quarta-feira, 8 de abril de 2009

Mas agora é a vez do Americano... se dar mal

Como na outra postagem falei genericamente de jogadores que tiveram surtos da Síndrome de Zorro e não mencionei ninguém, vamos dar nome aos bois (expressão classificada como provérbio ou dito popular – do que discordo, uma vez que não possui uma moral ou relação de causa e efeito, como é o caso de “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, bem apropriada para o momento alvinegro – e que não tem nada de pejorativo ou insultuoso).

No primeiro turno o time vinha jogando bem, estava sendo elogiado pela imprensa, e eu particularmente achava que a postura dos jogadores era a de quem queria porque queria ganhar e não largar o osso (desculpem, mas é um pensamento obsessivo). Reconhecidos e estabelecidos como o time mais bem arrumado do campeonato, eis que chega o jogo contra o Volta Redonda, no Engenhão.

O meu pesadelo com a carrocinha de cachorros começou com uma matada no peito do tipo “peito estufado”, do Juninho – único zagueiro lânguido do futebol mundial –, que faz um passe lateral rasteiro do tipo “zagueiro pra zagueiro”, deixando a perna em suspensão espaço-temporal como se estivesse numa montagem de “O Lago dos Cisnes”, e torcendo o tronco num movimento típico de treinamento sem bola ou de práticas de ioga. Para receber o passe RASTEIRO o Thiaguinho (ótimo, diga-se), ao invés de “parar” a bola, ele “levanta” a bola. Ou seja, as 3 coisas que me irritam mais que bicicleta em calçada e tocadores de gaita aconteceram em menos de 10 segundos. Eu pensei: deram a braçadeira de capitão para um vaidoso notório e ele está contaminando um jovem, que obviamente deve ter pensado que, se a postura do líder é essa, esta deve ser a postura a ser seguida. Mas meu calvário não se limitou ao pátio da Suípa. Fui levado para sacrifício à Fábrica de Sabão Português quando o limitado, porém, brioso Alessandro, tenta jogadas de efeito nada prático, e percebi ali o possível efeito da laranja podre no cesto. Mas consegui escapar da morte numa parada que os carrascos da fábrica de sabão fizeram pra comprar cerveja em Benfica, uma vez que o restante do time, mesmo sem jogar bem, teve uma postura digna. O que não impediu que o Volta Redonda virasse o jogo pra cima de um time que, mesmo não tendo vestido as penas do pavão, incorporou a languidez mórbida do capitão (Ih, rimou... que mané!). Parece que houve um bom trabalho da diretoria, do técnico ou da psicóloga, ou dos 3, porque os caras entraram nos eixos e no restante do turno comportaram-se como cães sedentos e conquistaram a Taça. Parabéns! Foooo-gooooo!

Já no segundo turno, desde a partida contra o São Pedro, o time já não era mais o mesmo. Pareciam outros caras. O Thiaguinho (ótimo, diga-se) continuou com aquela bobagem de levantar a bola ao invés de pará-la em passe rasteiro de uns 5 metros. O Alessandro continuou inventando; o Reinaldo querendo fazer gols, não dava a bola pra ninguém (isso até dá pra entender, o cara tinha que fazer um gol); o Leo Silva, cheio de pose pra jogar, chegou ao cúmulo de travar de letra uma bola rente à lateral, sendo que ele estava ganhando o lance bem à frente do adversário, no abominável jogo contra o Vasco. Deu pra vocês entenderem? Explicando pra quem não entendeu: O cara estava saindo com a bola dominada, o marcador atrás dele e o sujeito TRAVA de letra a bola! O que poderia acontecer? Ora, ele atropelou o marcador. Óbvio. Eu não entendi nada, o outro jogador não entendeu nada, nem o juiz, que acabou marcando falta do atropelado sobre o atropelador. E quando eu vi o Victor Simões (ótimo, ótimo, ótimo!) tentar marcar uns 2 ou 3 gols meio que colocando a bola, fazer gol bonito, aí eu pensei: lá se foi a outra metade do osso.

Ainda bem que essa fase parece ser coisa do passado. No jogo de domingo os caras estavam muito bem. Redenção geral.

Depois escrevo um pouco mais, porque o jogo está pra começar. E vamos com tudo pra cima do Americano.

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Saudações alvinegras!

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