do Palmeiras.

- O Snoopy já escreveu sobre isso.

- Mas foram três pênaltis não marcados!

- Eu sei, mas o Snoopy já escreveu sobre isso.

- No jogo de ida um jogador do Palmeiras deu uma pernada num cruzeirense dentro da área e o juiz fingiu que não viu nada.

- Putz, é mesmo. E o Cruzeiro tava ganhado o jogo... Quatro pênaltis em duas partidas?

- São pelo menos quatro pontos, Luiz.

- É mesmo... Mas o Snoopy já escreveu sobre arbitragem, hoje.

- Eu sei, você leu pra mim.

- Então...

- Ah, escreve aí que contra o Botafogo o juiz palmeirense foi bonzinho e só deixou de marcar um penaltizinho a nosso favor... Rá! Nós demos é muita sorte, Luiz!

- Para de cachorrice...

- Você acha que eles inventaram essa de pontos corridos pra encobrir e aumentar a roubalheira?

- Mais respeito, Biriba! Que linguajar é esse?

- Tudo bem. Aventas a possibilidade de que forjaram um meio para diluir a contundência da constatação de iniquidades e potencializaram a consecução de seus vilíssimos anelos?

- Uau! Tá querendo aparecer no Elio Gaspari?

- Tão roubando pros paulistas.

- Calma, Biriba. Não é bem assim.

- Como você chamaria o que fizeram com o Santo André?

- Mas o Santo André também é paulista.

- Ô loco, meu! Eu tô falando de paulista-paulista! Us cara que masca chiclê, que chama biscoito de bolacha e leva as mina pra um rolê nu shop. Os surfista du Tietê. Us mala da Praça da Sé, manô! Us trombadinha du Brasileirão! Us cara que deram um lero no juiz pra detoná u Santo André!

- É, realmente houve dolo.

- Dolo? E o empurrão dentro da área no Lúcio Flávio, no Morumbi? Você quer que eu diga que o árbitro se imbuiu de espírito velhaquesco e sucumbiu ao apelo currutivo do poder econômico?

- Para de cinismo, cara.

- Cínico, eu? Cínico são eles e a corja televisiva que apoia e encoberta essa canalha!

- O futebol paulista é mais organizado...

- Organizado? Você perdeu a cabeça, Luiz? No Brasil organização no futebol é sinônimo de organização criminosa!

$ $ $

Queria também falar sobre a contratação do Jóbson, o ‘caso Michael’ e a possível volta de Dodô, mas o Fábio mais uma vez se antecipou a mim, me deixando sem pauta.

Ou seja, se quiserem saber o que eu postaria aqui no dia de hoje, leiam o blog snoopy em preto e branco, que reflete o que penso sobre estes assuntos. Vocês não vão se arrepender.

Saudações alvinegras!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Botafoguense não é trouxa


Quando indagado sobre o programa sócio-torcedor, em entrevista publicada pelo Lancenet no dia 2 de julho deste ano, o presidente Assumpção declarou o seguinte:

“A questão do sócio-torcedor é um pouco mais delicada porque o apelo fundamental é o sócio contribuir. Isso acontece normalmente em situação de fundo de poço, como estávamos em 2003. Ou o Vasco hoje, que na Segunda Divisão tem a torcida presente, participando do sócio-torcedor. Estamos em posição delicada no campeonato, o que pode comprometer. Temos de saber bem em que momento lançar. É um projeto diferenciado, o torcedor estará colaborando com aquilo que de mais importante faremos no Botafogo, a divisão de base. O projeto já vinha em mudanças. O que aconteceu é que podemos agregar parte vitoriosa do Inter com o nosso, com a chegada do Josué Tissot. O Internacional bate a casa dos 90 mil sócios, o que é a meta que qualquer um precisa atingir. Imagina 90 mil sócios pagando R$ 30 por mês?”

Confesso que a grande maioria das falas do presidente Assumpção me parecem um tanto desconexas e nebulosas, sempre me arrastando para uma certa confusão mental. Mas uma coisa merece destaque nesta aqui de cima, e que transcrevo encharcado de plerplexidade: “Isso (o sócio contribuir) acontece normalmente em situação de fundo de poço, como estávamos em 2003, ou o Vasco hoje, que na Segunda Divisão tem a torcida presente, participando do sócio-torcedor”. Ou seja, mesmo que o enevoado pensamento de nosso líder não colabore para a compreensão da totalidade de sua fala, pode-se perfeitamente deduzir, através da leitura do trecho destacado, que o presidente Assumpção acredita que disputar a segunda divisão do campeonato mais importante do país é uma ótima oportunidade para que o programa sócio-torcedor seja um grande sucesso.

O presidente Assumpção cita apenas o Vasco, mas poderia deixar sua eloquência ainda mais musculosa, incluindo no bolo o Grêmio e o Corínthians, cujos programas sócio-torcedor andam de vento em popa. Mas existe um clube que não dispus como termo desta equação mórbida, porque não recorreu ao coma para recuperar a vida: o Sport Club Internacional.

O Colorado – cujo número de associados contribuindo para seu programa sócio-torcedor gira em torno de100 mil cidadãos –, nunca teve por hábito frequentar a parte baixa da tabela do Campeonato Brasileiro. Em 2002, quando a luz amarela se acendeu para os gaúchos – temporada na qual ultrapassamos o sinal vermelho e acordamos no inferno da sarjeta –, eles se mobilizaram e no ano seguinte começaram a implantar gradativamente seu programa, que hoje é um sucesso indiscutível e produz uma renda invejável.

A segunda divisão nunca fez parte dos planos dos dirigentes colorados, que garantiram não somente a distância que os grandes devem manter do chão, mas também conquistaram cinco campeonatos gaúchos (não contando o de 2002), uma Libertadores da América, um título mundial, uma Copa do Brasil e vão muito bem no Campeonato Brasileiro.

Que não se enganem, senhores dirigentes de General Severiano, pois a torcida não apoiará sua gestão numa empreitada suicida. Com o perfil que constroem através de ações que beiram as raias do ridículo, os senhores não conseguirão criar um cenário favorável à produção da credibilidade necessária para produzir mobilização por parte dos torcedores, o que é vital para a reestruturação de um clube via rebaixamento. Para levar a efeito o sinistro plano, se fariam necessários um quadro diretor composto por profissionais competentes e bem articulados, um plano estratégico com objetivos definidos e bem fundamentados e um programa sócio-torcedor convidativo. Em suma, uma série de quesitos e atributos que sua diretoria não possui e jamais será capaz de produzir.

Se os senhores não conseguem nem ao menos se comunicar de forma inteligível, como farão para reverter a imagem de completa incompetência, que é exatamente o que representam publicamente e o que inviabiliza de forma fulminante o seu plano funesto?

Saudações alvinegras!

domingo, 20 de setembro de 2009

O Botafogo não está na globo


Não pude assistir ao jogo, pois o jornal O Globo informou que o Sportv – empresa do mesmo grupo ao qual pertence o diário – iria transmitir a partida, mas na hora H resolveu por bem ou por maldade transmitir para o público do Rio de Janeiro um jogo do Corínthians, jogo este em que o clube paulista levou uma saraivada de 4 a 1 do Goiás, dentro do Pacaembu. Bem feito.

Ao assistir aos lances mais importantes da partida do Botafogo, que era a que me interessava, a impressão que ficou foi a de que o jogo deve ter servido principalmente para nos garantir que agora temos um goleiro. É uma sensação de alívio, depois de quase três anos sem saber o que isso significa.

Não é uma falta de respeito sem tamanho a não transmissão da partida para o estado de origem do Botafogo? O que os dirigentes têm a dizer sobre isso? Deixa pra lá... Eles nunca têm nada a dizer a respeito de coisa alguma e ninguém tem o mínimo respeito pelo Botafogo justamente por causa deles.

Saudações alvinegras!

PS: Vocês viram o pênalti escandaloso que o árbitro fez questão de não marcar contra o São Paulo? É o time do apito ou não é? Assim fica fácil.

sábado, 19 de setembro de 2009

Para onde for Estevam, vai o Botafogo


Seja qual for o resultado da partida deste domingo, a manutenção do técnico Estevam Soares à frente da preparação técnica da equipe Botafogo é nossa única chance de não sermos rebaixados. Ainda não conseguimos uma vitória sob a batuta de Estevam no Brasileirão, mas estivemos muito perto.

1) Contra o Palmeiras estávamos ganhando por 1 X 0, Lúcio Flávio foi claramente derrubado dentro da área e o juiz, que estava a uns cinco metros do lance, estendeu os braços para a frente e talvez tenha pensado: “Sim, eu vi, mas segue o jogo porque o presidente deste clube foi ministro de estado e pode conseguir coisas boas pros meus familiares.” E ainda poderíamos ter saído com a vitória, se André Lima e Fahel não perdessem os gols feitos que perderam.

2) Contra o Corínthians tivemos um pênalti não marcado a nosso favor; um impedimento ‘quilometricamente’ mal assinalado – que mais pareceu um gol anulado, pois André Lima entrava livre para marcar; sofremos um gol originado numa falta inexistente e outro através de um pênalti cometido de forma grotesca por um jogador que já está definitivamente barrado; sofremos novamente com a marcação de um pênalti que não ocorreu.

3) Contra o Grêmio sofremos um gol em que o passe final foi feito com a bola a aproximadamente meio metro fora do campo de jogo; não tivemos um pênalti claríssimo marcado a nosso favor e um tal de Ricardinho ainda perdeu o gol mais feito do mundo.

São três empates dos quais poderíamos ter saído com a vitória, se não fosse a intervenção explícita dos árbitros. Somados os seis pontos que nos tiraram acintosamente, poderíamos estar com um total de trinta pontos, seis à frente do décimo sexto colocado e com chances de ficarmos dois pontos acima do décimo quarto, se o resultado deste domingo for favorável.

Ou seja, a contratação do Sr. Estevam Soares foi a melhor coisa que aconteceu para o bem do Botafogo no Campeonato Brasileiro. A melhora do rendimento é visível e a recuperação do time na competição é provável. E ainda conduziu o clube a uma nova fase na Copa Sul-Americana. Seria um erro gigantesco pensar em dispensar um treinador que está motivando uma equipe que antes de sua chegada parecia um cortejo fúnebre.

Senhores dirigentes, por favor, não derrubem o treinador. Pois se ele cair, o Botafogo vai pelo mesmo caminho.

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Que não seja a única, meu Santo Expedito!


Está decidido: nos dias de partidas do Botafogo, não haverá postagens por aqui, nem para colocar o lindo escudo do Glorioso ou a fantástica Estrela Solitária. Não se mexe em time que está ganhando.

* * *

E por falar em time que está ganhando, por um lado Estevam Soares mexeu no time, mudando a escalação da zaga, mas por outro manteve a formação defensiva que é nossa única chance de recuperação no Campeonato Brasileiro: a famigerada linha de três zagueiros.

Mas, como nada é perfeito, na zaga montada para a partida de ontem dois terços eram praticamente inúteis e o terço utilizável ainda não se recuperou psicologicamente da incrível falha no jogo contra o Grêmio. Seja como for e jogue quem jogar, repito, o certo é que a única chance que temos de escapar do pior é uma defesa com três zagueiros.

* * *

Um primeiro tempo lamentável. Na única chance clara de gol que tivemos, Gabriel não deu sorte e a bola resvalou em seu calcanhar, numa ótima tentativa, que resultaria em grande jogada. Ele poderia tentar finalizar logo que a bola chegou aos seus pés, mas dentro do Engenhão a torcida deixa a todos inseguros, pois era evidente que estava com medo de errar.

Por sinal, a grande protagonista do primeiro tempo foi a torcida, que começou a vaiar Alessandro antes dos vinte primeiros minutos de partida – o nome da TO deveria ser 'Fogo Amigo'. Estavam pedindo Carlos Alberto Torres? Não, era um apelo por Thiaguinho. Ah, dá um tempo! Se não quer ajudar, que não atrapalhe!

'Manitas de Isopor' Castillo já deveria ser considerado terceiro reserva.

O juiz ignorou um pênalti claro em Reinaldo e várias faltas pro nosso lado durante todo o jogo. Um lance em que o jogador adversário levantou o pé acima da cabeça de Lúcio Flávio – e nada foi marcado – levou nosso bom moço a revidar, quase acertando um chuteirada em cheio no rosto de um atleticano. As más arbitragens irritam os jogadores, irritam a torcida e eu, irritado, pensei: é isso mesmo, revida! Vá entender...

Obrigado trave, por ter encolhido a barriga na hora certa.


Voltamos para a segunda etapa com Thiaguinho no lugar de Alessandro e não sei se ele satisfez a vontade da torcida levando um baile de Wesley, que só foi contido quando Estevam Soares posicionou um jogador na sobra do primeiro combate ao bom jogador atleticano. (O que aconteceu ao Thiaguinho que chegou ao Botafogo jogando direitinho? Foi abduzido e trocaram sua alma? Desaprendeu com o convívio com Victor Simões?) Errou menos que o Alessandro? Certamente que não. Mas foi esperto no lance de nosso segundo gol e tão brioso quanto o primeiro.

Para nossa sorte e a de Estevam Soares também, Gabriel foi mais rápido que o treinador – que estava prestes a substituí-lo – e mais eficiente que André Lima, Reinaldo e um-bonde-chamado-Victor Simões juntos. Mesmo meio sem jeito, conscientemente colocou a bola no canto em que o goleiro não estava. (A comissão técnica deveria obrigar nossos atacantes a ficar assistindo horas a fio a um loop deste gol).

Mas quem tem Castillo, tem emoção garantida ou um infarte fulminante.

Sugiro à comissão técnica que também faça um DVD com as imagens do segundo gol do Atlético PR e que sente Leandro Guerreiro ao lado dos atacantes durante as sessões diárias de reforço visual, pra ver se aprende a se integrar à zaga, acompanhando a linha de impedimento.

A ‘patinada e queda’ do Emerson foi tão ridícula, que se ele tivesse um mínimo respeito a si próprio, teria caminhado dali mesmo em direção aos vestiários sem a necessidade de voltar a campo.

Wellington, mesmo meio sem jeito e de canela/joelho colocou a bola no canto em que o goleiro não estava. (A comissão técnica poderia...). Melhor: por que não dão a 7 e a 9 pra esses dois, que são uma prova de que nossos atacantes são uns tremendos carimbadores de goleiro?

Quando Victor Simões ‘dominou’ a bola livre-livre, gritei: “Duvido que esse ***** faça o gol!” E houve tempo suficiente para que um sujeito me dissesse que eu torcia contra, para que eu respondesse "Então olha!", para que o cara fizesse um muxoxo, para que eu dissesse que ele não driblaria o goleiro e para que eu exclamasse "Rá!", antes mesmo da bola bater na trave.

Tudo indica que Estevam Soares é um bom psicólogo não-diplomado, porque parece que o Jônatas está começando a gostar de jogar bola. E joga bem, o garoto.

Viva a vitória! Viva a classificação para a próxima fase! Mas, por favor, inscrevam o Jefferson!

Saudações alvinegras!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Livrai-nos do mal, presidente


Em entrevista ao Lance!Net do dia 2 de julho deste ano, o presidente Maurício Assumpção, dentre uma série de declarações, disse o seguinte:

“A situação em que estamos ninguém aqui imaginava, pois o time tem capacidade para estar em posição muito melhor. Mas, em termos de futebol, fizemos a metade do que poderíamos ter feito. Ainda temos a possibilidade de trazer reforços. Esse é o momento mais fácil para fazer besteira, precisamos de cabeça no lugar para fazer contratações. Temos certeza de que vamos mudar este quadro.” (nosso grifo)

A situação não mudou em dois meses e continuamos na zona de rebaixamento como estávamos à época da entrevista do presidente.

Assumpção revela que fizeram “a metade do que poderiam ter feito”, o que me deixa intrigado, por não haver meios que me levem a entender o que os fez abrir mão de conseguir a tal outra metade, que o próprio presidente afirma que fora possível. Se havia meios, por que a diretoria não os usou para fazer o que de melhor estivesse a seu alcance em benefício do Botafogo?

Como não conseguirei chegar a uma solução para esta questão perfeitamente paradoxal, sigo em frente e faço uma sugestão ao presidente Assumpção:

Esqueça os reforços, presidente. Estamos a duas curvas da reta final e a melhor coisa que podemos fazer é nos livrar do peso extra. Se a sua diretoria já afastou um técnico e apostou na renovação, dispensou um jogador por indisciplina e parece estar empenhada firmemente em não deixar que o pior aconteça ao nosso amado Botafogo, aproveitem as mangas arregaçadas e continuem dando prosseguimento ao processo de purgação, livrando-se dos responsáveis pelas péssimas contratações e da medíocre gestão de futebol do clube.

Não é hora de juntar mais peso à caravana, é tempo de tirar o que nos rouba forças e anda emperrando nossos eixos, nos deixando para trás.

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O primeiro a chegar tranque a porta

(clique na imagem para melhor visualizá-la)

A volta do ferrolho encarnado pelo 3-5-2 ou 3-6-1 é nossa única chance de não cair. Se o Botafogo entrar de peito aberto nas próximas partidas e sem uma zaga formada por dois zagueiros que deem cobertura à debilidade de Juninho, já estaremos rebaixados antes mesmo de jogar contra o Fluminense. Porque é uma questão de estratégia. Estratégia essa que obrigatoriamente tem que ser levada até o último minuto da última partida do campeonato.

Mesmo que o jogo de domingo não sirva para sustentar a tese postulada – no caso de jogarmos com dois zagueiros e vencermos, ou por usarmos três e perdermos –, o tempo sempre nos coloca diante da realidade através dos fatos e não tem pressa. Não vamos escapar do pior, se não formos extremamente disciplinados e inteligentes até o final do campeonato deste ano, utilizando o único método que deu certo até o presente momento.

Se prevalecer a convicção de que podemos jogar com dois zagueiros – e no caso de um deles ser o esquálido Juninho – podemos desde já nos preparar para reviver a inimaginável situação de torcer por um clube que disputa a segunda divisão do campeonato mais importante do país.

Já escrevi sobre a opção pela 'retranca' na postagem intitulada 'A defesa da defesa', em um dia no qual, para sorte nossa, o técnico Estevam Soares montou a equipe com o sistema sugerido, sistema esse que já havia nos levado a um bom desempenho e resultado razoável no jogo contra o Palmeiras. E foi uma partida – aquela contra o Corintihans – em que nosso time só não saiu de campo vitorioso por ter sido impiedosamente prejudicado pelo juíz, que demonstrou ser parte integrante do time de coração do presidente da república.

(Vale esclarecer que não sou afeito ao sistema com três zagueiros e que estou somente o defendendo, porque o amigo pessoal do vice de futebol, o jogador Juninho, é intocável, o que faz deste sistema o único método possível para a obtenção de resultados positvos).

* * *

Se voltarmos a encarar nossa situação com humildade e responsabilidade, certamente a retomada de uma postura mais defensiva e segura será recolocada em prática. O técnico Estevam Soares não pode deixar de perceber que o jogador Juninho é uma completa nulidade enquanto integrante do setor defensivo.

Juninho não tem capacidade técnica e nem física para desempenhar a função de zagueiro em um time de futebol profissional que disputa a primeira divisão do Campeonato Brasileiro. E mesmo na segunda divisão, Juninho não teria vaga na equipe titular de nenhum dos quatro clubes que garantirão o direito de disputar a competição, na liga principal.

Em suma: Juninho é peso morto, o que faz com que seja fundamental que seja barrado do time principal (o que não vai acontecer, pois é amigo pessoal do vice de futebol) ou que sacrifiquemos uma das posições do esquema de jogo, para que tenhamos uma zaga minimamente competitiva.

* * *

Imaginem a humilhação e o sofrimento de sermos obrigados a ter uma zaga formada por esses dois ali da foto abaixo.

Nota: Os atributos de Juninho como zagueiro em nada se assemelham a uma fechadura. A imagem que emoldura o simpático semblante do jogador tem como único propósito adereçar, ao estilo de "carnavalescos", o contorno da cabeça do fantástico cobrador de faltas e medíocre zagueiro, Juninho.

Saudações alvinegras!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

À diretoria, com amor


Aqueles que me tomam por tolo
Por ter na rima a razão
E vivem um eterno improviso
Não sentem que o universo é um pactolo
Sustentando vários mundos em ação
Ao pulsar de ritmo preciso

Vagueiam com alma apagada
Chafurdam sobras entre porcos
Carecem de brilho interno
Se fazem minha estrela ofuscada
Que busquem temíveis reforços
Nas hordas de seu justo inferno

* * *

Jogos Florais I (Cacaso)

Minha terra tem palmeiras
onde canta o tico-tico.
Enquanto isso o sabiá
vive comendo o meu fubá.

Ficou moderno o Brasil
ficou moderno o milagre:
a água já não vira vinho,
vira direto vinagre.

Aquarela (Cacaso)

O corpo no cavalete
é um pássaro que agoniza
exausto do próprio grito.
As vísceras vasculhadas
principiam a contagem
regressiva.
No assoalho o sangue
se decompõe em matizes
que a brisa beija e balança:
o verde — de nossas matas
o amarelo — de nosso ouro
o azul — de nosso céu
o branco o negro o negro

Inscrição para um portão de cemitério (Mario Quintana)

Na mesma pedra se encontram,
Conforme o povo traduz,
Quando se nasce - uma estrela,
Quando se morre - uma cruz.
Mas quantos que aqui repousam
Hão de emendar-nos assim:
"Ponham-me a cruz no princípio...
E a luz da estrela no fim!"

Saudações alvinegras!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Em verso e ao avesso


Aos que pensam que reservo
À nossa amada diretoria
Apenas críticas aos males que observo,
Transcrevo para vossa alegria
Sensatos versos de ilustre poeta,
Que premonitório qual profeta,
Aos dirigentes cantaria:

Ao dia do juízo

O alegre do dia entristecido,
O silêncio da noite perturbado
O resplendor do sol todo eclipsado,
E o luzente da lua desmentido!

Rompa todo o criado em um gemido,
Que é de ti mundo? onde tens parado?
Se tudo neste instante está acabado,
Tanto importa o não ser, como haver sido.

Soa a trombeta da maior altura,
A que a vivos, e mortos traz o aviso
Da desventura de uns, d’outros ventura.

Acabe o mundo, porque é já preciso,
Erga-se o morto, deixe a sepultura,
Porque é chegado o dia do juízo.

* * *

A prova derradeira
De que Biriba não vos despreza,
Está na verve um tanto matreira
Do baiano avesso à reza.
Quão ilustres soberanos!
Oh, gestão alvissareira!

Ao Conde de Ericeyra D. Luiz de Menezes pedindo louvores ao poeta não lhe achando elle prestimo algum

Um soneto começo em vosso gabo;
Contemos esta regra por primeira,
Já lá vão duas, e esta é a terceira,
Já este quartetinho está no cabo.

Na quinta torce agora a porca o rabo:
A sexta vá também desta maneira,
Na sétima entro já com grã canseira,
E saio dos quartetos muito brabo.

Agora nos tercetos que direi?
Direi, que vós, Senhor, a mim me honrais,
Gabando-vos a vós, e eu fico um Rei.

Nesta vida um soneto já ditei,
Se desta agora escapo, nunca mais;
Louvado seja Deus, que o acabei.

Poemas de Gregório de Mattos.

Saudações alvinegras!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O fracasso que dá prêmio


Já foi comentado no Cantinho Botafoguense, mas não posso deixar de fazer coro.

* * *

Como prêmio pela derrota no sábado, os jogadores terão dois dias de folga. Quando pensava que as práticas de Ney Franco tinham ido junto com as malas, descubro que continuam acomodadas no centro da sala.

Imagino o que deve estar passando pela cabeça dos 'reservas', que suaram muito e por pouco-pouco não saíram de Curitiba com uma vitória, no jogo de ida da primeira fase da Copa Sul-Americana.

Fico ansioso para vê-los se matando em campo, fazendo das tripas coração para vencer a próxima partida. Pois se a premiação para derrotas é dois dias de folga, acho que devem já estar se planejando para bem aproveitar a semana que terão de papo pro ar, em caso de vitória.

Foi mais uma cochilada do presidente Assumpção, ou seria uma jogada estratégica para motivar o time B?

Saudações alvinegras!

Uma campanha

Álan Leite, do Fogoblog, iniciou uma campanha sugerindo à diretoria do Botafogo que se empenhe para incentivar o comparecimento em massa da torcida nesta reta final do campeonato. Também pede aos torcedores que apoiem o time e lotem o Engenhão nos jogos em que o destino de nosso clube de coração será decidido, no âmbito da mais importante competição brasileira.

Estarei lá no domingo e sempre contigo, Botafogo!

Saudações alvinegras!

Uma campanha II


O Cantinho Botafoguense promove outra campanha, que tem total apoio do Botafogo do Biriba. Rodrigo Federman exige a demissão do vice-presidente de futebol André Silva e do gerente de futebol Anderson Barros.

Os dois são igualmente danosos ao clube, mas diferem em alguma medida. Se por um lado André Silva não deveria ter sido nomeado para o cargo por conta de sua total inexperiência, por outro, Anderson Barros não poderia jamais ser cogitado para assumir a gerência de futebol, uma vez que possui um currículo de arrepiar a própria Morte. É um profissional do futebol que coleciona um longo repertório de fracassos e sua contratação é uma irresponsabilidade inexplicável.

Pedimos encarecidamente ao Presidente Maurício Assumpção, que assuma de vez o comando e mude de rumo enquanto há tempo, porque a água já está a um palmo do convés.

Nota: Para saber mais sobre a brilhante carreira desastrosa de Anderson Barros leiam Anderson Barros é uma fraude e os títulos subsequentes, na postagem O planejamento deu certo.

Saudações alvinegras!

domingo, 6 de setembro de 2009

A falta que faz o óbvio


O quê que deu em você, Estevam?

Quando a defesa parecia estar se encontrando, você vai e muda tudo!

Estávamos jogando com 3 zagueiros, a coisa vinha melhorando e o que faz você? Desloca o Wellington para a esquerda e confia na ideia de que o Juninho é um zagueiro.

Quando pensei que as invencionices tinham se acabado com a demissão do ex-técnico, lá vem você e me ferra de preto e branco. Ah, Estevam, que papelão!

* * *

É óbvio dizer que a vida é surpreendente. Mas também é óbvio saber que uma zaga que tem Juninho em sua formação não é prenúncio de boa coisa. E poderíamos tentar evitar o pior, se Estevam Soares fizesse o óbvio e desse continuidade ao que vinha fazendo desde sua estreia como treinador do Botafogo: jogar com a famigerada linha de três zagueiros.

Não estou com isso querendo afirmar que a culpa pelo mau resultado tenha sido a presença de Juninho como primeiro zagueiro e Wellington ‘torto’ pela esquerda. O que quero com essas divagações é revirar as coisas na minha cabeça pra tentar entender que tipo de processo mental faz uma pessoa mudar um procedimento que, se não trouxe vitórias até agora, só o fez por conta exclusiva de más arbitragens, com uma única exceção, que foi o caso do jogo contra o Santo André.

Então pergunto: Por que mudar? E a resposta não me vem.

* * *

No jogo de ontem entramos em campo dormindo, como afirmou acertadamente o técnico Estevam Soares, e saímos moribundos, como me disse o Biriba. Estevam Soares subestimou o Sport e colocou seu time em campo como se fosse jogar uma pelada de domingo, num sábado.

* * *

Numa bola não dominada(!!!) por Alessandro – lance em que Fahel demonstrou sempre estar pensando em coisas que não têm relação alguma com uma partida de futebol – o time adversário aproveitou um vácuo gigantesco em nossa defesa e abriu o placar com facilidade.

Em outra bola perdida, porém lá no campo de ataque, o jogador que vinha sendo marcado por Leandro Guerreiro é lançado, mas Leandro Guerreiro preferiu desistir da jogada antes de sua conclusão, provando que o que interessa mesmo é o contrato já assinado, garantia de sua aposentadoria pelo Botafogo. Quem não tem ambição, que venha jogar no Botafogo, onde encontrará seus pares na diretoria e em parte do plantel.

* * *

Flávio fez uma ótima defesa e foi enganado por um chute que saiu todo errado, de um pereba que fez bonito por um dia, e teve seus 10 minutos de fama, e justo frente ao Botafogo.

Alessandro é o que é e sendo o que é, não será jamais aquilo que gostaríamos que fosse. (Silogismo do grego medíocre).

Juninho é um grande batedor de faltas, além de ser um péssimo zagueiro; tudo em um só homem de média estatura.

No primeiro tempo, Wellington andou perdido por o largarem em uma estação da Linha Auxiliar, sendo que ele só conhece a Central/Santa Cruz. No segundo... Nem me lembro, porque o Sport só jogou até os 10 do primeiro tempo, quando fez seu segundo gol, desistindo do jogo a partir de então.

Thiaguinho corre, corre e corre, acaba cansado de tanto correr e eu cansado de vê-lo jogar.

Eduardo se empolgou por estar sendo preterido e ter voltado à reserva, e se empenhou, jogando sério. Ou seja, é um masoquista, péssimo traço de personalidade para alguém que ganha a vida competindo, principalmente um zagueiro – a não ser que o torcedor também seja masoquista.

Leandro Guerreiro corre, sofre, se dedica, sua a camisa, se entrega e na hora do vamos ver, entrega.

Michael tenta, tenta e tenta e eu acabo por aqui pra não encher o saco de vocês mais do que esse cara enche o de todo mundo.

Jônatas seria um grande jogador se gostasse de jogar futebol. Como é obrigado a fazer aquilo que detesta, faz de má vontade.

Lúcio Flávio tenta, mas fica pelo caminho. Falta um 'quê' de jogador decisivo. Se fosse permitido jogar futebol com doze jogadores, dois Lúcios Flávios seriam um grande jogador.

Victor Simões chuta em gol como um bêbado chuta uma latinha de cerveja amassada dando sopa na calçada. Domina e controla a bola como um bêbado domina e controla suas reações. Cabeceia como um bêbado ao encontrar um meio-fio com o crânio. Um desperdício de tempo, dinheiro e paciência.

André Lima é extraordinário. Tem canelas que se estendem do joelho até às unhas dos pés. Está há tempo demais em companhia de Victor Simões e parece estar piorando por osmose.

Ricardinho quase recebeu uma bola, quase se apresentou para o jogo, quase fez uma boa jogada, quase deu um drible desconcertante, quase enganou todo mundo. Ricardinho quase provou não ser um ‘quase’.

Estevam Soares tem aversão ao óbvio útil.

Sálvio Spindola não marcou uma falta na entrada da área logo após marcarmos nosso primeiro gol, uma prova de que é realmente um juiz de futebol, ou seja, uma figura abjeta.

- Ih, esqueci do Fahel.
- É melhor assim, Luís. Ele não vale a pena.
- Será que foi um ato falho?
- Não sei o que é isso, mas sei que ele falha o tempo todo e esquecer esse cara só vai melhorar nosso domingo.

Saudações alvinegras!

sábado, 5 de setembro de 2009

600 pontos


A partida de hoje, segundo Estevam Soares, é um “jogo de 600 pontos”. Reúne vários elementos pra que seja um jogo extremamente difícil: os jogadores provavelmente estarão ansiosos por uma vitória e pelo jogo representar uma possível saída da zona de rebaixamento; a arbitragem que até então demonstra prejudicar sistematicamente o Botafogo; a situação do time adversário na tabela, que faz com que a ansiedade tome conta dos 22 em campo; o clima de guerra criado pelas declarações irresponsáveis do presidente do Sport no decorrer da semana.

Seja como for, acredito que o Botafogo vá fazer uma boa partida, porque tem apresentado uma evolução gradativa e sistemática em todos os aspectos de jogo e, principalmente, na parte psicológica.

Um grande problema que surge para esta partida é a presença de Juninho formando dupla de zaga num esquema 4-4-2. O esquema de jogo é o de minha predileção, mas Juninho é um zagueiro que reúne todas as deficiências que um zagueiro jamais poderia ter: é baixo, é lento, não tem impulsão, não tem explosão, não tem vigor para enfrentar situações de impacto; se posiciona mal, não faz uso da regra do impedimento, demora pra tomar decisões e não simplifica quando deveria.

Espero que Estevam Soares tenha projetado e treinado um sistema tático levando em consideração os atributos negativos do jogador Juninho. E pelo resultado do trabalho que tem feito até o momento, acredito que nosso treinador nos reserva uma equipe que tem todas as condições de sair de Recife com os tais 600 pontos nas algibeiras.

Avante!

Saudações alvinegras!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Que o presidente não pare de reagir


Escrevi aqui sobre a iniciativa do presidente Maurício Assumpção em investir nos estudos e se capacitar para melhor dirigir o nosso Botafogo, ingressando no curso de gestão esportiva da Trevisan Escola de Negócios.

Confesso que escrevi bastante irritado. Não pelo fato do nosso dirigente se empenhar em adquirir conhecimento, o que é louvável, mas porque não consigo entender o motivo que leva uma pessoa a se lançar ao desafio de comandar um clube da grandeza do Botafogo de Futebol e Regatas, sem ter uma parca noção do que isso significa na prática.

Passada parcialmente a irritação, gostaria de dizer que apoio a iniciativa e vejo alguma movimentação por parte de Assumpção, um presidente que se mostrava totalmente apático e omisso durante sua gestão até o momento.

E foi exatamente esse lampejo de movimentação recente que me chamou a atenção para a figura do presidente e é o que pode levar a uma possível salvação de seu mandato.

A primeira ação foi a tardia demissão do técnico Ney Franco, que visivelmente não conseguia montar uma equipe minimamente organizada e obviamente não obtinha bons resultados. A segunda ação foi a já citada no começo deste texto. A terceira foi sua surpreendente reação - mesmo que mais uma vez tardia -, contra os constantes erros de arbitragem que têm prejudicado enormemente o Botafogo.

Espero que o esboço de reação, em contraposição à sua até então letargia, faça com que Assumpção se empolgue e se apegue a essa postura mais dinâmica e participativa que tem demonstrado ultimamente.

Torço para que isso se traduza em mais ações construtivas, a começar pelo apoio ao trabalho do atual treinador - que inegavelmente transformou um bando em um grupo. E que se desenvolva além disso, passando à demissão dos responsáveis pela ineficiência em contratar jogadores, em gerenciamento de futebol e na preservação da saúde do plantel.

Só assim, a reputação do presidente Maurício Assumpção se afastará do rol de biografias indignas de dirigentes que levaram o Botafogo à segunda divisão do campeonato mais importante do país e por pouco não o levaram a desaparecer do cenário futebolístico nacional.

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Finalmente um plano


A partida de ontem revelou que Estevam Soares já tem um bom conhecimento do elenco a seu dispor e que, principalmente, projeta estratégias inteligentes tanto de jogo, quanto de planejamento.

Sua opção por escalar um time misto serviu para poupar os jogadores que vão disputar a próxima partida do Brasileirão – competição em que estamos em situação perigosa – e pra fazer algumas observações, testes e aproveitar o jogo como prática de preparação física:

1) Testou as condições de jogo do zagueiro Teco e uma formação ofensiva baseada em jogadas de velocidade, flanco e contra-ataque, com dois jogadores velozes (Victor Simões e Ricardinho, com Laio como opção), apoiados por um meia com boa capacidade de aproveitamento dos espaços (Jônatas);
2) Testou um sistema de cobertura das laterais baseado na escalação de um terceiro zagueiro – por falta de laterais de ofício e por saber que Gabriel não é eficiente como defensor;
3) Observou o rendimento de Gabriel no apoio ao ataque, bolando jogadas pra que isso pudesse ser efetivado;
4) ‘Tentou’ manter o horripilante trio neyfranquista, Emerson, Fahel e Leo Silva, com ritmo de jogo;
5) Usou o jogo como prática de preparação física para Jônatas e o rastejante Renato, não os substituindo quando já estavam nitidamente à espera de exumação.

* * *

O técnico teve excelente atuação.

Conseguiu montar um sistema defensivo bem articulado, mesmo sendo obrigado a conviver com a existência de Emerson e com a máscara de Eduardo.

Deu a braçadeira de capitão a Jônatas, o que parece ter produzido bom resultado psicológico, fazendo com que o jogador se empenhasse mais e assumisse a responsabilidade da distribuição das jogadas. (A visão de jogo e o bom passe de Jônatas livraram o meio-de-campo da desgraça, uma vez que as presenças de Fahel e Leo Silva são um aceno à mediocridade).

Posicionou Renato no campo ofensivo. Infelizmente o jogador não conseguiu transformar-se naquilo que não é e tudo o que produziu foi colaborar para manter a posse de bola no campo de ataque nos primeiros 45 minutos, o que parece ter sido a intenção do técnico.

Explorou bem as características individuais de Victor Simões. Apesar de ter um domínio de bola sofrível, o que faz com que percamos várias oportunidades de manter a bola no campo de ataque, demonstrou bom discernimento para desempenhar a função tática de terceiro homem de meio-de-campo, quando o adversário retoma a posse de bola. Seu vigor físico e empenho o fazem uma peça extremamente útil para barrar a transição da equipe oponente.

A opção por uma estratégia baseada em jogadas de velocidade foi potencializada com a presença de um jogador ágil e de certa habilidade. A dúvida quanto ao Ricardinho é saber se ele será um jogador realmente útil ou mais uma enganação semelhante a Jean Carioca. Ele tem tudo pra ser uma grata surpresa, ao mesmo tempo que pode se revelar um jogador do tipo “quase”. Quase faz gol, quase acerta o drible, o passe, o chute... Ficamos na torcida pra que não seja um “quase”.

Escalar o goleiro Flávio também foi um acerto, pois além de não lançar Milton Raphael numa competição de mata-mata, testou as possibilidades do terceiro reserva, que fez uma defesa brilhante.

Mudou bem ao detectar o risco de Leo Silva ser expulso, quando o técnico adversário deslocou um atacante mais habilidoso para explorar nosso lado direito. Achei que demorou pra lançar Laio, mas a opção de Estevam Soares por esperar até um momento de maior exaustão do adversário se mostrou eficaz, num lance em que o atacante perdeu uma chance clara de gol, revelando que não é a revelação que esperávamos que fosse. (Quando o ímpeto adversário é parado por nossa defesa, o ataque também não colabora).

Saldo positivo, mas poderia ter sido melhor. Agora é vencer em casa ou um abraço. O mais importante, no meu entender, é que fica a impressão de que temos um planejamento lúcido e coerente. Se vai dar certo ou não, só o futuro dirá.

Nota: A zaga se comporta infinitamente melhor sem a presença do Juninho.

Saudações alvinegras!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Escorrem pelas mãos


Na postagem de ontem falei sobre a possível atuação dos goleiros da base. Pois bem, o Rodrigo Federman, do Cantinho Botafoguense, me alertou que o Luís Guilherme não foi inscrito na competição, sendo que Milton Raphael estará no banco na partida de logo mais.

Não inscrever o jovem talento, destaque da seleção brasileira sub-17, é mais uma prova clara da falta de interesse por parte da diretoria em valorizar os jogadores formados no próprio clube.

No jogo de hoje poderíamos ver quem são esses jogadores, os quais Luizinho Rangel, técnico dos juniores, e seu colega, o técnico da seleção sub-17, elogiam com entusiasmo.

No gol poderíamos ver um dos dois jovens goleiros. Para a zaga temos Alex Lopes e no meio-de-campo, Jougle e Rodrigo Dantas. No ataque Laio e Júnior.

Aceito a ideia do treinador Estevam Soares de dar ritmo de jogo aos que não estão atuando como titulares, mas insisto em dizer que gostaria de ver os que foram formados em Marechal Hermes, mesmo que seja só pra acalmar minha aflição, por acreditar que não veremos jogar com o uniforme alvinegro o que de melhor surgiu nas bases do Botafogo num futuro próximo, ou mesmo nunca.

Saudações alvinegras!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Brasil antes, América depois


A Copa Sul-Americana seduz por ser uma competição internacional, mas não gera retorno financeiro expressivo. Se tivéssemos um departamento de marketing eficiente, poderíamos aproveitar um capital de outra natureza, explorando a visibilidade e o prestígio que uma boa campanha agregaria à marca Botafogo de Futebol e Regatas. Mas não temos.

Além disso, o momento pelo qual passa o Botafogo no Campeonato Brasileiro não é o mais adequado para que apostemos muitas fichas na Sul-Americana, dividindo forças com uma competição em que estamos em situação extremamente delicada.

Mas é uma boa oportunidade para que jogadores que não estão atuando ganhem ritmo de jogo e para os jovens da base adquirirem mais experiência. E também será ótimo para a torcida poder ver os dois goleiros, Milton Raphael e Luís Guilherme, atuando no time principal, já que é incerto o destino destes novos talentos, dentro do Botafogo.

("Muitas vezes eu imagino estar jogando e fazendo grandes defesas pelo Botafogo", diz Luís Guilherme, em entrevista ao site Olheiros).

Outra vantagem de se jogar com um time misto ou reserva é a possibilidade de se criar termos de comparação entre os que frequentam a equipe titular e o banco de reservas, em contraposição aos que nem como suplentes são relacionados.

Se a opção por um time formado por jogadores reservas e da base gerar chiadeira entre os titulares, o tal termo de comparação pode produzir efeito positivo já na próxima partida do Brasileirão.

Nota: Escrevi sobre o mesmo assunto em texto intitulado Sul-Americana, na postagem Malvada Matemática. (Para acessá-lo, clique aqui).

ERRATA: O Rodrigo 'Cantinho Botafoguense' Federman me corrigiu em seu comentário, informando que o Luís Guilherme não está inscrito para a competição.

Saudações alvinegras!