terça-feira, 21 de abril de 2009

Mão invisível

Li no Movimento Carlito Rocha um texto negando o envolvimento da diretoria e, em particular, do Vice-Presidente André Silva numa suposta armação para a realização de mais 2 jogos. Está aí o link pra quem se interessar pela matéria na íntegra.
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Acho que foi no ano passado - o que não vem ao caso - que o Renato Gaúcho falou que a diretoria do time que ele dirigia precisava conseguir uma “mala preta”. A tal da mala seria um dinheirinho pra incentivar jogadores de times que iriam jogar contra adversários diretos do clube para o qual ele trabalhava, e tentar melhorar sua situação na tabela. Foi um bafafá sonoro, mas passageiro. Muitas reações inflamadas, mas o caso não teve muita repercussão, nem fôlego.

É diferente de um acordo em torno de um resultado que engordaria o caixa de um clube, mas é tão antiesportivo quanto.

Esse pensamento, que anda por aí na boca do povo, meio óbvio, o da tal teoria da conspiração, põe em questão a idoneidade dos negociadores (só falo do lado botafoguense, que é o que me interessa), o que é muito delicado, senão, criminoso. Na defesa do contrário fala-se do amor que os dirigentes têm pelo clube, que jamais fariam coisa que prejudicasse o Botafogo. Acredito.

Mas pergunto: conseguir mais dinheiro para o clube é crime de lesa- pátria?

Acredito também que um jogador que se preze não se sujeitaria a isso. Resta saber se o jogador se preza.

A versão da “armação” me deixa mais tranquilo com relação à decisão do Carioca, porque o próximo domingo seria o dia em que o time finalmente jogaria “pra valer”. A versão de que os jogadores seriam uns amarelões que não têm raça, não vestem a camisa do time, e de que o Ney Franco é um medroso retranqueiro, me deixa pra baixo e angustiado. Fico inseguro.

Pro bem da minha saúde física e mental, prefiro a versão da mão invisível. Opção egoísta e simplória, porém uma estratégia que me garante uma semana mais tranquila, pra melhor cuidar dos meus compromissos de sobrevivência.

(Com todo o respeito à diretoria, que acredito que trabalha para o bem do Botafogo).

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