domingo, 26 de julho de 2009

Além dos três pontos

É triste concordar com Ney Franco, mas não posso fazer coisa diferente do que dizer que o Botafogo fez sua melhor partida no Brasileirão, na noite deste sábado. Todas as melhoras que o Biriba pedia aqui nesta casinha, e que também eram ansiadas pelos blogueiros afins e torcedores descontentes com a temporada de atuações bisonhas do time, aconteceram em gradações diferentes, mas em todos os aspectos que a equipe se mostrava deficiente.

O mesmo já havia ocorrido nos primeiros 20 minutos do jogo contra o time dos Aflitos, esquema que foi desmontado a partir do primeiro gol, quando o técnico Ney Franco inexplicavelmente optou por recuar a equipe, num jogo em que tínhamos o adversário sob total domínio.


Das melhoras que a torcida tanto esperava ver, e que aconteceram em grande medida na noite de ontem, considero as decisões de Ney Franco o componente que menos evoluiu e que o Botafogo ainda tem de pior no momento. Quando o time sai em vantagem e demonstra maior volume de jogo que o adversário – como nos jogos contra o time da Gávea e o dos Aflitos, dentre tantos outros, por exemplo –, o treinador cisma em recuar a equipe, criando uma espécie de treino de ataque contra defesa, que geralmente resulta na perda de pontos preciosos. Na noite de ontem, o treinador rubro, quer dizer, alvinegro demonstrou ter tido uma certa melhora deste “quadro obsessivo", mas não está de todo curado. Outro problema é sua deficiência em analisar taticamente o jogo, o que o levou a enfrentar dificuldades no segundo tempo, quando não soube ajustar a equipe à mudança de esquema tático do adversário. Suas substituições, como sempre, me pareceram absurdas. Mas, para nossa alegria, Ney Franco acabou dando sorte no final.


Mesmo apresentando algum avanço, a preparação física ainda parece ser o segundo ponto mais fraco do time, perdendo apenas para a inépcia do treinador. Na metade do segundo tempo das partidas a equipe perde o controle do meio de campo e ainda teve, neste jogo no Engenhão, um jovem de 21 anos de idade sofrendo com câimbras.


Ainda que a dupla de ataque não consiga demonstrar bom entrosamento entre si e uma envolvente troca de passes com os jogadores que chegam de trás, a parte ofensiva pôde contar, na noite de ontem, com jogadas de linha de fundo e com a exploração da função de pivô. Se intensificarem o treinamento de cruzamentos à área e da aproximação dos meio-campistas – em especial as escoradas do pivô para finalizações de Juninho –, o time pode evoluir ainda mais neste setor.

O meio de campo finalmente apresentou alguma articulação, errou menos passes, chegou relativamente bem ao ataque, criou jogadas pelas laterais e melhorou muito com a presença de Leandro Guerreiro e Batista – este pela lateral – e, principalmente, com a ausência de Fahel e Leo Silva. Lúcio Flávio não reencontra seu futebol e os torcedores ficam procurando por ambos em campo. E não adianta o Renato escorar de cabeça, dar carrinho, fazer gol e o escambau, que ele nunca vai me convencer de que tenha o direito de vestir a camisa do Botafogo, seja no banco de reservas, em casa, na boate ou no supermercado e muito menos que possa ser titular do time. Mesmo com os incuráveis chutões, o meio de campo melhorou muito.

Apesar de Juninho e Eduardo terem ficado imperdoavelmente congelados à espera da marcação de um impedimento no segundo gol do time adversário, a defesa esteve bem postada e parecia saber o que fazer para anular as jogadas de ataque do time Colorado. Destaque para o zagueiro Wellington, que se mostrou seguro no mano a mano e excelente nas saídas de bola. Eduardo demonstra que quando é escalado na zaga joga com mais seriedade e, por incrível que pareça, faz as melhores jogadas típicas de uma meia-atacante. Juninho, quando em boa companhia não chega a atuar de maneira medíocre como defensor e evidentemente é o melhor cobrador de faltas de longa e média distância desde a aposentadoria de Nelinho – acho que deveria jogar como líbero, chegando com muito mais frequência ao ataque e nunca ser deixado no mano a mano como último homem.

Mas o grande destaque da noite foi o espírito de luta com que o Botafogo jogou os 90 minutos. Desde que a bola começou a rolar, todos pareciam estar calçando a boa e velha chuteira preta e brigaram até o último minuto, honrando a camisa que vestiam.

Parabéns!


(Imagens: PFC)

Wellington não é titular porque...

(Primeiro gol do Botafogo. Foto: Marcio Alves - jornal O Globo)

Não sei. Assim como vocês, também não sei o porquê desse cara não ser o titular na zaga.

No meu entender foi o destaque do jogo pelo bom nível e regularidade na marcação e saídas de bola; pela frieza, simplicidade e categoria com que concluiu para o gol – coisa que Victor Simões ontem, por contraste, provou definitivamente não ter nenhuma destas qualidades – e, mais uma vez, pela frieza, simplicidade e categoria com que colocou André Lima na cara do gol, em lance de gol mal anulado.

Se as atuações que teve nos dois últimos jogos não fizerem de Wellington titular absoluto da posição, fica provada a tese de que Ney Franco e Emerson têm algum tipo de acordo extracampo, que dá a este último a titularidade inabalável e sem mérito algum para tanto.

w w w

Uma perguntinha: Por que podemos encontrar imagens e declarações de Alessandro, André Lima, Juninho, Leandro Guerreiro e Ney Franco na imprensa online e nada do Wellington?

Já que não encontrei na internet nenhuma imagem ou declaração do zagueiro relacionadas a esta última partida, aí vai mais uma outra foto do jogador – que provou não ser apenas uma promessa –, junto a uma declaração sua ao Globoesporte.com, em 29/1/2008:

"Estou achando bom o interesse. Se eu for, vou ficar muito feliz. No Cruzeiro, a concorrência está complicada. Eu acho que tenho mais chances de jogar indo para o Botafogo."

Putz, o Wellington não sabia a roubada em que estava se metendo.


Biriba encucado

- Será que o blog tava dando azar, Luís?
- A gente estreou com o 4 x 0 no time da Colina.
- E a eliminação contra o Americano?
- A culpa foi da trave.
- Mas e a final da Taça Rio?
- A gente não foi a almoço brindar com adversário antes de jogo.
- E a primeira partida da final?
- Tem juiz de futebol aqui?
- E o segundo jogo?
- Eu bati algum pênalti?
- Então tá. Continua escrevendo aí, que a gente não tem nada a ver com a má fase.

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Fora do ar


Peço desculpas aos amigos visitantes, pelo fato do blog ter de ficar temporariamente fora de atividade, assim como Teco, Michael e, "Deus seja louvado!", Fahel, o Rei dos Nulos. Voltaremos em breve.

Saudações alvinegras!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Mesmo x Mesmo

O Botafogo amargou mais um empate nos minutos finais de uma partida contra seu atual arquirrival, o time da Gávea. Não soube administrar o resultado e deixou sua torcida sem o sabor da vitória em mais um jogo em que a equipe, apesar do espírito de luta, demonstra que é mal treinada e não tem preparo físico para manter o mesmo ritmo de jogo a partir da metade do segundo tempo das partidas.

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"Um bom time começa com um bom goleiro" é um clichê futebolístico que bem se aplica ao que vem acontecendo ao Botafogo nos últimos tempos. Por 3 anos os goleiros continuam sendo o detalhe decisivo dos jogos contra o time da Gávea. Mesmo não cometendo falta, Castillo saiu de maneira ridícula e irresponsável no lance que deu origem ao primeiro gol adversário. Um goleiro experiente não poderia ter tido decisão tão histriônica e exibicionista. E não me convenço de que o segundo gol saiu de chute indefensável e nem o primeiro – uma cabeçada da marca do pênalti. Como me disse um amigo, o Castillo tem braços curtos, "braços de tartaruga". Duvido que do outro lado essas bolas entrassem.

Mas não posso considerar Castillo o culpado pela derrota – pra mim, esse é o gosto que fica –, pois não faltaram erros durante a partida e que levaram o Botafogo a amargar mais um mau resultado no Brasileirão.

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Com a saída por contusão de Emerson – e que Deus se manifeste operando um milagre para que este traste fique de fora indefinidamente – o embuste travestido de técnico de futebol, Ney Franco, inventa mais uma de suas excrescências futebolísticas e ao invés de colocar um zagueiro no lugar de outro, lança um meia, recuando Leandro Guerreiro para a zaga.

Se não fosse o suficiente, ainda deixa a cargo do próprio Leandro Guerreiro a função de marcar Adriano, um notório bom cabeceador corpulento, sendo que Leandro Guerreiro é jogador de antecipação e sobra (por mais esquisito que isso possa parecer, é assim que ele rende. Nunca no mano a mano, vide gol de Renato Augusto em 2007 e de Obina em 2008).

Não deu outra, depois do Botafogo sair na frente através da única jogada clara de ataque que possui – cobrança de faltas por Juninho –, onde Alessandro em impedimento aproveita o rebote, lá está Leandro Guerreiro, estático a observar Adriano treinar cabeceadas em pleno Maracanã. Vale ressaltar que o Botafogo já havia tido um gol mal anulado, na única boa trama de ataque do jogo entre Victor Simões e André Lima.

No segundo tempo, embora desorganizado, o Botafogo estava melhor em campo que o adversário. Chegou ao segundo gol através de uma cobrança de escanteio e, numa falha da defesa vermelhopretista, o irregular, Renato, marcou de cabeça.

Quando o Botafogo começou a perder o controle do meio de campo por falta de preparo físico e inépcia individual, Ney Franco teve outra oportunidade de criar mais uma de suas aberrações futebolísticas e substituiu um meia por um atacante fora de forma. Ou seja, não ganhou poder ofensivo e nem de marcação.

Inexplicavelmente, ao invés de orientar sua equipe para congestionar o meio de campo e tocar a bola com tranquilidade e inteligência no intuito de garantir o resultado, Ney Franco lançou o time para jogar no contra-ataque. O resultado disto foram contra-ataques desperdiçados – por não contarem com jogadas bem treinadas ou por deficiências individuais –, num momento do jogo em que não precisávamos nos valer deste expediente.

Numa destas investidas perdemos a bola no campo de ataque e deu no que deu.

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Notas.

Emerson: Saiu aos 12 do primeiro tempo, mas se continuasse em campo seria pior: nota zero

Lúcio Flávio: Uma nulidade na criação, uma nulidade no combate, uma nulidade na cobrança de faltas. Por soberba, vaidade, falta de virilidade, burrice ou tudo isso junto tentou proteger uma bola que era pra ser chutada de qualquer forma, na jogada que resultou no gol de empate: nota zero

Castillo: Não tinha nada que sair da área no lance que originou o primeiro gol. Se fosse um grande goleiro não sofreríamos nenhum dos dois gols: nota 3

Thiaguinho: Muita luta e poucos resultados: nota 4

Leandro Guerreiro: Não se pode esperar de Leandro Guerreiro que marque Adriano com eficiência. Na verdade, Leandro Guerreiro não é um bom marcador. Destaca-se pelo já conhecido espírito de luta, antecipação e boa colocação: nota 4

Eduardo: Algumas firulas, mas nada que comprometesse a defesa: nota 5

André Lima: Fez um golaço que foi mal anulado. Assim como acontecia com Victor Simões antes de sua contratação, a bola não chega a área e pouca ou nenhuma jogada de fundo é criada, pra que sua especialidade – o jogo aéreo – seja melhor explorada: nota 5

Juninho: O de sempre. Bate faltas como ninguém e teve a sorte de não ficar no mano a mano com nenhum dos atacantes adversários. Inexplicavelmente aceitou mais uma vez que outro jogador cobrasse uma falta em seu luga: nota 6

Batista: Mal posicionado – por culpa do treinador –, sua aproximação do ataque é inconsequente. O espírito de luta é um destaque em todos os jogos: nota 6

Victor Simões: Muita disposição e poucos resultados: nota 6

Renato: Por incrível que pareça, o atleticano, Renato, foi razoavelmente bem enquanto durou. Criou boa oportunidade para conclusão de Victor Simões e de duas boas cabeceadas, uma entrou. Pela declaração infeliz que fez ao torcedor alvinegro numa noitada em BH, perde um ponto: nota 6

Alessandro: O incontestável espírito de luta com que veste a camisa alvinegra e a pancada sensacional que estufou a rede no lance de seu gol fazem dele o destaque alvinegro. Vejam a que ponto chegamos: nota 8

Wellington: Pouco pôde demonstrar, mas parece ser um zagueiro seguro e que joga sério: sem nota

Reinaldo: Fora de forma, entrou num equívoco do treinador: sem nota

Ney Franco: Suas equipes são mal escaladas, o esquema tático, quando definido, se mostra equivocado. Colocou o time pra jogar no contra-ataque quando não deveria. Os jogadores são mal posicionados, substitui mal. Em suma, sua preparação técnica e suas decisões durante a partida são um fiasco: nota zero

Péricles Bassols: Marcou uma falta inexistente de Victor Simões, anulando um gol legítimo. Seu auxiliar auxiliou o Botafogo não assinalando impedimento de Alessandro, fazendo justiça pela anulação do gol legítimo. Inventou uma falta de Castillo no lance que originou o primeiro gol do time da Gávea. Não marcou pênalti em Reinaldo: nota zero

Saudações alvinegras!

(Imagens: PFC)

domingo, 19 de julho de 2009

Domingo é dia de batalha campal


Os jogadores do Botafogo jogaram no sábado passado e só começaram os treinamentos na quarta-feira, quatro dias após a partida, o que serve para redimir qualquer deficiência técnica ou física que apresentem no jogo de hoje. Se jogarem mal, não se pode atribuir a eles a culpa por isso. Se forem bem, também não há como afirmar que foi devido aos extenuantes três dias dedicados a treinos.

z z z

Apesar da má preparação técnica e física, do retrospecto dos últimos anos a nosso desfavor e do tempinho feio toda a vida que está fazendo no dia de hoje, estou confiante que o Botafogo fará bela figura esta noite. Não sei porquê e nem quero saber, mas acho que o time vai crescer em campo e jogar a melhor partida do ano, sem Maicosuel.

Falo no Sr. Maicosuel, porque em 2009 existe um Botafogo “com” e outro “sem” Maicosuel. Que seja hoje o dia de mostrar o quê pode um Botafogo sem Maicosuel. Torço para que os jogadores esqueçam tudo o que o técnico incapaz, Ney Franco, “treinou” durante a semana pagã de três dias e joguem como se fosse o jogo mais importante de suas vidas.

Que vença o melhor. E o melhor é o Botafogo.


Dupla de araque


A dupla de zagueiros do Botafogo deixa Eduardo como coadjuvante. Isso porque Eduardo não tem bom desempenho em papéis humorísticos. A dupla de comediantes pensa em como marcar o Adriano e se esquece que eles têm um outro Emerson, um nome próprio que adora fazer gols no Botafogo.

Declarações

Victor Simões (Jornal dos Sports.com, 18/7/2009): “Vou tentar coisas diferentes. De repente bater de direita, que ninguém espera.”

- Isso, meu filho. Tente de todo jeito. Bate de direita, de esquerda... Faz o que quiser, mas bota essa bola pra dentro. Papai não vai te reprimir.
- Pô, Biriba, o pai dele não é o Eduardo Uran?
- Fala baixo. Vai que ele desobedece o cara e joga que nem homem...

Thiaguinho (Jornal dos Sports.com, 17/7/2009): “Quando o clima está gostoso e torcida comparece dá uma motivação a mais. Sempre é bom tê-los ao nosso lado. Dá aquele gás a mais quando estamos cansados.”

- Putz... Tá nublado e o cara falou de clima gostoso. Tá legal não...
- Aí, Biriba, tu é o maior pessimista, cara!
- É, mas ele tem 24 anos e falou de cansaço também.
- Tá...

Leandro Guerreiro (UOL Esporte, 17/7/2009): “Em relação ao Adriano, não podemos dar espaço para ele. Trata-se de um jogador que se utiliza da sua força e habilidade para livrar-se da marcação. Não podemos deixar um espaço mínimo porque senão ele decide a partida.”

- É só não fazer do jeito que você fez com o Renato Augusto em 2007 e com o Juan em 2008.
- Biriba, você cisma em pegar no pé do cara, hein?
- Quem tem que pegar no pé dos caras é ele.

Juninho (Jornal dos Sports,com, 18/7/2009): “Um clima de revanche será pior para nós. Se ficarmos com esse pensamento, vamos entrar em campo afobados e desarrumados. Temos que ter calma, ou então vai ser mais fácil para eles.”


- Se entrar em campo com uma faca entre os dentes, tudo bem comigo.
- Que violência, cara!
- Violência sofro eu quando vejo um jogador profissional jogando como se estivesse na praia batendo peteca com as crianças.

Emerson...

- Corta esse cara, que aqui ele não vai falar droga nenhuma!
- Que implicância...
- É ele que implica com o Botafogo e faz gol-contra.

Ney Franco (Jornal dos Sports.com, 17/7/2009): “O Adriano preocupa qualquer defesa, mas não assusta. Essa é uma palavra muito forte para ser usada com qualquer jogador. É claro que um atleta de seleção brasileira como ele requer uma atenção especial, mas não nos assusta.”


- Não assusta ele, esse dublê de técnico de futebol!
- Você acha que o Adriano assusta?
- Eu tô falando do Emerson.
- Qual dos dois?
- O que assusta, pô!

Ney Franco (UOL Esportes, 18/7/2009): “Será um jogo equilibrado. Nós escutamos a toda hora que esse é o clássico mais difícil do futebol carioca. Estamos dentro do processo e vamos cobrar uma postura séria no jogo. Sabemos que o compromisso será difícil e, por isso, precisaremos lutar muito se quisermos deixar o campo com a vitória.”

- Ih, os caras não jogaram à sério até agora?
- Não deturpa, Biriba.
- Foi o que ele disse.
- Você se esqueceu de falar que ele também disse que precisaremos lutar muito pra ganhar.
- Ah, tá... Não vou falar o que eu penso desse cara, porque o blog é família.

Castillo (Rádio Brasil, 16/7/2009): “É normal a nossa torcida não comparecer tanto nas partidas contra o Flamengo. O torcedor nos apoia sim, mas vai ao estádio em maior número em partidas contra o Vasco e Fluminense, por exemplo. Mas acredito na força deles no domingo.”


- O uruguaio tá no Brasil há dois anos e já tá sabendo da boa fama da torcida da Gávea.
- Que fama?
- A fama de ordeiros e cordiais.
- Você é muito debochado e desconfiado, cara.
- Debocho de quem eu quiser e só confio no Castillo.

“André Lima dá show em coletivo é garante vaga no time titular.” (Jornal dos Sports.com, 17/7/2009)


- Salve, André!
- Agora, sim, Biriba. Senti firmeza.
- Ah, pega lá uma cerveja, que já passou da hora do almoço. Avante!

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Pausa temporária


Biriba agradece a presença de todos e me pediu que informasse aos senhores e senhoras, que estaremos de volta no fim de semana.

A fotografia também é um link com uma surpresinha conhecida de todos, mas que sempre vale a pena rever e relembrar.

Saudações alvinegras!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Passatempo

(Clique na imagem para jogas damas com um robô)

O porta-voz


(Imagem: franciscobezerra.wordpress)

Emerson, O Brutus de Ipatinga, comenta a atuação do Botafogo contra o Avaí:

“Contra o Atlético Mineiro também tivemos uma boa atuação. Sabemos que temos potencial para jogar dessa forma, agora o objetivo é tentar desempenhar esse padrão de jogo sempre.” (Lancenet, 13/7/2009).

O zigue-zagueiro das decisões equivocadas poderia ter ressaltado o espírito de luta, o empenho, ou as faltas cobradas por Juninho. Mas ele falou em “padrão de jogo”, o que certamente a atual equipe do Botafogo não tem. É um personagem irônico, cínico, tolo e equivocado ou somos nós os idiotas? Certamente nós não somos idiotas.

As aparências que não enganam

Comentando sobre o fato da partida contra o Cruzeiro ter sido adiada para a próxima semana, Ney Franco diz: “Este é o lado negativo, pois a rodada começa e temos a certeza que não pontuaremos, assim como o Cruzeiro. Já os adversários têm a chance de pontuar.” (Fala de Ney Franco, UOL Esporte, 12/7/2009).

Suponho que ele esteja se referindo ao fato de ficarmos uma rodada atrás dos demais clubes por quase um mês e meio, o que pode representar uma menor pontuação e desvantagem temporária na tabela. Não é mentira. Mas o lamento só faz sentido, se tratarmos o mundo como um universo de aparências, o que não leva a nada.

Mas é de aparências ou supostas verdades que vive o treinador e a atual diretoria do Botafogo. Uns fingem que treinam, outros fingem que administram, e ainda há aqueles que tentam simular serem jogadores de futebol profissional. Uns fazem declarações fantasiosas, outros dizem coisas esdrúxulas e o resto dos porta-vozes faz coro.

Jornalismo Fashion Week


“Uniforme do Botafogo é eleito o segundo mais bonito do futebol carioca” (Título de matéria do Jornal dos Sports.com, 13/7/2009)

“O Jornal dos Sports realizou uma enquete perguntando qual das novas camisas era a mais bonita e se os torcedores preferiam os modelos antigos. Com 40,43% dos votos o novo uniforme do Flamengo foi eleito o mais bonito. Em segundo lugar, com 24,66%, ficou o Botafogo.”

Sugiro que o referido jornal faça enquete semelhante, porém perguntando aos cidadãos da Ásia, qual a bandeira mais bonita do continente. Doaria de bom grado minha frota de Rolls-Royces ao Congresso Nacional, se Singapura vencesse a China, mesmo que por uma diferença de um traço percentual.

Meu povo! Não confesso, mas não entendi nada

(Benito Mussolini)

Sobre o jogo contra o time da Gávea, Ney Franco fala com eloquência e desenvoltura:

“É um clássico que ultrapassa as fronteiras do Brasil.” (Jornal dos Sports.com, 11/7/2009).

Ney Franco fala com a imponência e a retórica vazia e vulgar do discurso político rasteiro e populista. Lugar comum usado por notórios embromadores em época de campanha ou em palanques de inaugurações de obras públicas, o que pode significar o mesmo. - Um Plasil, por favor.

E completa:

"Depois de um clássico, se você ganha, tudo ótimo. Se você perde, tudo de ruim."

Vencer um clássico onde existe grande rivalidade regional não é tudo de bom, Sr. Ney Franco: é, e sempre será ÓTIMO, EXCELENTE, FENOMENAL, SENSACIONAL, FANTÁSTICO, A MELHOR COISA DO MUNDO!!! E o contrário será igualmente superlativo, porém, o oposto.

"Vamos trabalhar muito para fazer o melhor.”


Se ter dois dias seguidos de folga significa “trabalhar muito”, quero um emprego assim também. Vai sobrar um tempinho extra pra me aprimorar nos comandos do FIFA Soccer 2009 e atualizar meus conhecimentos sobre o futebol, e assim poder apreciar melhor o que me reserva a genialidade de Ney.

Saudações alvinegras!

domingo, 12 de julho de 2009

Uma comedia de horror, mas sem graça alguma

(O Corvo - "The Raven", de Roger Corman. Na foto: Vincent Price, Olive Sturgess e Peter Lorre)

Os filmes de Roger Corman contavam com grande elenco, bons enredos, baixo orçamento e uma direção inteligente, sofisticada e engraçada. Infelizmente, destes atributos o Botafogo demonstrou na noite de ontem só dispôr de um deles: um baixo orçamento.

Uma equipe desgovernada como sempre, sem nenhum brilho individual – com raríssimas exceções em lampejos esporádicos –, sem criatividade, com um esquema tático nebuloso, e quando reconhecível mostrou-se um sistema equivocado. Foi este o Botafogo que jogou na noite de ontem e arrancou uma vitória suada contra um time literalmente em frangalhos, o Avaí.

O pastiche de treinador futebolístico, Ney Franco, prova a cada jogo que não tem capacidade para montar uma equipe minimamente qualificada para a apreciação esportiva dos fãs do futebol.

O "técnico" da equipe botafoguense optou por deixar Batista a cargo do último passe, função que o diligente e esforçado jogador não tem qualificação para desempenhar; adiantou Renato para uma posição que supostamente seria indicada a um jogador habilidoso e de decisões rápidas, o que não pode-se esperar dele; recuou Lúcio Flávio, enfraquecendo o segundo combate e a velocidade de transição; não colocou em campo nenhum jogador apto e auxiliado por tramas táticas que o favorecesse a ficar bem posicionado para cruzar bolas na área e aproveitar o que André Lima possui de melhor; recuou a equipe de maneira perigosa, expondo-a aos ataques do adversário durante todo o segundo tempo; e ainda substituiu um débil por um inútil – Fahel no lugar de Renato – e, 23 minutos após sua entrada em campo, Alex Lopes é literalmente sacrificado, para dar lugar ao inoperante, Reinaldo. Nota zero para Ney Franco.

Se o planejamento do esquema tático já era, antes mesmo do jogo, de tal forma equivocado, para piorar, ao invés de treino promoveu um “racha” na véspera de um jogo oficial do principal campeonato de futebol do Brasil. Ney Franco é uma lástima incurável.

Prefiro um bom filme de Roger Corman, a assistir a qualquer obra que possa oferecer, o simulacro mal acabado de técnico de futebol, Ney Franco, seja esportiva ou musical.

Primeira nota: Obrigado, Castillo. Você provou que merece ser o titular absoluto da posição.

Segunda nota: Ainda bem que Leandro Guerreiro estava dentro da área em um momento crucial. Queimar a língua será sempre um alento toda vez que uma vitória alvinegra estiver em jogo.

Terceira nota: Análises do jogo podem ser conferidas em Cantinho Botafoguense, snoopy em preto e branco, Mundo Botafogo / Estrela Solitária, Fogo Eterno e nos vários links aqui ao lado.

Saudações alvinegras!

sábado, 11 de julho de 2009

Sábado é dia


Querem que nos acostumemos a ver o Botafogo jogar aos sábados. Eu não me acostumo a isto. Mas hoje, como reclamar, uma vez que trata-se de um jogo entre os últimos da tabela?

Lamentemos a situação do Botafogo e toquemos o barco.
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André Lima é mais Botafogo

Quando foi dispensado em meio a um campeonato em que o Botafogo brigava pela liderança, os dirigentes, encabeçados por Carlos Augusto Montenegro, o CAM, disseram que André Lima saiu por conta de uma “oferta irrecusável”. Não me lembro de ter ouvido do jogador esta expressão em momento algum. Espero que chegue uma hora em que isto seja definitivamente melhor explicado. Demos tempo ao tempo – que ironicamente é quem menos precisa de si mesmo.

Hoje, o torcedor do Botafogo terá a chance de torcer por um botafoguense. Pode ser ufanismo barato, que seja, mas já andava cansado de ver um gaveísta notório, jogador que gostaria de ver longe do Botafogo desde a final do Carioca, vestindo o uniforme mais bonito do mundo e ainda ser obrigado a torcer por ele.

Confesso: Victor Simões não me faz vibrar nem com gol de bicicleta. Foram três jogos decisivos em que este notório gaveísta portou-se como um traidor. Por mim, seria dispensado assim que o juiz encerrou a partida final do Campeonato Carioca.

Victor Simões é uma farsa. Não joga absolutamente nada e ainda é agente infiltrado; merece fuzilamento. André Lima é um bonde que, se não pode ser chamado “desejo”, nunca pipocou com a camisa alvinegra.

Torço para o Botafogo, como sempre, e torço para o André Lima. Porque a volta de André Lima aumentou a minha gana para gritar com muito mais vontade e bem alto, um grito de gol.

Avante!

Saudações alvinegras!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Balanço de mentirinha

(Time Spiral por Strange Wax)

O volume de postagens e também o de pesquisa para alimentar as pautas deste blog diminuiu nas últimas semanas devido ao acúmulo de trabalho lá na minha casinha.

Chegou a tal ponto a disputa por tempo entre a minha vida profissional e a de blogueiro, que agora me sinto forçado a fechar por alguns dias, ao que chamarei eufemisticamente de "balanço trimestral".

Sigo com amenidades e piadas, dentro do possível e a partir de quinta-feira que vem espero que o ritmo tenha voltado ao normal.

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Para não passar o dia em branco, farei breves comentários sobre as notícias do dia de hoje.

Notícia boa, primeiro


“Depois de treinar nesta sexta-feira com o restante do time, o atacante André Lima tem grandes chances de atuar entre os titulares do Botafogo contra o Avaí.” (Jornal dos Sports.com, 10/7/2009).

Ótimo. Um jogador tecnicamente limitado, mas que não tem o defeito de chutar justamente onde o goleiro está. E não torce pro time da Gávea, como a decepção ambulante, Victor Simões, o Hello Kitty da lagoa. Finalmente um centroavante botafoguense vestirá o uniforme mais bonito do mundo.

Técnico farsante e demagogo de verdade

(Roberto Benigni em Pinóquio)

“Acho que vai ser um jogo mais difícil. Nossa responsabilidade é maior. Semana passada escutamos de todo mundo que o favoritismo era do Atlético-MG. Tivemos maior tranquilidade. Agora já é um confronto mais estudado.” (Declarações de Ney Franco, Jornal dos Sports.com, 10/7/2009).

Ney Franco é uma farsa e um especialista em discursos bem arrumados para enganar trouxas. Antecipa uma justificativa para um possível mau resultado, na tentativa de criar a iludusão de que a equipe encontrará maiores dificuldades enfrentando o penúltimo colocado do que o primeiro da tabela. Pode até ser que o Botafogo encontre um time mais bem arrumado e inspirado que o adversário do jogo passado, mas aos meus ouvidos isso sôa como lábia de um vigarista.

Gripe da toupeira louca - "so hip"

(John Brinkley, notório charlatão norteamericano)

“O zagueiro Juninho é o sétimo jogador do time afastado por conta de uma gripe que vem tomando conta de General Severiano. Mesmo assim, Ney foi muito franco ao dizer que não está preocupado com a 'onda' do momento.” (Jornal dos Sports.com, 10/9/2009).

Segundo o gênio do futebol, Ney Frãncus, o Departamento Médico Legal do Botafogo, conhecido por sua comprovada incompetência, entrou agora em uma nova “onda”. Ficaram mais “mudernos” e estão acompanhando a “tendência do momento”, que é essa tal gripe alvinegrária. Devem estar também usando camisas bem apertadinhas e topetinho à la Juninho.

E Ney Franco "não está preocupado". Lógico: perca ou ganhe, leve o Botafogo ao rebaixamento ou não, ele não está ameaçado de perder o cargo, segundo afirma, resoluta, a ilibada diretoria que se encastela em General Severiano.

O INSS é aqui


“Teco é um excelente profissional. Fizemos um acordo em que ele aceitou uma redução de salário para continuar no Botafogo.” (Declaração de André Silva, Jornal dos Sports.com, 10/9/2009).

O Botafogo continuará pagando o salário de um jogador que veio bichado, continua bichado e que, baseando-se na declaração do dirigente, pode-se aventar que continuará fora de condições de jogo sabe-se lá por quanto tempo, senão para sempre. A boa notícia que André Silva dá ao torcedor - a redução do salário/auxílio do jogador/pensionista - deixa um cheiro no ar de que o clube está pagando uma aposentadoria por invalidez.

Assim sendo, uma vez que o clube de General Severiano parece colaborar com tanto empenho com o Governo Federal, tornando-se evidentemente um parceiro, é de se esperar - já que fez para o Coríntia - que o Presidente Lula também indique alguma empreiteira para assessorar a atual diretoria no projeto de demolição do Engenhão.

Treinar pra quê?

(clique na imagem para ampliá-las)

“Um dia após a apresentação de André Lima e Jônatas como novos reforços do Botafogo, os dois jogadores já participaram do primeiro rachão com os novos companheiros de equipe. O rachão foi disputado na manhã desta sexta-feira em General Severiano.”

- Ele falou “rachão”?
- Falou.
- Mas eles não tiveram folga na segunda e só treinaram na terça?
- Isso mesmo.
- E jogaram uma pelada na véspera do jogo!
- É...
- Cambada de @%¨$#!!!!
- Olha o nível, Biriba!
- Grrrrrrrrr

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Pensamento geral




- E o Botafogo, Luís?

- Biriba, você acha que vou emporcalhar nosso blog escrevendo aqui o que estes senhores pensam sobre o Botafogo?

- Ah, tá...

Saudações alvinegras!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Agora vai!

(Personagem do seriado televisivo, "The Banana Splits". Imagem gentilmente enviada por Vicente Couto. Qualquer semelhança com personagens reais é mera coincidência)

“Com as duas peças que queremos trazer, tenho certeza de que o Botafogo vai brigar pelo título. Alguns podem rir ou achar engraçado, mas eu acredito.” (Palavras de André Silva – Lancenet, 27/5/2007)

Chegaram. Quem achava que André Silva era um mentiroso, um embromador, um dirigente amador e inepto e que não entende nada de futebol, quebrou a cara. Tá aí o que você queria!

Com a chegada de André Quenuncadeveriatersaído Lima e do refugo proveniente da Gávea e propriedade de Eduardo Uran, Jônatas, o Botafogo finalmente entra na briga pelo título.

Chegam um botafoguense de coração e um flamenguista de carteirinha. Quanto a André, sobram elogios e boas lembranças. Torço para que encontre seu espaço e conte com a ajuda divina, para obter sucesso no arremedo de time, que é a equipe montada pelo pastiche de técnico de futebol, Ney Franco.

Quanto a Jônatas, é só não escalá-lo para bater pênalti em uma final de campeonato contra o time da Gávea, que estaremos numa boa.

(Um comentário do Fernando Gonzaga, botafoguense e também blogueiro, me lembrou de um fato que vou adicionar ao corpo da postagem).

O elenco do Botafogo conta com: Leandro Guerreiro, Thiaguinho, Tulio Souza, Batista, Leo Silva, Fahel, Jougle e, agora, Jônatas. Oito volantes.

Pode dar certo um negócio desses? Seria uma garantia para o caso de quatro deles se machucarem ao mesmo tempo?

Não, senhores, não é nada disso. É incompetência, mesmo. Y otras cositas más (y malas).

Salve, André Silva! Você é um gênio do futebol e um humorista impagável.

O Coríntia e o Brasil são a mesma coisa

(Qualquer semelhança com personagens reais é mera coincidência)

(Contrariando a tradição biribaísta de só falar sobre coisas do Botafogo, abro um espaço para uma reflexão fora desta seara).

O fenomenal jogador, Robustaldo, disse o seguinte: “O presidente Lula é quem mais está ajudando o Corinthians nessa fase. Ele está dando alguns contatos de empreiteiras que podem nos ajudar, mas não é financeiramente. O presidente está muito interessado no projeto do Corinthians. Ele é fanático, um corintiano roxo.” (Jornal O Globo, 8/7/2009).

Se não é “financeiramente”, suponho que seja dando apoio logístico ao gerenciamento da frota de tratores arbitrais corintianos.

- Isso é de tráfico de influência?
- Não.
- É vazamento de informação sigilosa?
- Pô, Biriba, você é um primário.
- Pode ser aventada a hipótese de uso indevido de informação privilegiada e formação de lobby presidencial para a escolha de empresa privada a tornar-se responsável pela construção do novo centro de treinamentos do Coríntia?
- PQP, finalmente, Biriba!

Saudações alvinegras!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Manipulando a informação: Um desvio ético


Foi noticiado neste blog que o jogador Lúcio Flávio já estava negociando sua transferência para o exterior antes mesmo de ser contratado pelo Botafogo e que exigiu uma “cláusula de liberação obrigatória” em seu contrato. Esta informação foi obtida na coluna de Renato Maurício Prado, no jornal O Globo, do dia 29/5/2009. Lê-se: “(Lúcio Flávio) exigiu uma cláusula de liberação obrigatória, caso surja uma proposta do exterior e já negocia para sair na janela do meio do ano.”
(Clique aqui para ler a postagem)

Ontem à noite, ao pesquisar sobre este mesmo assunto encontrei uma matéria no site esportivo, globoesporte.com, informando que Lúcio Flávio havia tentado sua contratação junto ao Flamengo. É dito na referida reportagem – que não era uma pequena nota e que inclusive estampava uma foto grande do próprio treinador rubronegro – que o jogador entrou em contato com o técnico, Cuca, o qual rejeitou a proposta devido à intenção expressa do jogador de transferir-se para o exterior durante a janela de 2009.

Eis que hoje tento reencontrar a mesma matéria jornalística e, para meu espanto, por mais fantástico, estranho e absurdo que pareça, a dita reportagem não está mais na Internet. Ou seja, de uma hora para outra, da noite para o dia, um texto jornalístico veiculado por um site esportivo de grande expressão é “RETIRADO DO AR” (ou da rede).

Hoje, o que pode-se encontrar facilmente através de pesquisa na Internet é a seguinte matéria – do mesmo site esportivo e datada do mesmo dia da coluna de Renato Maurício Prado, 29/7/2009: “Para ter Lucio Flavio, clubes brasileiros têm que pagar três vezes mais.”

Na matéria acima, percebe-se uma alusão a uma suposta defesa, por parte da diretoria, dos interesses do Botafogo de Futebol e Regatas, claramente em oposição ao teor da matéria anterior, e que pode ser resumida pelas seguintes declarações:

1) “As cláusulas que permitem as transferências são normais em quaisquer contratos. É bem mais fácil algum clube brasileiro se interessar por Lucio Flavio neste momento do que um do exterior. Por isso, a multa para o Brasil é bem mais alta.” (Palavras do vice de futebol do Botafogo, André Silva).

2) “Não há este tipo de negociação entre Lucio Flavio e clubes do exterior, pelo menos que eu saiba. É bem simples: quem quiser contratá-lo, que pague a multa estipulada no contrato.” (Idem).
(Cliquem aqui para ler a matéria completa)

Acredito que seja desconfortável para a diretoria do Botafogo, ver revelado publicamente ao torcedor alvinegro o fato de que os dirigentes de seu clube de coração não colocam os interesses da instituição acima dos interesses pessoais ou empresarias de pessoas ou entidades quaisquer. Mas espaço foi dado a esta mesma diretoria para que tivesse sua versão dos fatos também publicada.

Frente ao “desaparecimento” de uma notícia que em princípio aparenta ser desfavorável à diretoria do Botafogo e à manuntenção de outra que sustenta o contrário, concluo que: Apesar da gravidade do conteúdo da primeira matéria, o fato que demonstra maior gravidade é o cerceamento e a manipulação da informação, advindo de um conluio entre representantes de uma instituição privada e a imprensa, sendo que esta deveria manter seu caráter público, o que é indispensável à preservação da integridade de sua função social.

O campo de atuação da imprensa tem que ser direcionado aos interesses públicos e escapar desses limites constitui-se em desvio ético, que deturpa a própria essência do jornalismo, que é a da difusão de informação e jamais o seu controle por meio de cerceamento e/ou filtragem em benefício ou detrimento de interesses particulares.

Para os que acreditavam – e eu me incluo neste grupo – que a direção do Botafogo de Futebol e Regatas era composta por ingênuos amadores, surge agora a dúvida de que sejam eles os mentores ou os testas-de-ferro de um empreendimento vil e poderoso. Sendo uma coisa ou a outra, ou a combinação de ambas, o importante é que têm influência suficiente para fazer a própria imprensa cair em desgraça, através da corrupção de seus valores e funções essenciais.

* * *

Um texto correlato, atribuído ao Jornal Extra (do mesmo grupo jornalístico), pode ser encontrado no Blog-Clipping Malu Cabral. Segue trecho da matéria:

“A negociação existe antes mesmo de o Maestro acertar seu retorno para General Severiano, quando ainda estava no Santos. Ele chegou a ficar em dúvida entre Flamengo e Botafogo, conversou com Cuca, técnico rubro-negro, mas, ao condicionar sua transferência a uma liberação no meio do ano, o treinador disse não. Ele acabou no Botafogo, que aceitou o risco.”
(Clique aqui para ler o texto na íntegra)

O texto acima, assim como a matéria primeiramente citada, foi igualmente “extirpado” de seu sítio de origem na Internet.

Nota: Nada como a boa e velha garantia que oferece a invenção do Sr. Gutenberg.

Saudações alvinegras!

domingo, 5 de julho de 2009

Deus existe

(Comentários sobre os pedidos feitos a Deus, na postagem anterior)

- Juninho não cresceu nem um milímetro, não ficou mais veloz, mas deu combate aos adversários. E foi bom que eu não tenha desperdiçado reza pedindo um gol de falta, já que nosso especialista em chutes de bola parada é excelente no que faz de melhor e não precisa de ajuda pra isso.

- Emerson não fez gol-contra, mas tentou prejudicar o time fazendo uma falta desnecessária, que resultou em gol bem anulado. Na segunda tentativa, quando o adversário desloca-se para a direita em direção à bola, Emerson faz movimento idêntico, mas para o lado contrário. O Brutus de Ipatinga seria uma sensação no mundo circense. Uma pena permitirem que ele jogue futebol, e principalmente no Botafogo.

- Lúcio Flávio... “LÚCIO FLÁVIO JOGOU, BIRIBA?" “NÃO SEI. NÃO VI O JOGO.” Agora fiquei confuso. Acho que ele jogou, mas não posso comentar porque não me lembro de nada que ele tenha feito. Enfim, não deu passe para um gol, que foi o que pedi.

- Leandro Guerreiro fez uma pixotada um tanto barulhenta dentro da área, mas não chegou a causar um estrondo assustador. O que fez em campo durante todo o jogo compensou. Não tenho do que me queixar com o Senhor.

- Renato não bebeu cachaça em campo e ainda deu um passe açucarado para Alessandro perder o gol mais feito do jogo, na única jogada bem tramada do ataque botafoguense. (Teve uma jogada de fundo – única coisa que Tony produziu – que poderia acabar em gol, se o infeliz do Alex não tivesse desviado a bola). Imagino a bebemoração com os parceiros atleticanos, para compensar o período de abstinência. Na verdade, fiquei com a impressão de que se esse Renato jogasse em um time que tivesse uma diretoria séria, é bem provável que rendesse muito mais do que o que desempenhou nas outras vezes que jogou. (Um chute).

- Jean Coral continua com um jogador entalado em suas entranhas – o craque que insiste em não aflorar. Simplesmente não consegue dominar nenhuma bola que chegue até ele. Num dos vários chutões que a defesa deu para a frente, Jean Coral cabeceou da intermediária devolvendo a bola pro mesmo lugar de onde veio. Como estávamos vestindo o segundo uniforme, fiquei por alguns segundos achando que fosse um adversário. Seu mérito foi correr muito, ajudar a tumultuar a saída de bola do adversário e dar umas boas botinadas – duas delas dignas de cartão. “Jean Coral é animal, mata a cobra e mostra o pau!”

- Em toda a história da humanidade não houve maior prova da existência de Deus do que a ausência de Fahel em campo. Santo Tomás de Aquino, se fosse vivo (no sentido lato), resumiria sua Suma Teológica à um breve silogismo: “Biriba pediu a Deus para que Fahel não jogasse. Fahel não jogou. Logo, Deus existe e é misericordioso”. Amém.

Fico em dúvida se foi a estratégia de Ney Franco de congestionar o meio de campo o que anulou o sistema de ataque do Atlético Mineiro, ou se foi o erro de Celso Roth ao mudar seu time de uma hora para outra, tirando Junior da posição em que vinha jogando – na armação das jogadas – desde o começo do campeonato. Seja como for, o Botafogo poderia ter saído com uma vitória, não fosse a baixa qualidade técnica de seus jogadores, hoje protagonizada por Alessandro.

Nota: Biriba me instruiu para recomendar as análises sobre o jogo encontradas nos seguintes blogs: Cantinho Botafoguense, snoopy em preto e branco, Mundo Botafogo/Estrela Solitária e Fogo Eterno.

Saudações alvinegras!


(Imagens: globoesporte.com)

Que Deus nos ajude!


É o que resta aos amigos botafoguenses implorar.

O prestidigitador


O enigmático farsante, Ney Franco, um cantor mal sucedido que vive enganado igualmente farsantes dirigentes futebolísticos, revelou que vai optar pelo esquema 3-6-1.

O resultado de uma partida de futebol é sempre uma incógnita. Mas seja qual for o esquema que o dublê de técnico de futebol preferido pela diretoria do Botafogo escolha para sua equipe atuar, algumas certezas o torcedor alvinegro pode ter em relação ao que NÃO vai ver seu time apresentar em campo, na tarde de hoje:

1) Esquema tático definido;

2) Sistema defensivo organizado;

3) Articulações de jogadas de ataque inteligíveis;

4) Jogadas ensaiadas.

E coisas que COM CERTEZA veremos:

1) Dois zagueiros medíocres;

2) Um lateral-esquerdo improvisado;

3) Dois meio-campistas lentos e indolentes (que soma, hein?);

4) Um centroavante inexistente.

Rezo, então existo

Peço a Deus que...

- Juninho cresça uns 7 centímetros, ganhe velocidade e dê combate aos adversários;
- Emerson não faça um gol-contra;
- Lúcio Flávio dê um passe para um gol;
- Leandro Guerreiro não faça pixotadas dentro da área;
- Renato não beba cachaça em campo;
- Jean Coral mostre o craque que traz escondido em suas entranhas;
- Fahel não entre no segundo tempo.

A ida do que não veio


O jogador constituído de substância etérea, o maestro da orquestra de surdos, o habilidoso jogador invisível, Lúcio Flávio, já está de malas prontas para transferir-se do futebol brasileiro para o mundo árabe.

Deixa o quarto de hóspedes da casa de seu amigo pessoal, André Silva, e vai encher de vento algum deserto oriental e de petrodólares os bolsos.

A transferência para o mundo dos sheiks já estava bem encaminhada desde sua estadia no Santos. (Pode-se imaginar que esta era a causa de não ser relacionado nem para o banco de reservas? Sim, o torcedor tem todo o direito de pensar o que quiser da atual diretoria e de seus "amigos pessoais").

Foi oferecido ou ofereceu-se ao time da Gávea, mas como bateria em retirada em 3 meses, o próprio Cuca vetou a transação.

Veio para o seio da rede de amparo ao jogador-sem-o-que-fazer-por-três-meses-até-a-janela-de-transferência e agora vai sem contratempos, pois em seu contrato foi estipulada uma cláusula livrando-o de multa rescisória, caso fosse contratado por um clube estrangeiro.

Tudo bem acertado, tudo bem arrumado, tudo bem esquematizado dentro do sistema de pilantragens encabeçado por Maurício Assumpção, que tem como asseclas, André Silva e Anderson Barros.

Vai-se o mestre das belas “colocações” no momento em que o Botafogo está na pior delas. Não deixa mágoas, não sai manchado, não deixa rastros, nem boas lembranças. Não deixa nada.

Que vá em paz e que Alá o proteja.

- E depois não me venha com esse papo de querer encerrar a carreira no Botafogo, porque se quiser voltar vai ser recebido à pedradas.

- Calma, Biriba, o cara é gente boa.

- Gente boa?

Saudações alvinegras!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Contratações e tentativas: O blá-blá-blá desencontrado de André Silva


"As negociações estão bem encaminhadas, mas ele tem contrato com o São Paulo e o empresário dele está tentando a liberação do jogador.” (André Silva – Terra, 1/7/2009)

Saiu do Botafogo contra sua vontade, numa das negociações mais estranhas e cercadas de mistério que já vi na história recente do Botafogo. Era o artilheiro do time, o Botafogo disputava a liderança do campeonato e Dodô estava suspenso por dois anos.

De todas as contratações e tentativas, pode ser a única boa notícia. E ele tem uma coisa que o difere dos outros: é Botafoguense.

“Fiquei surpreso com essa notícia. Nenhum dirigente do Botafogo me procurou. Se teve algum interesse, não chegou para mim. Até conversei com o meu empresário sobre isso tudo, e ele confirmou que não teve contato com ninguém do Botafogo.” (Dênis Marques – SRZD, 30/6/2009)

“Entramos em contato, mas a negociação nos custaria R$ 200 mil mensais. Logo, desistimos, não temos condições. Há quem não se incomode, mas os dirigentes de clube têm responsabilidade fiscal, há lei contra o mau pagador. Por isso, não é fácil. Ou contratar e não pagar é a forma correta?” (André Silva – Lancenet, 29/06/2009)

Só um teste de DNA com Gepeto poderia esclarecer a dúvida. Mas o que interessa é que não veio.

“Ele não vai para o Botafogo. Já tenho coisas melhores para ele, uma do Brasil e outra do exterior. Em acordo com o presidente do Corinthians, decidimos esperar o fim da Copa do Brasil.” (Fernando Garcia, empresário de Otacílio Neto – Lancenet, 16/6/2009)

"Vai que acontece alguma coisa e o Corinthians fica sem poder liberar o jogador. É melhor esperar passar a decisão." (André Silva – globoesporte.com, 1/7/2009)

É, parece que Otacilio Neto não conseguiu “coisas melhores” ao final da Copa do Brasil e André Silva não preserva a autoestima do Botafogo. Isso se o fator "caetaneante" não entrar em cena com um "ou não".

"Jogar pelo Botafogo seria a realização de um sonho de criança. Na minha família, a maioria torce pelo clube. Assim que soube do interesse, liguei para alguns parentes, que ficaram muito felizes." (Bill – Lancenet, 16/6,2009)

“É um jogador interessante. Não podemos ainda dar muitos detalhes, mas o Bill está sendo analisado e esperamos evoluir com a negociação.”
(André Silva – Jornal dos Sports.com.br, 15/6/2009)

As declarações de Bill merecem elogio. Demonstram que é um homem ajuizado, de extremo bom gosto e que vem de uma família de pessoas dignas e respeitáveis.

Sem entrar no mérito das qualidades "interessantes" do jogador, já sabemos que não veio. Mas será que virá, já que Otacilio Neto "não vai", mas parece que vem?

“Já que vamos para a Bahia por causa do jogo, faremos uma reunião com o Vitória para negociarmos melhor a transferência de Marquinho para o Botafogo. Estamos atrás de um jogador e o perfil dele é o que a gente quer.” (André Silva – globoesport.com, 18/6/2009)

Estava “bichado”, se recuperando de uma cirurgia, mas é jogador da Traffic e é ela quem manda. Uma incógnita que não veio.

"A gente está tentando viablizar o negócio, mas em função do nosso orçamento e o salário dos jogadores (Zé Roberto e Josiel), a gente está tentando compor uma fórmula com o Flamengo para trazer os jogadores. Neste momento não temos uma posição definitiva." (André Silva – O Dia Online. Fonte: Rádio Globo, 26/6/2009)

"Quanto ao Josiel, descartamos em função do alto salário." (André Silva – Jornal do Sports.com, 26/6/2009)

Salve, salve! A incompetência livra o Botafogo de mais um refugo vindo da Gávea. Mas com certeza o alto salário de Josiel é muito mais baixo que o do "amigo pessoal", Lúcio Flávio, o Gentleman.

“Ainda não nos aprofundamos neste assunto. Estamos fazendo a coisa com os pés no chão. É um jogador que me agrada e teve o nome citado.” (André Silva – globoesporte.com, 2/7/2009)

A Gávea não quer, o Espanyol também não. Mais um rejeito flamenco-flamenguista a se juntar à horda que está se alastrando por General Severiano, "aprofundando" ainda mais o "assunto" rebaixamento.

“Ele (Mauricio Pinilla) foi realmente oferecido. Porém, não está no perfil dos jogadores que o Ney Franco quer trazer”. (André Silva – Lancenet, 2/7/2009)

Não vem. Mas pergunto ao Rui Moura: Como foi este jogador em sua passagem por Portugal? Um amigo vascaíno me disse que é um tremendo perna-de-pau.

"Ele (Lucio, América de Natal) nos foi indicado e fiz o compromisso de observá-lo melhor. Mas o que estamos precisando, no momento, são jogadores de Série A, que todos conhecem. Com uma base montada, é preciso dar o tiro certo. Não vale mais apostas." (André Silva – Lancenet, 26/6/2009)

Se "ainda" vale ou não apostar, isso não é do meu ramo, pois não sou especialista em jogos de azar. No máximo sei que posso "passar a vez". Então, passo.

Mas ao dizer que "fez (sic) o compromisso de observá-lo (o jogador Lucio)", o Sr. André Silva entra na minha seara, que é a de procurar observar os fatos e as pessoas, para me aproximar da realidade, mesmo que relativa e subjetivamente. Ao analisar o histórico do trabalho de observação do dirigente do Botafogo, chego à conclusão de que, sendo ou não um bom jogador, Lucio jamais será bem avaliado pelo Sr. André Silva.

Porque uma pessoa que acredita que Ney Franco é bom treinador, contrata Fahel, Leo Silva, Emerson, Diego, Renato, Jean Carioca, Jean Coral, Tony, Flavio e que reintegra Juninho, Lúcio Flávio e ainda tenta trazer de volta Zé Roberto e Dodô não tem a mínima capacidade para observar e avaliar absolutamente nada relacionado ao futebol.

Na visão do Sr. André Silva, um jogador de futebol e um poste formam exatamente a mesma figura.

“Estou com 28 anos e sei da importância que é vestir essa camisa (...) É um sonho de criança jogar no Flamengo. Se trata de um clube que sempre admirei e, além disso, noventa por cento dos meus familiares eram torcedores.” (Lamentável declaração de Zé Roberto – UOL, 17/1/2009)

"Eu quero ficar no Flamengo e foi isso que ficou decidido. Estou muito satisfeito com essa conversa e nunca partiu de mim a possibilidade de sair. Meu ciclo na Gávea ainda não acabou e quero voltar ao time para fazer a torcida confiar em mim como aconteceu logo quando eu cheguei." (O Globo, 1/7/2009)

Ninguém quer Zé Roberto. Um jogador fora de forma, dispensado (ou não?) da Gávea por insuficiência técnica, que fez corpo mole quando queria sair do Botafogo, cuja passagem pelo Shalke 04 não deixou boas recordações aos alemães e que fez e faz declarações como estas, não merece vestir a linda camisa preto e branca.

Zé Roberto, não!

Não é mais incompetência. Isso é falta de vergonha na cara.


“Eu e o Maurício Assumpção encontramos o advogado do jogador (Dodô) num restaurante e conversamos sobre a possibilidade dele voltar ao Botafogo. Mas há esse impedimento legal (suspensão) e há também a rejeição de uma parte da torcida, pelo que ele falou quando saiu do Botafogo.” (André Silva – Gazeta online)

Porque tanta objeção ao que Dodô falou quando foi transferido, se eles fizeram exatamente o que jogador disse que queria, após a derrota para o Ipatinga por 3x1, que eliminou o Botafogo da Copa do Brasil, em pleno Maracanã?

"Queria ter oito jogadores do Ipatinga no meu time hoje." (Dodô, ainda em campo, em 2006).

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Lavagem cerebral e de dinheiro


A delinquente direção desgovernada do Botafogo, com o respaldo de sua igualmente delinquente aliada, que é a parte da imprensa esportiva que vive de um bom “jabá”, conseguiu emplacar a ideia de que o grande problema do Botafogo é a carência de bons jogadores.

Seria de causar espanto o fato de um clube – cujos dirigentes alegam insuficiência de recursos – não medir esforços para contratar jogadores do mesmo nível dos que já fazem parte de seu elenco.

Seria se a explicação para esta manobra não fosse evidenciada pelo fato de que, em seguida a uma campanha extraordinariamente maciça para fazer uma lavagem cerebral na torcida alvinegra e na opinião pública – incutindo em suas cabeças que a principal deficiência do Botafogo é o nível técnico de seus jogadores –, venha uma onda de tentativas de contratações, contratações efetivadas e ofertas de atletas “em baixa”.

Quem não entendia o fato da imprensa respaldar a opinião dos capos de General Severiano, agora já pode apaziguar sua inquietação mental.

O poder da MFD, Traffic, Ability, Eduardo Uran e quejandos é espantoso. Tem seus tentáculos entranhados na banda podre da imprensa e com certeza não são boa companhia para o Botafogo.

Nota: Longe de mim e do Biriba achar que no plantel atual exista algum jogador digno do prêmio Chuteira de Ouro.

Saudações alvinegras!