quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O acerto é a exceção

O que o Botafogo jogou ontem até ceder o empate foi uma exceção à regra, uma vez que a equipe demonstrou estar taticamente bem montada, ter um meio-de-campo com “pegada” e acertando passes, e criando jogadas claras de ataque, com Lúcio Flávio - cáspite! - fazendo belo gol com chute de fora da área.

Voltando à regra, a equipe montada por Ney Franco nos certifica de que os erros estão aí para ficar e são recorrentes.

Leandro Guerreiro e Eduardo estavam marcando quem, na jogada em que Hugo (postei erradamente, pensando que fosse Borges) cavou o pênalti? Quem prepara o goleiro Castillo, que novamente saiu quando não deveria pra fazer o pênalti bisonho que fez? Foi uma saída idêntica a que fez no jogo passado e que Juninho salvou à frente do gol. Uma dica: Castillo, a estrela que importa é a que está no lindo escudo pregado à camisa que você veste.

Recuso-me a comentar o lance que originou o segundo gol do time da garoa. Eduardo fez a pior partida de sua carreira e nada pode explicar o que aconteceu com esse sujeito na noite de ontem, a não ser o firme propósito de prejudicar o clube. Se a política de apadrinhamento de Emerson, queima de Alex Lopes e a contratação de um zagueiro desconhecido vindo de um clube que vai disputar a série D do campeonato o afetou, dane-se. Um homem digno não faz o que Eduardo fez na noite de ontem. Por mim sairia já e sem retorno. Sobre a jogada como um todo vale a pena dar uma olhada na movimentação ridícula de Leandro Guerreiro, fazendo a cobertura, mas dando o bote pro lado errado. Uma lástima.

Onde o erro é a regra, uma dupla de zagueiros não consegue dar combate a um atacante que está ao seu lado e nem deixá-lo em impedimento. Se são dois zagueiros e usar a linha do impedimento não faz parte do cardápio, por que um não fica na sobra?

Lá no império dos equívocos e da mediocridade comandado por Ney Franco, colocar Jean Coral no lugar de um meio-campista soa como ideia brilhante. Mas de volta ao mundo de seres capazes de distinguir um dromedário de uma pulga, escalar Jean Coral pra uma partida do Campeonato Brasileiro, contratá-lo ou mesmo considerá-lo um jogador de futebol profissional, serão sempre erros grotescos e imperdoáveis.

É preciso comentar que quando as coisas não vão bem Lúcio Flávio some?

É preciso comentar sobre o porquê de Renato se contundir depois de dar um “pique” aos trancos e barrancos pra tentar ganhar um lance?

É preciso comentar que Laio ou o fraquinho toda vida, Tony, não estavam relacionados, preteridos para dar lugar a um dos piores jogadores do campeonato, Jean Coral?

É preciso comentar que Ney Franco é o pior treinador da competição?

É preciso comentar que a diretoria considera o pior treinador da competição o melhor para o Botafogo?

Lógico que é preciso comentar sobre estas coisas, mas certamente alguém já o fez no mundo dos blogs botafoguenses e não vou repetir o que já está feito.

Quem adota a repetição como método é a diretoria, o departamento médico, a comissão técnica, ou seja, todos os que colaboram para a efetivação do erro como regra absoluta e inabalável em General Severiano.

Saudações alvinegras!

10 comentários:

Linkin Leo disse...

Pois é Grande Biriba, só o botafogo mesmo pra oscilar igual uma montanha russa daquele jeito... já reparou no nosso histórico de lesões nas ultimas semanas?? quem é o retardado que se chama preparador físico?? a incompetencia atinge todos os níveis no BFR. eu me recuso a postar sobre aquilo lá, prefiro contribuir por aqui mesmo...
S.A.

Alberto disse...

Porra Biriba, tá ficando muito chato mesmo! São sempre as mesmas coisas, os mesmos erros, a mesma incompetência e a mesma falta de vergonha na cara dos jogadores, comissão técnica e diretoria.

E o Rodrigo colocou no Cantinho Botafoguense que o Jônatas não ficou nem no banco! Mais um mistério do NF.

E o pior de tudo é a passividade da torcida. Como sou contra a violência, não acho certo comparecer aos treinamentos para bater nos jogadores e no treineiro (embora nesse caso... deixa pra lá...), mas um protesto muito legal seria boicotar totalmente um dos próximos jogos no Engenhão, e só comparecer alguns integrantes da torcida para colocar algumas faixas "de apoio" à tudo isso que está acontecendo.

E porque será que o Engenhão não enche??? Só muito idiota pra não saber porque. Aliás, idiotas somos nós pra ficar perdendo o nosso tempo (e dinheiro) com esses caras.

Um abraço!

Fernando Gonzaga disse...

90% das partidas a gente começa bem as partidas e termina mal...impossível ninguém da comissão técnica ter reparado isso...os jogadores ficam com a língua de fora no segundo tempo e sofrem a maioria dos gols...e pra acrescentar, nosso treinador de araque sempre executa muito mal as substituições, ou seja, o time que está mal fica pior...

abraço!!

Alberto disse...

Esqueci:

E o que é Jean Coral???

Algum botafoguense prestativo, acometido de gripe suína, poderia comparecer aos treinos e dar uns espirros em cima dessa mulambada. Tá foda aturar esses caras!

Luis Eduardo Carmo disse...

Alberto,

Ontem eles me enganaram direitinho. Parecia que o Botafogo iria vencer a partida de forma inquestionável. Mas lá estavam as falhas, as decisões equivocadas, a falta de brio e de preparo físico.

E o Jean Coral é uma piada ambulante. Nem uma imitação mal acabada de jogador de futebol ele é, porque nada nele remete a um sujeito que ganha a vida jogando bola. Eu mesmo nunca joguei profissionalmente e nem em escolinha de clube, mas garanto que enganaria melhor do que ele.

SA!

Luis Eduardo Carmo disse...

Fernando,

Concordo plenamente. A contusão do Renato depois de um pique, a entrada do Jean Coral, as falhas clamorosas, o time sem força pra reagir no segundo tempo, são repetições dos erros que começam na preparação e culminam durante as partidas.

SA!

Vicente Couto disse...

São tantas e tristes as constatações que, sinceramente dá até preguiça de inumerá-las.

Acho que nem vale a pena repetir-se sobre a preparação técnica, física e médica do BFR.

O que mais me entristece é perceber quão presumível é o Botafogo. Um time que já entra derrotado. Um filme já visto e reprisado diversas vezes. A diferença entre as duas equipes era tão flagrante que dava pena. Parecia um treino entre um time profissional contra um bando de amadores do Tio Nininho. E isso era mais evidente não só nas jogadas tecnicamente bisonhas de nossos jogadores(?), mas principalmente na falta de condicionamento, confiança e vontade. O Renato Cachaça me dá um pique e novamente se estoura. Miranda e seus companheiros brincavam de gato e rato com seus adversários(?)tamanha era a superioridade física que se impunha... Não caio nessa de que o time vinha bem armado no início do jogo. O SPFC a despeito do 3-6-1, tocava a bola facilmente na meia cancha, um treino que só causou uma falsa esperança inicial graças há um lampejo de competência e tesão que acometeu o depressivo Lúcio Flávio, que logo voltou ao seu normal.
Dói saber que não temos goleiro, zaga, meio campo, ataque e força, mas o pior é saber que jamais veremos o Botafogo corajosamente virar um jogo e não se dar por vencido antes do apito final.
O Botafogo de Cuca quando perdia o controle do jogo e tomava um gol, os jogadores perdiam a cabeça, eram expulsos e até choravam, mas sentiam a perda, acusavam o golpe. Havia u8m mínimo comprometimento. O Botafogo de Ney Franco, bem comportado, não perde a cabeça, entrega o jogo, troca de camisas com o algóz e sai sorrrindo.

QUE VERGONHA!

Gil disse...

Biriba,

Você e todos os amigos já comentaram tudo.
Tenho os mesmos sentimentos e comungo com o comentário do Vicente, ou seja, nosso time é um bando de amadores enfrentando o time de atletas federados ou profissionais.

Nós não merecemos passar por isso!

Abs e Sds, BOTAFOGUENSES!!!

Luis Eduardo Carmo disse...

Vicente,

Concordo com tudo, mas achei sinceramente que o time estava se comportando bem até sofrer o primeiro gol.

Agora, era de se esperar evidentemente que a coisa iria desandar em algum momento. Porque como você bem disse, o time está mal fisicamente, tecnicamente e, pior, moralmente. E acredito que este último aspecto não permite a reversão dos problemas físicos e técnicos. Falta brio ao time e tudo indica que isso é reflexo do que se passa acima.

Enquanto o Botafogo for administrado por pessoas sem compromisso com o reeguimento do Botafogo e seu sucesso, o futebol será esse que somos obrigados a ver.

SA!

Luis Eduardo Carmo disse...

Gil,

Ficamos repetitivos porque eles reeditam a cada jogo os erros das partidas anteriores. Quando parece que houve uma evolução, percebe-se logo que não passava de uma miragem.

O Botafogo precisa urgentemente de um levante por parte de grupos de oposição com poder suficiente para desbancar quem está no comando e reverter esse quadro.

Com os que estão na direção atualmente, nada será mudado.

SA!