Gosto de imagens antigas de esportes. Ficava muito emocionado ao ver umas imagens históricas de um famoso corredor fundista polonês, o Emil Zátopek. Ele tinha lá o seu apelido glorioso, como muitos ilustres jogadores botafoguenses: “Locomotiva Humana”. O que eu achava impressionante nas imagens, além de ele estar sempre vencendo, era a expressão de esforço e muito sofrimento em seu rosto, com a cabeça balançando de um lado pro outro. Sem dúvida que tinha muito da aptidão física natural dele, fora sua técnica, mas a impressão marcante para mim é a de que ele ganhava as provas muito mais com o coração, do que qualquer outra coisa. Muito além da vontade em sua mente, do vigor de seu corpo, era a paixão que empurrava o Zátopek para a frente, para as vitórias.
Não me recordo quem - e se alguém puder me ajudar aqui a fazer justiça ao autor, que se pronuncie por favor - que disse algo assim parecido: "O que está faltando ao futebol atual é a boa e velha chuteira preta." Citando o eterno Machado de Assis: "Há pessoas elegantes e pessoas enfeitadas".
No campo da música, quando um cantor ou cantora não consegue alcançar uma determinada nota muito alta através da técnica, diz-se que ele(a) foi “no peito”. Gosto de uma expressão que sobrevive o passar das modas que é “no peito e na raça!” Eu adoro essa. Gosto de falar isso com um “p” bem explosivo e alongando a sílaba: no PPPeeeito e na raça!
Para o dia de hoje, dia de jogo decisivo contra o Vasco, fica aqui a minha torcida: Que o Botafogo jogue com alma, coração e chuteiras bem pretas. E vá com tudo, “no peito e na raça!”
Saudações alvinegras!
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