segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Lugar de juiz ladrão é o Inferno


Cheguei ao Engenhão muito atrasado e ao passar em frente ao portão principal o som a torcida anunciou o gol. Já cheguei com os braços erguidos, comemorando de cara. “Estou com sorte hoje”, pensei.

Não deu tempo nem de chegar às arquibancadas e já sofremos o empate.

Quase voltei dali mesmo sem nem ver o gramado. Como saber se o problema não seria a minha presença?

Como não sou supersticioso, não acredito que uma só pessoa – das arquibancadas e sem o auxílio de um fuzil com mira telescópica – possa interferir no resultado de uma partida. E como estava munido com meu meião preto e não havia tocado em nenhum objeto de coloração azulada durante o dia, me tranquilizei.

Eis que no comecinho do segundo tempo, para meu total espanto, o trivial Victor Simões conseguiu ganhar uma e, mesmo fazendo de tudo pra carimbar o goleiro como de costume, muda o placar. Vibrei muito, mas logo a prudência me fez voltar ao prumo: isso está muito esquisito, pensei.

De onde estava não pude ver o que gerou as reclamações veementes de Lúcio Flávio e Estevam Soares, mas pelo telefone fui informado que a bola tinha saído ‘meio metro’, como assim me disse o botafoguense do outro lado da antena.

- Juiz safado, esse!
- ‘Guenta’ a mão, Biriba. Deixa eu acabar de escrever.
- Mas então escreve isso aí, cara!

Num período da partida em que o Botafogo pouco ou nada agredia, Thiaguinho cria uma situação de perigo, tenta cruzar, mas o zagueiro adversário corta com o braço e...

O juiz não marcou nada! NA-DA!!! Bem à minha frente, a uns vinte e poucos metros. Dispensaria a mira telescópica dali.

- Você não vai escrever que esse juiz é um ladrão safado que foi levado pra adoção ainda bebê, depois de ser encontrado na porta de um prostíbulo?
- Olha o linguajar, Biriba.
- Eu falei prostíbulo.
- É bom manter a compostura...
- Que ‘ura’ o quê! Você tá é ficando frouxo.
- Frouxo é quem não reclamou do roubo contra o time da Gávea, contra o Aflitos, contra o Santo André, o Atlético PR, o Palestra...
- Você sempre cria um artifício pra me forçar a concordar contigo. Você é irritante, cara!

Acreditava ingenuamente que o repertório do larápio terminara por ali, mas eis que o biltre inverte uma falta e a “defesa” alvinegra ‘deixa’ a bola entrar, para a alegria de uma colônia de smurfs que se agitava azuladamente lá do outro lado. Parecia uma jogada de pelada de perebas no Aterro.

- Quê que o Castillo ficou esbravejando depois do frango?
- Acho que foi “¿Vamos a compartir este pollo, Wellingtón?”.

(Tinha gente indo embora, mas a resignação não é do meu feitio. Pra mim, um jogo só termina quando um monstro acopla seu instrumento de heresias a um apito e desfere um som estridente e fatídico).

Estava perto da linha de fundo sendo entretido por um coro de gaiatos que xingavam o goleiro, quando Leandro Guerreiro deu um chute. A bola resvala, sobe e voa toda esquisita. Mas veio chegando, marota, traçando uma curva, caindo lentamente. A torcida paralisada implorando quase de joelhos pra ver aquela bola indecisa entrar. E ela vem caindo e chegando, o tempo parado, o coração na mão, apertado, até que a rede confirma com um balanço o que a torcida esperava em silêncio de monge, liberando o grito da galera. Uma explosão demorada.

Parecia que tinham-se passado eras entre o momento do chute e o gol. Mas a alma foi paciente e viveu um resquício denso de justiça.

Fui pra casa com uma estranha mistura de frustração e alívio no peito, certo de que as superações a que o Botafogo têm sido obrigado a realizar são um sinal de que o pior não vai se abater sobre nós.

Saudações alvinegras!

domingo, 30 de agosto de 2009

O preto e o branco


Não olhem para o céu e afastem-se do mar. Evitem objetos da cor azul. Aos que têm os olhos desta cor, sugiro o uso de lentes de contato na tonalidade castanho-escuro.

Hoje é dia de guerra e o preto e branco nos identifica. Nuances que se afastem do cinza serão consideradas inimigas. Qualquer desvio a este padrão espectral será considerado ato hostil.

Vamos ao Engenhão enfrentar os oponentes e espantar o fantasma do rebaixamento.

AVANTE!

Experiência mal sucedida gera experiência

Três pontos interessam, um ponto interessa, meio ponto também interessa; um terço, um quarto... Nunca o rebaixamento!

É tempo de raspar o tacho, juntar o restolho, catar as migalhas.

É o desespero, senhores. Chegamos onde achávamos que não chegaríamos e estamos fazendo contas à cata de pontinhos que nos livrem do pior. E podemos avançar até ao inimaginável vexatório ultrajante inconcebível rebaixamento.

O que dirá agora o Sr. Maudício Assumpção? Que o Botafogo será campeão da segundona?

Que reforços prometerá à torcida o Sr. André Silva – o torcedor que confessou ignorar e não possuir as atribuições necessárias para o bom desempenho das funções inerentes ao cargo que ocupa e que não teve a dignidade de renunciar?

A que tipo de DVDs o Sr. Anderson Barros irá assistir depois de conduzir um clube ao mesmo destino que reservou ao Figueirense no ano passado? Qual seria a intenção de uma diretoria ao contratar um sujeito que comandou a gerência futebolística de um clube até o seu rebaixamento, e justamente no ano seguinte a esta façanha desastrosa?

* * *

Àqueles que apoiaram um neófito sem nenhuma experiência profissional que respaldasse sua indicação para a presidência de um clube de futebol profissional da grandeza do Botafogo de Futebol e Regatas, Biriba diz o seguinte:

"Senhoras e senhores botafoguenses de boa índole e grande amor ao clube.

Os senhores foram enganados por gente que não gosta do Botafogo e tampouco dispõe de qualidades necessárias para constituir a elaboração de um projeto que vise à reestruturação de um clube de história grandiosa. Equivocaram-se ao confiar em pessoas que veem o Botafogo pelo prisma do cifrão e que pecam pela falta de ambição épica.

Hoje estamos aí, os torcedores, aqueles que realmente amam o Botafogo implorando por um pontinho qualquer, limpo ou sujo, e totalmente desprovidos de uma governança que trace um bom rumo para nosso amado Botafogo.

Vamos sair dessa, senhores. Mas que valha como experiência. Porque no futuro, mesmo que devidamente expulsos como serão de General Severiano, esses mercenários travestidos de botafoguenses tentarão retornar, buscando reforços da mesma laia, se reagrupando. Mas a experiência adquirida há de prevalecer e o destino dessas pessoas será o devido exílio absoluto e permanente"

Saudações alvinegras!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Futebol falado, melhor do que o jogado


A noite de ontem teria terminado de maneira deprimente não fosse meu encontro in loco com os amigos online, Gil e Fábio, este do snoopy em preto e branco. De lambuja ainda me apresentaram ao Paulo Marcelo, do Arquiba Botafogo.

A boa companhia dá conforto emocional, fazendo o desalento unívoco ser dividido e a cada um caber um quarto da angústia. E o papo entrecortava a atenção na partida, dando trégua à visão da constante luta de vinte dois contra uma bola indefesa.

Posso estar exagerando quanto à pobreza técnica da partida. Talvez a cessão do empate, que poderia ter sido evitado, ou a expressão desfaçada da segundona acenando como se fosse amiga íntima devem ter mexido com meu escrutínio.

Seja pelo motivo que for, cheguei em casa achando que seria melhor termos ficado num barzinho qualquer do Engenho de Dentro, bebendo uma gelada ou um caldo de cana, conversando sobre futebol. Porque pra quem gosta do futebol, ficar presenciando seu martírio não faz bem ao espírito.

Vai o Gil pra sua casa e voltamos, eu e o Fábio, de carona com o Paulo. No caminho, em meio à conversa, me veio a certeza de que devo chegar um pouco mais cedo da próxima vez e procurar pelo tal barzinho. Tomara que não precisemos de refúgio no domingo que vem, mas só por garantia vou conhecer melhor as redondezas do Engenhão.

Nota: Comentários sobre o jogo podem ser lidos em snoopy em preto e branco, Fogo Eterno e Arquiba Botafogo.

Nota zero: Fahel ultrapassa Emerson e lidera a corrida para o grande prêmio de pior jogador do Brasileirâo, e com dois cavalos de vantagem.

Saudações alvinegras!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Acabaram-se os problemas



Amigos e amigas botafoguenses, agora já podemos ficar tranquilos. A melhor notícia, e pela qual jamais poderíamos esperar, chegou. O amigo botafoguense, Alberto, acaba de me informar que o presidente Maurício Assumpção matriculou-se no curso de especialização em gestão esportiva da Trevisan Escola de Negócios!

O site da Faculdade Trevisan informa que a aula inaugural do curso será ministrada pelo presidente do Avaí FC. Ou seja, o Sr. Maurício Assumpção terá a chance de aprender com seu colega, e mestre por um dia, como fazer pra que um time formado por jogadores medianos esteja, no momento, entre os quatro clubes que disputarão a Taça Libertadores da América do ano que vem, no mesmo campeonato em que o Botafogo de Maurício tenta desesperadamente escapar de um vexatório rebaixamento.

Mesmo que não aprenda de uma só tacada como gerir com sucesso uma instituição futebolística profissional, o que não é de se esperar, ao final de dezoito meses o Dr. Assumpção, além de cirurgião dentista renomado, será também um especialista em Marketing Esportivo lato sensu, o que o tornará, com certeza, um exímio administrador do desporto.

Nosso até então Omisso Omissão será num futuro próximo conhecido como Maurício Ascensão, uma vez que seu vindouro profundo conhecimento dos meandros futebolísticos há de livrar nosso time de coração da série B do campeonato mais importante do país, que é pra onde o ainda não-especialista o está conduzindo.

- Você falou “conhecimento profundo”.
- Mas não é, Biriba? O cara está se especializando.
- Mas é um curso lato sensu.
- E o quê que tem?
- Putz, deixa pra lá. Já é um começo...

Nota: Biriba, ao contrário do que possa parecer, é um entusiasta da busca por conhecimento e esclarece que este texto tem somente o propósito de tentar oganizar os fatos de uma maneira que o leitor possa chegar ao entendimento das razões que levam um sujeito a assumir o comando de uma aeronave e sair à cata de um brevê de piloto após a decolagem. Infelizmente o texto não obteve o sucesso esperado. E Maurício Assumpção consegue ser ainda mais esquisito do que esta nota explicativa.

Saudações alvinegras!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Botafogo vai ao pardieiro e tem carteira afanada


Os jogadores do Botafogo estão de parabéns pelo espírito de luta que os levou a um empate dentro do pardieiro do adversário. Não fosse a intervenção do inominável árbitro da partida, o delinquente que sua pobre mãe chama por, Arilson da Anunciação, a equipe alvinegra sairia do jogo com três merecidos pontinhos nas algibeiras.

O “mensalão do apito” começou a funcionar no primeiro tempo, quando Michael foi lançado e cruzou com precisão exemplar para conclusão de André Lima, que nem fez menção de demonstrar ao público o gol certo, porque já sabe do esquema venal armado para favorecer o time do Lula. Um impedimento inventado de maneira acintosa e tão escandalosamente gritante, que nem a emissora do apito teve como maquiar no photochart.

O segundo “empurrãzinho” da turma do apito veio com um empurrãozão sofrido por Victor Simões dentro da área, imagem manipulada de todas as formas para tentar encobrir o esquema criminoso de favorecimento ao time do presidente da república.

No segundo tempo, uma falta inexistente para o time dos confrades resultou em gol. Um pênalti igualmente inventado lhes dá mais um. (Ressalto que o mesmo 'auxiliar' que praticamente anulou um gol botafoguense marcando um impedimento inexistente, levantou a bandeira por uma suposta movimentação irregular de nosso goleiro, que não ocorreu. Tinha visivelmente a intenção de garantir o gol após a defesa do goleiro, no caso do juiz invalidadar a conclusão após o rebote. Além de delinquente, também ignora as regras do jogo que arbitra. Um perfeito idiota).

Mesmo com tudo conspirando contra, o Botafogo não se deu por vencido em um jogo de cartas marcadas.

A primorosa cobrança de falta de Lúcio Flávio não estava nos planos do juiz sem juízo, o que deve ter 'contribuído' para que a gratificação extra de Arilson Bispo da Anunciação tenha sido reduzida provavelmente à sua (dele) metade, ou seja: zero. Não sobrou aquele dinheirinho a mais para que Arilson pudesse dar um presentinho a sua boa progenitora, que o povo injustamente pensa tratar-se de uma mulher de vida fácil.

Senhora, desculpe a má lingua do povo. É tudo culpa do Arilson.

Nota: Análises do jogo recomendadas por Biriba podem ser encontradas em Cantinho Botafoguense, snoopy em preto e branco, Mundo Botafogo e Fogo Eterno.

Segunda nota: Não incluí no texo da postagem que no cômputo final, tirando-se os erros de arbitragem, o placar poderia ter sido Curíntia 1 x 4 Botafogo, porque isso é assunto para uma nota em separado.

A Confraria do Apito

(Al Capone: mentor da Comissão de Arbitragem da CBF)

Se fizermos um levantamento da quantidade de erros de arbitragem que favorecem um ou outro clube, vamos perceber que o time campeão do ano passado foi o que mais se beneficiou com “falhas” de arbitragem. Usando o meu “chutômetro”, posso aventar a possibilidade de que no ano retrasado tenha sido a mesma coisa. O SP é há muitos anos o mestre mais influente da Confraria do Apito

Em 2009 o time do apito é o Curíntia. É um clube adorado pela imprensa marqueteira, é o time de coração do presidente da república e clube em que joga o Ulisses da Odisséia Brasiliensis, Ronaldo. Seu presidente tornou-se o mestre mor da Confraria, nos acordos de bastidores feitos pelos mafiosos do futebol.

Só que os chefões do submundo futebolístico esqueceram-se de combinar direitinho com o time do Curíntia. Não adianta só soprar apito pro lado deles, porque alguma coisa o time tem que fazer dentro de campo. Mas a equipe do Curíntia é formada por uma cambada de pernas-de-pau tão horripilante, que não consegue vencer nem com a ajuda dos gatunos contratados por seus confrades contraventores.

Saudações alvinegras!

domingo, 23 de agosto de 2009

A defesa da defesa


O jogo defensivo não é minha opção preferencial em um cardápio de iguarias futebolísticas, mas diante da escalação da equipe do Botafogo para o jogo de hoje , sou obrigado a optar para que preparem o prato principal “con serratura doppia e al dente”.

Tendo Fahel, Emerson e Juninho jogando no mesmo time, é bom que se projete uma estratégia de jogo levando em consideração esta confluência de fatores desfavoráveis. Como Juninho é um péssimo zagueiro, Emerson não pode ser considerado um jogador de futebol profissional e Fahel é uma nulidade futebolística, seria prudente e razoável que o Sr. Estevam Soares posicionasse sua equipe da mesma forma que o fez no jogo contra o time do Palestra.

E se for revelado que esse grupo de jogadores que formam o plantel alvinegro e o Sr. Estevam Soares só apresentam bom desempenho jogando “como time pequeno” – fechado e explorando os contra-ataques –, que assim seja até o final da competição.

Até porque voltei a estudar e pago meia-entrada. Não vou me lamentar por assistir a espetáculos medianos.

Nota: Volto a insistir que Victor Simões tem que explorar jogadas de ponta, mesmo que dê chutes laterais no lugar de cruzamentos. Vai que ele acerta na canela de alguém e a bola entra! O domingo melhora para todos os botafoguenses e Biriba para de roer o pé do sofá da sala.

Outra nota: Uma pena o Ronaldo não jogar. Quem vai puxar o cabelo do Fahel pra ver se é peruca?

Mais uma nota: Encontrei uma matéria jornalística que vale a pena ser lida. Foi publicada no Jornal dos Sports.com e demonstra como o jornalismo esportivo pode se livrar da superficialidade informativa e do marketing inevitavelmente tendencioso. O texto é bem articulado, simples, curto, direto, informativo e ainda opina com lisura. Para ler a matéria do jornalista Júlio Gracco clique aqui.

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

E lá se foi o verbo

(Painel central de A Tentação e Santo Antonio, por Hyeronymus Bosch)

O Botafogo cometeu uma heresia de proporções astronômicas, conseguindo em uma semana se assemelhar a Deus e ao mesmo tempo destruir Sua criação. Foi do caos à ordem e regressou ao caos, acelerando o processo de contração do universo até chegar a seu desfecho, o “Grande Esmagamento”.

Se ainda for pouco reduzir o clube a uma partícula de proporções infinitamente pequenas, a diretoria pode continuar sua obra baseada nos modelos da cosmologia contemporânea e promover o “Grande Rasgo”, não deixando nenhum resquício de organização material e da própria existência do Botafogo de Futebol e Regatas.

Seja de uma forma ou de outra, o certo é que o que está sendo feito ao Botafogo contraria a vontade divina, tornando seus autores passíveis de punição. Assim sendo, os responsáveis por tamanha desgraça certamente pagarão por seus atos no inferno. E, da forma como aparentam levar suas vidas, se estabelecerão no terceiro círculo infernal, passando o resto de seus dias envoltos em uma tempestade de matéria putrefata.

Aonde estavas, Estevam?



Tomei dinheiro emprestado a agiotas, apostei minhas vestes, meus sonhos e minha honra. Joguei todas as minhas fichas confiando em ti. E o que foi feito de mim?

Sou homem falido, cético, desonrado e nem a última camisa do Botafogo me sobrou, entregue às mãos dos usurários.

Ah, Estevam! Vou reconstruir minha vida do nada, mas jamais serei o sonhador de antes.

Pai Biriba perde registro profissional


Na postagem de ontem, Biriba fez algumas previsões que o levaram à desgraça.

- A volta de Victor Simões atuando como legítimo ponta-esquerda não foi de todo um erro oracular. Mas um sujeito que se mete por ali deveria ao menos treinar um fundamento básico, que no idioma futebolístico é chamado de cruzamento – o que não é sinônimo de chute lateral. Presume-se por cruzamento um passe lateral que chegue numa região da grande área onde presumivelmente estará um companheiro de equipe, o que não corresponde ao que Victor Simões realiza. Mesmo acertando na previsão, o fato é que não foi um ponto favorável, como supunha o pseudoprofeta.

- A presença de Michael atuando como meia (posição em que já atuou de maneira satisfatória no clube santista) não deu velocidade e nem força ao ataque.

- A chance de ver o time jogar sem Lúcio Flávio serviu pra demonstrar que: 1) Ele faz falta à equipe atual, a não ser que o jogo de ontem tenha representado um "apagão geral"; 2) Michael não demonstrou ser um meia qualificado para a função de fazer o último passe, ou sucumbiu ao "apagão geral"; 3) Jônatas ainda não se encontra habilitado a ser uma referência para a distribuição de jogadas, ou também foi arrebatado pelo sinistro "apagão geral".

- Não houve aproximação entre Batista e Leandro Guerreiro, e a saída de bola foi um desastre.

- O goleiro Flávio não foi testado.

- A ausência de Fahel não correspondeu a 40% de ganho à qualidade da equipe.

- Não importa se o lado direito ficou mais fechado, uma vez que Emerson pode atuar pela direita ou pelo meio. E pior ainda é a possibilidade de Emerson juntar-se a Juninho, o que é sinônimo de tragédia. Ter Juninho e Emerson em uma única defesa é um passaporte para a agonia.

Por falhar em suas previsões, Pai Biriba perdeu sua licença de oráculo e retoma suas atividade na área de segurança imobiliária e suporte afetivo doméstico.

Um possível apagão

Meu desabafo já foi feito acima e agora me recomponho pra fazer algumas ponderações.

O jogo de ontem pode ser considerado uma prova de que o novo treinador e o elenco não serão capazes de fazer o Botafogo se reerguer na tabela? Acho que não.

Se o que aconteceu ontem foi bem diferente do ocorrido na partida do último sábado, não dá pra se chegar a uma conclusão definitiva sobre o que pode-se esperar da nova equipe de preparação técnica. Os jogadores e o técnico podem ter sido vítimas de um “apagão geral”. Isso poderia ter acontecido em qualquer partida, só que aconteceu justamente na segunda sob o novo comando.

A convicção de que era “vencer ou vencer” pode ter influenciado no desempenho da equipe e no do técnico também.

Ontem a equipe adversária fez exatamente o que fez o Botafogo no jogo contra o Palestra: uma marcação implacável e a exploração de jogadas de contra-ataque. O que se mostrou diferente foi o ataque do Santo André, que demonstrou ser mais eficiente que o nosso e seus defensores, que não falharam, como falham regularmente os zagueiros do Botafogo.

Vamos esperar até o próximo jogo, pra termos uma melhor noção do que nos aguarda no segundo turno.

Saudações alvinegras!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

É vencer ou vencer?


Tudo pode acontecer numa partida de futebol, mas isso não se aplica ao jogo de hoje. Não me interessam o novo técnico, o fato de jogarmos em casa, a torcida à favor, o adversário em crise, a umidade do ar, a direção do vento, a curva do biorritmo, o momento astrológico. O que interessa hoje é a vitória. É vencer ou vencer!
. . .

Bem, espero que ninguém da comissão técnica ou algum jogador leia o parágrafo acima, porque o que o time menos precisa hoje é de pressão psicológica. É certo que a vitória é o que interesa, mas os bons resultados surgem como fruto de bons trabalhos técnicos e físicos, e de uma boa conversa durante os treinamentos, na preleção e no decorrer das partidas (aos berros!).

Os jogadores precisam estar concentrados no jogo, mas sem aquele besourinho angelical a lhes perturbar os ouvidos dizendo: “Tem que ganhar, tem que ganhar!” Se o objetivo é vencer, que se jogue com raça e determinação, mas com tranquilidade e sem atropelos. E sem perder gol feito.

É importante também que os jogadores não acreditem que o gol é uma "consequência natural do jogo", como muitos treinadores dizem por aí. De consequência natural de seja-lá-o-que-for o gol não tem nada: o gol é um fato excepcional. E, naturalmente, é o que decide uma partida.

Pontos favoráveis

- A volta de Victor Simões, que segundo previsão de Biriba, vai atuar como um legítimo ponta-esquerda. Dentro da área e nas finalizações Victor Simões é sofrível. Tomara que hoje seja diferente.

- A presença de Michael jogando como meia (está relacionado como lateral, mas acredito que vá cumprir outra função, caindo pelo meio), dando velocidade e força ao ataque, concentrando no lado esquerdo da equipe a maioria das jogadas ofensivas.

- Uma chance para ver o time jogar sem Lúcio Flávio e com um meia qualificado desempenhando sua função. Na verdade, acho que as características de Lúcio Flávio serão divididas entre Jônatas (distribuição de jogo) e Michael (último passe).

- Batista de volta à proteção da zaga. Acho que a aproximação de Leandro e Batista vai melhorar a saída de bola e o começo da transição para o ataque.

- Um novo teste para o goleiro Flávio – apesar de acreditar que o substituto do Manga (brincadeirinha) é o Luís Guilherme, que já está em idade pra ser testado entre os titulares.

- Novamente não ver Renato começando uma partida.

- A ausência de Fahel, que corresponde a uns 40% de ganho à qualidade da equipe.

* * *

A volta de Alessandro no lugar de Thiaguinho pouco muda, se é que altera alguma coisa. Acho que o lado direito vai ficar mais fechado, pra não dar chances ao azar, já que o Emerson estará jogando por ali.

Avante!

Saudações alvinegras!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O trabalho tranquiliza a alma

(Mentira: isso é pura falta de um título melhor)

A saída de Ney Franco foi um alívio tão grande, que dei uma relaxada, escrevendo menos e observando as coisas correrem naturalmente. Porque parece que as atividades no Botafogo estão sendo tocadas como deveriam, o que passa uma impressão de normalidade e tranquiliza a alma. Chega a dar um pouco de sono. “O sono dos justos”, diria minha mãe; “O sono dos vidas-mansas”, pensaria papai.

Deito a cabeça no travesseiro e já não fico mais agitado imaginando o dia em que o Ex iria embora. Não me vêm os pesadelos rebaixantes, cheios de números “dois” gigantescos e letras "bê" pegajosas.

Agora me dedico por inteiro às tarefas cotidianas e tudo o que tenho a fazer é torcer por uma vitória.

É gostoso imaginar a turma do chinelinho se virando pra aguentar o tranco e que os salários estão sendo pagos pra gente que sua a camisa e acaba o dia com músculos doloridos. Chego a esboçar um sorriso e nem noto.

Ah... Nada como um dia após o outro, na certeza de que a grande maioria da população mundial contribui de alguma forma para a humanidade através de sua labuta, inclusive os jogadores do Botafogo.


Pelas barbas do buana!

(off Botafogo topic)



Estava assistindo ao VT de Benfica x Marítimo na madrugada de domingo e fui surpreendido pelo narrador esportivo Silvio Luiz, da ESPN. Considero Silvio Luiz um locutor criativo e que tem um certo viés autoral. Coisa rara num mundo tão uniformizado e bem comportado, em que o máximo destaque que se enxerga num desvio de um padrão é uma nuance.

Mas não me surpreendi com mais uma invenção maluca do velho Silvio, uma frase de efeito, uma inflexão fora do tom aceito e imposto pela amálgama das vozes televisivas, nem um bordão inusitado. Foi o seguinte.

Num close do jogador do Marítimo, Baba, um negro, Silvio perguntou ao comentarista: “De que ‘tribo’ é esse aí?”

Eu juro que por um instante tive um impulso meio maluco de voltar a fita, porque achei que não era possível ser aquilo, pensei que não ouvi direito, o sono devia ter me levado de vez. Nada disso. Um silêncio 'no ar' – acho que seu colega estava tão desconcertado quanto eu – e o comentarista respondeu: “Senegal”.

Aí me veio a certeza: eu estava no mundo de Silvio Luiz.

Saudações alvinegras!

domingo, 16 de agosto de 2009

Dois erros e um acerto


O Botafogo saiu na frente em jogada de bola parada em que o oportunismo de André Lima mais uma vez se sobrepôs à zaga adversária. Poderia ser de mais valia, mas dois erros grosseiros mudaram o resultado, pelo menos do primeiro tempo.

Ganhando por 1 x 0, o jogador Lúcio Flávio é atropelado por um adversário na cara do juiz e... nada. O juiz simplesmente não marcou o pênalti.

Ganhando por 1 x 0, o goleiro Flávio decide sair em uma bola que Juninho jamais ganharia e... a bola vai na direção exata do lugar onde estava o goleiro antes de se movimentar equivocadamente.

Apesar do time adversário não ter apresentado um futebol de primeira, o esquema defensivo revelou que um entendido em matéria futebolística planejou um treinamento eficiente para implantar um sistema tático inteligível em três dias de práticas.

A linha de impedimento funcionou em alguns lances e o sistema de marcação foi extremamente eficiente enquanto os jogadores ainda tinham fôlego. O treino de dois toques parece ter dado resultado, pois o meio-de-campo conseguiu segurar mais a bola, apesar dos erros de passe (achei que estavam meio nervosos; uma impressão). O ataque (ou contra-ataque) foi modificado, com Lúcio Flávio mais adiantado, o que surtiu efeito na jogada em que sofreu o pênalti. Impossível evoluir de forma significativa na parte física em três ou quatro dias, mas estavam mais magros (treinaram mais, perderam peso).

Já melhorou. Temos que esperar o resultado dos próximos treinamentos e a volta dos jogadores machucados, pra saber até onde esse grupo pode chegar com o novo comando. A estreia do novo técnico poderia ter sido melhor, se o juiz não tivesse decidido que dentro da área do Palestra falta não é pênalti.

Flávio: Eu poderia achar que foi uma falha técnica individual do jogador, mas como os três goleiros saem mal, 70% da falha vai para a conta do preparador, porque é uma aposta mais segura de não estar cometendo uma injustiça – se é que aposta tem alguma coisa a ver com justiça. Poderia ter ido pra casa com um 8 do Biriba, e não foi com um 2, porque fez duas boas defesas e esperou por um erro do adversário em jogada que estava completamente vencido, e obteve sucesso com a decisão. Me fez quebrar a cara por 'apostar' que seria um destaque na partida: 5

Emerson: Com um sistema de defesa bem montado, com a proteção da zaga funcionando muito bem, o pior jogador do campeonato não comprometeu: 3

Juninho: Não é culpa sua não ter a estatura média dos zagueiros da atualidade, não ter impulsão e nem velocidade. Mas não há o que justifique um zagueiro deixar o jogador que está marcando ficar a mais de dois metros de distância. No primeiro tempo me surpreendeu o fato disso não ter acontecido, mas no segundo voltou a marcar cercando à distância. Para um zagueiro jogando como último homem, isso não é marcar. Foi prejudicado pelo fato do juiz não ter dado pelo menos duas faltas na região do campo em que é especialista em cobranças, o que não é culpa sua. No lance do gol, não dava pra pelo menos subir com o cara, perder na cabeça, mas atrapalhar um pouquinho?: 6

Eduardo: O dia em que parar com as firulas irritantes, vai se tornar um grande zagueiro. Mas já está quase chegando à antiga maioridade. Vai esperar chegar aos trinta pra dar a grande virada na carreira?: 6

Thiaguinho: Voluntarioso na defesa e no ataque. Errou algumas jogadas de forma amadorística ao mesmo tempo que criou boas situações, e o esforço merece palmas: 6

Leandro Guerreiro: Anulou Cleiton Xavier no primeiro tempo, mas sofreu com o desgaste dos companheiros no segundo. Tem que treinar seu posicionamento junto à linha de zaga em jogadas de bola parada, mas foi o pulmão do meio-de-campo e uma peça-chave na proteção à zaga: 7

Batista: Perdeu todas na corrida para Wendel. Mas pudera, Wendel corre pra cacete. Erra mais cruzamentos do que acerta, se é que acertou algum. Pelo passe que deixou André Lima na cara do gol leva 1 ponto a mais pra casa: 6

Fahel: Como sempre, um peso morto. Quando todos demonstram saber o que fazer dentro de campo e somente um está evidentemente perdido, o problema é este ‘um’. Ao perder um gol feito, perdeu junto 2 pontos: 1

Jônatas: Se tornou uma referência no meio-de-campo. Quando entrar em forma pode ser um dos destaques do time: 6

Lúcio Flávio: Tem se apresentado mais para o jogo, mas ainda está longe de ser o jogador que foi em 2007. Pelo belo lance individual em que foi parado com um pênalti escandaloso não marcado, ganha 2 pontos a mais: 7

André Lima: O oportunismo, a sorte e a preocupação que causa à defesa adversária estiveram presentes. Por ter chutado ao invés de driblar o goleiro e liquidadar a fatura, perde 2 pontos: 7

Leo Silva: Ainda bem que entrou no finzinho e não teve tempo de destruir o bom trabalho da equipe: 4

Laio: Entrou pra segurar um jogador adversário no campo de defesa, o que deu resultado, mas como opção de contra-ataque não funcionou. Não teve grande sucesso quando foi acionado e não aproveitou as escoradas de cabeça de André Lima: 5

Rodrigo Dantas: O técnico deve ter tentado um lance de sorte, completando a dupla de juniores. Pouco tempo de jogo. Sem nota.

Estevam Soares: Outro mundo, vida nova, time mais organizado; funções definidas, estratégia inteligente frente aos desfalques e o pouco tempo de trabalho; uma jogada bem ensaiada, um ponto na casa do líder (de araque, né?) em jogo com pênalti não marcado e empate cedido por falha individual; e com apenas três dias de treinamento!: 7

Diretoria: Apesar do pouco tempo de trabalho e de um desempenho somente razoável da equipe, tudo indica que a contratação do novo técnico foi uma decisão acertada: 7

Claudio Mercante (juiz): Não foi só o pênalti. Deixou de marcar pelo menos duas faltas claras acima da intermediária adversária. Lá na minha terra, que se chama Brasil, gente assim é comumente chamada de "ladrão": ZERO *

Imprensa: A imparcialidade dos comentaristas do Sportv se limitou a não se referirem ao Palestra como ‘nós’. E o compacto com os melhores momentos deixou de fora o pênalti não marcado sofrido por Lúcio Fláviouma bela jogada com direito a lençol e tudo. E também não foi incluído o gol perdido por Fahel – o que poupa o mundo de uma tremenda imundície (é, eles podem ter acertado em algum momento...). Da forma que editaram fica parecendo que quem teve as melhores oportunidades foi o Palestra, o que não corresponde aos fatos: ZERO

* Uma segunda opinião: O amigo botafoguense, Gê, comenta: "Daria nota 2 ao juiz por ter dado o terceiro cartão amarelo pro Fahel." Comentário mais do que pertinente e mais uma consideração para Claudio Mercante levar em conta em sua auto-avaliação no Inferno.

Saudações alvinegras!

sábado, 15 de agosto de 2009

Pedreira boa é pilha de brita

(Biriba esclarece que o título é alegórico e o texto não é um manisfesto em prol da dinamite)


Certo dia, no antigo e remoto vilarejo de Niterói, numa pequena praia chamada Adão, um singelo risco de areia cercado por imensos maciços de pedra donde a visão da Enseada de Botafogo causa enlevo à alma e um ligeiro aperto no coração, estávamos eu e minha amada a contemplar o pôr do sol. Ao lado da praia de Adão, separada por uma elevação de granito que se ergue das águas qual um domo em estado bruto, espelhada como alma gêmea outra pequenina faixa de areia, que a imaginação cartográfica cismou por chamar de Eva, num arroubo de espiritualidade poética cristã...

- Chega de papo furado! Não enrola, cara!
- Pô, Biriba...
- Pô é o cacete! Escreve logo o que eu disse e para de frescura!
- Tá...

... Minha amada disse: “A ambição humana só encontrará paz no dia em que o Pão de Açúcar virar brita”.

- Não embroma, Luís! Tá parecendo o Ney Franco?
- Não xinga, não!
- Então para de enrolar.
- Você não disse pra eu falar do jogo e que ia ser uma tremenda pedreira?
- Isso não tem nada a ver.
- Eu tava...
- Deixa que eu escrevo isso.
- Espe...
- Sai daí!
- ???

Lskdfjldks lsadldshfld lkkk jnhshla hdhjajlçp hfhdjksjsdg...

- Calma, Biriba!

Ffdalshlhfaj kaslkjh njs ndjk jsjhdsj...

- Calma!
- Vai escrever?
- Vou.

No jogo de hoje, contra o líder do campeonato, o Botafogo não contará com oito titulares, mas terá na risca lateral um novo técnico. Na verdade, um outro técnico, um outro tipo de comportamento, de comprometimento, de disposição para o trabalho, de visão de jogo, de mundo e um outro caráter. E o mais importante de tudo é o fato de Estevam Soares encarar o Botafogo como o time grande que é, e de tradição incontestável.

Vai ser uma partida que nos dará a noção exata da recepção que o novo estilo de trabalho teve entre os jogadores. Se não gostaram do que viram e ouviram durante a meia semana de trabalho, isso será percebido dentro de campo. O comportamento dos 'medalhões'...fajf6d9aka

- O que é isso, cara! Ficou maluco?
- Você tá descambando...
- Mas é o que eu penso.
- Aqui quem pensa e manda sou eu!
- ...

Saindo-se bem ou não, a equipe que veremos entrar em campo vestindo o uniforme do Botafogo vai jogar com brio. Vai honrar a camisa do melhor time do mundo e deixar sua torcida vibrando pelo resto do dia, por ver dentro de campo o que não via há tempos: muita garra, suor e luta.

Prestem atenção no goleiro Flávio – que pode ser a solução definitiva para a posição – e no ‘novo’ Thiaguinho.

- Satisfeito Biriba?
- Essa estória de Flávio e Thiaguinho é por sua conta.
- Deixa comigo.
- Não precisa escrever, não, mas o Botafogo vai ganhar.
- Putz... Você tá muito empolgado.
- Quero ver a sua cara depois do jogo.
- E eu o seu focinho.

Primeira novidade


Já escrevi aqui – e em vários blogs a mesma ideia é ou foi compartilhada – que a contratação do goleiro reserva do Cabo Frio foi um crime de lesa pátria. Em meio a contratações ridículas como as de Jean Coral, Carioca, Diego e os Três Patetas e a renovação de Lucas Silva, Flávio caiu no mesmo balaio.

Nosso segundo reserva estreou no decorrer de uma partida em que o Botafogo jogava da pior forma possível, com a torcida vaiando até o massagista, e antes mesmo de tocar na bola sofreu um gol. Mas ele quase pegou a bola que entrou, num gol assinalado EM IMPEDIMENTO CLAMOROSO. Na única outra vez que foi acionado, estava com sua mão lá na última gaveta em chute que foi pra fora.

Junto a minha torcida pelo Botafogo, à torcida pelo Flávio, que julguei precocemente. Espero que, além do novo comportamento do time sob o comando do novo técnico, Flávio também seja uma grata surpresa.

Segunda novidade

Não posso terminar sem antes destacar que a grande revelação da base estará no banco de reservas e chama-se Luís Guilherme. Uma pena não podermos ver Luís Guilherme atuando com a camisa do Botafogo hoje mesmo, uma vez que a cada dia que passa um novo clube se interessa por ele e cada oportunidade de vê-lo defendendo o gol de nosso time pode ser a última.

Saudações alvinegras!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O novo técnico do Botafogo


“Eu particularmente nem faço recreativo nas equipes em que trabalho. O atleta tem esse costume porque ele gosta e tornou-se uma tradição no futebol brasileiro. Agora nesta sexta, precisava ajustar algumas coisas. Normalmente, faço um trabalho de dois toques seguido de um tático. Porém, como o grupo trabalhou dois dias com muita intensidade e a manhã estava com muito sol entendi que os dois toques podiam esperar.” (Fala de Estevam Soares – UOL Esporte, 14/8/2009)

Se tem coisa que me irrita mais que buzina em sinal fechado e celular tocando musiquinha chinfrim, essa coisa chama-se “rachão”. Brincadeira tem hora.

Até agora o novo técnico do Botafogo só me fez rir. Só tenho elogios. Tudo bem que à sua figura foi agregada a imagem da tão esperada saída do ex-treinador, o que o deixa um pouco mais fotogênico. Mas o que interessa é que o novo técnico do Botafogo coloca os jogadores pra treinar como deveriam, repreende quando acha que deve, dá atenção especial para quem considera estar com dificuldades específicas e não fica fazendo discurso de vendedor de ilusões.

Além disso – volto a repetir o que já escrevi em postagens anteriores –, o novo técnico do Botafogo enxerga o Glorioso como time grande, de tradição e com futuro promissor. Acredita que pode colaborar para o fortalecimento da equipe e do clube e, como contrapartida, que o clube pode ajudar a difundir seu nome em escala nacional e, consequentemente, contribuir para a valorização de seu passe e a ascensão de sua carreira.

Os que achavam que eu sou um ranzinza e que adoro reclamar por puro prazer e recalque, podem tirar seu cavalinho da chuva. Eu adoro elogiar. E vou continuar elogiando o novo técnico do Botafogo enquanto ele estiver fazendo o que se espera de um técnico de futebol profissional.

Nunca iria imaginar ser tão bom ficar repetindo “o novo técnico do Botafogo”. Mas é bom mesmo, hein?

O novo técnico do Botafogo, o novo técnico do Botafogo, o novo técnico do Botafogo, o novo técnico do Botafogo...

É tão fofo brincar de dirigente...


Foi só eu criticar o método de avaliação de jogadores através da “apreciação” de DVDs, que o vice de futebol André Silva, exagerado toda vida, piorou ainda mais a imagem pantanosa da gerência de futebol do Botafogo, dizendo o seguinte: “Existe um certo interesse sim. Eu e o Anderson (Barros, gerente de futebol) conversamos na quarta-feira e levamos o assunto para o Estevam Soares, que o conhece e ficou de observá-lo com mais calma. Eu já não o conheço tanto assim e, neste fim de semana, vou recorrer ao Soccer Association (nosso grifo) (site especializado em estatísticas de jogadores) para saber mais detalhes sobre ele.” (Jornal dos Sports, 14/8/2009)

Biriba recomenda a leitura do comentário intitulado Impeachment now! sobre a confissão de incompetência do nosso vice de futebol, encontrado no Cantinho Botafoguense.

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Malditos DVDs


Entrevistado pelo Lancenet em 2 de julho deste ano, o presidente Maurício Assumpção disse o seguinte:

“Quem consegue contratar bem hoje? Se esperarmos a janela, são oito jogos. O Botafogo pode esperar? É nesse momento que se faz besteira. Começam a empurrar jogador de todo lado, DVDs vêm em enxurrada. Anderson Barros (gerente de futebol) deve estar com a cabeça congestionada de tantos DVDs que vê.”

Na edição de hoje do Lancenet li que o vice de futebol André Silva disse que o nome de Fernandinho, o excelente atacante do Alphaville, “já foi encaminhado” para os consultores do fundo de investimentos para uma possível contratação. Mesmo que viesse, o jogador só poderia atuar pelo Botafogo no ano que vem. (Sem comentários).

Passatempo

- Parece que o congestionamento encefálico de Anderson Barros fez o DVD de Jean Coral parecer um espetáculo formidável.

- Alguém precisa urgentemente jogar fora o DVD player defeituoso de Anderson Barros, uma geringonça que distorce as imagens.

- Uma reza poderosa e um banquete maligno, que consumiu meia dúzia de galinhas, dois bodes, um garrote, cinco quilos de fubá e quatro garrafas de um bom Porto fez com que o DVD do Jean Coral caísse no colo de Anderson Barros, e justamente no dia mais feliz da vida do dirigente.

- O Inferno do infeliz responsável pelo possível extravio do DVD do Fernandinho, será passar a Eternidade vendo o Jean Coral jogando 24 horas por dia.

- A explicação para a não contratação do Fernandinho no começo do ano se deve ao fato de que, na hora que o DVD do Fernandinho estava tocando, Anderson Barros teve uma vontade louca de fazer uma boquinha.

! ! !

Fora o papo furado em um momento que temos um treinador cheio de papo reto, o fato é que o Jean Coral é nosso e o Fernandinho é deles.

Saudações alvinegras!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Cento e Cinco


Parabéns, Botafogo!

Obrigado por existir. Fico na esperança de poder viver bastante, pra poder te saldar e comemorar o 12 de agosto com muita alegria, pois foi o dia em que há 105 anos atrás, foi criada a melhor invenção do Século XX.

Saudações alvinegras!

Ação 1 x 0 Falação

Em entrevista concedida ao Lancenet (11/8/2009), o novo treinador alvinegro, Estevam Soares, disse o seguinte:

“Nosso primeiro objetivo é conhecer o elenco e interagir com os jogadores. Temos de vencer o Palmeiras e ir por etapas. Não adianta pensar em títulos, Libertadores, Sul-Americana e rebaixamento e não nos preparamos para enfrentar o Palmeiras. Vou ter três dias de trabalho, mas vamos encontrar a melhor formação, independentemente dos desfalques da equipe.” (Pra ter acesso à matéria clique aqui).

Um alívio não ter que tomar conhecimento de planos e metas, sempre ancorados em um futuro recheado de termos convidativos como “Libertadores”, “título”, “G4” e o falso entusiasmo típico de lideranças autoadulatórias e ufanistas. No final das contas, não alcançadas as metas, os responsáveis pelas afirmações acabam por dizer o contrário do que haviam declarado, e com uma naturalidade pra lá de irritante.

Eles não admitem que fizeram um mau prognóstico, que calcularam mal, que as coisas não andaram do jeito que esperavam, enfim, que erraram – o que seria de se esperar de pessoas adultas. Pior. Falam como se nunca houvessem dito o que disseram, como se nada tivesse acontecido, semelhante a uma criança escondendo de sua mamãe, a travessura. Compreensível no caso de uma criança, pois trata-se de uma pessoa ainda em formação. Mas no caso de adultos isso chama-se “sonsice”.

Que Estevam Soares traga a General Severiano um pouco de responsabilidade e coerência – duas qualidades que um ser humano bem formado adquire com a maturidade –, e faça com que todos os envolvidos no processo de recuperação do Botafogo no campeonato, entendam que a primeira coisa a ser feita pra se atingir um determinado objetivo é dar o primeiro passo. E, de preferência, sem alarde.

Saudações alvinegras!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Um termo de comparação

Ouçam e vejam a diferença entre o discurso e a postura deste cidadão, em comparação ao que falava e a forma como agia o sujeito que estava encarregado da preparação técnica da equipe do Botafogo até a tarde de ontem.

Um detalhe: Estevam Soares disse que no dia anterior às partidas promove treinos táticos. Muito diferente do famigerado "rachão", detestado por Biriba e que já comentei brevemente por aqui.

Estamos torcendo pra que resolvam logo o protocolo contratual e tragam o cara o quanto antes.

Nota: Na postagem anterior falo um pouquinho a mais sobre o assunto.

Nota: Sobre o mesmo tema leiam: Cantinho Botafoguense e Fogo Eterno.

Nota: Foi o Gil que me informou que este trecho da entrevista estava sendo veiculada online, o que mudou radicalmente esta postagem.

Saudações alvinegras!

(Imagens: globo.com)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O caos deu lugar ao verbo


Já manifestei por aí minha opinião de que Luizinho Sodré, técnico das divisões de base do Botafogo, seria minha primeira opção para substituir o ex-técnico. Continua valendo a estima pelo sujeito e a admiração por seu trabalho. Mas uma novidade mudou um pouco o rumo das coisas dentro de minha cabeça, pois agora há pouco li no Lancenet o seguinte:

"A estrutura do Barueri é sensacional, mas tem alguns momentos que a gente precisa fazer um upgrade na carreira. Não podemos dispensar uma chance de trabalhar no Botafogo." (Foi o que disse Estevam Soares numa entrevista ao Sportv).

Que Estevam Soares é um bom técnico muitos já sabiam, inclusive eu. O que não sabia é que o homem iria dizer exatamente o que eu queria ouvir. Não acho que seja mais um falastrão político e retórico, mas sim um sujeito que enxerga o Botafogo como time grande. Só isso. E é o que basta pra que eu feche com ele e deseje que acerte logo os termos do contrato e que a diretoria não me venha com Waldemares ou Cucas numa hora dessas.

Ele ainda esclareceu que sua saída do Alphaville seria pela porta da frente: "Eu sempre tive o objetivo de trabalhar no Rio de Janeiro. Acho que podemos ir bem no Botafogo, tenho sonho de título, acho que seria um grande desafio para minha carreira, caso a gente chegue a um acordo. No Barueri, a coisa vai bem até o final do ano. Tiveram alguns problemas internos, mas já estão resolvidos."

Ou seja, tudo indica que, além de técnico extremamente promissor, mau caráter ele certamente não é. Fico na torcida.

Saudações alvinegras!

Um grande salto para a humanidade



Que alívio...

Saudações alvinegras!

Beira do Caos: Um passo à frente, por favor!


Sem palavras... (Na torcida).

Saudações alvinegras!

domingo, 9 de agosto de 2009

Feliz Dia dos Pais

(Imagem: A Perfect World)

Parabéns a todos os bons pais que se empenharam e se empenham para dar sobrevivência à humanidade com seus esforços individuais e dedicaram e, mais uma vez, dedicam suas vidas à geração e boa formação de seus descendentes.

Um dia como o de hoje merece reflexão superior. Gostaria de levantar questões profundas sobre as implicações da paternidade e suas consequências para os filhos.

Listarei o que me inquieta nesta tarde de domingo:

- O que pensam de seus pais os filhos dos jogadores do Botafogo, ao vê-los fazendo o que fazem e da forma como fazem para ganhar a vida?

- Como devem cuidar da saúde de suas famílias os responsáveis pelo departamento médico de General Severiano?

- Como será o desenvolvimento corporal das proles que vivem sob a tutela dos responsáveis pela preparação física dos jogadores de nosso clube?

- Que tipo de formação moral podem dar a seus descendentes, os dirigentes do Glorioso?

- Como organiza a casa que dá a seus filhos, o técnico do clube da Estrela Solitária? Que tipo de escolhas faz para que tenham as melhores condições de vida e oportunidades, o Sr. Ney Franco da Silveira Júnior?

- Que tipo de legado deixarão ao mundo, através de sua descendência, os responsáveis pela atual situação do Botafogo de Futebol e Regatas?

Feliz Dia dos Pais e saudações alvinegras!

Bois vendados e um tiro pro alto


O jogo de ontem foi um festival de mediocridade de todas as formas, tamanhos e cores.

De pantera Victor Simões não tem nem o pelo. Podia pelo menos botar uma pelúcia preta na cabeça e sair rugindo, pra demonstrar mais empenho na enganação. Perdeu um gol que minha avó faria. Só serve pra jogadas de ponta-esquerda, mas NF não sabe como criar situações táticas e muito menos como aproveitar as particularidades de seus jogadores.

Lúcio Flávio com a braçadeira de capitão é uma piada que vivemos por 2 anos e que foi reeditada ontem. Não importa qual dos dois seja incumbido da função, porque sendo Juninho ou Lúcio Flávio estaremos sempre sem voz de comando.

Alessandro e Batista lutam muito, mas não conseguem acertar um cruzamento sequer. De que adianta tentar? Seria melhor tocar pro lado ou pra trás, do que desperdiçar a posse de bola.

Leandro Guerreiro corre e se esforça muito, mas não tem frieza pra jogar na adversidade, e nesta situação sua visão de jogo fica restringida ao que veem presidiários numa solitária.

Fahel é o segundo pior jogador do campeonato.

Jônatas é a única cabeça que pensa e articula algo de inteligível no meio de campo. Joga futebol de forma lúcida e inteligente. Parece que ainda não teve tempo de desaprender o que sabia, na ilha dos horrores do professor Ney Franco.

Eduardo parecia ter sido vítima de um “boa noite cinderela”.

Wellington pode amanhecer de cabeça pra baixo, porque quem anda com morcego...

Castillo não foi ameaçado. Parece que a sorte estava do seu lado, quando se contundiu.

De Leo Silva nada de bom pode-se esperar, pois erra tudo, mesmo quando acerta.

Tony continua jogando o belo futebol que o fez se destacar no campeonato com juiz e tudo do Aterro.

Flavio, quem diria, pode ser a esperança para o gol. Apesar de começar com o pé esquerdo, voou certinho na bola e sua mão alcançou a última gaveta, no único chute que o obrigou a se esforçar. E no lance do gol quase se recuperou do desvio da bola. Vamos ver se o acaso volta a favorecer o Botafogo.

Elogiei o André Lima pela raça que tem, mas não sabia sobre o seu lado de estrela. Sempre soube que não é um jogador técnico, mas não imaginava que ele conseguiria furar ridiculamente por duas vezes numa mesma partida. Seria bom que alguém explicasse a ele que um herói não é aquele que aproveita uma oportunidade em causa própria, mas sim aquele que supera adversidades em nome de uma causa que pertence a todos. (Auto-ajuda, mas sou eu que estou precisando de alento depois desse desastre).

Ney Franco quer explorar o jogo aéreo, mas seus jogadores não treinam cruzamentos. Quer que seus comandados obedeçam o que é estipulado, mas tem como representante dentro de campo um jogador sem voz de comando. Vê partidas supostamente mais fáceis como uma oportunidade de colocar seus pupilos pra jogar e entrega três pontos de bandeja com Fahel e Leo Silva em campo. Sua equipe parece um estouro de uma boiada de touros vendados. Ney Franco está para o futebol assim como um vírus está para a saúde.

Saudações alvinegras!

sábado, 8 de agosto de 2009

O Botafogo hoje tem que ser o André Lima


Num elenco que prima pela falta de brio, a apatia, e a resignação frente ao fracasso, André Lima é um elemento destoante. Quando ficou de fora da partida contra o time da garoa – por conta de um cartão amarelo injustamente aplicado, numa nítida tendência da arbitragem em facilitar as coisas pro time paulista, coisa recorrente – ele lamentou o fato por entender que era muito importante jogar contra seu ex-clube. Uma clara demonstração de que o sujeito é emotivo e estava mordido por acontecimentos durante sua passagem pelo clube SP do apito.

Se por um lado André Lima é brioso e leva a emoção como um ingrediente para suas atuações, por outro, Ney Franco é fraco também neste aspecto e demonstrou isso repreendendo as declarações do jogador.

Ney Franco não digere uma derrota da mesma forma que André Lima. Para Ney Franco o fracasso desce pela garganta sem a necessidade da ajuda nem mesmo de um copinho d’água, enquanto que para André, nem antiácido, Estomasil, chá verde ou de camomila resolvem. Ele precisa de muito mais que isso pra conseguir purgar um insucesso.

O que falta ao time do Botafogo como um todo é o que André Lima tem de sobra: brio.

É óbvio que a braçadeira de capitão deveria ser envergada por ele, um jogador que tem sangue quente nas veias. Mas como quem dita as regras é um treinador apático que, assim como toda a diretoria do clube, tem sangue de barata, a braçadeira certamente estará nas mãos de um cordial, afável e indolente, Lúcio Flávio.

Torço para que o comportamento de André Lima, Alessandro e Batista contagie os companheiros e o Botafogo entre em campo como deveria fazer qualquer grupo ou indivíduo ao desenvolver qualquer atividade humana: com brio.

Nota: Excelente postagem sobre o mesmo assunto no blog Fogo Eterno.

Quando não é um, é o outro


À toda oportunidade que tem, o péssimo técnico futebolístico, Ney Franco, dá seu jeito de empurrar goela abaixo do torcedor alvinegro um de seus queridos pupilos. Do trio de patetas formado por Emerson, Fahel e Leo Silva, hoje é dia de Emerson.

Na falta de Juninho, o genial estrategista não muda seu esquema de jogar com três zagueiros e acha indispensável a presença na equipe, do pior jogador do campeonato brasileiro, o débil, Emerson.

As debilidades de Emerson são uma fieira de inúmeras cocorocas que, ao final, dão um trabalho enorme para o sistema digestivo da torcida. Dentre elas, segue aí uma dúzia:

1) Se posiciona mal;
2) É fraco fisicamente;
3) Toma decisões equivocadas;
4) Marca mal;
3) Não tem explosão;
4) É inútil no jogo aéreo;
5) Não tem poder de recuperação;
6) Tem um passe ruim;
7) Sai jogando mal;
8) Não tem visão de jogo;
9) Chuta mal;
10) Não tem raça;
11) Fala bobagens;
12) Faz gol contra em decisão.

Sei que relacionei algumas debilidades que são causa ou efeito de outras e ali ainda estão deficiências complementares. Pode ser pura retórica, ou um jeito de formar a dúzia necessária pra que o leitor faça uma analogia aos conhecidos “Doze Trabalhos de Hércules”, para deleite ou lamento neste sábado. Seja lá como for – e se as tintas foram-se aos borbotões – o que interessa é que as insuficiências técnicas, físicas e psicológicas – que configuram o quadro grotesco que Emerson representa para o futebol –, o levariam a desenvolver algum trabalho em outra área das atividades humanas, se não fosse por pessoas que pensam e agem como Ney Franco e que acreditam que este cidadão possa ser considerado um jogador de futebol profissional.

No álbum que Ney Franco criou para os torcedores botafoguenses completarem em 2009, Emerson é uma figura indispensável . Mas se dependesse da torcida, no espaço que ocuparia essa figurinha vestindo a camisa do Botafogo, ficaria um pequeno retângulo vazio. Mas Emerson é figurinha fácil, daquelas que sempre vêm no pacotinho quando você não precisa.

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O acerto é a exceção

O que o Botafogo jogou ontem até ceder o empate foi uma exceção à regra, uma vez que a equipe demonstrou estar taticamente bem montada, ter um meio-de-campo com “pegada” e acertando passes, e criando jogadas claras de ataque, com Lúcio Flávio - cáspite! - fazendo belo gol com chute de fora da área.

Voltando à regra, a equipe montada por Ney Franco nos certifica de que os erros estão aí para ficar e são recorrentes.

Leandro Guerreiro e Eduardo estavam marcando quem, na jogada em que Hugo (postei erradamente, pensando que fosse Borges) cavou o pênalti? Quem prepara o goleiro Castillo, que novamente saiu quando não deveria pra fazer o pênalti bisonho que fez? Foi uma saída idêntica a que fez no jogo passado e que Juninho salvou à frente do gol. Uma dica: Castillo, a estrela que importa é a que está no lindo escudo pregado à camisa que você veste.

Recuso-me a comentar o lance que originou o segundo gol do time da garoa. Eduardo fez a pior partida de sua carreira e nada pode explicar o que aconteceu com esse sujeito na noite de ontem, a não ser o firme propósito de prejudicar o clube. Se a política de apadrinhamento de Emerson, queima de Alex Lopes e a contratação de um zagueiro desconhecido vindo de um clube que vai disputar a série D do campeonato o afetou, dane-se. Um homem digno não faz o que Eduardo fez na noite de ontem. Por mim sairia já e sem retorno. Sobre a jogada como um todo vale a pena dar uma olhada na movimentação ridícula de Leandro Guerreiro, fazendo a cobertura, mas dando o bote pro lado errado. Uma lástima.

Onde o erro é a regra, uma dupla de zagueiros não consegue dar combate a um atacante que está ao seu lado e nem deixá-lo em impedimento. Se são dois zagueiros e usar a linha do impedimento não faz parte do cardápio, por que um não fica na sobra?

Lá no império dos equívocos e da mediocridade comandado por Ney Franco, colocar Jean Coral no lugar de um meio-campista soa como ideia brilhante. Mas de volta ao mundo de seres capazes de distinguir um dromedário de uma pulga, escalar Jean Coral pra uma partida do Campeonato Brasileiro, contratá-lo ou mesmo considerá-lo um jogador de futebol profissional, serão sempre erros grotescos e imperdoáveis.

É preciso comentar que quando as coisas não vão bem Lúcio Flávio some?

É preciso comentar sobre o porquê de Renato se contundir depois de dar um “pique” aos trancos e barrancos pra tentar ganhar um lance?

É preciso comentar que Laio ou o fraquinho toda vida, Tony, não estavam relacionados, preteridos para dar lugar a um dos piores jogadores do campeonato, Jean Coral?

É preciso comentar que Ney Franco é o pior treinador da competição?

É preciso comentar que a diretoria considera o pior treinador da competição o melhor para o Botafogo?

Lógico que é preciso comentar sobre estas coisas, mas certamente alguém já o fez no mundo dos blogs botafoguenses e não vou repetir o que já está feito.

Quem adota a repetição como método é a diretoria, o departamento médico, a comissão técnica, ou seja, todos os que colaboram para a efetivação do erro como regra absoluta e inabalável em General Severiano.

Saudações alvinegras!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Herr Maicosuel


Sei que a curiosidade a respeito do destino do craque Maicosuel é grande e não é só minha. Pois bem, encontrei no Youtube o compacto da partida de estreia do melhor jogador do Campeonato Carioca de 2009.

Na reportagem do globoesporte.com, Maicosuel declarou o seguinte: “Minha adaptação está sendo boa e o entrosamento com os companheiros melhora a cada dia.” Pode até ser, mas pelo que vi nas imagens seu futebol não estava alegre e ousado como o que conhecemos e ele não comemorou o belo gol que marcou. Sejam lá quais foram as razões que o levaram a isso, torço pra que tenha sucesso em seu novo time e continue honrando a camisa de número sete, que foi a que deram muito oportunamente a ele.

Observem a timidez com que devolveu uma bola que recebeu na entrada da área, em uma situação que poderia facilmente ter resolvido ele mesmo a questão.

Antes mesmo de seu gol, numa jogada ensaiada, deu um chute que tinha endereço certo e que foi desviado por um companheiro de time, quase na linha do gol.

O locutor pareceu entusasmado com a chegada do craque à Bundesliga (meu progresso no idioma alemão anda de vento em popa!).

Ah, e ele ainda chupa o dedinho na comemoração.

Preparem o alemão.

Saudações alvinegras!

(Neste compacto está incluído chute certeiro do craque, em jogada ensaiada)

domingo, 2 de agosto de 2009

O dia em que chutão pra frente ganhar jogo chegar chegou e foi ontem


“Botafogo vence o Alphaville, soma três pontos e não depende de resultado algum para começar a semana fora da zona de rebaixamento.”


Ótima notícia, fato inquestionável, mas não revela o que de mais importante aconteceu no jogo contra o time de Alphaville.

É óbvio dizer que ganhar três pontos é boa coisa, não sou derrotista. Mas o que de mais importante o jogo de ontem representa, é o fato de ter se tornado a prova mais clara e incontestável, até o momento, de que o técnico Ney Franco é um profissional medíocre. Um treinador que tem em mãos Wellington, Juninho, Eduardo, Leandro Guerreiro, Lúcio Flávio e Batista não pode alegar que a falta de jogadores tecnicamente capacitados o fez adotar o chutão pra frente como a melhor alternativa para o time sair do campo de defesa para o de ataque.

Um dos fatos que sustentam a tese de que o chutão pra frente é a regra e não uma exceção circunstancial dentro da estratégia futebolística de Ney Franco, é a percepção clara de que até o goleiro Castillo foi orientado a dar uma porrada na bola, assim que a tivesse sob seu controle, presumivelmente na direção de uma área do campo em que Victor Simões estaria colocado – e obviamente marcado –, na suposta intenção de que o jogador consiga se livrar do marcador pra iniciar uma jogada de ataque.

Esse dispositivo está para o futebol como a clave de madeira está para o Homem. Assim jogávamos eu e meus colegas quando tínhamos entre 6 e 8 anos de idade, mas aos 10 essa prática já havia sido definitivamente abolida. As equipes dirigidas por Ney Franco são orientadas a jogar como se fossem formadas por indivíduos pré-púberes.

Do outro lado tínhamos um termo de comparação. Uma equipe que, ao contrário do que se via do lado botafoguense, demonstrava ter um sistema tático definido e eficiente, e que perdeu o jogo por conta do acaso, num dos poucos lampejos de brilho individual de três jogadores do Botafogo.

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O gol do time de Alphaville foi idêntico ao que deu o empate ao Coxa. A defesa estava toda na mesma linha da bola, não tendo absolutamente ninguém cobrindo o centro da área, pra uma eventual chegada de um homem de trás. Só que desta vez não veio um “homem de trás”, porque o sujeito que fez o gol ficou plantado na entrada da área, isolado do mundo, como uma estátua no centro de uma praça. Revendo o lance, fica clara a falta coordenação defensiva, pois três jogadores tentam deter Fernandinho e um deles, Alessandro, ao invés de marcar o sujeito que fez o gol, se dirige inutilmente em direção à jogada de origem. E falta inteligência aos jogadores do Botafogo, pois Batista está dentro da área, mas se movimenta inexplicavelmente em direção contrária ao espaço em que se davam as ações, como se estivesse se deslocando no campo de ataque. Fernandinho produziu uma réplica da jogada que Juan fez em cima de Leandro Guerreiro, no lance que resultou em gol de Obina, na final do Carioca do ano passado.

Se o acaso fosse um sistema, eu começaria a torcer pro Botafogo jogar sempre mal. Porque no jogo de ontem o Botafogo conseguiu o melhor resultado, jogando da pior forma possível.

Notas biribenses:

Castillo: Fez duas ótimas defesas, mas novamente teve um surto de exibicionismo numa saída de bola. Saiu pessimamente em lance que Eduardo foi batido por um adversário e Juninho salvou na posição em que o goleiro deveria estar. E saiu mal no lance do gol. Nota: 6

Wellington: Quando estava marcando Fernandinho, o excelente atacante pouco produziu. Boas saídas de bola. Não se antecipou para fazer a cobertura de Leandro Guerreiro no lance que deu origem ao gol barueriense e foi envolvido pelo atacante numa jogada no segundo tempo, embora lhe faltasse, indesculpavelmente, um companheiro para lhe dar cobertura. Nota: 7

Juninho: No mano a mano pode esquecer. É mal aproveitado, pois o time não cria situações em que ele possa finalizar com a bola rolando, o que aconteceu somente uma vez durante toda a partida. Uma pena que o time também não seja orientado e treinado para cavar faltas no campo de ataque. Nota: 5

Eduardo: Quando joga sério é muito eficiente na defesa e sobe muito bem para o ataque. Num único lance foi batido por um adversário, resultando em perigo de gol. Nota: 6

Alessandro: A disposição de sempre, sem o bom desempenho das quatro últimas partidas. Nota: 4

Leandro Guerreiro: Três chutes bisonhos a gol. Se não treina este fundamento, que não o aplique. Sacrificado por um esquema com somente um volante e um vácuo entre a defesa e o ataque. A não antecipação no lance que resultou no gol da equipe adversária comprometeu muito sua atuação. Nota 4

Batista: Muita disposição e muitos cruzamentos risíveis. No lance do gol do time de Alphaville parecia mais um atacante adversário procurando um espaço para ser lançado, que um defensor propriamente dito. Deveria ser aproveitado como segundo volante. Nota: 5

Lúcio Flávio: Dois petelecos e um chute razoável ao gol. Não conseguiu ainda ser o meio-campista articulador que foi no passado. Nota: 4

Renato: Mesmo com a implicância que tenho com esse emérito atleticano, acho que pode ser aproveitado. Nota: 4

Victor Simões: Dominar e proteger a bola parecem um suplício. Já ironizei uma declaração sua em que dizia ser um ponta. Quebrei a cara, porque ele é realmente um bom ponta-esquerda. Fez excelente jogada de flanco que quase resultou em gol. Nota: 5

Reinaldo: Errou quase tudo o que tentou, saindo com bola e tudo pela lateral por duas vezes. Sua redenção veio com a jogada que resultou no gol da vitória: Nota 6

Thiaguinho: Entrou com a disposição de sempre, porém perdidão, o que demonstrou estar em sintonia com uma equipe desnorteada. Nota: 5

Jônatas: A lucidez com que criou a jogada do gol faria dele titular absoluto no lugar de Renato, mas o treinador chama-se Ney Franco. Nota 7

André Lima: O nome do jogo. O torcedor não nota, mas os zagueiros adversários notam. Quando precisamos dele, lá está André Lima fazendo os gols com a marca do artilheiro. A melhor contratação do ano. Disse que foi abençoado. Abençoado seja! Nota: 9

Ney Franco: A defesa não usa a regra do impedimento. A recomposição defensiva é lenta. A proteção da área é feita por um homem apenas. Existe um vácuo entre a meia lua e o círculo central, fazendo com que a maioria dos rebotes fique nos pés dos adversários. O meio de campo não consegue trocar passes e manter a posse de bola. Os fundamentos básicos aparentemente não são treinados: os jogadores cruzam mal, chutam mal, dominam mal a bola e o passe é uma lástima. A equipe não tem jogadas de linha de fundo e o “chuveirinho” é praticado de antes da linha da área adversária, senão de frente pra ela. A substituição de Alessandro por Thiaguinho foi um jogo de escravos de Jó. Não substituir André Lima e promover as entradas de Reinaldo e Jônatas foram seus únicos acertos. Seja por sorte, acaso ou intervenção divina isso influenciou no resultado. Nota: 1

Homo Erectus: A Evolução

- Por mim o campeonato acabava agora.
- Tá maluco, Biriba! A gente ganhou o jogo.
- Foi sorte.
- Mas a sorte não conta?
- A única sorte que conta, é a sorte de campeão.
- E o que que é sorte de campeão?
- É ter Túlio e Wágner no mesmo time.
- Você vive do passado, não tá vendo a evolução do time?
- Depois do jogo de ontem, a evolução do time é que virou coisa do passado.
- Mas não salva nada?
- Dá a 7, a 8, a 10 e a 11 pro Castillo, pro Wellington, pro Juninho e pro Eduardo e pede pra salvar.
- E a 9?
- O André Lima vai jogar sem camisa?

Saudações alvinegras!

(Imagens: PFC)

sábado, 1 de agosto de 2009

Deixem o artilheiro em paz


Ontem pela manhã ouvi na Rádio CBN que o técnico Ney Franco declarou que o culpado pelos 2 gols do Coritiba teria sido o zagueiro Juninho. O repórter comentou que não era do feitio do treinador revelar publicamente os autores de falhas individuais, o que é a mais pura verdade, uma vez que Ney Franco possui comportamento dissimulado, do qual é difícil extrair-se as reais intenções escondidas por detrás de suas declarações aparentemente pontuais, porém evasivas.

Não sou fã do Juninho. Mas já faz algum tempo que ando mudando a forma que vejo este jogador. Juninho merece uma defesa, apesar de uma “defesa” não merecer um Juninho.

(Vários companheiros de conversas em botequins sobre futebol acham um absurdo eu passar a elogiar alguém depois de ter metido o pau no sujeito. Mas essa intransigência intelectual faz parte do mundo e não vou ficar aqui reclamando da vida).

Dentre seus defeitos, o que mais me irritava – e ainda está lá, dando sinais de sobrevida – é a falta de brio, que considero a pedra fundamental de sustentação de um jogador de futebol. Outra é a vaidade, que dentro de campo se configura no que é chamado, no idioma do futebol, de “máscara”. A falta de raça e humildade de Juninho me irritam mais que bicicleta em calçada e buzina em sinal fechado. O que Alessandro tem de sobra, Juninho não tem de berço.

Mas são qualidades negativas que podem ser revertidas ou atenuadas, e percebo que ele vem apresentando uma “melhora” gradativa, demonstrando um comportamento bem diferente do que tinha no passado, quando essas fraquezas de caráter eram gritantes.

Já outras deficiências suas são de ordem diferente, uma vez que seu corpo o restringe a ser o que é. Seu físico só lhe permite ser um indivíduo sem “explosão”, lento, com pouca impulsão e débil em situações de impacto. Disso Juninho não tem como escapar: é da sua natureza. Um homem não pode ser condenado por algo pelo qual não é responsável.

O que interessa é que Juninho mudou. Ao se dedicar a praticar um futebol bem mais aguerrido e de parar de ficar desnecessariamente enfeitando jogadas, suas aptidões naturais começaram a se destacar, numa evolução vertiginosa. O bom toque e a saída de bola, a aproximação do ataque e o chute violento e certeiro vêm se tornando cada vez mais elementos essenciais para a melhora de seu rendimento individual e da equipe, além de cruciais para o resultado das partidas.

Então vão dizer: “Mas ele também é decisivo quando ‘entrega o ouro’ na hora H.”

Sim, concordo e é a partir dessa constatação que faço minha defesa.

Já que Juninho é reconhecidamente lento e não tem a explosão necessária para situações de mano a mano, não tem a impulsão e o vigor físico necessários a jogadas aéreas e de impacto, este jogador deveria desempenhar funções que não sejam decisivas para o bom rendimento do setor defensivo. Se Juninho tem um bom passe, se aproxima bem dos atacantes e tem um chute fulminante, ele deveria ter a incumbência de participar de jogadas de armação, de articulações de ataque e finalização. Um típico líbero.

Mas o técnico do Botafogo tem outra visão da realidade. Ao invés de aproveitar as aptidões individuais de cada jogador, ele monta seu time com um violinista tocando tímpano e um trombonista se esforçando ao oboé. Ele posiciona Juninho de forma a deixá-lo em situações e posições defensivas decisivas. Insiste em incumbir da marcação individual de adversários o zagueiro Wellington, um sujeito muito mais afeito ao combate final, fazendo com que saia da área de defesa – chegando por vezes ao campo do adversário, “colado” a um determinado jogador – e deixando Juninho no mano a mano, ou seja, expondo o sistema defensivo aos ataques adversários. Isso não é culpa de Juninho.

A falha de Juninho no primeiro gol do Coritiba pode lhe ser atribuída por estar numa posição em que dava condição de jogo ao adversário, sem estar marcando absolutamente ninguém. Mas isso é uma falha individual do jogador ou é uma deficiência no treinamento de situações defensivas? Quantos gols o Botafogo já não cedeu por falta de coordenação da linha de impedimento? Ou melhor, vocês já viram a defesa do Botafogo fazer claramente uso da tal linha de impedimento?

A “explicação” de Ney Franco para a segunda falha de Juninho é peça a ser reunida às maiores idiotices futebolísticas de todos os tempos, para que seja jogada na cratera de um vulcão ativo, e junto com seu autor. Já foi comentada no Cantinho Botafoguense e me limito a fazer um complemento.

Fala de Ney Franco: “Tínhamos uma falta a nosso favor. Não sei se era necessário o Juninho ir lá cobrar. Ele poderia ter ficado mais atrás. Não podemos tomar gols assim.”

Minha fala: A partida estava aos 44 minutos do segundo tempo. O Botafogo ganhava por 2 x 1. Sendo ou não uma boa decisão de Juninho ir cobrar uma falta a essa altura do jogo e com o placar a favor, o que as imagens do gol coritibano mostram é um quadro final composto por 5 jogadores do Botafogo e 5 do Coritiba dentro da área (fora o goleiro). Estão lá: Juninho dando o primeiro combate (imagem que contradiz a fala de Ney Franco); Fahel chegando atrasado na cobertura e dando as costas pro cruzamento (tinha acabado de entrar, esse inútil!); Eduardo fechando o setor por onde entrava um adversário; Wellington perdendo contato com o Batata; Alessandro no seu setor marcando um adversário; e Lúcio Flávio não acompanhando o cara que fez o gol (não conta pq nem entrou na área). O que estavam fazendo aos 44 minutos do segundo tempo os outros QUATRO jogadores da equipe montada, treinada e supostamente orientada por Ney Franco? Onde estavam Batista, Renato, Reinaldo e Victor Simões, que não saíram na foto do gol que tirou 2 pontos das mãos do Botafogo?

Se é pra culpar alguém, esse alguém chama-se Ney Franco.

Saudações alvinegras!