quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

É Natal


Frente ao fato de que o repertório de regalos que a atual diretoria do Botafogo tem a nos oferecer é um pacote que inclui pressão alta, náusea, gastrite, dor de cabeça, insônia, depressão e coisas do gênero, é um alento saber que o conjunto da raça humana não se resume a pessoas que trabalham para que o mal se instale no seio de nosso time de coração.

Os torcedores alvinegros, por exemplo, aqueles que realmente amam o Botafogo, certamente só desejam o bem ao nosso querido clube e, para nossa auto-confiança e estima, para nossa alegria e garantia, não são poucos. Somos cerca de 10 milhões de brasileiros apoiando o Botafogo, o que revela, inclusive, que o bom gosto futebolístico é um dom que não foi distribuído com exagerada parcimônia. Isso, sim, é um presente!

Essa uma torcida que tem a honra de apoiar uma instituição que foi defendida por Luiz Caldas, Flávio Ramos, Paulo Antônio Azeredo, Carlito Rocha, Neném Prancha, João Saldanha, Tarzan, Emil Pinheiro e que teve suas camisas sob a guarda de Mimi Sodré, Abelardo e Rolando Delamare, Carvalho Leite, Heleno de Freitas, Nílton Santos, Garrincha, Didi, Paulo Valentim, Zagallo, Quarentinha, Manga, Amarildo, Jairzinho, Gérson, Roberto Miranda, Paulo César Caju, Dirceu, Marinho Chagas, Alemão, Josimar, Paulinho Criciúma, Maurício, Mauro Galvão, Valdeir, Gonçalves, Túlio Maravilha, Wágner, Jefferson, Maicosuel e muitos e muitos outros. Esse corpo de milhões de pessoas, os torcedores comuns que não estão à venda e que partilham do amor ao clube da Estrela Solitária, são o próprio Botafogo.

Sim, senhoras e senhores, nós somos o Botafogo de Futebol e Regatas. Ele é o nosso querido presente e nós somos a sua presença.

Sendo assim, ninguém, nenhum dirigente vil ou jogador patife, nenhuma instituição de futebol mercenária ou órgão de imprensa tendencioso é poderoso o suficiente para diminuir, enfraquecer e, muito menos, acabar conosco. Podem tentar, mas jamais conseguirão.

Repitam sempre, no íntimo ou em voz alta: “Nós somos o Botafogo, nós somos o Botafogo!”. E, por favor, nunca se esqueçam disso. Este é o presente que peço.



Em especial a todos esses torcedores – que são a alma botafoguense –, aos grandes nomes do passado alvinegro – que deram corpo a este espírito –, aos profissionais que trabalham dedicadamente para o bem de nosso clube de coração e a todos os envolvidos no mundo do futebol que colocam o bem do Botafogo acima de quaisquer interesses pessoais, eu e o Biriba desejamos um Feliz Natal e um Ano Novo com muita saúde, alegria e conquistas.

Tudo de bom para vocês, meus amigos botafoguenses, neste Natal, em 2010 e sempre!

Saudações alvinegras!!!

(Montagem a partir de imagem de Shutterstock)

- Você esqueceu de escrever aquilo que eu tinha te pedido.
- Ah, é...
- E então?
- Mas eu não posso escrever ‘E ao diabo com o resto!’.
- Por que?
- Porque é Natal, não pega bem.
- Mas o Natal já virou sinônimo de oportunidade comercial, não é mais a mesma coisa.
- Pô! Minha mãe, meu saudoso tio, meu irmão e minha sobrinha são tricolores. Meu pai é América... Não dá, Biriba.
- Escreve no final ‘menos a minha mãe’ e pronto!
- É Natal, seu fariseu!
- Então escreve assim: ‘Paz e felicidade às mulheres e homens de bem que habitam nosso planeta e aos seres que vivem em torno de nós e em outras partes do Universo’...
- Tá inspirado, hein!
- E completa: ‘E AO DIABO COM ESSA DIRETORIA CALHORDA!’
- Você não sossega nem no Natal, cara?
- Afff!

Saudações alvinegras! (Enfim)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Otimismo é coisa de otário?


Já que o Botafogo é uma vitrine para jogadores potencialmente promissores...

- Potencialmente promissores, Luiz? Putz, o cara não é nem promissor ainda?
- Deixa eu escrever em paz, Biriba!
- Você quer paz pra escrever, mas essa tua escrita tá acabando com a minha!

Prosseguindo...

Jogadores que são promessas, mas que ainda não se afirmaram no futebol, procuram o Botafogo com a intenção de alavancar a carreira jogando por um clube que lhes garanta visibilidade, na esperança de conseguirem melhores oportunidades fut...

- Melhores oportunidades? Você tá falando do Botafogo! Ficou maluco?
- Mas é assim que eles nos veem...
- E é exatamente esse o problema. Você tem que escrever como NÓS vemos o NOSSO Botafogo!
- Tudo bem, Biriba..
- Afff!

Jogadores que não tiveram boas oportunidades nos clubes que defenderam na última temporada, jogadores que foram relativamente bem na série B do Brasileiro e outros que supostamente tiveram destaque em equipes de pouca expressão, juntam-se a completos desconhecidos para integrar o plantel...

- Plantel, cara? Você chama isso de plantel?
- Mas os caras que vão jogar a próxima temporada são isso que eu tav...
- Você falou jogar, né?
- É, jogar...
- Jogar como o Reinaldo, é?
- Tudo bem, deixa eu ver aqui...
- Capricha aí.

Jogadores em final de carreira ou com problemas físicos crônicos, jogadores tecnicamente inexpressivos ou sem espaço nos clubes que defendiam, e jogadores que somam alguns dos referidos perfis veem o Botafogo como ótima oportunidade para continuar ganhando um salário mensal em dia, pois nenhuma outra equipe de primeira linha do futebol brasileiro os contrataria para fazer parte de seus plantéis.

- E agora?
- Agora sim! Melhorou pra caramba!
- Melhorou é o escambau, Biriba! Esse é o time de 2009. Te peguei, hein!
- Ah, é?
- É, sim!
- E qual é a novidade?
- O Renato Cajá, por exemplo, é um bom jogador. É técnico e chuta de fora da...
- Mas vai barrar o Lucio Flavio?
- É, mas... Tudo bem.
- Tudo bem pra você, que gosta de bizarrice.
- Tem o Antonio Carlos, que é raçudo e faz gol de nuca em decisão.
- Gol de nuca em decisão... Da onde você tirou essa maluquice?
- Ele fez um gol de nuca na decisão do Carioca.
- E isso é credencial que sirva pra alguma coisa?
- Não sei...
- Do quê que você sabe, então? Fala alguma coisa que preste, cara!
- Olha...
- Tô olhando.
- O Marquinhos e o Willians correm pra caramba e são habilidosos e vão dar um trabalhão pras defe...
- Pro departamento médico, isso sim. Acorda, Luiz!
- Biriba, hoje você tá muito pessimista.
- Pessimista não, realista.
- Pois eu acho que o time vai se acertar direitinho pro Campeonato Carioca.
- Deus te ouça.
- A diretoria é competente e vai surpreender todo mundo.
- Rá! Com essa você se revelou. Eu é que te peguei, otário.

Saudações alvinegras!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Quem assessora esse rapaz?

São inúmeros os casos de jovens oriundos de classes menos favorecidas – o que em português corrente significa ‘crianças pobres’ –, que por conta de talentos especiais se destacam em atividades que pagam bem, o que faz com que acabem ganhando um bom dinheiro e uma certa notoriedade.

(Car Crash – auto-retrato: Justin Sanz)

Não são poucos os que sucumbem ao ‘peso da fama’ e acabam se envolvendo em atividades pouco edificantes. Uns conseguem ‘dar a volta por cima’ – mesmo que vários ‘indicadores’ sugerissem que o fundo do poço seria o destino final de suas vidas –, mas outros enfrentam um final sem nem mesmo um punhado de lama e uma cacimba vazia.

Seja por sorte ou por vontade própria, seja ‘por força’ de uma boa a$$e$$oria ou através de combinações destas forças com outras – de natureza ainda ‘mais interessante’ –, o que que me empolga é ver um desses jovens, já em idade adulta, tomar as rédeas de sua vida e contrariar as expectativas mais funestas, deixando os que apostavam na sua derrocada olhando as fichas serem recolhidas. Isso me dá uma satisfação indescritível! Me$mo que o meio utilizado $eja o que os senhores e$tão pen$ando.

Porque vivemos numa sociedade que aprecia muito mais a derrota do outro, do que a própria vitória; uma plateia mastigando pipocas e torcendo pra ver a queda do trapezista – imagem conhecida. E quanto melhor o trapezista, mais extasiante é o tombo. Porque a queda do homem comum – o tipo mais bravo de ‘herói’, diga-se –, na sociedade em que vivemos, é banal.

‘Fabricamos’ heróis para que sejam destruídos? Pode ser.

Apesar de haver demanda por heróis com longo prazo de validade, a maioria dos heróis são ‘confeccionados’ para atender a necessidades momentâneas, sendo ‘naturalmente’ descartados assim que a ânsia é saciada. E, nesta concepção de universo, a usina macabra se perpetua, pois o ritmo de produção não pode ser atenuado, uma vez que o posto de herói perene é para poucos e muito da graça da ‘brincadeira’ reside, justamente, na vertigem da ascenção.

Precisamos de um herói e precisamos vê-lo caído, porque herói bom é herói morto. E, como somos viciados em espetáculo, produzimos ‘heróis’ em grande quantidade, para viverem mortes espetaculares, protagonizando quedas gigantescas.

(detalhe de Guernica: Pablo Picasso)

Quando vejo um destino trágico se enfiando na vida de um jovem adulto, um ex-garoto pobre que o esporte, a música, ou outra atividade intrínsicamente ligada ao talento individual levou a um nível de sucesso suficiente para conseguir dinheiro bastante para operar o milagre da multiplicação de amigos de ocasião e lhe ‘concedeu’ o êxtase advindo do consumo de bens não-duráveis, a primeira coisa que me vem à cabeça é: “Quem assessora esse rapaz? Quem ‘cerca’ e trata de dar bom amparo a essa moça?”

Mas tão logo me vem este pensamento ele já me parece irresponsável, pois sempre estamos delegando a um ‘outro’ a responsabilidade que deveria ser de todos, o que nos inclui. Porque a ‘assessoria’ e o ‘amparo’ destinados ao herói da vez ou ‘a qualquer pessoa’ deveria ser dado pela sociedade em que vive, e não pelo agente ou empresário, treinador, produtor, patrão, mãe, amigos, etc.

Acredito que enquanto a humanidade não se responsabilizar pelo fim que destina a seus ‘heróis’ – e à plateia desses heróis, por que não? –, a pergunta não é, ‘Quem assessora esse rapaz?’, mas, sim: ‘Como assessorar essa sociedade?’.

Saudações alvinegras!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O quanto sabe Jefferson?


“O ideal seria manter a base, nosso grupo é bom. Queremos dar alegria ao nosso torcedor e de cara vencer o Carioca. O Botafogo tem batido na trave nos últimos anos, mas espero que a temporada de 2010 seja de muito sucesso para nós.”

Foi isso o que o melhor goleiro do Brasil, Jefferson, disse em transmissão da Rádio Tupi AM.

Não concordo com nosso melhor jogador, Jefferson, o Paredão, quando afirma que ‘seria ideal que o Botafogo mantivesse a base’ e que ‘nosso grupo é bom’. Os amigos que acompanham o blog sabem que, no meu entender, poucos seriam poupados da dispensa, sendo que dois deles já estão praticamente de malas prontas: Jobson e Diego.

Na verdade, do ‘grupo’ de jogadores que gostaria que ficassem para a temporada de 2010 parece que só nos sobrou o Jefferson. Uma ‘sobra’ e tanto, diga-se. Não há do que reclamar.

Jefferson não é só um excelente goleiro, mas é um jogador com postura de vencedor. E me convence disso. Uma coisa é ouvir um Juninho ou um Lucio Flavio falando que vão lutar por uma vitória, outra é ouvir o Paredão dizer que pretende “de cara vencer o carioca”. Porque se não confio no pusilânime Juninho e nem no fleumático Lucio Flavio, garanto a vocês que ‘in Jefferson we trust’ (me and Biriba).

O que me preocupa quando ouço de um sujeito do tipo vencedor como o Jefferson que “o ideal seria manter a base”, é o fato de que ele está do lado de dentro do mundo futebolístico e eu aqui, fazendo minhas conjecturas na frente de um computador. É certo que ele sabe muitíssimo mais sobre o que se passa nos bastidores do que eu, que tiro conclusões a partir das notícias que leio.

Agora fiquei desconfiado. Será que nosso goleiro está mandando um recado velado para a torcida, alertando-nos pro fato da diretoria estar trocando porcaria por coisa pior ainda?

Tomara que o Jefferson, um cara todo certo, dessa vez esteja errado.

Saudações alvinegras!

domingo, 13 de dezembro de 2009

100 ÷ n = ?


O vice de futebol Andre Silva anunciou, numa entrevista durante o intervalo do jogo contra o Internacional, que estava negociando a volta do atacante Dodô. Logo em seguida, a imprensa noticiava que o Botafogo perdera o ‘artilheiro dos gols bonitos’ para o Vasco.

Há poucos dias outra notícia falava a respeito de mais uma ‘perda’. Desta vez, o atacante Reinaldo, a eterna promessa de retorno triunfal, convalescente crônico, havia escapulido das mãos de nossos diligentes diretores e estaria assinando com o Vasco. Mais uma vez, o Vasco.

A contratação de Dodô ao Vasco não foi concretizada e duvido muito que a de Reinaldo se efetue.

Digo isso porque não seria de se esperar que uma diretoria que levou um time a sair de forma brilhante da segunda divisão do Brasileiro, começasse a fazer bobagens de uma hora pra outra. Souberam contratar, souberam administrar a campanha e todos os âmbitos do futebol do clube, sendo que há de se destacar o trabalho do departamento de marketing, que conseguiu mobilizar a torcida de forma exemplar, e durante toda a competição.

Não seria agora que teriam uma recaída, pra começar a fazer trapalhadas como fizeram, fazem e farão o vice Silva e seu camarada, o gerente Barros.

Só não consigo atinar porque justamente o Vasco entrou nessa(s) história(s). Seria para desviar a atenção do fato de que o co-irmão tentou nos tirar o Jobson e provavelmente ficará com o lateral Michael – que quase saiu, ou saiu, não sei, antes mesmo de começar?

Já que não vem nenhum de cem mil, então peguem logo o Nunes, que não tem medo de ser feliz, e o Ariel, centroavante brigão. Os times deles foram rebaixados, mas duvido que pipoquem, como pipocaram os ‘líderes’ do time que se apossou do uniforme botafoguense nos últimos seis meses.

Saudações alvinegras!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O arquipélago catarinense da alegria


Em minha estadia no arquipélago catarinense do Avaí, pude perceber que as coisas vão muito bem por lá. A atmosfera geral é de um ambiente corporativo sintonizado ao que de mais moderno pode ser encontrado no meio empresarial contemporâneo e a paisagem é uma maravilha.

Os avaianos e avaianas desenvolveram um projeto de gestão no qual estipularam metas e arquitetaram um planejamento estratégico para viabilizar a realização de seus objetivos, e isto, traduzido para o Português, quer dizer: ‘bolaram uma forma esperta e eficaz de administrar um clube de futebol’. Ao final das contas, é o mínimo que se pode esperar de pessoas que estão encarregadas de dirigir uma instituição que, supostamente, e espera-se, tem o sucesso como finalidade. E é exatamente isso o que faz a alegria de seus associados. Ou seja, a torcida avaiana agradece.

O planejamento citado acima elegia, dentre outras, as seguintes metas para 2009 (transcritas do site oficial do clube e numeradas para análise):

1) Permanecer na elite do Futebol Brasileiro (Série A);
2) Buscar participação nas competições: libertadores e sul-americana;
3) Manter o torcedor satisfeito e orgulhoso da camisa que veste;
4) Ser um clube reconhecido como importante formador de atletas;
5) Ser visto como um clube sério, com credibilidade e patrimônio sólido;
6) Ter visibilidade nacional e internacional, fortalecendo a marca Avaí FC;
7) Ter patrocinadores e investidores seguros de seus investimentos feitos no Avaí FC;


A missão dos avaianos é:
'Proporcionar satisfação e orgulho aos associados, por meio de conquistas e títulos'.


* * *

De volta ao mundo dos homens tristes e sem vida que se enfurnaram na enseada de General Severiano, fiz uma análise comparativa entre os resultados avaianos e os botafoguenses:

Objetivos 1, 2 e 3:

Avaí: A meta de número 1 foi atingida com folga. A segunda, que era uma ‘tentativa’, ficou a três pontos de atingir o topo de suas ambições e ambas certamente garantiram aos gestores alcançar o terceiro objetivo.

Botafogo: Mesmo que o mandato Assumpção represente uma espécie de ‘gestão sem metas’, podemos dizer que não atingimos um claro objetivo do presidente, já que este afirmara que estaríamos na briga pelo título. Pior, não participaremos de nenhuma competição sul-americana oficial, nos livramos da Série B por um triz, e o torcedor não deve estar muito satisfeito. Insatisfeito, porém, não com a camisa que veste, mas com quem usou indevidamente nosso uniforme dentro de campo.

Objetivo 4:

Desconheço o potencial da base de formação do Avaí, mas por aqui, dos atacantes Laio, Junior e Caio, somente o primeiro jogou algumas vezes e desapareceu, dando lugar a Reinaldo, Victor Simões, Ricardinho e coisas do gênero. Talvez reapareça em outro clube daqui a uns dois anos ou desapareça para sempre. Rodrigo Dantas, Gabriel e Luís Guilherme já têm parte de seus direitos em poder dos sócios do fundo de investimento, e Wellington Junior serve para a seleção sub-17, mas não serve para nosso time principal.

Objetivos 5, 6 e 7:

Avaí: Depois do campeonato de 2009, ninguém duvida que o Avaí seja um clube sério e que tenha credibilidade, além de ser de conhecimento geral o fato de que são proprietários do estádio em que jogam, quando têm o mando de campo. Certamente conseguiram tornar o clube mais conhecido nacionalmente, fortalecendo sua marca, o que provavelmente fez com que os patrocinadores e investidores estejam felizes da vida, por terem feito uma aposta certeira ao investir no clube catarinense.

Botafogo: A atual gestão do Botafogo é responsável por criar uma imagem de clube desgovernado, presidido e administrado por amadores despreparados, que municiam a imprensa com fatos que a levam a acreditar que somos uma instituição que não merece respeito, abrindo caminho à formação de um imaginário popular que nos tem como perdedores, um time de segunda linha.

O mandato Assumpção ainda agregou a esta imagem negativa uma campanha no Campeonato Brasileiro em que nos arrastamos até conseguir salvamento na última rodada, enfraquecendo nossa marca em âmbito nacional, estreitando o escopo de possibilidades de futuros investimentos e frustrando as expectativas dos atuais patrocinadores. (Seriam necessárias algumas gerações para que a imagem internacional do Botafogo fosse abalada de forma significativa).


Uma pena que nossos dirigentes não conheçam o fabuloso estilo de vida do arquipélago do Avaí, pois nossa enseada poderia viver em festa, com muita dança, mulheres de sarongue e homens felizes, comemorando vitórias e vivendo a vida alegremente.

* * *

- Estamos em péssimas mãos...
- Eu sei, Luiz.
- E o quê que a gente pode fazer, Biriba?
- Vamos tirar esses caras de lá!

Saudações alvinegras!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Lá é ula-ula, aqui é uga-uga


“Os resultados abrangem as diversas áreas do clube. Além das conquistas do futebol, e das modalidades olímpicas, o __________ alcançou as metas administrativas previstas no período entre 2004 e 2009. O quadro de sócios aumentou em cerca de 500%, passando de 2.763 em 2004 para 13 mil esse ano. A meta é atingir 20 mil sócios adimplentes até dezembro de 2010. As mulheres representam hoje 18% do número total de sócios do __________. O crescimento da presença feminina no clube é da ordem de 729% de 2004 para cá. Outro resultado importante está na área de licenciamento de produtos. Em 2007, o clube tinha cerca de 80 ítens. Esse ano já são 1,5 mil e a previsão é de 3 mil artigos com a marca __________ para 2011. O trabalho de profissionalização da gestão do __________ vai continuar. Principalmente na ampliação e modernização do estádio ___________, no crescimento do patrimônio e na aquisição de novos sócios. Para 2011, a meta é ter 25 mil sócios e ampliar a capacidade do estádio para 32 mil lugares.”

Mesmo que o número de sócios e a capacidade do estádio, descritos no texto acima, não sejam compatíveis com metas ambiciosas, porém realistas, para o potencial do Botafogo – que possui cerca de 5 milhões de torcedores espalhados pelo Brasil –, dá uma vontade danada de preencher as lacunas com o nome do nosso clube de coração, não dá? Porque os números são expressivos: 500%, 729%, avanços de 80 produtos de marca para mil e quinhentos!!!

Pois este é o resultado do projeto de marketing que, incorporado a um conjunto de iniciativas administrativas de alto nível, tirou o Avaí Futebol Clube de uma eterna estadia na segunda divisão do Campeonato Brasileiro e o fez conquistar, em 2009, o sexto lugar, na mesma competição na qual ocupamos as últimas colocações até a última rodada.

E eles querem ampliar o estádio – que é deles, não é uma concessão –, enquanto a nossa diretoria quer se desfazer do Engenhão...

Imaginem as possibilidades de crescimento do nosso clube, se um grupo de dirigentes e profissionais deste mesmo gabarito gerisse o Botafogo de Futebol e Regatas! Imaginaram? Sonho bom, não é mesmo?

Pois é, quando literalmente ‘caio na real’ e acordo para o pesadelo que representa a presidência de Assumpção – uma administração esportiva gerida por uma amálgama de despreparados de diversas origens profissionais e morais –, sinto uma tristeza tão grande, que me dá vontade de voltar ao sonho catarinense ou de trazer desesperadamente este sonho pra cá.

Mas, até 2011, isso não será possível. Até lá, somente a certeza de que ‘o Avaí não é aqui’.

Saudações alvinegras!