quarta-feira, 15 de abril de 2009

Segurança pública e notória

A palavra ”cambista” vem do verbo “cambiar” (trocar). Eram uns protobanqueiros medievais, que cobravam taxas pra fazer conversões de moedas de origens distintas, ou seja, lucravam com o dinheiro dos outros. Com o passar do tempo a figura do cambista medieval trocou de nome e, hoje em dia, é conhecido como banqueiro - que perpetuou e aperfeiçoou a mesma função social do antigo cambista, que é a de "viver do alheio". (A título de esclarecimento, informo que isto é uma piada).

Esses asquerosos, pusilânimes, mesquinhos, funestos, pestilentos usurpadores, capazes de toda sorte de iniquidades, flanam tranquilamente pelas cercanias onde ocorrem eventos de grande popularidade, lucrando com o desvalimento do próximo. Expõem ostensivamente sua presença e suas ações ilícitas, transitando serelepes por áreas fortemente patrulhadas por agentes da lei.

É de conhecimento geral o fato de torcedores serem assaltados no entorno do Maracanã. Não é a norma. Eu mesmo nunca fui assaltado. Mas acontece. Agora, alguém já ouviu falar de cambista sendo assaltado? Existe algum registro de algo semelhante na história do jornalismo?

Seria possível deduzir-se que tão evidente contra-senso se dá porque polícia e cambistas estão de alguma forma associados empresarialmente? Suas atividades são complementares? Ou seja, uns vendem e os outros garantem sua segurança? Seriam sócios?

Que a polícia faça a sua parte e reprima a atividade desses contraventores.

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