quinta-feira, 30 de abril de 2009

Sombra e água fresca


Biriba tira um dia de folga, pois já escreveram tudo o que ele gostaria de ter escrito. São 2 excelentes textos.

Biriba quer escrever que nem eles quando crescer. Assim como o João quer ser o Maicosuel quando tornar-se um homem.

Os textos são estes aqui:
tudo o que você sabe está errado (snoopy em preto e branco)

A bela e trágica história do encontro do Cavaleiro Negro com a Princesa Juanita Chiquilenta, La Loca (Fogo Eterno)

- Como tenho aceço aos esselentes testos?, pergunta um torcedor do outro time.

- Clica nos links, pô!

Biriba sabe.

Saudações alvinegras!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

globoesporte.com tem vento na cabeça

No Site Macabro, os espertinhos de Goebbles publicaram esta foto, com a seguinte manchete:


FOTO: ‘espiões do Fla’, urubus rondam o treino do Botafogo em Saquerema.

Jogadores alvinegros treinam na manhã desta quarta-feira sob os olhares dos pássaros, no campo do Boavista. A ave é símbolo do clube da Gávea.

Os oligofrênicos do Mal estão recrutando imbecis que não sabem qual é o símbolo do outro time, pra que se juntem aos milhares de torcedores que não se interessam por futebol, mas que adoram um rebuliço. Ou seja, metade da torcida do outro time.

Biriba ficou em estado de alerta ao saber que estamos sendo espionados por aves astutas, e de paladar requintado.

O resto da matéria é de tamanha idiotice, que chega a ser bizarro. Biriba evita importunar os seus 5 leitores com babaquices ginasiais, e não transcreve o bisonho texto.

(E mais uma vez o outro time é o protagonista de uma matéria supostamente referente ao melhor time do mundo.)

Psicografaram Goebbles?

O Furo


O poderoso chefão Jorge Rabello afirmou que o camundongo perna-de-pau Juan, quer dizer, João, deveria ter recebido cartão vermelho pela agressão ao craque Maicosuel. Mas, dentro de sua lógica absurda, o comandante dos bandoleiros considerou “muito boa” a atuação de seu comparsa, Rodrigo Nunes.

Biriba é um cão, não frequentou bons colégios e não entende nada de lógica. Mas acha que com um jogador a mais um time de futebol aumenta suas chances de vencer uma partida.

Ele aposta que aquele furo na cabeça de Jorge Rabello explica o porquê de tamanha idiotice. Deduziu que o cérebro do chefe dos 40 juízes deve ter escorrido pelo buraco, deixando sua caixola vazia.

Saudações alvinegras.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Biriba muda seu conceito gráfico

Biriba me contratou pra cuidar do blog, porque tem mais o que fazer (parece que sua atividade principal é visitar blogs amigos, pra fazer comentários e socializar). Apesar de continuar alvinegro chumbo, ele me pediu pra que o blog deixe de ser em P e B.

Segue um teste para ajuste de seu monitor.



PS: Com todo o respeito aos gays, amigos ou não, o teste não tem nada a ver com gay pride.

Pupilos de Goebbels

Globoesporte.com inova e usa técnica de propaganda nazista.

Reprodução de páginas supostamente dedicadas ao clube Botafogo de Futebol e Regatas. (Os tijolinhos abaixo são links para as imagens deploráveis)

Jogador do Botafogo faz uma denúncia e exibem imagens de um gol do outro time.
Máfia do apito se pronuncia e exibem imagens de um gol do outro time.
Al Capone se manifesta e exibem imagens do outro time praticando atos de violência.
Matéria sobre marginal convicto e a repetição de imagens de violência praticada pelo outro time.
Declarações de um marginal e nova repetição de imagens de violência praticada pelo outro time.
Entrevista com jogador do Botafogo e imagens de um gol do outro time. E do ANO PASSADO!!!

Esses bandidos fazem parecer que o time do Botafogo não compareceu ao jogo e ainda tentam subtrair seus DOIS gols do placar. Mas também, o que esperar de um site que se espelha em técnicas de propaganda usadas pelo III Reich?

Nuremberg neles!

O Triunfo da Vontade

(Biriba decidiu retirar a imagem que ilustrava este protesto, por cosiderá-la ofensiva ao povo judeu. A quem interessar saber do que se trata, clique no ícone acima)

A técnica da grande mentira


"Uma mentira suficientemente audaciosa e repetida o bastante, se tornará uma verdade para as massas.” (Paul Joseph Goebbles, Ministro da Propaganda do governo nazista alemão).

O globoesporte.com faz o gênio da propaganda nazista parecer um bebezinho. Setenta anos se passaram e eles se aprimoraram.

A evolução dos métodos fascistas é notável. Eles aprenderam com o mestre Goebbles e avançam, renovando e aprimorando práticas doentias e, para espanto meu, ainda conseguem sobreviver em sociedades constitucionalmente democráticas. A técnica de manipulação das massas é conduzida à "glória", com a cobertura mais do que tendenciosa, irresponsável e indigna, que é o que boia nas páginas do referido site, sobre as finais do campeonato carioca de 2009. Cobertura esta que nada mais é do que pura propaganda, e que segue os preceitos nazistas de formação de opinião, travestida de jornalismo.

No globoesporte.com encontram-se páginas que este site propagandístico, camuflado por detrás de uma roupagem jornalística, indica como sendo reservadas a notícias sobre o Botafogo de Futebol e Regatas. O leitor, imbuído de boa fé, não imaginando estar lidando com profissionais que se utilizam de técnicas de propaganda semelhantes às que praticavam os criminosos da segunda guerra mundial, pensa que o que é anunciado, é o que será encontrado. Mas não é. O que o infeliz leitor encontra nessas páginas desprezíveis são imagens de lances vitoriosos ou violentos do clube adversário, repetidas à exaustão, seguindo os ensinamentos do mentor e articulador da propaganda do regime nazista.

O fim dos líderes e asseclas do III Reich foi trágico. Que o fim desses fascistas travestidos de jornalistas seja igualmente terrível.

Saudações alvinegras!

PS: o link para o referido site ficará de agora em diante num espaço reservado para páginas não recomendadas, junto com os seus congêneres.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Abracadabra

Maicosuel transforma Juan em João.





Passatempo

- O Emerson é tão ruim, que até gol contra ele faz mal feito. Fez um impedido, e agora fez outro de mão. Se o Emerson do outro time não resolve, o nosso é a solução alheia.



- Fahel, o chefe dos árabes de Zor, na cara do gol, chuta para a lateral do campo. Os árabes de Zor devem ter passado maus bocados sob a chefia desse sujeito, até o dia em que deram um fim a isso.

- Dessa vez Leo Silva dá uma travada de letra, mas não consegue atropelar o marcador. Da próxima vez vai caprichar e pegar em cheio.

- O Eduardo declarou que pediu pra sair porque o juiz disse a ele que iria expulsá-lo. Será que não vai aparecer no mundo um serial killer de juiz de futebol? Até porque ficaria explicado o porquê do prazer em matar.

- O chefe dos salteadores, Sr. Jorge Rabello, presidente da Comissão de Arbitragem, faz comentário em entrevista à Rádio Brasil, a respeito do pedido de substituição de Eduardo: "Ele estava cansado. Ele estava afastado do elenco do Botafogo, só vivia na noitada". O que esse formador de quadrilha tem a ver com a vida pessoal do jogador? Sr. Jorge Rabelo, vá pra... deixa pra lá.

- Já havia dito antes e repito: temos que fazer de 3 gols pra cima.

Topo Gigio

Eu gostava do Topo Gigio. Não gosto mais.

Bola de gude

Boa de cristal é crendice. Não existe absolutament nada que comprove sua eficácia.

Biriba deixa de se meter a ser o que não é e volta ao bom e velho joguinho de bola ou búlica.

Saudações alvinegras!

domingo, 26 de abril de 2009

sábado, 25 de abril de 2009

Cai o Martins

Frequentei o Caio Martins assiduamente. Acho que desde 94, quando voltei a morar em Niterói. Vi a expansão das arquibancadas e tal. Hoje fiz uma visita.

Perguntei à bilheteira:

- O que temos?
- O que está escrito aí.
- Arquibancada, 15? Tem coisa errada aqui.
- Não é isso que está escrito aí, não. Você não está vendo?
- Esotu vendo, sim. Ar-qui-ban-ca-da: 15 Reais.
- Não é em cima, não. É aqui do lado.
- Ah, esse recadinho num papelão amassado e meio rasgado, mal ajambrado, essa coisa chinfrim aqui?
- É.
- Duas cadeiras, por favor.

Ela foi gentil. Não me espinafrou pelo cinismo cretino. Agradeci e me mandei.

Pior do que o papelão amassadinho, seria me deparar com um “cadêra 30 real”, escrito no mesmo tipo de papelão rasgado à mão. Que viva a reciclagem! Dentrão!

Pergunto: As vendas no Caio Martins são organizadas pelo Botafogo, pela prefeitura ou pelo governo do estado? Porque o Caio Martins está caidinho, caidinho.

Alô, diretoria!

O Que Terá Acontecido a Baby Jane?

Pele? Pele são eles!

Essa estória de fazer do Botafogo o coadjuvante e do Flamengo o herói, é coisa da dona do campeonato, a rede globo. Especialista em melodramas, esta empresa vive da criação de personagens com rótulos de fácil identificação.

Todos sabem que o Botafogo vai jogar contra deus e o mundo. Mas o adversário mais perigoso é o estigma. Estigma gruda mais do que chiclete.

Acho que a decisão que começa amanhã é um divisor de águas. Ou arranca-se de vez a pecha de perdedor, ou emplaca-se por um bom tempo a fama de tri-vice.

O Botafogo não pode deixar isso acontecer.

E pele, mermão, pele são eles.

Pagou ou não pagou?

Está lá no Movimento Carlito Rocha: "TRT mantém o Botafogo no ato que impede penhoras"

Decidiram que não era da alçada do juiz que bateu a favor da penhora da renda. Melhor assim. Mas, vem cá: a diretoria cumpria ou não, as tais “condições estipuladas”?

Biriba tem

Com satisfação informo que desta vez Biriba vai. De cadeira, mas vai.

Saudações alvinegras!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Volta, Victor!

Victor, você chegou que nem um tsunami. Eu fui seu entusiasta de primeira hora. Mas já não é de hoje que você anda tentando fazer gol bonito. Só que você ainda não se deu conta de que já fez vários gols bonitos, e sem precisar dessa estória de bola colocada, de curva, de tentar chutinho no contrapé do goleiro. Pra ser campeão, cara, você tem mais é que enfiar o pé do jeito que da, como você sabe fazer, e muito bem.

Eu quero aquele Victor Simões se jogando pra fazer gol deitado; o que faz gol de bico, o dos porradões de fora da área, seja de onde for, do jeito que da. Eu quero aquele jogador que, mesmo com uma chuteira coloridaça, joga como se estivesse calçando a boa e velha chuteira preta.

Fui lá no seu site. Tá maneiro. Seja campeão e coloca lá pra todo mundo ver.

E Victor, você tem que parar com essa coisa de pantera, cara. Além de ser uma tremenda babaquice, o outro pantera meteu o Botafogo na justiça e pode ser o responsável por uma tragédia financeira assustadora. Esqueça a homenagem, Victor. Por favor.

E volta, Victor! Volta a ser o Victor Simões que a gente conhece e gosta.

Saudações alvinegras!

Do seu fã,
Biriba

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Salto 15










No Cantinho Botafoguense o Rodrigo Federman pergunta: “Cadê o futebol do início da temporada, Victor?” Está aí a pergunta que não quer calar.

O Rodrigo é um cidadão refinado, Biriba é um cachorro enlouquecido. Leiam por lá uma versão inteligente e ponderada, e aqui, uma versão esbravejante e desmedida.

Pois bem. Não canso de me repetir, porque a questão está em aberto. E tome pergunta!

Por que jogadores que estreiam no Botafogo jogando um futebol sério e objetivo, com o passar do tempo passam a tentar “jogar bonito”? Começo eu por dispensar a firula. Pois então: O que acontece a esses jogadores pra que eles fiquem mascarados de uma hora pra outra? O que acontece dentro do Botafogo que os deixa atraídos por um salto alto? Que ritmo empolga esses caras, em sua estada alvinegra, pra que vivam se requebrando no rebolado?

Se o treinador não consegue convencê-los de que esse comportamento cretino não os levará a lugar algum, por que a diretoria, que paga o salário desses cidadãos, não exige uma conduta condizente com o esporte que praticam e com o dinheiro que recebem? Será que a diretoria não tem o mínimo controle sobre seus contratados?

Isso não vem de hoje, não é novidade da gestão atual. Sobrou soberba ao excelente time de 2007 em várias partidas, principalmente nas partidas que já estavam com o resultado garantido. Mas, muito pior, quando eram partidas decisivas e nada estava decidido, isso pesou no final. Querem exemplos?

A roubada de bola que resultou em pênalti na primeira partida da decisão de 2007, veio de uma “penteada” que o Túlio (que é bom jogador, mas confunde campo de futebol com ringue de vale-tudo) deu lá no meio de campo, cercado por 2 adversários. Jogadinha mais do que manjada e totalmente desnecessária, e deu no que deu. O Thiaguinho (bom jogador), no jogo contra o Americano, reeditou a lambança do Tulio ao perder a bola pra justos 2 adversários, quase exatamente no mesmo lugar do campo em que seu antecessor fez sua pixotada, e deu no que deu. Sabe o nome disso? Salto alto. Quer mais?

Na segunda partida da final do ano passado, o mediano Wellington Paulista recebe uma bola SOZINHO NO MEIO DA ÁREA, numa jogada em que a defesa tentou fazer a linha de impedimento. Ao invés de botar a bola no chão, o sujeito mata a bola no peito pro alto, pra tentar fazer um gol de voleio. No mesmo jogo ele recebe uma bola na quina da pequena área e tenta bater colocado, de curva, numa jogada que dava até pra tentar trazer o lance mais pro meio. Na língua do futebol isso é chamado de máscara.

Faço um apelo aos responsáveis pelo melhor time do mundo, para que acabem com esse baile de máscaras, dançado no alto de scarpins salto 15.

Saudações alvinegras!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Revelado o mistério

O técnico Ney Franco afirma que vai “bater na tecla da parte tática”, nos treinos secretos que realizará durante a semana que antecede a final do próximo domingo.

O grande segredo é a substituição da versão 7.4 do FIFA Soccer 09 pela sensação do momento, o Pro Evolution Soccer 2009. Com essa novidade, o técnico do Botafogo espera simplificar o esquema tático, pra evitar que os jogadores entrem em parafuso na hora de tomar uma decisão simples - como a de tocar a bola pro lado para o companheiro mais próximo – e, na dúvida, darem um chutão pra frente. Ele quer livrar-se das “250 melhorias de jogabilidade” e das “ações mais responsivas” oferecidas pelo game da Electronic Arts.

Um membro da comissão técnica - que pediu pra não ter seu nome divulgado, uma vez que revelava informações altamente sigilosas – disse que o PES 2009 tem comandos mais simples de serem executados.

- Não precisa mais ficar decorando que chutão pra frente é tecla A e passar a bola é tecla S. Isso confunde os jogadores - informou o profissional da bola.

Além dos aspectos táticos, espera-se uma melhora também na parte técnica.

- Não vejo a hora de poder trocar passes com o Del Piero - confessa o craque Maicosuel.

Vídeo game

Link pra assistir à demo da nova ferramenta de trabalho de nossa comissão técnica: Pro Evolution Soccer 2009

PS: Só postei isso aqui, porque fui surpreendido por um time do Brasil com: Carlos Alberto Torres, Julio Cesar (zagueiro), Leônidas (jogando na zaga!), Leonardo (o cara deve ser flamenguista), Gerson, Didi, Rivelino, Garrincha, Pelé e Romário.

Estou pensando em comprar um brinquedinho desses, pra poder montar uma seleção formada por: Manga, Rodrigues Neto, Octacílio, Nílton Santos, Marinho Chagas, Gérson, Didi, Garrincha, Jairzinho, Amarildo e Paulo Cézar.

Ainda tem outro: Paulo Sérgio, Josimar, Gonçalves, Rildo (na zaga), Zagallo (recuado), Zezé Procópio, Dirceu, Bebeto, Perácio, Roberto e Patesko.

Em qualquer uma das duas o Maicosuel brigaria por vaga.

Saudações alvinegras!

terça-feira, 21 de abril de 2009

"O Triunfo da Armação" ou "O Milagre do Santo do Pau Ôco"

No caso de o time mudar da água pro vinho e jogar como jogou contra o Vasco no 4 x 0, ganhando do Flamengo sem dar chance pro juiz, estaremos lá pra prestigiar a armação que deu certo.

Se, do contrário, jogar como jogou no domingo passado e ganhar, estaremos lá pra ver um milagre. O milagre do bando de paspalhos amarelões sem raça, treinado por um retranqueiro medroso e inepto, e que vence no final.

Seja como for, estaremos lá.

E que aquela turma que aplaudiu o Emerson fique de fora disso. Vaiam quando não é pra vaiar e aplaudem quando não é pra aplaudir. Essa gente dá azar.

Saudações alvinegras!

Confraternização de ú é ôla

Tá lá no Arquiba Botafogo:

"Alô, alô, diretoria do Botafogo!
Não me venham mais com almoços de confraternização com nossos rivais!"

Biriba assina embaixo.

Mão invisível

Li no Movimento Carlito Rocha um texto negando o envolvimento da diretoria e, em particular, do Vice-Presidente André Silva numa suposta armação para a realização de mais 2 jogos. Está aí o link pra quem se interessar pela matéria na íntegra.
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Acho que foi no ano passado - o que não vem ao caso - que o Renato Gaúcho falou que a diretoria do time que ele dirigia precisava conseguir uma “mala preta”. A tal da mala seria um dinheirinho pra incentivar jogadores de times que iriam jogar contra adversários diretos do clube para o qual ele trabalhava, e tentar melhorar sua situação na tabela. Foi um bafafá sonoro, mas passageiro. Muitas reações inflamadas, mas o caso não teve muita repercussão, nem fôlego.

É diferente de um acordo em torno de um resultado que engordaria o caixa de um clube, mas é tão antiesportivo quanto.

Esse pensamento, que anda por aí na boca do povo, meio óbvio, o da tal teoria da conspiração, põe em questão a idoneidade dos negociadores (só falo do lado botafoguense, que é o que me interessa), o que é muito delicado, senão, criminoso. Na defesa do contrário fala-se do amor que os dirigentes têm pelo clube, que jamais fariam coisa que prejudicasse o Botafogo. Acredito.

Mas pergunto: conseguir mais dinheiro para o clube é crime de lesa- pátria?

Acredito também que um jogador que se preze não se sujeitaria a isso. Resta saber se o jogador se preza.

A versão da “armação” me deixa mais tranquilo com relação à decisão do Carioca, porque o próximo domingo seria o dia em que o time finalmente jogaria “pra valer”. A versão de que os jogadores seriam uns amarelões que não têm raça, não vestem a camisa do time, e de que o Ney Franco é um medroso retranqueiro, me deixa pra baixo e angustiado. Fico inseguro.

Pro bem da minha saúde física e mental, prefiro a versão da mão invisível. Opção egoísta e simplória, porém uma estratégia que me garante uma semana mais tranquila, pra melhor cuidar dos meus compromissos de sobrevivência.

(Com todo o respeito à diretoria, que acredito que trabalha para o bem do Botafogo).

Marido traído

Eu fui o último a saber que o Juninho é amigo pessoal do vice, André Silva. E aprendi mais: o nosso vice-presidente é "amigo pessoal" do Lucio Flavio e do Cuca também.
Agora entendi o porquê do sofrimento. (Nosso sofrimento)

Passatempo

- Por que vários jogadores que vêm para o Botafogo estreiam sérios e, com o tempo, começam a tentar “jogar bonito”?

- Por que a diretoria não dá uma prensa nesses jogadores que tentam “jogar bonito”?

- Eu avisei que aquele camundongo mexicano comprado no Paraguai, e que trazia de brinde uma máscara do Zorro, não era boa companhia. O Thiaguinho não quis me ouvir...

Link educativo

- O Emerson será “poupado”, ou seja, só não joga em caso de contusão. Poupem a mim, pô!

- Aos 45 min e 15 seg do segundo tempo, perdendo por 1 x 0, o técnico Ney Franco faz uso de seu poder místico, sua intuição, e para o jogo pra colocar Túlio Souza em campo. Estaria ele convicto de que o jogador repetiria a façanha do jogo contra o Americano, ou queria só gastar o tempo?

- Treinos secretos. E a escalação? Será a já conhecida?

Saudações alvinegras!

domingo, 19 de abril de 2009

Botafogo surpreende

O Botafogo, que tinha jogo marcado para este domingo pela final da Taça Rio, surpreende e não comparece ao estádio.

Aos cerca de 40 mil torcedores alvinegros, que foram ao Maracanã motivar a equipe e torcer por seu clube de coração, restou assistirem o time do Flamengo jogar sozinho e levar o troféu para a Gávea.

Especula-se que um braço nacional da organização mafiosa japonesa “Yakuza” esteja por trás do misterioso desaparecimento. Agentes da Polícia Federal e da Abin já estão mobilizados e em ação, tentando desvendar este caso estupefaciante.

As investigações começaram dentro do próprio clube, uma vez que caso semelhante já havia ocorrido no segundo jogo da final do Campeonato Carioca de 2007, em que a equipe alvinegra só apareceu no estádio no segundo tempo da partida. Os investigadores trabalham com a tese de que dirigentes do clube estejam envolvidos na ação criminosa.

- Suspeitamos que a direção do clube contratou os japoneses, por não terem pessoal capacitado para o trabalho. Isso envolve muito dinheiro. São uns 2 milhões de arrecadação, fora as cotas de transmissão. Estamos numa linha de investigação nietzschiana, tentando descobrir “a quem interessa” esse sumiço - revela o Dr. Carlos Rocha, delegado federal à frente do caso.

Até o presente momento não se tem notícia do paradeiro da equipe carioca. Espera-se que o caso seja solucionado antes do próximo domingo, dia em que o time de General Severiano tem compromisso marcado no Maracanã.

Fogo amigo

Gostaria que minha língua fosse servida ao molho madeira, mas infelizmente o fogo não a consumiu, nem tive que dobrá-la. Numa postagem intitulada COM ALMA, CORAÇÃO, CHUTEIRA PRETA E NO PEITO E NA RAÇA, afirmei que “Se o Wellington sair, a coisa fica mais difícil”. Não deu outra. O paspalho do Emerson entra para a história do Botafogo pelo basculante e tem sua foto colocada ao lado da de Marcio Teodoro. Numa baia, na estrebaria da sede campestre.

Síndrome de Zorro

O departamento médico não obteve êxito no tratamento pelo qual passou o jogador Thiaguinho, na tentativa de livrá-lo da terrível moléstia conhecida como Síndrome de Zorro.

O atleta não apresentou reversão do quadro patológico. Pelo contrário, sua condição clínica se agravou.

Numa jogada em que poderia ter chegado antes do adversário, o camundongo ou o passarinho - ou seja lá o que for o raio de bicho desgraçado que estava rabiscado em sua cabeça desta vez -, o atrapalhou no momento de tomar a decisão de correr em velocidade máxima, o que ele não fez, e que teria evitado o ocorrido.

Domingo Menor

- A trave abjeta tornou-se, mais uma vez, o centro de todas as atenções.

- Fico meio desorientado sempre que tento descobrir a função do Fahel, o famoso chefe dos árabes de Zor. Seria a mesma de uma capinha de crochê para liquidificador?

- O Alessandro é o que é: nada.

- O Leo Silva é o que é: o que se encontra dentro do vácuo. (Ele é mais complexo)

- Nesta tarde, meu herói não foi encontrado em todo o Peloponeso.

- Sempre que vejo o Victor Simões tentar fazer gol bonito, me agarro a uma figa e a um raminho de arruda. Informo que estas simpatias populares são crendices, pois não têm efeito prático algum.

- A cabeça do Reinaldo nunca saiu da Gávea.

- O Ney Franco é dono dos passes do Emerson, do Leo Silva e do Fahel? Seria, por acaso, amigo do dono?

- É só dinheiro o que a diretoria quer, ou além disso também quer o título?

- Que eu engula, sem chá de camomila, tudo o que escrevi acima, no próximo domingo.

- O juiz não teve nada a ver com isso. Não marcou umas faltas, inverteu outras, como é do feitio dos árbitros de futebol, principalmente contra o Botafogo. Mas não teve culpa de nada.

PS: Pago uma rodada de chope pro Renan (vitimado por fogo amigo, o grande sacaneado desta tarde - fora a torcida) e pro Leandro, que é Guerreiro.

O bom juiz

Gosto de juízes de futebol americano porque eles se vestem assim.

O Mundo das Quimeras

Fiz uma breve pesquisa na internet pra saber o que o mundo cibernético me revelaria sobre o ladrão que vai apitar a final da Taça Rio. Pois bem.

Ontem os resultados eram uns tantos e nada animadores. (Não tem nenhuma referência positiva sobre a figura do gatuno). Mas hoje já eram dezenas e dezenas de resultados a mais do que os de ontem, o que me faz pensar que o sujeito é um escândalo uniformizado, motivo de grande preocupação e muita pesquisa. Além de sua existência ser um acinte à boa criação do universo.

Vou me limitar a citar umas adjetivações que achei engraçadas. Melhor o riso do que a amargura, principalmente num domingo.

“’Medonhento’ juiz; criatura bizarra; estrambótico Sr. Luiz Antonio; sinistro árbitro; ser humano definitivamente possuído por forças demoníacas e toda sorte de espíritos do mal.” (In. COM BOLA E TUDO)

Link educativo: “Aula de ladroagem” http://www.blogdosantinha.com/resenhas-de-jogos/aula-de-ladroagem/

Pois é este o bandoleiro que apitará a final da Taça Rio. O único juiz de futebol que conseguiu a façanha de roubar dois times em um mesmo jogo.

O Botafogo terá que fazer uns 20 gols pra ganhar o jogo de hoje. E fará.

Saudações alvinegras!

sábado, 18 de abril de 2009

O Mundo do Herói


O meu herói é o Maicosuel. Herói que é, além de uma idéia, ele é um ideal a ser alcançado. E, para o bem da Nação Alvinegra, um ideal inalcançável.

Num jogo que parecia decidido, ele decidiu pelo contrário. Transformou o improvável em realidade. Destituiu de suas resignações, os conformados. Na história recente do Botafogo, ninguém melhor do que ele representa a figura que traz à lembrança o fato óbvio de que um jogo só termina na hora do apito final. O Maicosuel é épico.

Imagino que depois da invenção do Maicosuel – a melhor invenção do século XXI – os monstros do apito comecem de agora em diante a terminar os jogos aos 40 do segundo tempo, pra não dar chance ao azar. Porque o Maicosuel será pra sempre o azar dos outros.

Mas, à semelhança de qualquer herói, o meu herói tem lá seus atributos humanos. Um deles é a triste qualidade de não ser infalível.

Uma trave abjeta, um cilindro de metal desprezível resolveu entrar para a história da humanidade. E justo naquela hora, momento fadado ao esquecimento.

O mundo do Maicosuel não é o mundo das coisas estáticas. Ele faz parte do universo das idéias. É um ente abstrato, um vetor mutante. Ele contraria a ordem natural das coisas. Ele é a encarnação do inusitado. O Maicosuel pertence ao mundo dos heróis.

A famigerada trave, ao contrário Dele, é um objeto palpável, imutável, destituído de vida. Ela faz parte do mundo da normalidade. O que fazer diante do desconhecido? Como evitar a leviandade de um outro mundo, um universo menor, o mundo da obviedade?

Que aquela trave seja arrancada do Engenhão e tenha um final trágico e terrível. Que seja lançada dos muros de Tirinto, amaldiçoada por Zeus e arrastada de volta ao Inferno, de onde nunca deveria ter saído.

Saudações alvinegras!

Leandro não é zagueiro, é Guerreiro

O Leandro Guerreiro não pode jogar como zagueiro. Não tem o instinto predatório, indispensável a um beque.

Depois da falha do Thiaguinho - que teve nova recaída da terrível Síndrome de Zorro -, ele não foi à caça do atacante que escapou pela esquerda.

Por favor Sr. Ney Franco, não sacaneie esse grande jogador colocando-o numa tremenda roubada.

Volta, Papaléguas!

Depois do inominável jogo de quinta-feira, o Thiaguinho bem que poderia raspar aquele camundongo da cabeça. Venderam a ele um personagem mexicano, comprado no Paraguai, numa barganha em que vinha como brinde a idéia de que ele é um craque.

Não tem alguém no Botafogo que possa orientar esse rapaz?

Cuca comandará

Desta vez o Cuca terá a cordial torcida, a globo, os patrocinadores, a federação, a comissão de arbitragem e a imprensa do seu lado.

Mas será que ele pediu proteção a Iemanjá?


Saudações alvinegras!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Segurança pública e notória

A palavra ”cambista” vem do verbo “cambiar” (trocar). Eram uns protobanqueiros medievais, que cobravam taxas pra fazer conversões de moedas de origens distintas, ou seja, lucravam com o dinheiro dos outros. Com o passar do tempo a figura do cambista medieval trocou de nome e, hoje em dia, é conhecido como banqueiro - que perpetuou e aperfeiçoou a mesma função social do antigo cambista, que é a de "viver do alheio". (A título de esclarecimento, informo que isto é uma piada).

Esses asquerosos, pusilânimes, mesquinhos, funestos, pestilentos usurpadores, capazes de toda sorte de iniquidades, flanam tranquilamente pelas cercanias onde ocorrem eventos de grande popularidade, lucrando com o desvalimento do próximo. Expõem ostensivamente sua presença e suas ações ilícitas, transitando serelepes por áreas fortemente patrulhadas por agentes da lei.

É de conhecimento geral o fato de torcedores serem assaltados no entorno do Maracanã. Não é a norma. Eu mesmo nunca fui assaltado. Mas acontece. Agora, alguém já ouviu falar de cambista sendo assaltado? Existe algum registro de algo semelhante na história do jornalismo?

Seria possível deduzir-se que tão evidente contra-senso se dá porque polícia e cambistas estão de alguma forma associados empresarialmente? Suas atividades são complementares? Ou seja, uns vendem e os outros garantem sua segurança? Seriam sócios?

Que a polícia faça a sua parte e reprima a atividade desses contraventores.

EXTRA, EXTRA! VIRA-LATAS É FLAGRADO TENTANDO SURRUPIAR CARTEIRA DE CAMBISTA

Quem iria na terça comprar os ingressos não foi (esse cara ainda me paga!). Tentei esta manhã, dei de cara com a PM distribuindo spray de pimenta de graça. Não pude ir ao Engenhão comprar os ingressos, estou temporariamente de fora da final. Mas não desisto. Vou até o fim. No domingo estarei por lá, tentando bater a carteira de algum cambista distraído (ladrão que rouba ladrão...).

Como pedir é natural dos cães sem dono, única forma de sobrevivência destes simpáticos e espertos quadrúpedes, faço aqui o meu apelo para que, se algum dos meus 5 leitores souber de um ingresso sobrando por aí, deixem um recado por favor. Isso evitaria uma possível nota lamentável nas páginas policias, envolvendo o bom nome deste ilustre descendente de uma dinastia que é parte da história do melhor time do mundo.

Porque essa estória de ingressos esgotados não vai ficar por isso mesmo. Se tem coisa que me aporrinha mais que bicicleta em calçada e tocador de gaita, essa coisa chama-se cambista.

Spray de pimenta

Esse foi o tempero usado para enxotar torcedores, em frente às bilheterias do Estádio Caio Martins. Um pequeno tumulto teve início quando alguns torcedores foram informados extraoficialmente que os ingressos para a final da Taça Rio estavam esgotados e a PM usou spray de pimenta.

Um sujeito, vestindo uma camisa verde com o escudo do Botafogo em que se lia "Comissão Técnica", cercado por policiais militares portando metralhadoras, informava a quem se dirigisse a ele que o único ponto de vendas que ainda tinha estoque de ingressos era a bilheteria do Engenhão.

Como eu já estava por lá fazia umas 3 horas, fiquei esperando que algum funcionário devidamente identificado aparecesse para informar à massa de torcedores, que formava uma fila gigantesca, o que realmente se passava. Um pequeno tumulto teve início e um pelotão de choque da PM chegou atirando, sem aviso prévio, spray de pimenta na população.

(Início da barriga: aos interessados apenas no relato dos fatos, sugiro que pulem este parágrafo)
Eu adoro pimenta. Minha mãe faz um bobó de camarão fantástico. Na feijoada também é um ingrediente indispensável. Tenho uma prima que vive há uns 6 anos em Salvador, e que me mandou um pote, desses de maionese, com uma pimenta temperada à baiana que tem um aroma divino. Consegui uma receita de moqueca capixaba, mas não vou entrar em detalhes aqui. Para tal tenho meu blog especializado em culinária brasileira, que certamente é o local mais indicado para esse tipo de divagações.
(Fim da barriga)

Como a capoeira também é uma arte de saber identificar a hora de meter o pé - arte que todo vira-latas pratica no seu dia-a-dia, para manter-se são, ou melhor, vivo -, sartei de banda, 3 pulinhos, tchau, tchau. Mas outros, não muito instruídos nesta arte de autodefesa, desenvolvida e moldada para uso num país reconhecidamente afeito a práticas de segurança pública truculentas, não tiveram a mesma sorte.

Tive a impressão que a pimenta, usada de maneira indevida, causa grande prejuízo à saúde. A expressão dos não-capoeiristas era de grande sofrimento e dor. Recomendo à população que mantenha o acarajé longe dos olhos.

Pergunta: Por que cargas d’água a diretoria do melhor time do mundo, responsável por aquele ponto de vendas, não tomou providências para que este lamentável incidente fosse evitado?

Saudações alvinegras!




terça-feira, 14 de abril de 2009

Mobilização Alvinegra

Reproduzo aqui uma imagem enviada por Alán Leite ao Blog do Roberto Porto, imagem essa que anda se expalhando por aí, chegando a várias páginas alvinegras. Ela estava originalmente no Fogoblog e tomei a liberdade de colocá-la aqui, onde os meus 2, quer dizer, agora 5 leitores podem usar esta poderosa rede de relacionamento para expalhar a idéia de que temos que comparecer em massa aos próximos compromissos do time da Estrela Solitária, o melhor time do mundo.

Saudações alvinegras,
Au, au!

domingo, 12 de abril de 2009

Com alma, coração, chuteira preta e no peito e na raça

O que dizer do que aconteceu neste último jogo? No mínimo, que estou de alma lavada, não pelo “troco” (isso só foi mais um ingrediente, e que ingrediente!), mas pela postura que a equipe assumiu dentro de campo. Ganhando ou perdendo eu me sentiria honrado por ter este grupo vestindo a camisa do meu Botafogo, defendendo a Estrela Solitária do melhor time do mundo. Era isso que vinha pedindo nas postagens anteriores, eu, blogueiro engatinhante, e os caras parece que me responderam com todas as letras: “Nós temos, sim, tudo aquilo que você define como essencial em um jogador de futebol. Temos alma, coração, chuteira preta e vamos no peito e na raça!”

Nem tanto “no peito e na raça”, porque nem foi bem assim. O Sr. Maicosuel fez uma jogada em que não se pode culpar o marcador, os marcadores, a defesa, o esquema tático, o gramado, a iluminação, a umidade do ar, a astrologia, a numerologia, a cabala, o biorritmo, a direção do vento, um desvio orbital, a vontade divina. Nenhum outro pode ser culpado pelo acontecimento, senão ele, o Sr. Maicosuel. Culpado por ser aquilo que não se pode explicar. Parece que os marcadores ficaram olhando atônitos, por acharem que tal esquisitice não iria dar certo (“esquisito” em inglês quer dizer “requintado”). Mas a tal “esquisitice” nada mais é do que o “diferente”, o “inusitado”, o “fora da ordem natural das coisas”. Se tentassem pará-lo à bala é bem provável que acertassem a o próprio goleiro, porque o Maicosuel é uma espécie de holograma, uma coisa que está onde não está, uma miragem que se afasta mais e mais para longe do alcance, quando se tenta uma aproximação. O gol do Maicosuel foi algo pra ficar na história do Botafogo, um clube que insiste em criar um mundo acima das expectativas, acima da naturalidade. O Botafogo nunca foi comezinho.

Os passes do Victor Simões confirmaram definitivamente - depois de vários, mas estes em um clássico de grande importância, jogo decisivo - que este cidadão não vive somente em função de fazer gols. Tudo bem que, quando a partida já estava com o resultado praticamente definido ele comprometeu algumas jogadas tentando fazer o dele também - um atacante buscando a artilharia. Mas foi dele que saiu o passe para o companheiro ultrapassá-lo neste quesito, e duvido muito que, se ele tivesse feito as contas antes, deixaria de tomar a decisão que tomou: o quarto gol foi lindo! E na comemoração, o gesto do Reinaldo em abraçá-lo, reconhecendo o belo “garçom” que é, foi uma imagem marcante. (Eles estão quase lá: comemorar com os companheiros antes de comemorar com o técnico).

O Thiaguinho finalmente - mesmo dando umas pixotadinhas aqui e ali - mostrou que tinha indentificação com o personagem desenhado em sua cabeça. Parou de fazer em campo as curvas complicadas do desenho e passou a assumir a personalidade da criatura. Ao invés de seguir o óbvio da estampa, incorporou o conceito que define o Papaléguas. Ou seja, o desenho saiu da superfície e entrou em sua mente. Belo gol.

Como já escrevi anteriormente, eu não queria na equipe jogadores da campanha de 2007. Não sei se por conta do peso que carregam por não terem conquistado tudo o que poderiam – e isso afetar a parte psicológica -, ou por pura superstição. Ou mesmo por achar que vários dali não têm espírito de vencedor, a verdade é essa. Mas o Leandro Guerreiro insistiu de tal forma, que criou uma exceção dentro de minhas certezas. Duas roubadas de bola decisivas – fora as tantas outras – fazem dele o coração e a mente do time. E tem sido isso durante toda a campanha. Ele cobre como ninguém a zaga. Tem uma visão de jogo que faz com que sua colocação em campo seja digna de comparação com os grandes nomes que atuavam na condição de líbero (não dá pra falar em "posição" neste caso). Coração e mente.

O religioso Gabriel dispensa comentários. É um jovem cheio de personalide. O que dizer? AN-JO GA-BRI-EL! AN-JO GA-BRI-EL!

Chuteira preta é pro Reinaldo. Cara sem firulas. Um sujeito que deixa a defesa adversária preocupada. As defesas ficam sempre com um homem a menos, porque alguém tem que ficar na sua cola. Ele abre os espaços pra quem vem de trás, vide o gol do Thiaguinho. Um cara solidário. Veio meio desacreditado, e veio pra ser campeão pelo Botafogo.

O Alessandro ainda não conseguiu voltar a ser o jogador que conhecia suas limitações e sabia que seu ganha-pão depende disso. O Leo Silva ainda não conseguiu voltar a ser o jogador que conhecia suas limitações e sabia que seu ganha-pão depende disso. O Fahel ainda não contratou um serviço de banda larga pra acelerar suas conexões. O Batista fica em observação, e todos procurando por sua cabeça.

Se o Wellington sair, a coisa fica mais difícil.

O Ney Franco mostrou a que veio. As jogadas de ataque e contra-ataque foram fulminantes. Sei que tem gente que pensa diferente, e respeito isso. Mas será que não era o tal "espírito olímpico" que estava faltando aos jogadores? O segundo e o quarto gols não foram fruto de bom treinamento?

E não é que o ímpeto do trio de ataque foi fundamental? Esse negócio de blog tá funcionando. Não paro mais.

Saudações alvinegras!

sábado, 11 de abril de 2009

O Troco

Será que os caras me ouviram? Os meus dois leitores devem ter expalhado por aí. E não é que os caras me atenderam? Evoquei Machado, Poe, Hemingway, Wolff, Didi, Zátopek. Devo estar com uma dívida celestial astronômica ("celestial astronômica, esquisito isso...). Citei Jairzinho, Zagalo, Túlio, Donizeti. Apelei pra piada infame, música, sei lá. Deu certo! Os caras foram lá e deram o troco. Ah, rapaz! Escrevo mais sobre isso em outra hora, porque agora eu quero é comemorar por estarmos em duas finais ao mesmo tempo.

E foi com alma, coração, chuteira preta e no peito e na raça! Salve, salve todos os jogadores que honraram a fantástica Estrela Solitária!

No peito e na raça!

Ouvi certa vez uma piada americana em que o piadista pergunta por que são os negros que tocam melhor o blues, concluindo que é porque “eles fecham os olhos na hora do solo”. Não tem graça nenhuma, e acho que está mais para a filosofia do que para a anedota. Ou seja, o sujeito não toca com a mente, mas sim com a alma. Eu tirei essa conclusão. Cada cabeça, uma sentença.

Gosto de imagens antigas de esportes. Ficava muito emocionado ao ver umas imagens históricas de um famoso corredor fundista polonês, o Emil Zátopek. Ele tinha lá o seu apelido glorioso, como muitos ilustres jogadores botafoguenses: “Locomotiva Humana”. O que eu achava impressionante nas imagens, além de ele estar sempre vencendo, era a expressão de esforço e muito sofrimento em seu rosto, com a cabeça balançando de um lado pro outro. Sem dúvida que tinha muito da aptidão física natural dele, fora sua técnica, mas a impressão marcante para mim é a de que ele ganhava as provas muito mais com o coração, do que qualquer outra coisa. Muito além da vontade em sua mente, do vigor de seu corpo, era a paixão que empurrava o Zátopek para a frente, para as vitórias.

Não me recordo quem - e se alguém puder me ajudar aqui a fazer justiça ao autor, que se pronuncie por favor - que disse algo assim parecido: "O que está faltando ao futebol atual é a boa e velha chuteira preta." Citando o eterno Machado de Assis: "Há pessoas elegantes e pessoas enfeitadas".

No campo da música, quando um cantor ou cantora não consegue alcançar uma determinada nota muito alta através da técnica, diz-se que ele(a) foi “no peito”. Gosto de uma expressão que sobrevive o passar das modas que é “no peito e na raça!” Eu adoro essa. Gosto de falar isso com um “p” bem explosivo e alongando a sílaba: no PPPeeeito e na raça!

Para o dia de hoje, dia de jogo decisivo contra o Vasco, fica aqui a minha torcida: Que o Botafogo jogue com alma, coração e chuteiras bem pretas. E vá com tudo, “no peito e na raça!”

Saudações alvinegras!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Raça

Li no "Cantinho Botafoguense" que existe o interesse da direção do Botafogo em (re)contratar o Lucio Flavio. No "Blog-Clipping Malu Cabral" tem uma versão que fala de implicações orçamentárias, uma série de fatores complicadores da transação. Pra quem quiser saber dos detalhes, é só acessar estas páginas através dos links acima.
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Existiram, e por aí ainda existem, escritores que não eram, digamos, fisicamente avantajados, mas que suas obras eram extremamente vigorosas. Machado de Assis e Edgar Allan Poe se enquadram nessa categoria. Mas houve também os que foram voluptuosos e insinuantes fisicamente, confundindo-se com sua arte e, inclusive, interferindo na própria matéria de sua obra, como Ernest Hemingway e Fausto Wolff. Seria a virilidade dependente do vigor físico?

O Túlio Maravilha não era propriamente franzino, mas também não tinha o vigor do Donizete - isso pra ficar entre companheiros de uma mesma equipe. (Se quimeras dessem certo, uma fórmula Túlio+Donizete daria um Jairzinho?...). Bem, a questão é: o Túlio era ou não era um jogador viril? Por mais que a aparência blasé indicasse tratar-se de um sujeito desinteressado, apático, frio, meio fora de sintonia com o que uma partida de futebol simboliza e exala, ele estava lá, sempre atento às chances e pronto pra deixar a sua marca. Ele tinha sede de vitória.

O jogador de futebol Zagalo, que vi nos fragmentos clássicos de Copas do Mundo, pode bem sintetizar a idéia de que um jogador não tem que ser o atleta mais forte, mais veloz, o de técnica mais apurada. Era a perna de quem senão a dele que estava lá para o que desse e viesse na final de 58?

O grande atributo que diferencia fundamentalmente os jogadores de futebol com os quais um time pode contar de seus opostos é o espírito olímpico. Não falo desse negócio de “saber perder”, de “o que vale é competir”. Tudo bem, concordo, mas não é isso. Eu falo é de dar o sangue até o fim; de esquecer o bom-mocismo na hora da decisão; de deixar a vaidade de lado e dar um chutão horroroso se precisar; de não desistir até o apito final e sentir-se mais honrado ainda, se ao deixar o campo puder exibir um uniforme pateticamente enlameado; de insistir até a morte em entregar uma mensagem. O Jairzinho era assim.
Link Zagalo 58
Link Jairzinho 70

A cena do Didi em 58 pegando a bola no fundo da rede como quem acolhe uma criança desvalida, voltar lentamente ao centro do campo ,dando tempo para a euforia sueca esvair-se e as cabeças brasileiras reerguerem-se, recomporem-se, e em seguida acionar o Garrincha para que o Representante de Deus aterrorizasse instantaneamente os adversários, para espanto dos suecos e do resto do mundo, é coisa que nunca mais se viu semelhante. O Didi era tão magrinho. Mas era um líder. Ele pegou a bola, recolheu o que poderia ser visto como um resto inútil numa lixeira - numa atitude que a mentalidade cortesã e pseudo-aristocrática brasileira entenderia como comportamento subalterno - e restituiu à bola a indentidade perdida, além de transformá-la em sua aliada, sua arma. A maior liderança em campo da história do futebol brasileiro.

Agora, o que se vê por aí? O cara quer saber é de meião bem ajeitado, cabelo emplastado com gel. Sobra vaidade e soberba. Onde está a garra, a vibração, o brio, a tal raça? Onde está a liderança dentro de campo? Concordo com o Rodrigo Federman do ótimo “Cantinho Botafoguense” quando diz: “Enquanto isso, nossos santinhos engolem tudo quietinhos e elogiando o "professor".”

Torço pra que o espírito impetuoso do trio Maicosuel, Victor Simões e Reinaldo prevaleça no final. E que os jogadores comemorem os gols juntos, antes de ir comemorar com o técnico.

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

कुए प...?

Todo mundo sabia que o Batista não tinha nada dentro da cabeça. Mas alguém sabia que o Batista não tinha nem uma cabeça por fora do nada?

Tem uma teoria de um amigo, que sustenta que o Alessandro é na verdade um conselheiro espiritual: ele só era escalado pra poder dar papo ao solitário Cuca, no trajeto de volta à casa, comentando o jogo, ou dando dicas de como cuidar das bromélias. Agora, sem o Cuca, o que que esse cara tá fazendo no time do Botafogo?

O Leo Silva vai voltar a jogar dentro de seus limites, ou o Ney Franco espera fazer dele um projeto de alquimista?

O Thiaguinho vai continuar fazendo em campo o que fizeram com o cabelo dele?

É um problema na banda larga ou o Fahel é lento?

Existe alguém em Marechal Hermes pior do que o Lucas Silva?

Pra que time joga a defesa do Botafogo?

Por que o Wellington não é titular?

É o Ney Franco quem escala ou são uns empresários raposões mancomunados com a diretoria, como foi em 2007, quando dispensaram o artilheiro do time, o André Lima, no meio da disputa do Brasileirão, pra ficar pagando o maior salário do plantel ao Dodô, jogador que estava suspenso?
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Esse jogo só valeu mesmo é pra eu dar uma chamuscadinha na língua por dizer que o Juninho não sabia mais bater falta. Mas de que valeu isso? Melhor morder a língua roendo osso e saboreando uma vitória.
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Quero mais é queimar a língua no final.
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Bons: Victor Simões, Wellington e Reinaldo (dando um crédito pra este último).

Ótimos: Leandro Guerreiro, Maicosuel, Tulio Souza (pelo gol épico)

Saudações alvinegras!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Mas agora é a vez do Americano... se dar mal

Como na outra postagem falei genericamente de jogadores que tiveram surtos da Síndrome de Zorro e não mencionei ninguém, vamos dar nome aos bois (expressão classificada como provérbio ou dito popular – do que discordo, uma vez que não possui uma moral ou relação de causa e efeito, como é o caso de “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, bem apropriada para o momento alvinegro – e que não tem nada de pejorativo ou insultuoso).

No primeiro turno o time vinha jogando bem, estava sendo elogiado pela imprensa, e eu particularmente achava que a postura dos jogadores era a de quem queria porque queria ganhar e não largar o osso (desculpem, mas é um pensamento obsessivo). Reconhecidos e estabelecidos como o time mais bem arrumado do campeonato, eis que chega o jogo contra o Volta Redonda, no Engenhão.

O meu pesadelo com a carrocinha de cachorros começou com uma matada no peito do tipo “peito estufado”, do Juninho – único zagueiro lânguido do futebol mundial –, que faz um passe lateral rasteiro do tipo “zagueiro pra zagueiro”, deixando a perna em suspensão espaço-temporal como se estivesse numa montagem de “O Lago dos Cisnes”, e torcendo o tronco num movimento típico de treinamento sem bola ou de práticas de ioga. Para receber o passe RASTEIRO o Thiaguinho (ótimo, diga-se), ao invés de “parar” a bola, ele “levanta” a bola. Ou seja, as 3 coisas que me irritam mais que bicicleta em calçada e tocadores de gaita aconteceram em menos de 10 segundos. Eu pensei: deram a braçadeira de capitão para um vaidoso notório e ele está contaminando um jovem, que obviamente deve ter pensado que, se a postura do líder é essa, esta deve ser a postura a ser seguida. Mas meu calvário não se limitou ao pátio da Suípa. Fui levado para sacrifício à Fábrica de Sabão Português quando o limitado, porém, brioso Alessandro, tenta jogadas de efeito nada prático, e percebi ali o possível efeito da laranja podre no cesto. Mas consegui escapar da morte numa parada que os carrascos da fábrica de sabão fizeram pra comprar cerveja em Benfica, uma vez que o restante do time, mesmo sem jogar bem, teve uma postura digna. O que não impediu que o Volta Redonda virasse o jogo pra cima de um time que, mesmo não tendo vestido as penas do pavão, incorporou a languidez mórbida do capitão (Ih, rimou... que mané!). Parece que houve um bom trabalho da diretoria, do técnico ou da psicóloga, ou dos 3, porque os caras entraram nos eixos e no restante do turno comportaram-se como cães sedentos e conquistaram a Taça. Parabéns! Foooo-gooooo!

Já no segundo turno, desde a partida contra o São Pedro, o time já não era mais o mesmo. Pareciam outros caras. O Thiaguinho (ótimo, diga-se) continuou com aquela bobagem de levantar a bola ao invés de pará-la em passe rasteiro de uns 5 metros. O Alessandro continuou inventando; o Reinaldo querendo fazer gols, não dava a bola pra ninguém (isso até dá pra entender, o cara tinha que fazer um gol); o Leo Silva, cheio de pose pra jogar, chegou ao cúmulo de travar de letra uma bola rente à lateral, sendo que ele estava ganhando o lance bem à frente do adversário, no abominável jogo contra o Vasco. Deu pra vocês entenderem? Explicando pra quem não entendeu: O cara estava saindo com a bola dominada, o marcador atrás dele e o sujeito TRAVA de letra a bola! O que poderia acontecer? Ora, ele atropelou o marcador. Óbvio. Eu não entendi nada, o outro jogador não entendeu nada, nem o juiz, que acabou marcando falta do atropelado sobre o atropelador. E quando eu vi o Victor Simões (ótimo, ótimo, ótimo!) tentar marcar uns 2 ou 3 gols meio que colocando a bola, fazer gol bonito, aí eu pensei: lá se foi a outra metade do osso.

Ainda bem que essa fase parece ser coisa do passado. No jogo de domingo os caras estavam muito bem. Redenção geral.

Depois escrevo um pouco mais, porque o jogo está pra começar. E vamos com tudo pra cima do Americano.

Link educativo

Saudações alvinegras!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Que venha o Vasco!!!

Não poderia ser melhor: começar os trabalhos depois de ver a equipe do Botafogo – que levou o clube às semifinais do segundo turno, há que se dizer –, retomar finalmente a postura briosa com que começou o campeonato; voltou ao prumo. Foi um alívio o jogo deste domingo. Digo isso porque vinha adiando a inauguração deste blog pra não estrear descendo o pau em alguns jogadores que ficaram “mais altos”, “mais bonitos”, “mais refinados”, “mais elegantes”, depois de ganhar o primeiro turno. Infelizmente não ficaram mais talentosos, mas, felizmente, no entanto, jogaram nesta tarde com a seriedade e a determinação que sempre espero do time, embora já não visse tal postura faz algum tempo.

Eu andava meio amargurado, cabisbaixo, ninguém entendia e acho que nem eu mesmo, mas agora percebo que era a minha intuição canina dizendo lá no fundo da consciência (os cães também possuem consciência): “Se continuar assim, o barco afunda na praia. Quem se conforma em ser vice não produz herdeiros. Meus ancestrais sabiam disso. Agradeço a eles o pelo que me protege do frio e dos inimigos - as pulgas rolam de rir ouvindo isso.

No primeiro jogo depois da conquista da Taça Guanabara, contra o São Pedro - o tal "time dos bombeiros" -, começou ali o baile. Não era a boa e velha dança de salão tradicional - de que meu pai tanto se gaba de ter sido um dos bons -, mas, sim, uma espécie de axé music. Rebola, rebola, rebola, sim... Dei um crédito devido à longa viagem, uma partida fácil e a ressaca do título. Mas a postura dançante tornou-se a tônica. Futebol é arte também, mas o que eu quero é um baile no melhor sentido estrito do jargão futebolístico: dar um baile no outro time, botar o adversário na roda, fazer a zaga dançar.

Coisas que me irritam mais que bicicleta em calçada e tocador de gaita (persigo um e uivo de dor com o outro): 1) Matar a bola no peito estufado, pro alto, e ficar olhando a joia da geometria cair lentamente para, então, ampará-la no pé - a empáfia do joelho alto! -, e conduzi-la ao solo em câmera lenta, como uma empilhadeira cheia de frescura; 2) O passe lateral de zagueiro pra zagueiro, coisa simples, transformado em evento extraordinário em que a perna que chuta a bola fica como que em suspensão espaço-temporal, criando uma plasticidade inútil, que vulgariza a arte do futebol; 3) Levantar a bola ao invés de "pará-la" ao receber um passe rasteiro de uns cinco metros. Bem, são coisas que dão graça ao racha num campinho ou na praia, a brincadeira vistosa e lúdica que, inclusive, forma futuros jogadores e que foi fonte de muitas alegrias minhas (cachorro também é gente e tira onda de vez em quando). Porém, há que se registrar aqui que em jogo “com camisa” e juiz, jogo “valendo”, essa postura bailante é motivo de porrada, inclusive. Imaginem então em jogo profissional, onde jogadores muito bem pagos estão ali para realizar o desejo de um público PAGANTE, que é ver o seu time LUTAR por uma vitória. A beleza plástica se dá naturalmente, geralmente quando um time joga bem. É só rever o corte com que o Victor Simões limpou a jogada, o passe e a conclusão do Reinaldo no jogo contra o Madureira. Precisa de gel no cabelo e salto 12 pra fazer isso? Olha que eu nem estou pedindo a volta das chuteiras pretas. Ou seja, para exibições de habilidades especiais futebolísticas inúteis, prefiro o insólito e genial artista de rua que faz embaixadinhas com uma bilha, no Largo da Carioca. Cachorro que se penteia pra brigar por osso fica sem janta.

Então é isso, depois do desabafo, estreio dando meus parabéns aos jogadores por ultrapassarem mais uma etapa e me fazerem voltar a sonhar com o título, porque do jeito que estava dava pra ver a água subindo no fundo do casco. E sigo envergando o estandarte estelar até o fim dos meus dias, que Deus me proteja da carrocinha amém amém e assim queira, porque assim quero eu, Biriba VII, descendente daquele que viu a estreia de Nilton Santos e da estrela solitária. Meus sinceros, fiéis e caninos Parabéns!

Saudaçõs alvinegras!

PS 1: Por que a defesa joga melhor na ausência do Juninho?
PS 2: Por que o time sempre joga com seriedade na ausência do Juninho?
PS 3: Por que o Juninho, um cara perfeitamente apático, é o capitão do time?
PS 4: Por que o Juninho não estava colado no Bruno Meneghel, nem que fosse pra dificultar a cabeçada que obrigou o Renan a fazer grande defesa, na decisão da Taça?
PS 5: Por que o Juninho não saiu da área pra dar combate ao Carlos Alberto, ou pra fazer uma falta que o fosse, no quarto gol do Vasco?
PS 6: Por que o Juninho não estava colado no Alan, do Fluminense, pra tentar impedir o chute, ou fazer uma falta fora da área?
PS 7: Por que o Juninho deixou o Bruno (camisa 10 do Madureira) sair livre conduzindo a bola e acabar dando o passe para o gol do Alex Alves?
PS 8: Por que o Juninho não consegue mais nem bater falta decentemente?
PS 9: Por que cargas d’água trouxeram o Juninho de volta?