________________________________________
Acho que foi no ano passado - o que não vem ao caso - que o Renato Gaúcho falou que a diretoria do time que ele dirigia precisava conseguir uma “mala preta”. A tal da mala seria um dinheirinho pra incentivar jogadores de times que iriam jogar contra adversários diretos do clube para o qual ele trabalhava, e tentar melhorar sua situação na tabela. Foi um bafafá sonoro, mas passageiro. Muitas reações inflamadas, mas o caso não teve muita repercussão, nem fôlego.
É diferente de um acordo em torno de um resultado que engordaria o caixa de um clube, mas é tão antiesportivo quanto.
Esse pensamento, que anda por aí na boca do povo, meio óbvio, o da tal teoria da conspiração, põe em questão a idoneidade dos negociadores (só falo do lado botafoguense, que é o que me interessa), o que é muito delicado, senão, criminoso. Na defesa do contrário fala-se do amor que os dirigentes têm pelo clube, que jamais fariam coisa que prejudicasse o Botafogo. Acredito.
Mas pergunto: conseguir mais dinheiro para o clube é crime de lesa- pátria?
Acredito também que um jogador que se preze não se sujeitaria a isso. Resta saber se o jogador se preza.
A versão da “armação” me deixa mais tranquilo com relação à decisão do Carioca, porque o próximo domingo seria o dia em que o time finalmente jogaria “pra valer”. A versão de que os jogadores seriam uns amarelões que não têm raça, não vestem a camisa do time, e de que o Ney Franco é um medroso retranqueiro, me deixa pra baixo e angustiado. Fico inseguro.
Pro bem da minha saúde física e mental, prefiro a versão da mão invisível. Opção egoísta e simplória, porém uma estratégia que me garante uma semana mais tranquila, pra melhor cuidar dos meus compromissos de sobrevivência.
(Com todo o respeito à diretoria, que acredito que trabalha para o bem do Botafogo).
Nenhum comentário:
Postar um comentário